Medieval Legends 2013
 
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 Cidade de Londres

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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Dom Jun 09, 2013 7:13 pm

*Gherant procura se aproximar mais da cena e, agora, ele percebe claramente que três pessoas estão conversando amigavelmente entre si: Bronn, Anir, Dwalin, um anão. Não sabe ao certo o que aqueles três tanto falam, mas agora é a hora de abandonar todos aqueles pensamentos a respeito do Reino Unido para ser alguém menos... Reservado. Não pode: ele precisa manter contatos abertos para saber o perfil de cada uma das pessoas que eventualmente conhecerá. Ele gosta de conversar, aprendeu a ter gosto com a própria mãe - distante pelas terras Nórdicas por aquele momento - e passou a usar desta "arma" especialmente para sanar as dúvidas que possuía com respeito ao comportamento social e religioso da Inglaterra.

Próximo o suficiente, sabe que Bronn o olhou sorrateiramente poucos minutos atrás. Ele simplesmente retira a roupa nobre trajada acima duma menos chamativa. Desta maneira, metade das pessoas perde todo o interesse em observá-lo, pensam que se trata de apenas mais um membro plebeu. Sem levantar maiores ou menores suspeitas sobre sua identidade verdadeira, aproxima-se Gherant ainda mais. Praticamente está ao lado daquele Mercenário, quando, educadamente, e em tom normal - sem gritar ou falar alto demais - pergunta:

- Eu percebi que estava olhando pra mim há pouco... E vi que está entretido. Anyway, what's your name? Chamo-me Gherant, antes que levante uma questão condizente a isso.

Observando a movimentação pelo bar, ergue um pequeno sorriso. Nenhum cidadão - qualquer homem que fosse - parece perder tempo o observando. A taverna está como antes, normalíssima, cheia de converseiros, jogos, distrações, bêbados principalmente e senhores plebeus atrás dum descanso graças ao dia desgastante que possuíram. Ao esperar alguma resposta provinda de Bronn, observa, sem querer levantar suspeita alguma, Anir e o anão. Sabia que anões existiam, mas jamais havia observado um ao vivo e à cores. Indiferente, retorna a beber. Enchendo os pensamentos com novas ideias para daqui a poucas horas, quando sair da taverna e retornar aos aposentos particulares na zona mais nobre possível de Londres.*
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Dwalin Fundinul
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Dom Jun 09, 2013 9:03 pm

- Um Britânico perguntando a um anão o que faz em Londres? - Riu em tom baixo. -Eu me chamo Fírgan, como já lhe disse, eu sou um mercador, escultor, engenheiro, arquiteto, ferreiro e armamentista. Construo o que me pedir mesmo que tenha visto em um sonho, e ainda sim faço se tornar real e maior. Eu vim até aqui com meus companheiros, Winhulf, meu outro companheiro foi até o mercado comprar provisões para seu senhor nas terras de Wundo, eu vim fazer uma entrega para um mercador, ele pagou um alto preço por um escudo e é isso que lhe trouxe, é um velho vendedor de especiarias, rico e bem doente, ele pediu um escudo com seu brasão pessoal.

O velho anão apreciava muito conversar com homens comuns, era algo estranho para sua raça muito reclusa e sombria, seu assistente Dorian, sentava-se na cabeceira da mesa, olhava para todos, era simpático e jovem, mas não falava muito.

- Se os Homens de Londres, e de todo o Reino Unido viessem mais vezes a Wundo e trouxessem de volta as velhas alianças feitas de Homens, anões e elfos, todos haveríamos de prosperar. Os britânicos entram em navios e viajam pelos mares quando encontram uma terra, falam que a descobriram. Mas nós sabemos dos mapas, eu já vi esse mundo por completo, até onde o navio pode ir, no grande oceano, onde as águas são repletas de bestas e coisas piores, nós, anões nos aprofundamos em nossas montanhas quando os homens, outrora nossos aliados nos abandonaram e esqueceram em veneração a novos deuses e seus filhos. Já deixou Londres, senhor Anir? Já viu a glória das terras verdes de Wundo? Ou o rosto jovial dos elfos? Já enfrentou as águas frias do norte e encontrou as terras das Ilhas Congeladas da Islândia? Eu já, meu senhor, e posso dizer o que encontrei em todos os lugares que fui... homens. E é claro, cerveja, nada como uma boa bebida. - Ergueu o caneco, o velho não estava bêbado, mas apreciava muito devanear em conversas tolas.
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 11, 2013 3:42 pm

(Como o Lucas demorou muito, então vou dar prosseguimento.)


*Gherant aguarda pacientemente pela resposta a ser dada por Bronn, pensando que ele talvez esteja entretido demais com a conversa dentro daquele grupinho para dá-lo atenção. Independente, continua bem disposto em persistir nos seus objetivos, que, primariamente, são conhecer o maior número de pessoas que der conta E perceber as diferenças mínimas no quesito religiosidade entre cada uma. Bebe normalmente, não quer ser observado por dezenas ali dentro. Mas talvez não chegue a ser, já que, desde quando começou seu trabalho escondido para ajeitar o Reino Unido e torná-lo "original" por mais uma vez, passou a frequentar tais tavernas e bares para ter noção das pessoas existentes em Londres e em outras cidades é claro. Já esteve em pelo menos dez outros municípios, próximos ou distantes.

Presta atenção entre a conversa de Anir e o velho anão sem que ambos necessariamente o percebessem e, retirando as conclusões próprias, sabe que a diversidade cultural presente em território Inglês. Porém, agora -, quer tentar estabelecer contato com aquele Mercenário. Talvez, dependendo de quem for, poderá ser de excelente ajuda para com seus objetivos, embora eles, é claro, jamais serão ditos descaradamente para alguém desconhecido. Bebe o último copo, sem estar próximo de bêbado. Suspira e se apóia na mesa pelas quais o taberneiro costuma estar presente, atendendo os clientes que geralmente não param de entrar porque aquela é uma taverna bastante conhecida por aquela região da cidade. Dá uma olhadinha pelos arredores.

- Come on, answer me quickly. - Fala baixo, sem que as pessoas o escutem.
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Anir
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qui Jun 13, 2013 4:00 pm

*Sorrio ouvindo a história do velho anão. Levanto a manga direita da blusa que visto. Algumas tatuagens são vistas. Incluindo, na parte interna do ante-braço, a cabeça de um touro, simbolo do culto a Mitra.
Mais acima, depois do cotovelo, mais de 10 riscos horizontais, que ocupavam a parte de fora do biceps são vistos. Olho para o velho, lembrando das minhas expedições*

- Meu caro Firgan, cada risco desse representa alguma coisa que eu e meus homens vimos, que ninguém na bretanha, seja Anão, Elfo, Homem ou Besta jamais tinha visto antes. Já fomos enviados a todos os extremos do mundo. Eu e meus homens somos a tropa que abre caminho para o exército chegar. Nós somos os primeiros a vislumbrar as belezas nunca antes vistas, ou entrar em infernos inimagináveis para o povo Bretão.

*Sorrio com um carinho paternal quando vejo meu soldado completamente embriagado novamente. Olho para Firgan*

- Meus homens são os mais leais, os mais corajosos, e os que melhor sabem lutar em toda Bretanha. Daria minha vida por qualquer um dos meus homens, e eles fariam o mesmo por min. Então sim meu amigo, posso dizer que já fui a todos os lugares dessa terra maldita!

*Termino mantendo o sorriso no rosto.*
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qui Jun 13, 2013 5:22 pm

Bronn ouve o que Anir tem a dizer, e permanece em silêncio. A perspectiva de ouro é algo chamativo e é o que faz um homem querer se tornar guerreiro. No entanto, esse ouro teria de ser dividido entre os outros soldados que chegaram vivos até essas riquezas, e por esse meio, levaria muito tempo até que o mercenário conseguisse acumular o suficiente para ficar tão rico quanto um rei.

Bebia calmamente, e não intrometia na conversa entre Firgan e Anir, pois não achava que deveria trazer algo de construtivo para o assunto. No entanto, seu devaneio sobre riquezas é interrompido por Daqn, que finalmente esquece a sutileza e vêm falar com Bronn. Já sabia que chamara a atenção desse Lord, e só estava esperando para saber quem tomaria o primeiro passo para que ambos pudessem interagir entre si. Quando Gherant faz a pergunta, o mercenário o olha, e vira o copo antes que tivesse que responder. Após ser apressado, finalmente Bronn fala novamente:

(Bronn) - Um Lorde em uma taverna plebeia não é algo comum. Pelo menos não na minha terra. Meu nome é Bronn, mas por que isso seria de seu interesse?

O Mercenário observa Gherant, esperando alguma reação do mesmo. Sabia que era alguém de status na sociedade inglesa, mas o fato de estar ali, em meio a população comum, intrigava Bronn, principalmente pelo fato de que os senhores de sua terra natal evitarem se misturar diretamente com a população a quem servem.
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Dwalin Fundinul
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qui Jun 13, 2013 6:01 pm

- Sugiro então que compre um mapa do novo mundo, meu senhor! - Riu novamente, agora mais alto. - Creio eu que nunca foi a Wundo, ou já foi? Já viu a glória dos salões dos Senhores dos Anões? Ou os palácios do Rei Elfo? São magníficos, muito ao leste daqui, além do mar frio, das bestas terríveis e das serpentes horrendas das águas, existem terras verdes, outras um tanto congeladas, onde a magia ainda existe, onde a magia ainda não morreu. - Ergueu o caneco de cerveja, seus pratos havia chegado, e logo após de ter beliscado um pouco do frango e bebido um longo gole da cerveja que ensopou sua barba, ele anunciou em alto e bom som.

- Até aqui a magia ainda existe, nós anões somos provas vivas dela. Mas se o senhor, capitão Anir, é um bom homem de tamanha estima, não sou eu que vou duvidar da mesma, espero apenas que um dia vá até Wundo, ou me contrate para forjar-lhe um elmo, uma armadura ou uma espada de bom gume, esse aço que vocês da Bretanha usam é muito ruim. - Voltou seus olhos escuros e duros para o mercenário, seu silêncio incomodava o anão, mas nunca pareceu mostrar isso. - E você jovem homem, é também um soldado? Não... muito menos cordial para isso, pelo cabo desgastado da sua espada eu diria que é um mercenário. - O velho anão era astuto para quase trezentos anos de vida. - Será que acertei? Não teria interesse em ganhar ouro escoltando um anão de volta para casa?
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qui Jun 13, 2013 11:19 pm

Gherant sabe muito bem o quão incomum é um Lorde meio a uma taverna plebeia, já que em teoria, a plebe viva uma realidade extremamente diferente da nobreza, com até mesmo impossibilidades de um plebeu se tornar rico e assim por diante. Porém, o que Bronn não percebeu, e não irá perceber porque não é esta a principal intenção do Lorde, é que ele, diferente das outras pessoas consideradas ricas, é um Mensageiro do próprio pai, Doocy, pelas terras Inglesas, após o mesmo ter se mudado em direção às terras Nórdicas. Havia ficado extremamente obcecado pela destruição dos Cristãos... E a obsessão, de fato, o retirou quase todas as riquezas para seus descendentes. Gherant, como filho, é o mais direto a recebê-las. Por isso permaneceu em Londres, graças aos desejos do próprio pai e mais ninguém. Por vontade própria, ele até sairia da cidade. Porém a situação atual pede que fique.

O único motivo visível para Daqn se misturar aos plebeus está no conhecimento maior da população que está situada ao redor. Está a procura dos Ingleses Conservadores, aqueles que, igualmente a ele, são Pagãos e não possuem o Cristianismo como religião primária. Também pudera. A sociedade perdeu sua identidade tão bruscamente após a chegada da religião Cristã que nem mesmo o próprio Doocy, seu pai, conseguiria descrevê-la na atualidade. Perdeu a identidade, infelizmente. Mas é claro que, espero como é, Daqn jamais sairia falando estar procurando Pagãos. Até poderia - poderia disfarçar ser caçador dos mesmos e contratar aquele Mercenário para matá-los, mas prefere não causar maiores problemas. Dando uma de "simples" o suficiente, responde, até mesmo erguendo um sorriso de simpatia quando é possível:


- Como descobriu que sou um Lorde? Eu percebi que estava olhando na direção em que eu estava sentado há pouco. Logo pensei que... Quisesse alguma coisa. Aparentou curioso. Afinal de contas meu trabalho por essa vasta Inglaterra é muito mais do que ser exaltado a nobre que se separa dos outros para atender seus próprios favores.

- Mas isso fica entre nós.

Assim como o Mercenário o observa, Gherant executa exatamente a mesmíssima coisa, esperando por alguma reação ou resposta. Está claro: Bronn se surpreenderá pela resposta dada, porém esta é a primeira reação de um plebeu ao perceber que um nobre está misturado com seu povo.
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 18, 2013 6:26 pm

Bronn é interrompido pelo anão, que pareceu não perceber quem Daqn era, e os rumos que a conversa entre o mercenário e o lorde poderiam tomar. O mercenário apenas ouve o que Fírgan tem a dizer, sem se virar para o mesmo. Após o duende terminar seu breve discurso, Bronn se vira na cadeira, até ficar com o corpo de frente para o anão, e então diz em um tom calmo e sercástico:

(Bronn) - Eu até aceitaria, mas esse trabalho não parece estar a minha "altura".

Antes mesmo de esperar uma resposta, já se virava novamente para Gherant e, para evitar uma breve discussão entre Bronn e Fírgan, já começava a responder pela pergunta de Daqn:

(Bronn) - Essa espada que carrega, não é para qualquer um. E já que mencionou, qual é o seu trabalho então?

O mercenário tomava outro gole de cerveja, enquanto observava a reação de Daqn a essa nova pergunta.
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Anir
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 18, 2013 6:47 pm

*Fico quieto ouvindo as conversas e observando o bar. Vejo que o mercenário conversava com um estranho. Talvez um amigo.
Observo a conversa e ao meu redor, simplesmente esperando o tempo passar*
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Dwalin Fundinul
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 18, 2013 9:17 pm

Não era um guerreiro, mas também pouco se importava, havia vivido trezentos anos, e já esperava tolices vindas dos homens, mortais e de vidas curtas, colocou as moedas de cobre e prata sobre a mesa, duas eram provavelmente para o estaleiro por sua hospitalidade e problemas, Fírgan se ergueu, caminhou até a frente a mesa do mercenário e do cavaleiro desconhecido, e em tom cordial, com leve taciturnidade ele respondeu, batendo duas moedas de prata sobre a mesa de ambos.

- Eu imagino que ratos prefiram esgotos, assim como ladinos preferem vitimas fáceis. - Quando o som da prata escorrendo pela madeira terminou de rolar, ele voltou a falar. - A próxima rodada é por minha conta, cavalheiros... aproveitem bem.

Em uma longa reverência para o capitão britânico, falou ao mesmo com tom mais ameno.


- Sua companhia, senhor Capitão é tão agradável quanto cerveja morna, espero que nos encontremos novamente. Com sua licença... 

E outra para o cavaleiro na mesa com o mercenário, não o conhecia, mas aos de um anão, nobreza e sofisticação não passavam despercebidas, o mestre anão seguia o caminho para fora da estalagem, havia comido o suficiente por aquela noite, e bebido mais que deveria.

- Para cama, Dorian, para cama. - Foi o que falou para seu assistente, com seu mascate o seguindo em poucos latidos joviais.


Última edição por Dwalin Fundinul em Qua Jun 19, 2013 12:55 am, editado 1 vez(es)
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 18, 2013 11:11 pm

*Gherant, por mais que jamais aparente ter vivido ao menos 350 anos, escuta Bronn e presta atenção ao ambiente ao redor, que de vez enquando aumenta ou reduz no fluxo de pessoas, como se estivesse procurando por algo ou por alguém mesmo que isso seja, de fato, mentira. Presta, porém, mais atenção ao homem que está conversando quando o Anão "chuta" sua ocupação, Mercenário. O que está fazendo ali conversando com um de seu tipo é desconhecido, mas, claro, até mesmo Mercenários um dia podem ser bastante úteis ao que está a vir, embora, claro, secretamente. De fato, Bronn acertou que Daqn sim, carrega uma espada. Mas deve tê-la confundido com o cabo do machado. Independente, é uma arma composta por materiais não comuns, não para a plebe ali presente. E como ele mesmo diz, não é para qualquer um.

Foi herdada diretamente do pai que, mesmo extremamente velho, viajou a sós com a própria esposa (e mãe de Daqn) em direção às terras Nórdicas alegando ao povo Inglês um dia retornar para "libertá-los", embora nunca tenha explicitado para outra pessoa fora Gherant a respeito do significado daquela palavra. Havia sido, também, muito usada por ele enquanto batalhou contra os Cristãos - e, se se manteve vivo, é porque conseguiu tirar as cabeças de centenas, senão milhares deles. Mas não vem ao caso, Daqn sente ser um grande erro compartilhar suas afinidades Pagãs com Bronn porque "sua face" "NÃO condiz a uma pessoa de cunho Pagão". Ele responde, enquanto bebe outra cerveja:

- Eu estou encarregado de cuidar do rumo da Inglaterra para que nosso país não caia em guerras absurdas com nossos vizinhos, especialmente países pelas quais são Pagãos e não aceitam nossos cidadãos em suas terras.

- Agora já que diz, esta não é minha espada, eu não a trouxe. Este é meu machado. Mas eu não irei retirá-lo de onde está para mostrar, quem sabe não vão pensar que estamos brigando enquanto estamos só conversando...


Também, percebe a presença de Anir, com certeza um guerreiro Britânico graças ao que veste, quieto, observando os arredores e esperando o tempo passar. Passa um olhar muito curto ao Anão, que havia se levantado e provavelmente deixado a taverna. Ele não, de fato, havia percebido sua presença. Mas também não o seguirá, com certeza deve estar retornando para Wundo, terra bem conhecida por suas belezas e construções peculiares. E sim, Daqn, em algumas ocasiões, já havia estado por lá. Já havia até mesmo visto o rosto dos Elfos quando em suas viagens prolongadas para fora da cidade, mas falaria delas só se despertasse os interesses devidos.*
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qua Jun 19, 2013 4:05 pm

Bronn ouve o que Fírgan tem a falar, o observa enquanto é provocado, mas não faz nada. Está acostumado com pessoas piores que ele, apesar de que nenhuma jamais conseguira chegar a altura do anão, por motivos óbvios. O segue com o olhar até o mesmo sair, então se volta para Gherant. Quando descobre que confundiu o machado com uma espada, se inclina para trás, conseguindo enxergar, então, a lâmina da arma, que parecia bem afiada, apesar de mostrar diversos sinais de ser muito gasta.


Antes de responder, Bronn chama o taverneiro e lhe dá as moedas jogadas por Fírgan, pedindo mais bebida para os três sentados ali na mesa. Ainda antes de dizer algo, pega um grande pedaço de lombo de porco e o coloca na boca, mastigando com vontade. Após engolir, se vira para Gherant e diz com uma voz despreocupada:

(Bronn) - Pode apostar velhote, se nós fôssemos mesmo brigar, não tenho certeza que iriam se importar conosco. Um matador de cristãos e um lorde não são muito bem vistos por eles.

Bronn indica com a cabeça a taverna, que aparentava estar indiferente com a presença deles ali. Pega mais alguns pedaços de carne e bebe da cerveja trazida recentemente. Após alguns segundos de silêncio, se vira novamente para Daqn e fala, em tom despreocupado e duvidoso:

(Bronn) - Você é o único a cuidar dessa terra sem leis ou tem mais alguém acima de você que diz quando deve limpar a própria bunda?


O mercenário olha Gherant com um certo desdém, mas aparenta não possuir o menor interesse nas políticas daquele reino e daquela ilha.
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Anir
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Sab Jun 22, 2013 4:21 am

*Dou um breve sorriso. Me levanto da mesa e começo a me dirigir para a saída. Falo com Bronn*

- Meu caro, já sabe onde me encontrar amanha, se assim desejar. Até!

*caminho para fora da taverna e começo a dar uma volta nas redondezas, sem ter o que fazer*
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Dom Jun 23, 2013 12:24 am

Daqn sorria, mas ao mesmo tempo, procurava se manter indiscreto mediante aquela tão enorme quantia de pessoas que geralmente se acumulava por aquela taverna durante um dia normal. Bronn até pode ser Mercenário, mas da maneira que conversa, aparenta ser uma pessoa menos "bruta" do que poderia imaginar, pelo menos por ali, onde está tendo um momento de confraternização com outras pessoas. Não liga ao ser chamado de velho, mas também jamais revelaria sua idade verdadeira, ele sabe que nenhum plebeu seria capaz de compreender. 

Antes de mais nada, observa Bronn chamando o taverneiro. Não liga se fala com a bocha cheíssima ou não, para que o começo de sua quest seja concluído, é preciso ser neutro e muito parceiro da população - fato que, sim, a maioria dos nobres ficaria arrepiada só de escutar. Pois responde:

- De fato, o pessoal não se importaria conosco.

A resposta é não. Existem mais pessoas cuidando da Inglaterra. Pode ser que até os Anões um dia cheguem a isso, mas, retirando pensamentos futuristas, responde:

- Negativo. Sou apenas um dos que cuidam desta terra. Os descendentes de Arthur são exemplos do "restante". Engraçado é eles se preocuparem muito mais com Camelot - deixando brechas para outras pessoas tomarem conta do real poder, situado aqui na cidade, por usurpadores e oportunistas. Mas não sou nenhum dos dois. Apenas fui posto como um dos líderes por mérito.

Percebeu muito bem que aparenta estar desinteressado em política. Por isso, apenas respeitando a situação, é que procurou falar pouco a respeito - até para não revelar coisas "demais" a um plebeu. Esperou as reações devidas.
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Seg Jun 24, 2013 1:25 pm

Bronn continua comendo normalmente, não aparentando ligar muito para o que Gherant tem a dizer. Acena com a cabeça para Anir, em despedida, e continua a apreciar sua comida. Após alguns segundos de silêncio, após terminar de mastigar e engolir sua comida, o mercenário olha a taverna novamente, para depois repousar seus olhos novamente em Daqn. Após alguns segundos o observando, Bronn solta a língua novamente:


(Bronn) - Tem uma coisa que me intriga em você.

Pega mais um pedaço de porco e começa a mastiga-lo lentamente. Bebe mais um pouco de cerveja e, logo em seguida, olha novamente para Gherant, dizendo:


(Bronn) - Sei que não veio para essa taverna para beber ou comer. Tenho certeza que cerveja e comida não é o que falta no seu castelo.

Não fora necessária uma pergunta direta, pois a mesma já estava subtendida na sua fala. Bronn agarra um pedaço de frango e começa a apreciá-lo em sua boca, enquanto espera uma resposta.
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Seg Jun 24, 2013 11:14 pm

- Deve estar intrigado porque sou um Nobre "social" demais, é normal das pessoas à primeira vista acharem isso de mim. Eu frequento a taverna talvez a mais tempo do que você é vivo. Eu zelo pela população desta maneira há mais tempo do que você é vivo, meu caro. De que adianta a Nobreza largar a plebe descontrolada?

Daqn aprecia a política Britânica de controle populacional desde que assumiu como um líder para seus residentes independente dos pensamentos alheios a serem tidos pelo restante da Nobreza. Pois até mesmo sua própria família parecia ser distante o suficiente dos plebeus para evitá-los. E a pergunta de Bronn teria sido desnecessária, já que Daqn acabava de relatar as coisas ao mesmo da maneira que precisavam ser ditas e nada mais. Gherant não mente, e é destacado da maioria dos outros Nobres por não cometer os mesmos erros que eles. Daqn pensa no futuro do país e quer tê-lo uma potência muito igual aos impérios ao Sul da Europa. Lógico que para isso, precisaria reaver sua família em um salto social ainda maior, nunca antes visto.

Independente, o país precisa de uma organização tanto política quanto social melhor para que seus desejos possam ser cumpridos da maneira mais organizada possível. E é o que ele pensa todos os dias desde quando seus pais deixaram as imediações Inglesas para se unirem aos Escandinavos - por motivos muito bem conhecidos - e vem tentando cumprir quaisquer organizações não apenas para Londres, mas ao país. Lógico que existem dificuldades, e impasses serão perceptíveis dentro do decorrer daquele tempo. E de fato, não veio à taverna para comer, nem beber, porque seu castelo era um dos mais luxuoso, mais limpos, mais bem organizados e mais suntuosos locais da Inglaterra como um todo. Veio para acompanhar a população e o modo que estavam vivendo. Respondia:

- Eu vim para acompanhar a população em seu dia-a-dia, Bronn. É fundamental que eu tome nota do que esteja acontecendo, pois governo que não cuida da população não é governo.
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 25, 2013 2:29 pm

O mercenário aparenta não prestar muita atenção nas palavras de Daqn, e parecia mais interessado em apreciar o que restava de seu banquete, já que estava pago. Apesar de não ser muito atencioso ao que Gherant dizia, certamente o ouvia e respondia singelamente a primeira conclusão do Lorde:

(Bronn) - Velho do jeito que é, não duvido que cuida dos ratos quando eu ainda usava fraldas.

Observava a taverna novamente. Começara a ficar entediado com a situação, e esperava por alguma coisa mais excitante ou próspera enquanto discutia sabe-se lá o que com aquele velho. Continua comendo e, após a última fala de Daqn, Bronn diz em um tom indagador e desafiante:

(Bronn) - Se está aqui para conhecer seu povo, por que está falando comigo? É óbvio que não sou daqui, então você não tem nenhuma obrigação comigo.

O mercenário continuava comendo, mas dessa vez encarava Daqn, esperando sua resposta.
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Gherant Daqn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Ter Jun 25, 2013 11:25 pm

- Você deve ser um Inglês, então independente de ser ou não da cidade, é considerado pertencente à Inglaterra.

Lorde Daqn se levantou após falar aquelas palavras, talvez Bronn, como Mercenário, não quisesse ter interesses naquele assunto. Já havia ficado demais dentro daquela muito movimentada taverna, e não aparentou ligar para nada do que dizia o jovem rapaz. Daqn não era velho, estava começando a viver e mal havia se casado---aos quase 400 anos. E o que ele faria agora? Simples. Sairia em direção ao castelo, mais do que nunca gostaria de ter privacidade após ver aquelas coisas todas. A população pelo menos estava bem, eles se divertiam como sempre, o Cristianismo não aparentou ter mudado o ritmo de vida das pessoas. Não em Londres, pelo menos, que ainda possuía altas taxas de conservadores - aqueles Pagãos - justamente como Daqn em pessoa. Era, também, sua obrigação juntar o Exército Inglês para que ficasse forte e reforçado. Numa das cartas que recebera em dias recentes, Doocy já havia avisado sobre uma potencial futura guerra com proporções não imagináveis, o que, sim, pareceu tê-lo deixado mais atento.

Saiu da taverna momentos depois, não necessariamente se despediu de ninguém - desperdir-se não era um costume meio aos plebeus, apenas dentre os Nobres. Encontrou as ruas da cidade praticamente imersas no escuro da noite, mas não temia quaisquer que fossem as circunstâncias: carregava consigo um machado extremamente afiado, produzido por uma cultura que apenas se erguia pela Europa aos poucos, sem intenções, pelo menos por hora, de tomar o continente e destruir quaisquer miscigenações originais. Suspirava ao observar a Lua, estava bastante grande, parecia refletir vários pensamentos duma vez só. E como se não bastasse, entrava logo para a charrete que o esperava a poucos passos das portas daquela taverna, por onde mandou o responsável pelos dois cavalos bater em total retirada em direção ao castelo. Conversou um pouco com Jacob Hughes, consultor direto em casos emergenciais pelo país:

- Então a situação está caminhando para alguma guerra... Ótimo. Dados?

- É o que parece, até estou averiguando recrutas pelos arredores da cidade, M'lord.

- Santos deuses. Meu pai se tornou obcecado por isso. De qualquer forma, prepare o que conseguir e, quando puder, reforce a segurança pela cidade. 

- Na verdade, é o que penso em fazer, pois[...]

A viagem continuou pacificamente pelos arredores de Londres. Sim, possuía Daqn a maior terra das proximidades por várias centenas de quilômetros, um dos castelos mais bem conservados, uma das maneiras de vida mais prestigiadas pela Inglaterra. Poucos, de fato, conseguiriam atingir tal estilo de vida. Continuou pensando várias coisas a respeito das pessoas que encontrou dentro daquela taverna...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qua Jun 26, 2013 1:32 am

Era final da tarde na Inglaterra. As pessoas começavam a recolher-se para suas casas, com exceção daqueles cidadãos que ainda habitavam nos bares ou tavernas pelo país.

Nos estabelecimentos onde vendiam-se bebidas, as pessoas começavam aos poucos a irem embora pra casa. Alguns que estavam com dinheiro ficavam por ali mesmo, para se embebedar - os mais irresponsáveis, é claro, que não se importavam com o trabalho... Ou não tinham medo da represália da Igreja Católica contra os ímpios que causavam badernas por aí.

Gherant certamente, em sua viagem para casa, encontraria uma paisagem bonita de um Sol de final de tarde, que começava a ficar alaranjado ao passar do tempo. Ele também chegaria em sua propriedade sem maiores problemas com marginais, visto que aquela região era bem protegida, e naquele horário não corria-se tantos riscos de algum imprevisto deste cunho.
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Bronn
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Londres   Qua Jun 26, 2013 6:09 pm

Bronn apenas observa Gherant sair. Não sente a necessidade de segui-lo. Se algum dia ambos precisarem se encontrar, há diversos meios de fazê-lo. Continua seu banquete até o ultimo pedaço de carne, então se retira para um dos dormitórios. Não encontra problemas para dormir, apesar de possuir um sono leve. Mais um dia terminava, e outro estava prestes a começar.
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