Medieval Legends 2013
 
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 Mar Inglês

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MensagemAssunto: Mar Inglês   Dom Maio 19, 2013 8:54 pm

O Mar Inglês é conhecido por Oceano Atlântico e banha a ilha inglesa por todas as direções. É uma região de águas frias graças a localização no extremo norte do planeta, porém durante as épocas de verão é capaz de aproveitar temperaturas relativamente quentes e as possibilidades de gelo flutuante (para as partes norte, próximas à Islândia, Escandinávia e etc.) são baixas. Nos períodos de inverno, porém, suas partes norte se tornam perigosas para a navegação e vários marinheiros optam por não desbravá-lo.


O Mar Inglês (Oceano Atlântico Norte) durante os períodos de verão

Cruzar o oceano é a única alternativa viável para atingir o continente Europeu, mas, durante períodos de guerras, a região se torna bastante perigosa.

Há também riscos constantes não relacionados aos combates militares, e um dos principais provém dos ataques piratas que buscam especiarias e matérias-primas de valor para serem roubadas. Quaisquer navios mercantes, entretanto, precisam ser cuidadosos ao atravessaram a região em direção a quaisquer locais em solo continental.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Ter Jul 16, 2013 11:22 pm

NO MAR INGLÊS

A embarcação já havia atingido velocidade de cruzeiro e estava pacificamente indo em direção à costa do UK, sem reportes absurdos dos monstros marinhos pelas quais vários ainda insistiam a crer. O único "monstro" real parecia ser as frentes climatológicas que controlavam se choveria, se os mares permaneceriam calmos, se eles se tornariam uma só tormenta ou se haveria uma combinação entre ambas as coisas. Nas proximidades finais até a costa (estavam não mais do que 600 quilômetros de distância), havia certo desdém quanto ao comportamento local e regional dos mares. Ondas médias batiam no convés da embarcação quase sempre. Mas todos os decks pelas quais os passageiros estavam não pareciam sentir muita coisa quanto a elas - mesmo algumas tendo 8 metros ou mais de altura. Como não era inverno, não existiam icebergs espalhados por todos os cantos. Então os riscos de colisões eram mínimos, possivelmente apenas contra outro navio mal informado que estivesse cruzando pela mesma rota.

d'Akins e seus colegas - junto a quaisquer pessoas nos quartos com janelas - talvez viram as terras Inglesas chegando mesmo àquela distância porque as perturbações climáticas eram mínimas, com visibilidade correspondente a centenas de quilômetros em todas as direções. Lógico, eles NÃO conseguiam deduzir o que estava pela frente, mas uma mancha escurecida aparentemente surgia aos poucos. Lá era o UK. Lá estavam as cidades com os maiores desenvolvimentos sociais da Europa praticamente. E lá estava a cidade com maior e mais rica influência pela região - Londres. Enquanto isso, dentro do navio, alguns iam-se caminhando normalmente. Não existiam suspeitas de que estavam chegando. Era quase meio-dia, horário pelas quais as primeiras refeições do almoço passavam a ser servidas. Mas precisariam ir em direção aos restaurantes se quisessem escolher variedades.

As aves circundavam os céus em busca de peixe. A grande maioria ali se alimentava do que os mares ofereciam e viviam em penhascos situados pela costa Inglesa e Escocesa. E todos os dias... Realizavam elas aquela mesmíssima viagem em direção ao alto-mar. Seus cantos podiam ser ouvidos até que bem, voavam baixo, procuravam por alimentação e por alguma forma de nutrir suas crias (levavam comida aos distantes ninhos, sim). Por aquela hora também, alguns pescadores contratados para viajar juntamente à tripulação içavam as redes de pesca: haviam as deixado por toda a noite varrendo uma parte dos mares aonde passavam. Claro que haviam pescado muita coisa, o pescado seria usado para as refeições mais requintadas que podiam ser servidas pela embarcação. De qualquer forma, os Búlgaros presentes na viagem precisariam se virar com CUIDADO.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Ter Jul 16, 2013 11:37 pm

d'Akins nunca havia estado em alto mar por tanto tempo. Mas ao envés de se tornar enjoada pela pernanência naquelas águas, ela fomentou curiosidades por quais direções elas iriam e se encobriam todo o mundo em direção às terras (prováveis) que se faziam, por enquanto, desconhecidas. Sabia que estavam indo em direção ao UK porque a costa pelas quais permaneceram próximos por grande parte do trajeto eram típicas do continente Europeu e não estavam distantes da terra firme propriamente dita. Ou não por certa parte da viagem já que, por aquela hora, ela mesma não conseguia mais observar a EUROPA propriamente dita e sim um pequeníssimo pedaço de terra indistinguível muito distante. Não sabia ao certo que estavam chegando, não havia parado para pensar. Mas e para a esquerda? O que existia? E para noroeste? Estava curiosa demais. Sempre quis descobrir novas terras para ampliar o conhecimento do planeta.
O problema era evidente: viagens de descobrimento não eram bancadas pessoalmente, e sim pelas coroas dos Estados pelas quais as pessoas eram pessoalmente selecionadas a partirem em direção ao desconhecido. O Imperador Búlgaro NÃO estava interessado. E ele não queria possivelmente perder homens e esforços com uma jornada tão duradoura. Não se sabia mais ou menos quanto tempo demoraria, mas de seis meses a um ANO era mais do que certeza. Isso dependia da embarcação. Suspirou ela... Mas não desacreditava que o governo um dia não acataria tal programa.
Havia visto que Korrr estava procurando por algo lá fora, ele sabia que estavam chegando a alguma coisa e não se afastando do continente Europeu porque desde dois dias estava acompanhando a aproximação daquelas terras. Levantou uma das sombrancelhas, ele era extremamente interessado em navegação, quase se tornou comandante naval para o Estado Búlgaro nos anos passados mas desistiu por motivos desconhecidos. ELA procurou conversar alguma coisa, assunto leve:


- Znam, che vizhdash zemyata. Pomislete e ostrov?
(- Eu sei que você vê terras. Acha que é a ilha?)

- Siguren sŭm. Gledakh podkhoda na tezi zemi predi dva dni i az sŭm ubeden, che nie idvame. Vie nikoga ne sa bili v Obedinenoto kralstvo?
(- Tenho certeza. Andei acompanhando a aproximação daquelas terras há dois dias e estou convicto de que estamos chegando. Você realmente nunca esteve pelo Reino Unido?)

- Ne, Korrr. Dali me tsyala nova zemya.
(- Não, Korrr. É-me uma terra completamente nova.)

Por algum motivo óbvio - passaram a noite acordados festejando junto aos demais no salão mais prestigioso do navio - resolveram continuar dentro do quarto. Claro que o restante do pessoal se misturou à multidão e Braminir, o "Ogro", estava faminto do tipo predador que não comia a dias. E amava peixe, frutos do mar. Quando chegasse até o restaurante, seria gratificado, sem sombra de dúvida alguma.
Stanka e Svetla dormiram bem... E cedo... Porque queriam se acostumar com o ritmo a ser levado durante suas viagens pelas terras inglesas. Eles precisarão dormir cedo sempre que conseguirem, provavelmente era o jeito de espantar os perigos. Encontraram as duas um Inglês que falava perfeitamete búlgaro - seu nome - Augustus. Augustus d'Narde.
Era aventureiro também, mas estava indiposto a seguí-las rumo àquela jornada. Porém, comentava, enquanto bebia alguns drinques:


- Tova e. Obedinenoto kralstvo e razdelena na tri zoni razpoznavaemite: Poletata, ravninite i gorite. Veroyatno nyama da se sblŭskvat s problemi v ravninite, te sa bez podslon dostatŭchno, za da se predotvrati naĭ-loshite zhivotni, koito shte vidite v zhivota si.
(- É. O Reino Unido é dividido entre três zonas reconhecíveis: os campos, as planícies e as florestas. Provavelmente vocês não encontrarão problemas nas planícies, elas são descampadas o suficiente para afastar os piores animais que vocês irão ver em suas vidas.)

- Zhivotnite otnovo? - Stanka perguntou quase desinteressada.
(- Animais novamente?)

- Mislekh, che sa tuzemtsi! - Surpreendeu-se Svetla.
(- Pensei que fossem nativos!)

- Zabravi za mechki i vŭltsi. Tuk imame vlechugi. Ot golyamo. The zloveshta. Mechkite, koito poglŭshtat po edna khapka, pochti. Eto kak az zagubikh edin ot moite chlenove. Dyasnata mi rŭka otryazana. I ne e umryal, zashtoto tayat vreme.
(- Esqueçam ursos e lobos. Aqui nós temos répteis. Dos grandes. Dos macabros. Que devoram ursos em apenas uma mordida, ou quase. Foi assim que eu perdi um de meus membros. Meu braço direito, decepado. Não morri porque me abriguei a tempo.)

Entreolharam-se imediatamente, nunca haviam ouvido falar em bestas mais ferozes do que ursos e lobos. Se aquelas coisas podiam devorá-los, então eram além da compreensão, pelo menos aos forasteiros, que estavam acostumados com batalhas entre animais mais robustos. Tremeram em suas bases. Pensaram por instantes se poderiam se encontrar com aqueles animais aparentemente invencíveis.
Mas Augustus ria com suas histórias, para ele, tudo era comum e corriqueiro. Ele nunca se preocupou em matá-los porque era perigoso demais - e quaisquer um que tentaram foram mortos. O braço decepado foi recebido por um filhote. Adultos teriam-no matado. E ele terminava o drinque... Já se preparava para pegar ainda mais.
Pois era viciado. Havia estado assim desde que perdeu a família num confronto interno. E retornava a ouví-las, com algumas perguntas:


- Razmer?
(- Tamanho?)

- Sila?
(- Força?)

- Nevŭobrazima, skŭpa. I izpraveni kopie s trinadeset i polovina futa ot chetiri visok shestdeset. Mechkite ne sa po-golemi ot nas. Ima sŭobshteniya za zverove lyubimtsi dori po-visoki.
(- Inimagináveis, minhas caras. Eu confrontei um exemplar com treze metros e meio por quatro e sessenta de altura. Ursos não são maiores do que nós. Existem relatos aceitos de bestas ainda maiores.)

- Kolkoto po-golyama?
(- Quanto maiores?)

- Ne znam, mozhe bi osemnadesetm? Osemnadeset i polovina? Prinuditelno? Bez da znae. Shte vidite, kogato se sreshtne s edin ot tyakh. No te sa redki, Tai dobra novina, khekhe!
(- Eu não sei, provavelmente dezoito metros? Dezoito e meio? Força? Desconheço. Vocês verão quando se encontrarem com um deles. Mas são raros, taí a notícia boa, hehe!)

Vladimir estava do outro lado do restaurante, almoçando cordialmente ao lado dos recém conhecidos desbravadores das terras centrais Inglesas. Eles eram John e Jennifer Dublan, um casal que vivia explorando todas as terras possíveis e diziam ter ido ao círculo polar ártico (claro que não existia o termo ainda), mas quase sempre perdiam a confiança quanto a isso ao mencionarem estranhezas desconhecidas.
Mas ele achava interessante a descrição das terras do UK fora das cidades, até porque ele iria precisar para saber onde estava indo. Mostrou de longe algumas das pessoas que não apenas estavam junto, mas que estavam prestes a acompanhá-los. Naturalmente os dois se entreolharam, sorriram. Exploradores acostumados como eles? Não andariam jamais em grupos tão grandes. Responderam:


- Akh, podgotvete se da zagubyat polovinata ot khorata, Vladimir.
(- Ah, preparem-se para perder metade das pessoas, Vladimir.)

- Ili dori poveche. Kakto se podobri, shte vidite: ne e nuzhno da khodite v mnogo golemi grupi.
(- Ou até mais. Conforme você se aprimorar, vai ver: você não precisa andar em grupos muito grandes.)

- No, po dyavolite... Taka che tuk e tolkova opasno...
(- Mas caramba... Então aqui é tão perigoso assim...)

- Priemane na istinata! Da.
(- Aceite a verdade! Sim.)

O restante almoçava também. Alguns deles mal tinham ideia do destino que aparentemente os esperava quase de imediato ao entrarem para as florestas e campos. A morte estaria por todos os lados pelo que aquelas pessoas experientes falavam, seria um caos lidar com aqueles animais. Vladimir até chegou a pensar que todos morreriam e suas glórias seriam enterradas por lá mesmo, mas, encorajado pelo próprio ego, diminuiu suas estimativas para grande parte do grupo - mas quem - era impossível saber. Provavelmente o "Ogro" não morreriam assim tão fácil, mas seria uma refeição suculenta para as criaturas famintas da região caso fosse morto.
Ele... Nem precisava ser dito nada. Assim como o restante do grupo que, de fato, não mais era do que carne e osso. Todos eram magros sem excessões. Voltou a almoçar calmo e em paz, queria ver quais seriam os resultados da viagem apenas quando, e SE, retornassem para a Bulgária com vida.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qua Jul 17, 2013 11:52 pm

A aproximação às terras Inglesas se dava bem lentamente parcialmente graças à falta de ventos e aos esforços um pouco menores da tripulação para manter velocidade bem elevada para a embarcação, até porque todos estavam ou almoçando ou descansando. Mas dentro das salas, especialmente pelos salões mais requintados, as pessoas eram as principais protagonistas da movimentação em massa que era acompanhada. Misturavam-se às outras, conversavam quaisquer assuntos e mal perdiam tempo em relatar, entre amigos ou não, partes importantes das coisas que haviam feito pela Bulgária OU pelos países adjacentes. Incrível era perceber que nenhum dos cidadãos aparentava ter alguma afinidade às crenças religiosas dominantes pelo continente europeu pelo momento. Ateus eram uma constante por aqui. E estas pessoas viviam todos os dias pensando em como escapar dos olhos "malignos" do Catolicismo (claro, de quaisquer outras religiões e deuses - porque não acreditavam em nada daquilo).

O salão principal pelas quais a maioria do grupo que acompanharia d'Akins em sua missão estava era iluminado primariamente por um único, imenso, lustre trabalhado com madeira nobre, cujos espaçamentos permitiam dezenas de velas acesas em um dado momento. As mesas, trabalhadas manualmente por refinados e renomados escultores, possuíam, cada uma, uma grande vela ao centro. O suporte para aquelas velas era ouro puro, parecia ser esculpido de maneira casual pelas pessoas envolvidas, mas mesmo assim poderiam valer mais dinheiro do que quaisquer coisas já vistas pela plebe (a embarcação NÃO possui nenhum plebeu, apenas comparação). Cada uma das mesas era rodiada por seis grandes e aconchegantes cadeiras, praticamente poltronas, não simples assentos de madeira.

Uma espécie de "meia-luz" persistia durante a noite, dava a sensação dum final de dia para os passageiros relaxarem. Claro que alguns conversavam bastante, as conversas eram não apenas múltiplas, eram impossíveis de serem traçadas com certeza porque se perdiam ao meio das falas provindas de todos os lados. Próximo daonde Vladimir estava sentado, um grupo de exploradores nobres, provindos da Coroa Inglesa (provavelmente relacionados aos Daqn em sangue), discutiam algumas coisas. Trajavam os mais belos uniformes dentre todos ali presentes - não podiam, nem de perto, serem considerados "exploradores" por si mesmos. Um deles se chamava Puu Madsenn (pseudômino usado por Grant Gaves Daqn - sobrinho de Doocy), Ars Pakernes (pseudômino usado por Gavialles Perrick Daqn - um dos irmãos de Dannah, esposa de Doocy) e, por fim, um terceiro homem sem relações à Dinastia, cujo nome parecia ser pouco conhecido.

Ao lado deles, uma espécie de caravana diplomática Inglesa, ou do UK como um todo. Ela parecia ser composta por políticos novos, interessados em estabelecer uma espécie de... Império Mundial para a ilha que compunha o Reino Unido e estavam na Bulgária, ou pelas terras adjacentes, há sete meses, todos enviados pela Coroa Inglesa. Via-se por aqui que existiam imensos interesses em formar uma espécie de aliança contínua por todos os locais pelas quais a mesma espécie era existente e estava espalhada pelo continente. Mas o que não havia percebido Vladimir, lógico, estava a pelo menos duas mesas mais para a frente: um aglomerado de pessoas com poder considerável, eleitas diretamente por todo o Parlamento Escocês (estabelecido por Lyyn em tempos recentes) para formar alianças diretas com o Parlamento Inglês em uma Liga Política Única.

Devia desconhecer Vladimir que existia algo similar pelas Terras do Norte. E de fato, não apenas ele, mas todos os doze exploradores mal faziam ideia do quão avançada ela era - ou estava - pelo menos - se tornando. Com aquelas pessoas todas concentradas próximas umas às outras, era de se prever que o foco principal dos assuntos que eram discutidos pouco passavam da política. Mas falavam em Inglês puro, idioma pelas quais ele não iria entender nem se quisesse, aparentemente não foi ensinado outra língua fora a língua que era conversada pela Bulgária por questões nacionalistas. Ficaria boiando... Nunca saberia sobre as dimensões tomadas por aquelas terras.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qua Jul 17, 2013 11:54 pm

Dentro da sala usada como restaurante, local ornado com mais requinte do que quaisquer casas nobres dentro das cidades mais ricas na Bulgária pelo menos, estava Vladimir apreciando uma refeição mista entre frutos do mar. Comia vagarosamente----não queria engolir seus alimentos duma vez só sem sequer prestar atenção ao ambiente à sua volta. Lógico, ele não reconheceria praticamente nenhuma pessoa, por mais que tenha já saído do próprio país. Saiu, mas nunca foi para o UK. Apenas para os países situados nos limites geográficos do continente europeu propriamente dito. Então se eles eram políticos ou quaisquer outras coisas, se conversavam assuntos importantes ou supérfluos, tanto fazia, era impossível para ele entendê-los.
Os exploradores relacionados à Coroa Inglesa pelo menos foram identificados como uma espécie de classe extremamente alta pelas vestimentas, tratos físicos e porte. Vladimir não tinha dúvidas que pertenciam a alguma classe dominante do UK, mas seria impossível, ou quase, manter contatos com eles. Não sabia que falavam o mesmo idioma, havia visto as conversas fluírem apenas em Inglês. Preferiu não arriscar, poderia causar confusões e ser preso assim que chegasse à ilha por uma besteira mal prevista.
O restante foi identificado como políticos graças às vestimentas e porte, tais como tipo às quais seus cabelos eram penteados, barbas feitas uniformemente e roupas bastante iguais umas às outras. Porém, era claro, poderia ter ele pensado que fossem altos oficiais duma sessão privada OU do Exército OU da Marinha Inglesa. Opiniões corriam por sua mente, e como quaisquer homens não curiosos, deixou passar. É que ele tinha noção sobre quais os níveis das pessoas que poderiam ser achadas por uma embarcação como aquela, então... Era mais ou menos não preciso ter dúvidas.

d'Akins e Korrr permaneceram no quarto, estavam completamente indispostos. Pareciam... Quase bêbados os dois, ocorrência rara, raríssima, já que, por mais que bebessem, eles dois quase nunca eram dominados pelo álcool das bebidas. Haviam exagerado àquela noite passada porque a qualidade das bebidas servidas era sem igual, provavelmente não apreciada por ninguém mais do que a Altíssima Nobreza Inglesa. Não apenas era o teor alcoólico um pouco mais baixo - mas o gosto - e consistência das cervejas e dos vinhos - pareciam indescritíveis. Pois os dois exageraram até ficarem bêbados.
Lógico, estavam bastante recuperados. Aquilo havia sido durante a noite, não durante o dia e aquela hora era hora de almoço; Korrr observava as águas quase infinitas do mar por todos os lados. d'Akins parecia observar os pássaros pescando lá fora - aquela visão nunca antes havia sido tida por ela, ou por alguém dos dois. Estava, sim, imersa em seus pensamentos sobre quais surpresas aguardavam dentro daquela ilha...
Korrr parecia pouco preocupado com perigos, ELE queria mais era desbravar as terras em nome do governo búlgaro para descobrir quaisquer indícios cristãos e eliminá-los. Fechou os olhos por alguns longos minutos, deitou em um dos sofás, mas procurou não cair no sono porque precisava ao menos comer alguma coisa - OU comeria apenas durante a noite, na hora do jantar. Os dois continuaram pensativos.

Retornando ao salão de jantares, Augustus, que estava esbarrado no balcão usado para atendimento, já havia esclarecido várias coisas para Stanka e Svetla. Elas estavam mais ou menos desconfiadas de que uma terra desconhecida como aquela poderia causar mortes a todos os instantes, embora procuraram ignorá-las. Ele contava suas histórias pessoais. Achava-se o máximo, mas passava informações CRUCIAIS. Elas se entretiam imaginando se falava ele a verdade ou se estava apenas aumentando os fatos. Novamente, parecia ser impossível saber se estavam aceitando tantos perigos para uma ilha com não mais do que 500 quilômetros. Abriu um sorriso Augustus.
Mostrou outra das suas cicatrizes, daquela vez, no rosto, infringida por um urso maior que quaisquer espécies previamente já vistas por elas. Aquele SIM era um urso SÉRIO. Aquele SIM possuía praticamente dois metros de altura nos ombros quando em quatro patas. E 5 metros quando em pé. Havia sido atingido na região do rosto ao tentar se defender. Mas sobreviveu - sobreviveu ao enfiar uma espada em seu abdômem. Havia ainda sim outra ferida - infringida por um único lobo igualmente maior que quaisquer outros lobos vistos por elas. Uma mordida direta em sua perna direita.
Extremamente profunda. Muitos o consideravam "O Homem De Infinitas Vidas". Talvez até mesmo elas duas estivessem considerando a mesmíssima coisa após virem tantas feridas provenientes de animais tão maiores quanto o usual visto pela Bulgária.

Agora, Rossitza e seu grupo. Os três estavam cada vez mais interados quanto ao assunto principal que corria pelas mesas do salão: entretanto, eles só conseguiam entender quais eram as conversas daqueles que falavam o mesmo idioma. Quem falava apenas Inglês, de fato, nunca poderia ser entendido direito por três pessoas com pouquíssima, ou nenhuma, base da língua. Independente, haviam saboreado uma refeição sem igual, bem parecida ao que costumavam comer quando viajavam pelos mares à distâncias muito longas. Marin se preocupou apenas em chegar até as terras do UK.
Já Rossitza se preocupou por tomar as precauções precisas conseguindo informações do ambiente Inglês com alguém capaz de manter contato. Ela não bem conseguia acreditar - era cética quanto ao que a diziam - mas experimentava filtrar o máximo possível. Entendeu primeiramente sobre as formas de recepção da população local E que ela estava sendo, aos poucos, substituída. Mas "substituída"?... Por quem ou pelo quê? Foi esclarecida logo mais quando a informaram sobre as metas do governo Inglês...
Stefan se informou mais ou menos sobre os costumes locais para que não cometesse uma bela duma gafe OU desrespeitasse as normas culturais impostas pelo país. Agora eles três sabiam um pouco da vida básica pelo UK e não apenas buscavam informações de terror como a maioria parecia estar em busca, provavelmente para se manter ligada ao que seria feito em casos emergenciais, mas a viagem não seria "apenas" lutas contra seres e tudo mais. Ela seria uma experiência nova, algo a ser usado para viajarem em direção às terras ainda mais distantes da Europa em direção aos locais pelas quais o gelo é permanente durante os meses de inverno.

E assim continuava a viagem, sem maiores pormenores, sem maiores preocupações e sem acidentes. De qualquer maneira a ilha estava próxima, mas percorrer 600 quilômetros não seria assim tão rápido principalmente pela falta de ventos, poucas ondas e céu aberto - e NÃO se sabia exatamente quantas mais horas, mesmo dias, seriam precisos para chegar a cidade esperada para desembarque.
Embora largamente desconhecido pela época, as correntes marítimas sim, atrapalhavam - a ponto de, às vezes, ou até mesmo frequentemente, "impedir" o avanço da embarcação por durante muito tempo. Aquelas águas geralmente eram mais frias. Mas, durante a estação do Verão, se tornavam imprevisíveis...
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qui Jul 18, 2013 11:50 pm

A VIAGEM CONTINUA...


As terras que compõe o Reino Unido estão, agora, a provavelmente 580 quilômetros dali - a embarcação se moveu pouquíssimo graças às correntes marítimas, poucos ventos e um brusco intervalo entre a presença da tripulação responsável pelas velas e pelo sistema de navegação manual daquele navio. Mas mesmo tendo se movido tão pouco, a costa pode ser observada mais ou menos por aqueles com olhares bastante aguçados. E ainda seria possível enxergar bem distante. A visibilidade apenas permaneceu bem grande graças às contribuições dadas pelo tempo, não choveria nem pela noite muito provavelmente. Caso chovesse, então existiriam problemas. Um deles, atraso. Colisões não - era impossível se verem ameaçados apenas pelas águas, a embarcação era aparentemente construída com uma tecnologia MENOS suscetível à infiltrações. Fora que as ondas se mantiveram calmas. Uma ou outra parecia se elevar acima dos oito metros, mas nem assim atingiam as zonas mais altas do casco. Apenas balançavam levemente o navio porque se formavam sem as tempestades, consideradas bastante perigosas.

Para os passageiros, era como se o percurso tivesse apenas começado. Muitos nem por perto de deram conta da iminente chegada à ilha Inglesa, e continuavam cochichando uns aos outros normalmente. Especialmente a gigantesca sala de jantares/restaurante. Tanto que nela, Vladimir ainda sim continuou escutando todas aquelas pessoas conversando em tons tão altos... Ao ponto de sequer conseguir diferenciar quais as fontes certas daquelas vozes todas. Os políticos pelo menos haviam parado a falação e estavam comendo. Isso apenas reduziu a barulhada local pela metade. Os aventureiros enviados pela Corte ainda conversavam, mas por possuírem classe, não gritavam. Não falavam alto. Apenas entre si, porque aparentemente não era do interesse de ninguém saber do que estão conversando. Um homem aparentemente velho, meio careca, com cabelos brancos subitamente sentou-se quase ao lado de Vladimir, provavelmente desejaria conversar alguma coisa - porém - e ao que aparentava, - ambos NUNCA antes tinham se visto.

Mas possuía renome, de qualquer jeito. Lorde Arnold d'Niem, ou chefe geral das tantas e tão secretas operações marítimas executadas pela Escócia. Havia tomado nota sobre um explorador com o mesmo perfil levado por Vladimir na própria Bulgária. Resolveu tentar procurá-lo a qualquer custo. d'Niem aparentava possuir não menos de 500 anos. Mas era a Excelência em pessoa quando se tratava de espionagem. Conhecia pessoas que sequer tinham ideia da sua própria existência, e isso provavelmente fosse o caso ocorrente ali. E, após sentar-se, não quis dar uma de intrometido. Pediu um prato de comida, aprontou-se, não quis ser discreto demais. Foi ENTÃO que, poucos minutos depois, ele se virou para o explorador. Não estava interessado se entenderia ou não, apenas falou:


- Então... Você é Vladimir? Não entre em pânico---minhas fontes já haviam procurado em todos os lugares por sua pessoa e finalmente parece que nos encontramos.

- Sou d'Niem. Arnold d'Niem, Chefe Inspetor de Espionagem Naval, prazer. Estive vendo o seu perfil. Como tem se sustentado apenas como explorador? É inconcebível.


Estava falando em sua língua nativa, ou Inglês. Como viajante, presumiu logo de cara que soubesse outros idiomas, então apenas esperou por respostas. O problema é que se Vladimir não souber responder direito, poderá causar constrangimentos. Constranger uma autoridade Escocesa, segundo as normas mais atuais lançadas pela Coroa, era tipo por crime severo e teria suas consequências independente de onde a pessoa é provinda. Mas um EXPLORADOR certamente saberia conversar. Se viraria, foi o que pensou. Enquanto isso, as pessoas conversavam alto por todos os arredores, havia muita movimentação de talheres, muita movimentação de comida e garçons praticamente perdidos por dentre os passageiros. Aquela hora do dia era UMA das mais movimentadas, sem dúvida alguma, e seria outra vez movimentada daquela forma apenas durante a noite.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qui Jul 18, 2013 11:52 pm

A viagem estava se tornando um tanto quanto cansativa para d'Akins e para Korrr, mas eles sabiam que estavam praticamente pisando em solo Inglês e precisavam ter um pouco mais de paciência. Por algum motivo desconhecido ainda estavam indispostos a comer. Era uma falta de apetite tremendo. Entretanto, para que ligariam? Estavam MUITO cansados. Aquela noite passada no bar da embarcação havia sido melhor que quaisquer outras noites gastas em casas noturnas lá na cidade de Pliska. As comidas, as BEBIDAS em especial, todas de altíssima qualidade. Todas raramente vistas na Bulgária. Ambos sentiam as respectivas barrigas ainda cheias, ou seja, não seria necessário comer algo por algumas boas horas. d'Akins acabou deitando, logo, acabou pegando no sono tão rápido quanto o próprio marido. E assim dormiram, precisavam repor as energias gastas com um dia fora algumas horas adicionais acordados apenas curtindo as regalias.
Lá no refeitório que era movimentado até mesmo perto das 13 horas da tarde, Vladimir se mantinha pensativo, até porque já havia acabado de comer e precisava apenas conservar as próprias energias. Não necessariamente estava cansado ou com sono - apenas queria era observar as pessoas ao redor. Muitas. Tantas pessoas que, sem dúvidas, ele não teria a menor chance de acompanhar o que elas estavam conversando. Tinha, portanto, maiores chances de ver de perto apenas as conversas mais próximas.
De antemão percebeu um homem alto, identidade desconhecida, cabelos brancos bastante reduzidos e espécie provavalmente relacionada rondando pelas proximidades. Procurou é desviar olhares, pensou que estivesse perdido ou que não perderia seu tempo por ali. Mas estava errado. Aquele senhor se sentou perto, próximo o suficiente para ele perceber que sua barba estava tão bem feita quanto qualquer um dos ali presentes. O que queria? Será que estava interessado em alguma coisa? E a conversa começou...

O problema era óbvio, ele mal entendia Inglês fora algumas premissas básicas aprendidas casualmente em território Búlgaro. Jamais havia deixado as dependências continentais da Europa para alguma coisa, aquela era sua primeira vez passeando pelas águas rumo aos territórios do UK. Mas sorriu e, pelo que julgou entender, estava se apresentando. E junto ao meio entendimento, provavelmente aquele senhor teria dito ter ouvido falar sobre ele em algum local. Vladimir suspirou.
Os companheiros de mesa aparentemente estavam encorajando-o a conversar, apenas da maneira presente era que podia aprender mais um pouco da língua Inglesa e ampliar o nível do vocabulário referente à língua que ainda parecia ser bastante infantil. Suspirou de novo. Pelo menos aquele velho de 500 anos era uma pessoa importante e manter contatos com elas poderia ser benéfico.


- Vladimir. Vladimir. S-sim. Az sŭm Vladimir.
(- Vladimir. Vladimir. Sim. Sou Vladimir.)

- Praaa---. Prazeerr, ele eé to-- todo meu. Sŭzhalyavame, no sega ne moga da vi razbera.
(- Praaa---. Prazeerr, ele eé to-- todo meu. Desculpe, mas agora não consegui te entender.)

No que se sentia até mesmo incomodado, pensava um pouco antes de sair comprando brigas com potenciais superiores daquelas terras. Não conhecia a Escócia nem havia falado muito bem sobre o país, mas julgaria ser algo similar à Inglaterra, pelo menos pela língua proferida pelo ancião ser Inglês. Esperava as reações possíveis, esperava que ele soubesse falar Búlgaro. Seria muito mais fácil obter comunicação. Seria muito menos provável que houvessem desentendimentos, isso era óbvio.
Stanka e Svetla haviam terminado de conversar com Augustus e se viam na condição de terem feito um amigo, amigo que, sem dúvidas, poderia ajudá-los muito bem caso fosse fazer parte da expedição. Aparentemente estava indisposto e elas entendiam, ele queria é descansar. Estava retornando ao UK após vários meses fora, o cansaço podia ser tido por total e abrangente. Ele vestiu seu chapéu longo e retornou a beber.
Elas se afastaram, mas não antes de uma despedida.

O restante comia e bebia das bebidas mais nobres possíveis. Se estavam contentes era o ponto-chave, era desconhecido. Stefan e Marin pelo menos apreciavam uma cerveja como ninguém; ainda mais de qualidade como a servida, diferente da água para o vinho das cervejas de taverna.
Conversavam entre si sobre como a situação da Bulgária estaria tão atrás daqueles outros países e como não pararam para pensar naquilo. Consideravam aquilo tudo estranho e inusitado, mas poderiam usar o UK como estímulo na produção de capital local para sua própria nação, era verdade.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sab Jul 20, 2013 1:18 am

Lorde Arnold d'Niem pertencia à Casa dos Lordes que existia desde os primórdios das ocupações do UK pela civilização várias dezenas de milênios antes do nascimento de Jesus - e era conhecida regionalmente por toda a Europa, quem diria a ilha do Reino Unido, mas estava localizado atualmente na distante cidade Khynx, na península Escandinava, para um maior círculo de segurança. Em outras palavras ele pertencia ao Conselho, orgão capaz de diretamente promulgar ou revogar Leis a partir de um plebiscito privado entre juízes com o Poder Legislativo Inglês. Era composto por doze membros participantes, não havia toda a restrição comumente vista pelos outros países europeus. A cultura também era desigual. O Conselho da época estava passando por uma pequena reforma - reforma esta possível apenas por deixá-lo mais abrangente em conjunto às decisões do Imperador em si. Ou, como é conhecido, Lorde Supremo. O Lorde sorriu ao vê-lo se esforçando. Daquele jeito sim, seria mais um passo para a unificação da espécie. Respondeu sem medo:

- Então para que perder tempo, meu caro? O centro das atrações para a espécie está... Aqui, no UK, onde passamos recentemente por uma imensa reviravolta política.

- E você entende o que eu digo, fale sério. Não há barreiras geográficas que possam nos desunir. Está em você... Em sua pessoa... A capacidade de me entender.


Levantou um pequeno sorriso, procurava não perder muito tempo sendo nada fora sua seriedade. E comeu cuidadosamente uma pratada de peixes, frutos-do-mar, mesmo carnes que eram servidas por aquele restaurante, estava pensando em várias coisas. É que todo o Conselho se reuniria por aquele dia e por durante os próximos seis dias numa grandiosa e incomum sessão de seminários. Aqueles eram seminários para com os políticos. Com seus mais próximos líderes E, claro, com o líder máximo da nação, Lorde Supremo Doocy. SIM, as diferenças entre cada uma daquelas entidades eram mínima. Em poder e em riqueza - todos eram ALTOS Nobres - eram bastante iguais.

Concentrou-se outra vez em Vladimir. Aquela coisa de limites geográficos para a espécie - bem como aquelas várias línguas - não passavam de apenas uma farsa para dividí-los e não permití-los uma reunificação, OU unificação, pela Terra. Provavelmente Vladimir estava acostumado demais a proferir apenas palavras e frases em Búlgaro, havia se desalojado da ligação interna naturalmente desenvolvida uns aos outros, mas isso era fácil. MUITO fácil de ser recuperada. Bastava conversar. Bastava continuar a conversa. Não temia nada, conversava naturalmente:


- Eu pareço diferente de você, mas sou tão igual quanto pode imaginar.

- Nós somos quase o mesmo tipo de gente.

- E NÓS temos a força para mudar a situação bárbara que aflige a Europa nesses dias de muitas guerras e terror. Quem está com você? Possui algum acompanhante? Eu preciso... Saber.


É que tentaria a reconexão. "Reconexão" parecia ser um termo forte, mas era o termo de maior confiança usado pelo alto escalão que governava o UK. Enquanto que pelas tão variadas localidades do refeitório, as pessoas aos poucos se dirigiam a outros lugares na embarcação. SIM - por ela haviam atrações, peças, bibliotecas, salas de reflexão para os mais atordoados, salas de jogos por onde os entediados poderiam se divertir pelo tempo que quisessem... Dentre muito mais coisas. A velocidade do navio ainda era pequena, mas com mais marujos operando, um aumento quase bem noticiável podia ser sentido. Isso era a velocidade propriamente dita.

Fora da embarcação, as águas eram calmas novamente, mas as correntes marítimas eram bastante imprevisíveis. Não havia muitos pássaros àquelas distância muito grande da ilha - eles certamente não caçavam TÃO longe porque àquela distância geralmente existiam só peixes muito maiores e predatórios em sua grande maioria. Os céus permaneceram tão claros quanto águas cristalinas em grutas. Nuvens eram realmente não existentes, os raios do Sol estavam brilhantes. Certas partes do navio estavam até mesmo quentes porque a madeira absorvia calor e não existia ar condicionado.

Outras pessoas com personalidades consideráveis para o governo E população estavam por ali ainda. Lorde Graham Newxt, outro dos Conselheiros taragelava sozinho a respeito do futuro encontro em Londres. Não via a hora de começar - até porque era ELE o principal mediador dos encontros temporários daquelas pessoas. Mas estava bem servido - pelo menos em questões de comida. Havia aprovado. Udolf McLann era um político sem relações diretas aos lordes e estava a seu lado. Os dois aparentemente discutiam centenas de coisas após terminarem as coisas.


-... Mas o Conselho não perderá tempo em anunciar que estamos planejando aquilo.

- Uma Revolução? E desde quando o Parlamento irá aprová-la sem mais nem menos? Não existem chances para que ela ocorra agora. O que este país tem de tecnologia? Nada!

- Nada?... Pois eu irei clarificar a mente turva dos senhores quando os encontros começarem.

- Não seja[...]

- Não sou mesco, é VOCÊ que é. Abra a mente, pare de pensar como antigamente. Você não confia nos Lordes? Não confia no trabalho que eles estão fazendo? Enquanto o resto ainda é dependende de religião, nós conhecemos a palavra ciência. Iremos SIM traçar um caminho de desenvolvimento DIFERENTE, isso era previsto desde os primórdios.[...]


Os dois sempre se pegavam quando o assunto parecia ser política. Um era mais chato e conservador, já o outro era aberto e acreditava piamente no trabalho dos lordes - que de fato NÃO era falso - para trazer o país acima da média de desenvolvimento do restante da Europa. Precisavam conversar pelo menos alguma coisa, a embarcação parecia lenta em comparação às tecnologias de navegação marítima já arquivadas pela ilha. Usavam uma espécie de material mais resistente do que madeira, com consolidação extremamente forte - quase impossível de ser destruída pelos navios de guerra que existiam em boa parte da Europa - e haviam deixado de usar vela. Aquele foi o passo tecnológico do momento e a notícia que não se espalhou para fora por não ter sido permitido.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sab Jul 20, 2013 1:20 am

Vladimir apenas achava aquilo tudo estranho, não era concebível que ele estava entendendo. Porém havia, de fato, conexões entre ambas as espécies e isso era o começo de uma mudança radical pela sociedade. Uma mudança que talvez jamais teria-o de volta às terras Búlgaras pelas quais sempre viveu e sempre admirou. Ergueu uma das "sombrancelhas" - não haviam sombrancelhas - mas sim apenas linhas brancas acima dos olhos - e se tornou pensativo. Pior de tudo era que conseguia entendê-lo com um pouco de esforço. Mas sabia falar na mesma linguagem? Quem sabe se se esforçasse? Talvez o cérebro havia adaptado várias coisas para o que aquele lorde dizia. E talvez estivesse até que muito apto para começar uma vida naquele país. Mas será que queria abandonar os entes queridos - família - pais - e tudo mais - apenas para formar uma aliança com o resto da civilização? Precisava trazê-los todos até aqui.
Sorriu. Sorriu até mesmo para aqueles que o acompanhavam na mesa, que, em retribuição, sorriram. Estava para arriscar. Estava para ver se as coisas rolariam normalmente daquele momento em diante. Será que romperia finalmente com os problemas causados pela localização geográfica? Provavelmente SIM, ele romperia, mas não deixaria-se esquecer do idioma pela qual foi criado e nasceu. Vladimir estava trêmulo. Trêmulo em descobrir que era possível entendê-lo perfeitamente se se concentrasse. E o que fazer? Arriscar? Dar para trás? Sair da mesa? NÃO! Era arriscar.
E arriscou sem medo, estava com coragem. Tudo foi espontâneo:


- De que jeito você é tão parecido comigo?

- Que susto! Existem variantes espalhadas pela Europa? Eu preciso conhecê-las antes de mais nada. Quem sabe não ajude a formar uma pequenina aliança? Quem sabe eu até não me mude para cá? E sim, possuo doze acompanhantes. Todos espalhados pelo navio, se quer saber. as qual o interesse neles?

- E por que alguns são tão ricos ao passo que outros são tão palpérrios?


A partir daquele momento ele havia provavelmente se tornado cidadão do país propriamente dito e se recusaria a retornar para a Bulgária. Havia encontrado no UK uma maneira de se opor às regras escandalosas que eram seguidas pelos Humanos sobre a organização não apenas social mas de seus países e pensava que eles poderiam muito bem formar um só país com uma só lígua e hábitos não apenas variados, mas ligados por si mesmos sem extremas diferenças. Ele acreditava que isso os faria mais pensativos. Mas mais pensativos sobre quais eram seus papéis naquele planeta, o que, efetivamente, faria do UK uma nação em separado, coexistente em PAZ aos Humanos.
Mas não às ameaças que existiam. Se fosse pensar em alguma coisa exótica, então foi a de agora: estava falando IGUAL ao lorde, estava expressando-se como cidadão de ideias bem livres e estava até mesmo querendo saber algumas coisas que, pensava ele, talvez não se eram possíveis de contar. Mas procurou a insistir, queria mais, queria ser pego pelo grupo e pela civilização pelas quais nasceu para defender.
Ainda sim respondia:


- Nós existimos em grande número na Bulgária... Se é que vocês querem buscá-los para cá...

d'Akins e Korrr permaneciam mais adormecidos do que duas crianças. Eles se desgastaram demais. Não deveriam acordar pelo final daquela bela e ensolarada tarde - e estariam sujeitos a serem acordados por algum dos amigos. Stanka e Svetla viam-se na mesma situação, mas não podiam dormir. Se dormissem, perderiam um dos espetáculos - apenas uma das várias peças - que seriam iniciados nos palcos do ginásio da embarcação em menos de trinta minutos e provavelmente duraria duas horas e meia para mais. Saíram do balcão, deixando Augustus e suas feições misteriosas para trás. Ele estava pensando se precisaria mesmo tê-las contado coisas horripilantes sobre aquela ilha, mas era. Senão... O que seria do grupo? Provavelmente morreriam.
Stefan, Rossitza e Marin não iriam ver espetáculo nenhum, mas iriam, sim, ler livros pelas vastas coleções da biblioteca. Como eram pessoas geralmente cultas que requeriam pelo menos dez livros por dia - independente da grossura - a sede pela leitura era incessante. E eles possuíam sim imensas coleções em suas próprias casas, que foram construídas muito maiores que os padrões usados pela Bulgária apenas para abrigar bibliotecas diversas. E com conteúdo. O outro grupo dos amigos.... Estava sem o que fazer.
Braminir, Desislav e Boris precisavam relaxar. Eles sempre se moviam demais, e o "Ogro" até perderiam quilos e mais quilos caminhando por todos os setores possíveis do navio feitos baratas-tontas, mas era preciso. Um estava gordo. O outro EXTREMAMENTE gordo. E a diferença entre ambos era apenas altura.

Pelo menos apreciavam um bom dia de Sol quente com pouca ou nenhuma nuvem para se esquentarem e esquentarem os pensamentos. A dupla de guerreiros era inseparável. Um se completava, basicamente. O que Braminir NÃO possuía - por exemplo agilidade - tinha Desislav. E o que Desislav NÃO possuía - força bruta e músculos - tinha Braminir. Eram a dupla perfeita para uma batalha e jamais haviam perdido. Usavam táticas de surpresa, mas podiam ser tão brutos quanto os governantes mais malucos que já existiam pela Europa em quaisquer eras passadas ou até mesmo presentes.
E assim, passava-se o tempo com tranquilidade e nenhuma briga. Brigas seriam BASTANTE difíceis em um navio nobre.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Dom Jul 21, 2013 12:53 am

Tudo o que o Lorde fez foi sorrir, estava óbvio que Vladimir o entenderia sem maiores problemas. Ele pode perceber que aquele velho Conselheiro provavelmente já havia tido várias batalhas contra rivais, tinha algumas marcas bem definidas pelo rosto em especial suas falhas ligeiras na barba, que indicavam feridas grotescas. Mas mesmo assim, ele as mantinha um segredo aos demais. Apenas considerava uma honra, a prova de que foi um guerreiro nato treinado, antes de eleito, para exterminar problemáticos por toda a ilha - não causando discórdia à população. As roupas por ele portadas eram extremamente ricas em detalhes, mas não necessariamente pertenciam a sua pessoa. Eram entregues aos Conselheiros antes que fossem se vestir para que se destacassem dentre os demais. Para que causassem impressões verdadeiras sobre a Inglaterra. E para que firmassem na mente do povo que uma mudança irreversível, radical, estava quase ocorrendo.

- Eu sabia que iria me entender. Será que estamos quebrando a barreira geográfica por entre nós already? Eu ficaria imensamente satisfeito de saber que sim, mas preciso saber aonde estão seus colegas para testar minha teoria.

- Bom, acho que mal me apresentei. Participo da Casa dos Lordes, uma instituição ligada ao Parlamento dirigida apenas à segurança das relações exteriores do país com o resto daquilo que chamamos de mundo. Só existe um Conselho e ele se localiza por aqui. Mais precisamente, por uma cidade localizada lá na Península Escandinava, sede da maior parte das picuinhas políticas que hoje você pode acompanhar.


O cargo correspondente a "Chefe Inspetor de Espionagem Naval" era meramente uma DAS vantagens a ele entregues quando entrou para o Conselho e, desde então, tem feito suas funções com extrema sabedoria. Ele era a favor de manter coexistência com outras espécies, e sabia que precisariam de, ao menos, dois países distintos pelo planeta. Essas duas entidades políticas não apenas dividiriam as terras igualmente (ou não) entre si, elas partilhariam da mais preciosa paz sem que uma interferisse à outra. Em casos de guerras e conflitos, seriam resolvidos à base da briga, aquele era o espírito desenvolvido por eles desde os mais distantes primórdios.

Sim, era de se esperar que fosse perguntado sobre as similaridades entre ambos. Muito em breve ele descobriria fatos jamais vistos pela Europa e em sua vida, mas, por agora, a preocupação era esclarecê-lo a mente. Respondeu superficialmente, não quis causar muita polêmica OU estaria sendo inconsistente com o que todos conheciam até então:


- Internamente. Internamente, você é a mesma coisa que nós. Eu acho que apenas algum tipo de característica ligeiramente diferente te fez uma pessoa com outras características - mas não se preocupe - você pode saber mais sobre isso em Londres quando quiser.

- Logo a diferença entre a população terminará. Vários Humanos estão deixando a ilha às costas Européias propriamente ditas. Nós não somos pobres, mas infelizmente eles foram tratados pessimamente por seus líderes e hoje sofrem as consequências devidas. Não, eles não são os culpados. São seus LÍDERES passados.


E respondeu com entusiasmo:

- Ótimo! Então me certificarei de que uma frota naval vá até as dependências da Bulgária buscar esses remanescentes para trazê-los até aqui. Tenho planos. E um deles é reunificar. Justamente igual ao que os antepassados foram.

A conversa pareceu fluir e a embarcação pareceu se aproximar lentamente de onde as pessoas logo se atracariam no porto de Edirforth. Àquela altura do campeonato, muito provavelmente teriam corrigido o curso do navio umas duas ou três vezes - exatamente para que não desviassem da rota e fossem parar numa parte totalmente diferente do UK ou até mesmo dos países ao lado. A 530 quilômetros, alguma pequenina nitidez pode ser observada por aqueles fora do refeitório, em seus aposentos, na sala de jogos, fora pelo casco, ou em qualquer local dos comandos principais. Apenas um emaranhado de coisas quase irreconhecível fora terra firme sem definições permanecia pelo horizonte. Apenas a certeza que estariam chegando perdurou. Apenas... Uma breve noção do qual grande era aquela ilha provavelmente apareceu na cabeça do restante.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Dom Jul 21, 2013 1:04 am

Vladimir se sentiu muito mais seguro com aquele idoso, especialmente ao ver que ele realmente era pertencente aos mais abastados monetariamente pelo menos da classe social mais alta existente no UK. Não sorriu, pensou que fosse deselegante, mas sim, se manteve uma pessoa séria. Não tinha muita classe, a família havia ficado para trás na Bulgária, estava imensamente preocupado com o que eles estavam passando, mas tornou um homem forte o suficiente para crer que estavam todos muito bem. Afinal, há quanto tempo não existiam conflitos entre Búlgaros contra algum dos impérios adjacentes? Desde a anexação de Pliska pelo menos. E aquilo já fazia muito, muito tempo. Agora, viu que o casal de exploradores outrora na mesma mesa havia saído, mas se despediram. Despediu-se também, não eram estranhos, poderia vê-los logo mais quando quisesse. Sim, preferiu manter-se cauteloso. Nunca havia conversado com Lordes antes.
Nem sabia da existência daquele Conselho, então estava aos poucos montando a imagem dum governo não apenas bem construído, mas evoluído, que havia tido os méritos para aquilo. Que estava avançando muito mais que quaisquer outras nações em todos os seus sentidos. Pensou consigo mesmo quais eram as tecnologias usadas pelo UK e que sabia-se muito pouco. O que eles já inventaram e o que iriam ainda inventar. Tremia pela base, aquelas coisas eram medonhas. Nunca se ouviu falar em tantas invenções antes. Nunca se ouviu falar em progresso. Nem em nada. Apenas uma sociedade feudal estamental, cheia de erros, parada, sem poder centralizado.
Coçou os cabelos por um pequeníssimo momento. E respondeu, sem ter medo de quais as reações aparentemente poderiam ser:


- Então você tem títulos muito importantes, meus parabéns. Como se diz na Bulgária, "imash kŭsmet", você tem sorte.

- E eu sou um explorador. Participei das missões de expansão mais importantes de lá. Sim, posso dizer que estávamos em maus lençóis, aparentemente quase roubados por tantos problemas, mas conseguimos se opor à violência, conquistamos Pliska dos Cristãos E, de fato, aumentamos o reconhecimento Búlgaro perante as demais nações. Mas vocês são extremamente avançados, este seria o ponto principal.

- Prefiro buscar as respostas sobre aquele assunto de "internamente" em Londres. Parece acima da compreensão.


Quando falou tão naturalmente a respeito da frota naval, algo mal tido por um país até que grande como a Bulgária, as atenções foram às alturas. Quantos navios ele poderia estimar para uma nação daquelas? Quais as forças daquelas embarcações e qual seria o tamanho relativo delas com relação às que já existiam pela Europa? E tecnologias? E propulsão? Provavelmente não mais usavam velas e isso estava implícito numa das falas pelo lorde salientadas. Ficou pensando Vladimir qual outra maneira poderiam mover uma embarcação grande se não fossem velas ou algo do tipo. Sim, também parecia impossível compreender, mesmo aceitar, que aquele tipo de tecnologia existia.
O refeitório estava muito mais vazio. As conversas diminuíram ao ponto de qualquer um já conseguir escutá-los, então apenas uma olhada cuidadosa aos arredores para ver quem se localizada por ali foi dada, questões de segurança. Vladimir permaneceu perplexo, mas se aquelas coisas eram realmente reais, então COMO conseguiram tamanho avanço? COMO a frota naval teria se desenvolvido TANTO e de que jeito conseguiam bancar tantas coisas - e novidades - sem que implicassem? Sim, parecia surreal.

Já d'Akins e Korrr subitamente acordaram quando uma onda aparentemente gigantesca - 9 metros - atingiu violentamente o casco do navio logo abaixo de onde estavam dormindo. E ela aparentemente não estava apavorada, os mares costumavam ser violentos. Costumava-se receber surpresas diariamente. Korrr percebeu que estavam ainda mais próximos da ilha ao observar lá fora, a claridade do dia perfeito quase o cegou, mas nada que não pudesse ser trabalhado. Espreguiçou. Arrumou um pouco os cabelos, estava sem o que fazer e se perguntava pelo restante do grupo. d'Akins sabia, todos provavelmente se encontravam espalhados, aproveitavam as regalias imensas oferecidas pela embarcação. E claro, procuravam a felicidades antes que chegassem à exploração.
Mas a Inglaterra não parecia ser tão ruim. De fato, os dois não imaginaval qual tipo de país estavam apenas chegando. Eles não conseguiam computar em suas cabeças que isso era algo como trinta, possivelmente quarenta vezes ou mais mais distante no tempo para o futuro que a própria Bulgária. E era apenas um chute por baixo, a verdade podia ser bem superior. Eles também não imaginavam que veriam coisas únicas, não encontradas por nenhuma parte do globo terrestre. Sequer pensariam estar entrando para o país mais organizado que existia, prestes a sofrer DUAS revoluções em rápida sucessão.
d'Akins se levantava, arrumava os cabelos, bocejava. O silêncio era bem-vindo, era uma preparação ao que seria enfrentado enquanto estivessem dentre as cidades. Respondeu algo sinceramente:


- Kakvo shte stane, ako vzemete predvid, che tozi ostrov e, naistina, mnogo po-bogat i po-razviti ot Bŭlgariya?
(- O que aconteceria se você tomasse nota que aquela ilha é, de fato, muito mais rica e desenvolvida do que a Bulgária?)

- Az? Nyama. Az prosto ne popadnat v realni pravomoshtiya, koito sa razprŭsnati okolo razstoyanie ot tezi imperii nyakoga.
(- Comigo? Nada. Apenas eu cairia na real de que existem potências espalhadas por aí fora aqueles impérios de sempre.)

- Samo? E, az shte bŭda vnimatelen. Az shte se opita neshto da znaete tekhnite lideri.
(- Só? Bom, eu ficaria pensativa. Eu tentaria algo para conhecer seus líderes.)

- No ti veche planira da gi posreshtne. I taka, kakvo govorish? Otkazhesh?
(- Mas você já planejava conhecê-los. Então o que está falando? Desistiu?)

Como especificou logo em seguida, NÃO, não desistiu e conseguiria chegar próximo a onde eles governavam aquele país a todo custo. Certamente seria facilitado por ela se parecer demais com eles, aquela seria uma vantagem. Desconhecia o que ocorreria, em especial, ao saberem que ela é de fora e não reside nos territórios do UK. Havia uma espécie de consenso entre eles. De que todos os espalhados pela Europa deveria retornar imediatamente à ilha, provavelmente para formar algo reunificado, as notícias não mentiam e eram válidas. Enquanto era ESSENCIAL que fizessem aquilo, eles não poderiam querer "obrigá-la" a seguir costumes diferentes, especialmente provindos de um local tão longe, e sem tantas facilidades quanto a Bulgária.
... Possuía uma filha a cuidar e uma mãe a visitar quase sempre. Deixá-los para trás jamais, só se mudaria caso fosse permitida buscá-las. Cruzou os braços naquele mesmo instante, será que encontrariam muitos aspectos diferentes? Será que... Até mesmo ela ficaria bem perdida naquele país? Podia ser que no começo sim, mas conforme se adaptasse, não se sentiria tão oprimida com relação aos outros. Apenas conhecia o UK pelo "país cujos centros urbanos eram imensos". Mas o QUÃO grandes? Permaneceu de braços cruzados e esperou por alguma reação do marido.
Korrr caminhou na direção do espelho. Ele tinha um belo suporte em madeira trabalhado à moda antiga, arquitetura Búlgara. Aquela embarcação pertencia à Bulgária, de fato. Fora do quarto, era quase impossível saber aonde estavam os demais. Haviam se perdido meio a vastidão do navio, haviam lançado a si mesmos completamente pelas regalias. Era capaz que Stanka e Svetla já estavam assistindo ao espetáculo que seria passado no ginásio, era capaz que Braminir e Desislav estavam andando por aí e era capaz que todo o restante se fizesse completamente ocupado com muitas outras coisas diferentes.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Dom Jul 21, 2013 11:06 pm

Havia-se observado um ligeiro escurecimento quanto ao Sol, e parte da iluminação havia sumido por de trás duma nuvem com tamanho considerável. Mas aquilo era normal - e pela costa Inglesa - ao que aparentava, o tempo estava RUIM, chovia forte e ventada um bocado. A perturbação para com os mares também aumentou, ondas ligeiramente maiores começaram a aparecer, mas não chegavam a invadir partes perigosas do navio. A maior delas, por enquanto era não superior aos 4 metros, de longe poderia causar uma catástrofe. Claro que existiam reportes de ondas muito maiores mais perto da costa. Mas mesmo assim, elas pareciam não causar nenhum problema visível às embarcações já em doca nas cidades costeiras, ou pelo aparentavam não ter problemas. Com um pequeno balanço para cá, com um pequeno balanço para lá, tudo permaneceu mais do que normal dentro do navio. As luzes dos lampiões não se apagaram, e por que se apagariam? Não eram elétricas para sofrer curto-circuito ou coisas do tipo. Alguns relâmpagos começaram, sim, a iluminar pequenas partes dos recintos mais expostos.

Se Braminir e Desislav ainda estavam no lado de fora do navio, então sentiram eles uma rajada de vento incomum, não sentida por quaisquer membros da tripulação há vários e vários quilômetros. Pode-se dizer até mesmo há várias centenas de quilômetros para trás. Por um lado, ajudou a aumentar a velocidade do navio, mas por outro, a turbulência era tão grande - e inesperada - que alguns marujos quase foram jogados em direção ao mar. Algumas ondas esporádicas conseguiam sim chegar ao casco e inundar parcialmente a parte de cima. Aquelas eram as mais perigosas e inesperadas, mas como eram poucas, não ameaçavam criar danos às zonas mais vulneráveis da embarcação. Ao longe, todos provavelmente já perceberam que chegariam ao UK sob condições adversas, chuvosas e extremamente diferentes do clima pelas quais saíram da Bulgária. Normal. Durante todos os meses quentes pelo UK, costumava-se ou fazer muito calor, ou chover demais.

Sim, algumas pessoas ficaram com medo e pensaram que, muito em breve, iriam afundar. Só não naufragariam, pois, como estavam em alto-mar, não existiam paredões de rocha e pedras expostas para que pudessem colidir e sofrer danos perigosos. Toda a tripulação precisou trabalhar com precisão e distinção. Qualquer relaxe poderia alterar o curso do navio para outras terras distantes do destino original. Os ventos sopravam para Leste. Mas precisavam ir para Oeste. As correntes marítimas estavam tão perturbadas e ferozes pela mudança de tempo, que... Estava quase impossível avançar perfeitamente em direção à ilha inglesa. Por vários minutos, por várias tentativas, eram impossibilitados. Haveria sim uma saída, a tripulação estava confiante. Acreditavam eles que aquilo tudo nada passava de um mau tempo, nenhum castigo dos deuses ou coisas parecidas.

Porém, vários passageiros se mantinham calmos e prosseguiam normais, mesmo durante aquele período repentino de alteração climática. O Lorde que estava conversando direito com Vladimir sorriu ao escutar suas respostas. Para ele, disposição era tudo. Era tudo se quisessem formar uma sociedade unida e distinta da sociedade Humana que, sem dúvida, seguiria outro ritmo evolutivo E tecnológico. Acreditava ele que as civilizações diferentes teriam as mesmas conquistas, embora em tempos e contestos históricos diferentes. Para o membro do Conselho, estava certo que eles criariam inovações antes porque estavam ali por mais tempo e conheciam mais coisas. Mas não acreditava que, apenas por isso, era que a espécie Humana parecia ser fraca. Questões de tempo... Importavam... Muito. Ele respondeu, sem perder muito tempo:


- Não mereço parabéns. Eu consegui por mérito, ou por desejo da Coroa.

- O Conselho conhece muito bem aquele país. Ele acha que a população precisa se sentir um pouco mais patriota. Caso contrário, não conseguirão crescer muito mais do que estão - e, particularmente, precisam tomar cuidado em dobro. Nunca vocês tiveram uma guerra causada pelo Cristianismo, aposto. Nós já. Não deixamos essa porcaria tomar conta das Terras do Norte.

- Mas não deixe de procurar por respostas. É importante que saiba de onde vem e como está aqui.


Era pelo menos duas horas da tarde. Àquela altura, não existiam muitas pessoas dentro daquele refeitório, virtualmente todos haviam saído para as outras comodidades do navio e estavam esperançosos que, embora ainda precisassem enfrentar uma tempestade pelas costas inglesas, chegariam ilesos em direção ao país e poderiam desembarcar na boa - e não sofreriam naufrágio. De qualquer maneira estavam mais ou menos seguros. Tudo não havia passado dum susto pensavam, e aqueles que estavam em seus quartos conseguiram ver a ilha do UK cheias de nuvens por todas as direções. Nuvens enegrecidas, tampando o Sol antes predominante pela região. Restavam apenas 500 quilômetros. Praticamente todo o comprimento da ilha propriamente dita até que chegassem ao porto mais próximo.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Dom Jul 21, 2013 11:16 pm

Braminir e Desislav percebiam a mudança brusca com relação ao tempo, e, enquanto eram incapazes de sentir uma chuva cair, escolheram permanecer andando pelo lado de fora até quando fosse impossível permanecer por ali. Não se assustaram, sabiam que mares criavam climas bastante diferentes daqueles acostumados a serem vistos pela superfície distante da costa. Tudo era muito imprevisível, tudo era estranho. Tudo mudava das horas para as outras sem maiores explicações. Mas viram a ilha se aproximando. Eles tinham certeza que aquela "porcaria" de tempo permaneceria dali adiante e que chegariam sob intensa chuva, raios e trovões pelo UK. Já até conseguiam enchegar os clarões feitos por raios caindo à distância. Aparentemente estavam sob a ilha inglesa, devia estar dando um temporal danado por lá, especialmente pela costa. E se apoiaram em uma grade feita de madeira. Observaram alguns homens ainda sim pescando. Eles precisavam. Ou ficariam àquela noite sem jantar. Desislav não tinha medo do mau tempo.
Nem mesmo Braminir teria medo. Aliás, o que menos temia, mesmo tendo levado um acerto certeiro de raio, eram as chuvas. Ficava apenas mal humorado, geralmente falava pouco e não batia muito papo. Mas não era agressivo. Era agressivo apenas com vários grupos de ataque surpresa, especialmente criaturas diferentes pelas quais poucos haviam visto. Fora elas, era ele até mesmo educado. Ambos caminharam em direção ao convés. E de lá, entraram em uma zona um pouco menos movimentada, onde conseguiriam pensar nas coisas que precisariam fazer quando chegassem ao território local.
d'Akins e Korrr não se espantaram necessariamente quando enxergaram o clima terrível a frente. Eles, mais do que ninguém dos colegas, sabiam das mudanças e previam aquilo. E não apenas previam, mas esperavam que poderiam encontrar chuvas porque, graças às notícias provindas daquelas terras, chovia há muito tempo. Resolveram descer à procura de Vladimir, e, enquanto mal sabiam que estava conversando, decidiram que ficariam nas partes mais internas, ou mais seguras, do navio.


- Tya shte vali.
(- Vai chover.)

- Mnogo.
(- Muito.)

- Problemŭt e, che ako vali prekaleno mnogo, nie shte tryabva da pochaka.
(- O problema é que se chover demais, a gente vai ter que esperar.)

- Ne Or.
(- Ou não.)

Passaram calmamente pela porta de entrada/saída do quarto. Ela era larga o suficiente para permitir duas pessoas passando ao mesmo tempo. Lógico que d'Akins e Korrr estariam desarmados, por que andarem armados dentro de um navio pelas quais a plebe - ou os baderneiros - não estavam presentes? Eles sentiram o ar esfriar. Era sinal de que uma chuva muito forte pegaria o UK em cheio, mas só esperariam caso fosse preciso ou perigoso demais desbravar aquele país fora das cidades sob muita chuva. d'Akins não queria, mas entendia dos riscos perfeitamente. Hora ou outra, uma trepidação acontecia - as águas oceânicas batiam com mais força contra as laterais da embarcação. Não parecia ser motivos para medo. Eles chegariam. Mesmo que o navio fosse abaixo.
Korrr prestava atenção às pinturas que estavam dispostas alternadamente pelo corredor. E gostaria de saber aonde todos estavam, mas ao mesmo tempo, preocupava-se muito mais com ela - era um dos poucos momentos pelas quais apenas os dois estavam juntos sem a companhia dos outros dez. Independente daonde estivessem, se encontrariam quando o navio (tomara) parasse no porto especificado. Pois a corrente de ar mais violente ainda não pode ser sentida pelos dois. As janelas impediam, embora trepidassem muito graças a ela. Ora ou outra aparentavam que estraçalhariam, mas não.
Havia uma certeza: que as cidades principais no UK estavam sendo castigadas por uma espécie de temporal não cumum pela Bulgária. Ao menos poderiam ter previsto que ali os padrões climáticos eram diferentes, mas não se sentiram nenhum pouco culpados porque gostavam quando eram surpreendidos por algo.

Svetla e Stanka assistiam a uma espécie de espetáculo, provavelmente elas duas estavam se esbanjando com a diversão e sequer perceberam as mudanças drásticas de tempo com o ambiente externo. Elas provavelmente se assustariam um pouco, não gostam daquela coisa de tempo mudando para pior enquanto dentro de uma embarcação, tinham elas más impressões. Tinham muito medo de naufagar, mas ao mesmo tempo eram convictas de que, caso uma catástrofe ocorresse, conseguiriam se salvar mais do que as outras pessoas porque possuíam amplo treinamento em sobrevivência, quase em quaisquer tipos de situações mais extremas. Pensavam apenas não precisarem nadar aquela distância até as terras inglesas, seria quase impossível cobrir tal distância a nado.
Rossitza, Marin e Stefan observavam, através dum deck semi-externo do navio, o que seria a formação duma tormenta muito forte a certa distância, e tinham suas preocupações SIM, embora confiassem demais na força do navio. Aquele tipo de tempestade era muito mais intenso que quaisquer tempestades já passadas por eles dentro do espaço Bulgáro (terra ou mar), mas não pareceram erguer suspeitas de que um naufrágio fosse iminente. E 500 quilômetros da costa... Podiam morrer cansados tentando atingir a costa, caso afundassem - mas conversavam naturalmente. Riam por momentos. Admiravam a diversidade climática fora da Bulgária SIM, e comprovavam o quão diverso era o mundo.
Mas a viagem continuava. E porquanto nada demais ocorresse, as coisas estavam mais do que normais.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Seg Jul 22, 2013 11:08 pm

As nuvens da tempestade, e a tempestade em questão, começaram a castigar todo o navio assim que o mesmo entrou para a zona dos 490 quilômetros para chegar ao UK. Sim - com ventos muito fortes - ondas com pelo menos 7 metros - raios e relâmpagos quase intermitentes - somando a intensidade das correntes marítimas propriamente ditas. Claro, a embarcação foi feita para sobreviver ambientes desse estilo, mas provavelmente não por eternas horas. Enquanto não existem indícios de que alguma catástrofe irá acontecer, as pessoas sentem-se chacoalhadas frequentemente pelos movimentos das águas, ainda mais pelas ondas. Elas são um pouco frequentes. Frenquentes ao ponto de os pescadores não mais conseguirem se manter nos compartimentos de pesca, mas pelo menos, haviam eles capturado a quantidade de peixes e frutos do mar necessária àquela noite. Vale a pena ressaltar que as temperaturas caíram muito. O ar húmido e frio batia nos rostos daqueles que por ventura saíssem, e as chuvas, por enquanto nada pesadas pelo menos, iniciaram-se. Esta era apenas uma pequena amostra sobre qual tipo de clima eles chegariam até o Porto mais próximo. Provavelmente as pessoas do lado de fora foram as que viram com maior intensidade toda aquela mudança climática.

Enquanto um sistema meteorológico severo parecia dominar as partes externas do navio, as partes internas, por enquanto pacíficas a descontar ligeiros balanços graças às fortes aparições de ondas gigantes, pareciam inalteradas. Grande parte das pessoas não temia - a maioria era provinda do próprio país e sabia o quão comuns aquelas situações pareciam ser. Lorde Arnold cumprimentou Vladimir, saindo por alguma das várias portas do recinto em direção, provavelmente, aos aposentos pessoais. Se as reações do explorador foram exóticas era impossível saber, mas certamente ele ainda estaria estranhando como e por que aquele homem parecia estar convicto de que o conhecia. Já d'Akins e Korrr podiam experimentar algumas sacodidas violentas graças ao bater das águas por todos os lados da embarcação. Novamente, porém, as janelas, embora feitas de vidro, eram próprias e, ainda, não haviam estourado graças à intensidade dos vendavais externos. Porém, eles, sim, podiam ver uma leve chuva caindo...

Por alguma parte não muito bem especificada, mas quase externa do navio, Braminir e seu colega Desislav quase foram jogados ao chão quando uma onda com 11 metros - a maior e mais feroz ao momento - repentinamente chocou-se contra as laterais do navio. Àquela altura estava claro: ou chegariam logo, ou poderiam ter a embarcação em problemas mais sérios do que poderiam todos imaginar, embora as probabilidades condizentes à viver ou não, para eles pelo menos, podia ser alta. Uma ou duas vidraças foram quebradas desta vez. E danos negligíveis ao casco foram imediatamente reportados pelos marujos ainda do lado externo, com possibilidades de futuros estragos maiores caso paredões de água com tamanhos soberbos como aqueles persistissem indo e vindo. Os dois, pelo menos, foram salvos dos estilhaços das vidraças porque estavam por detrás de uma grade em madeira.

Porém, era cedo demais para espalhar o caos pelo navio. As pessoas estavam normais. E várias delas sequer sabiam que uma tempestade violenta havia começado...
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Seg Jul 22, 2013 11:20 pm

"Não é motivo de primeiros socorros", colocou imediatamente na mente às pressas assim que observou uma mudança tremenda com relação ao clima externo, mas, se um problema fosse para acontecer, que pouquíssimas pessoas perecessem, assim viu-se mediante a situação d'Akins. Ela observou pelas janelas um aumento das nuvens, sabia que havia começado uma certa chuva exterior e que aquela condição poderia muito bem se estender para todo o caminho em direção ao Porto mais próximo. Provavelmente, ela continuou a pensar, chegando ilesos até aquela ilha, encarariam tempestades maiores que as mais intensas tempestades já vistas na Bulgária. Agora apenas queria entender porque, se o planeta era o mesmo e as terras não infinitamente distantes como anteriormente até pensado. Korrr, ao seu lado, parecia imutável. Ou apenas queria parecer, porque tinha certo receio de relâmpagos desde a vez que foi atingido fatalmente por um raio e saiu-se vivo graças a um milagre dos deuses.
Ele tinha receio de navios balançando demais. Sorte a dele foi não ver que a situação fora da embarcação era várias e várias vezes mais séria que as maiores tempestades já vistas no país pelas quais habitava. d'Akins sabia que, caso visse, entraria em pânico, então era dever dela mantê-lo longe das janelas. Naturalmente ela o mantinha, conversava e evitava quaisquer distrações, curiosidades ou uma impaciência em saber das coisas que ocorriam lá fora. Sim, havia sido ele muito perturbado pelos fenômenos naturais e agora se via uma criança assustada perante a eles, como nenhuma outra pessoa adulta por ela conhecida em seus perídos de infância e vida adulta juntos.
Na verdade, desde cedo àqueles minutos passados, d'Akins já havia percebido certo tipo de pavor com relação à tempestade por parte de Korrr, seria natural. Seria natural por igual que ele começasse a ter ilusões. Mas antes que esses efeitos adversos pudesse ser concretizados, bastava uma virada à esquerda, por onde encontraram, sim, uma divisa de corredores sem janelas porque eram internos. d'Akins observou a passagem das pessoas por ali, não havia ninguém em específico que conhecesse. Mas pernaneceu andando. Sabia que chegariam a qualquer uma das zonas ou recreativas ou alimentícias que aquele navio podia oferecer aos passageiros.

Braminir e Desislav estavam relativamente desprotegidos numa zona semi-externa do navio e observaram muito bem uma mudança com relação ao tempo mais do que brusca. Sim - as nuvens estavam agora pretas, poucas eram as normalmente esbranquiçadas e existiam espécies de vórtices pelos céus pelas quais eles não conseguiriam explicar. Mas chovia. E caíram raios, relâmpagos e sons brutais eram ouvidos a quaisquer momentos, como se, sim, os dois estivessem meio a uma zona de guerra. Até estavam, mas estavam sendo um pouco atacados pelas chuvas e mau tempo. Foi quando uma onda enorme estourou duas vidraças próximas, fazendo barulho intenso, incitando certa correria, machucando alguns dos mais desprotegidos ali na mesma área.
Por sorte ou não, aconteceu de os dois estarem atrás duma trança em madeira resistente. Nenhum caco de vidro aparentemente atingiu ninguém, mas por instinto, haviam saltado - para trás. Desislav caiu, bateu a cabeça numa quina e cortou horrorosamente a cabeça. Ela sangrava. Muito. Braminir e sua massa muscular gigantesca não fizeram arranhão nenhum, muito pelo contrário. Ele até mesmo amassou parte do piso ao cair, quebrou algumas coisas frágeis e soltou as ligações internas entre poucas outras coisas. Levantou-se logo e, ao ver seu colega sangrando, foi rápido em providenciar um pano para estancar o sangue. Sim, ele agradeceu.
Conversaram brevemente:


- Momche, sledvashtiya pŭt, kogato vzemat poveche grizhi.
(- Garoto, da próxima vez, você tome mais cuidado.)

- O, kak boli...!
(- Ah como isso dói...!)

- Stavaĭ, trŭgvame. Neka da razgledame ostanalata chast ot personala.
(- Levante-se, vai. Vamos procurar o resto do pessoal.)

Machucar, machucou. A dor, entretanto, passou rapidamente, era apenas a pancada. Desislav criou várias perguntas mentalmente, queria saber se estavam afundando ou se estavam em perigo iminente, mas, seco como sempre, Braminir aparentou negar as acusações e tachá-las de falsas, era impossível estarem naufragando apenas graças à chuva e mudança de tempo. Sim, alguns provavelmente se assustariam ao vê-lo com uma espécie de pano branco-tornado-vermelho na cabeça. Outros não estranhariam. Alguns se preocupariam, certamente as recepções quanto ao machucado seriam diversas. Braminir fingia nada ter acontecido. E não teria acontecido se Desislav não tivesse saltado para trás em direção a uma cômoda afiada...
Stanka e Svetla haviam saído prematuramente do espetáculo para beber água ou alguma coisa adicional, quando, sim, viram os dois se aproximando e um deles ensanguentado na cabeça. As duas se assustaram, eram preocupadas demais com eles para deixá-los assim, fora de cuidados. Não retornaram mais ao ginásio. Passaram correndo pelo corredor. Os dois sorriram. Pararam, não estavam conseguindo encontrá-las em lugar algum. Stanka, a mais preocupada das duas, não sabia direito o que falar. Não sabia se tinha levado uma pancada, ou se havia levado uma golpeada na cabeça.
Antes de mais nada, esclareciam-se as coisas:


- Vseki chovek, bez strakh. Toĭ toku-shto e udaril glavata se opitva da me imitira.
(- Pessoal, sem susto. Ele apenas bateu a cabeça tentando me imitar.)

- Sled kato vidite , taka che ne mislya, che shte se strakhuvash, nali, Braminir.
(- Depois de te ver assim pensa que eu não ficaria assustada, né, Braminir.)

- Stanka prosto krŭv. Udari glavata na skrin . Edna vŭlna schupi dva panela, mnogo blizo do nas.
(- Stanka, apenas sangrou. Bateu a cabeça numa cômoda. Uma onda quebrou duas vidraças muito perto de nós.)

- Kredo. Tryabva da boli.
(- Credo. Deve estar doendo.)

Embora mesmo assim, juntaram-se os quatro e foram a procura do resto. A maioria das pessoas estava desconfiada de que um navio daquele porte e construção NÃO sobreviveria por muito mais tempo e que era momento de planejarem fugas em direção ao mar. Sim, era um pouco cedo sair por aí disseminando palavras sobre o caos, mas, se existem alguns conspiradores sobre isso, era em pleno UK, e eles estavam presentes na embarcação, provavelmente apena para espalhar o pânico. Algumas pessoas já estavam - mas não os quatro - que procuravam acalmá-las a todo custo - independente de quantas elas eram e o que estavam fazendo. Se a ilha ainda era visível, era porque estavam dentro do curso planejado. Sim, tudo estava visível. Não era motivo para caos.
Braminir odiava aquele tipo de gente e queria acabar batendo num apenas para provar a superioridade. Mas superioridade? De quê? Superioridade de força ele tem, isso nem se precisava sequer ser provado. Queria a superiorirade da verdade. Stanka foi quem não se conformou por aquela conduta e preferiu deixá-lo mais calmo, precisavam encontra o resto das pessoas para ver se estavam bem.  A ferida na cabeça de Desislav aparentou se estabilizar, embora sangrasse um pouco.
Mas havia sido funda de qualquer forma, tão funda quanto a maioria dos ferimentos por ele já sofridos e os cuidados teriam que ser brutais. SE aquilo inchasse, pegaria cérebro e partes mais delicadas. Poderia matar. Anyway, entraram os quatro pelos corredores de acesso principal ao interior do navio enquanto a viagem pelo menos continuava, embora muito mais espantosa e medonha do que antes.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Ter Jul 23, 2013 11:30 pm

Mas os danos citados anteriormente apenas foram o começo. Ondas muito altas e em velocidades extremas atingiram a embarcação depois, várias outras vezes, causando uma série de preocupações com a própria tripulação que, anyway, não estava nem perto de considerar uma espécie de abandono. Sim, o navio avançava rápido por dentre aquelas águas turbulentas, ora balançava muito graças aos ventos, ora era praticamente revirado pelas ondas muito grandes. Os céus acima, então, tornaram-se completamente escuros. A incidência dos raios solares chegou a praticamente zero, houve uma escuridão temporária, mas quase geral, que impossibilitaria quaisquer um em saber qual posição exata estavam e se estavam seguindo em direção aos locais certos (embora, sim, estivessem - apenas não conseguiam se certificar). A chuva se tornou extrema. Nada antes daquele jeito havia sido reportado durante todo o trajeto, mas não teria sido erro de cálculo dos homens ao seguirem após o mau tempo na Bulgária desaparecer. Não faziam ideia da situação no UK apenas porque não esperaram para receber as cartas que chegariam no dia seguinte. Mas - de qualquer forma - teriam que suportar aquela situação. Não podiam desistir, estavam chegando, estavam próximos da costa inglesa para pensar quaisquer coisas.

Em questões de temperatura, desceu muito, e parecia um sentimento de inverno. Todas as pessoas para o lado de fora precisaram retornar imediatamente aos cômodos internos do navio, ou sentiriam um frio tremendo. Somado aos ventos, aquilo era piorado. Antes, pelo menos quatro ondas haviam atingido casco e proa da embarcação, causando certos danos - não consideráveis - mas que já permitiam uma pequena quantia de água adentrar pelas unidades internas do navio. Nada foi sentido, não comprometeria o desempenho. Mesmo assim, teriam elas estourado várias vidraças adicionais, incluindo algumas pessoas feridas diretamente pelas mesmas. Não se sabia a gravidade dos ferimentos nem quantos eram, porém rolavam-se estimativas que iam das dez às cinquenta. Cinquenta obviamente podia ser demais, dez muito pouco, vinte e cinco parecia próximo ao real. Algumas pessoas das quinhentas a bordo se tornaram completamente medrosas. Embora não permitidas, umas ou outras tentaram saltar do navio em direção às águas turbulentas. Apenas para serem seguradas pelos oficiais nacionais à bordo.

Os mais acostumados - como Lorde Arnold - estavam indiferentes com aquele clima e até aproveitavam. Arnold precisou deixar as operações de campo pela Bulgária apenas para vir ao UK por uma semana para participar diretamente das reuniões do Conselho. Ele era uma das pessoas mais obscuras ali dentro, acreditava que várias nações acabariam sem maiores explicações durante os séculos que viriam e, além disso, acreditava que demoraria pelo menos mil anos para os Humanos atingirem o mesmo patamar pelas quais eles, por aquele momento, estavam conseguindo. Certamente, pensou, se o navio fosse Inglês, ele não estaria sofrendo alguns problemas apenas por causa do clima ruim lá fora. (Sim, havia a tendência em melhorar todas as embarcações Inglesas e colocá-las imunes aos efeitos das mudanças climáticas). Outras pessoas por ali não pensavam tão extremamente sobre os outros países e mesmo acreditavam que podiam ajudá-los a crescer...

... Embora vários desaprovassem abertamente as ideias por acreditarem que cada espécie e civilização teria seu próprio tempo, momento histórico e motivos para atingir metas mais desenvolvidas. Sim, era verdade. Não uma espécie de complô contra Humanos. Afinal, a política atual do UK favorecia diplomacia sobre guerra, mas não era tímida ao lidar com a situação guerreira da maneira pelas quais ela precisava ser tratada. A viagem continuou. O navio estava, àquele ponto, 450 quilômetros da costa mais próxima prevista, Edirforth. As chances de que eles naufragariam aumentaram ligeiramente, mas mesmo assim, havia pelo menos 90% de chances que passariam ilesos pela tempestade, não teriam problemas e, sim, não chegariam a sofrer danos extremamente grandes porque 450 quilômetros era uma distância relativamente pequena para quem viajou milhares...
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Ter Jul 23, 2013 11:42 pm

Sob os relâmpagos medonhos e pessoas um pouco amedrontadas pela tão estranha tempestade (estranha para quem era Búlgaro ou da região), haviam incertezas se a embarcação poderia sobreviver ou não àquela situação quase emergencial. Era melhor - e recomendável, claro - colocar na cabeça que todos passariam normalmente pelos mares bravos - do que pensar que iriam ser destruídos pelas águas e pelo clima alterado. Mas a certeza nunca poderia ser posta em xeque, era quase impossível verificar com os oficiais - alguns deles estavam em apavoramento ligeiramente maior a cada meia hora que passava - e vários marujos pareciam quase estáticos sobre o que fazer perante aquela situação. É - fato - que a maioria deles era Búlgara e nunca havia visto tempestade daquele porte. Podia ser o fim para muitos, mas várias pessoas dentro do navio acreditavam que não, porque o território Inglês era repleto daquelas reviravoltas climáticas todas. Ainda era, porém, nunca sabido pela grande maioria, onde estavam localizados e se chegariam às terras locais com segurança. (Este era o problema. E com a escuridão, as coisas... Pioravam.)
Braminir manteve-se mais calmo do que podia, mas estranhou demais o clima local. Mas a pior reação de todas, provavelmente, teria sido de Stanka. Ela tentou imaginar que nada - tempestade ou coisa parecida - estava acontecendo - estava entrando em choque. Desislav sabia o que fazer, por isso levou os demais em direção ao interior do navio, para as zonas pelas quais nenhum deles conseguisse ver a situação externa. Svetla um pouco menos, ela sabia as maneiras certas de segurar apavoramentos. Braminir, o "Ogro", acompanhou bem de perto o progresso dos ferimentos na cabeça do amigo. Por enquanto estáveis, mas, se mantivessem-nos abertos, poderiam infeccionar. Suspirou. Não sabia onde ficavam todos os serviços de enfermaria local do navio para conferir sua situação.
Desislav, pessoalmente, preferia que eles não perdessem muito tempo buscando ajuda - e ele sabia do que estava falando - porque, antes, havia já conseguido tratar-se de coisas... Muito piores. Indiferente, Braminir simplesmente parou de buscar por ajuda, embora, sim, as duas meninas não teriam concordado e até mesmo protestado. Procurou controlar toda a situação, não quis discutir. Passaram pelos corredores internos, como planejado, para ver quais estavam apavorados e quais dos colegas estavam normais.

d'Akins e Korrr cruzavam o corredor da frente, à direita, e não conseguiram observar mais nenhum trovão, relâmpago ou quaisquer mudanças com relação clima. Korrr ficou quieto e calmo, talvez teria retornado ao estado anterior. Não estavam conversando, mas estavam focados com as pessoas que caminhavam ora normalmente, ora um pouco mais rápido. As pessoas que corriam aparentemente eram oficiais do próprio navio em serviço. As que não estavam tão apressadas assim apenas conversavam entre si. Havia ares calmos, eles viam e sentiam. Até mesmo uma tempestade forte como aquela não pareceu suficiente para fazer os nativos da região se assustarem, as coisas eram normalíssimas.
De qualquer forma, eles dois não sabiam que uma quebradeira nos decks abaixo ocorrera graças às ondas violentíssimas. SIM - na hora em que elas aconteceram, eles sentiram. Sem maiores problemas. Pensaram ser apenas reflexos dos ventos locais. Não conseguiriam ver ou ouvir vidros, janelas e madeiras se quebrando. Quanto a situação dos amigos, o que se esperar? Eles estavam espalhados pelo navio. Aonde eles estavam? d'Akins sugeriu... NÃO parar de andar, sabia que encontraria pelo menos alguém pelos corredores próximos.
A reação do marido foi calma. E sim, após caminharem todo o caminho em direção ao fim, quase bateram as caras com Braminir, Svetla, Stanka e Desislav. d'Akins estranho quase na hora uma ferida estar presente na sua cabeça. Teria o quê? Apanhado ou sofrido um dano graças ao clima?... Pararam os dois. Korrr falaria alguma coisa, mas, como sempre, foi ela quem comentou as primeiras palavras:


- Khorata! Kakvo se sluchva mezhdu vas?
(- Gente! O que aconteceu entre vocês?)

- Spokoĭno shte ti obyasnya. Desislav e udaril glavata. Kogato ogromna vŭlna doĭde i nie byakhme prinudeni da se vŭrnete nazad.
(- Calma que eu vou explicar. Desislav bateu a cabeça. Quando uma onda imensa veio e fomos forçados a pular para trás.)

Olhou firme aos quatro.

- Pone ne momcheta pretŭrpeli po-losho. Bi bilo tragichno! Braminir, grizhi za naranyavaniya - nikoga ne se znae koga shte se vloshi.
(- Pelo menos vocês não sofreram algo pior. Seria trágico! Braminir, cuide dos ferimentos - nunca se sabe quando piorarão.)

- Ako po-losho.
(- Caso piorem.)

- Da.
(- Sim.)

d'Akins decidiu que seria muito mais produtivo guiá-los em direção ao que ela chamava de "ponto seguro" da embarcação, ou nada mais, nada menos que a ponte de comandos. Não era local aberto para todos, muito pelo contrário, mas como ela era a Búlgara mais bem conhecida daquele navio e tinha fama de guerreira por sua nação, seria muito bem recebida pelo responsável pelas operações diárias naquela embarcação SIM, e até mesmo conseguiria algumas vantagens. No passado, desconhecido por vários deles, já havia tomado comando dum navio grande em situação emergencial. Sim, havia conseguido tirá-los dos problemas, mas não aceitou ser parte da Marinha por motivos pessoais, era a mais nova da tripulação, não queria ser mantida meio a tantos homens, até porque era casada e possuía um marido. Mas aquele dia, seria diferente. Ela sabia que chegariam por conhecer quais materiais exatos o navio era feito. Ela sabia, também, sobre a resistência - extremamente forte - dos materiais que foram usados no navio.
Nenhum dos cinco presentes no grupinho apresentou uma reclamação específica, então a andança em direção aos comandos, bastante avançados para várias naus da época, era começada. Precisariam passar por zonas internas pelas quais a maioria desconhecia, então - se não quisessem se perder - era essencial andarem juntos. Com tantas pessoas calmas, Braminir e Desislav, que presenciaram uma tempestade destruir parte do deck onde eles estavam, se surpreenderam. Mas sim, aquelas partes, naturalmente, eram fora do alcance da tempestade que estava acontecendo e, as pessoas se manterem calmas, era apenas o requerimento básico. Algumas conversavam assuntos quaisquer. Certamente eram nativos da ilha, estavam acostumadas com o clima extremo.
A viagem, anyway, permaneceu. Ela não seria interrompida apenas graças ao mau tempo e d'Akins conhecia. Ela sabia que, por mais avariada que estivesse, a embarcação não terá o fim comum de vários navios mais comuns. Só precisará de reparos bastante expressivos - caros sobretudo - quando chegar ao porto da cidade de Edirforth, a segunda cidade pela qual conhecia por nome, fora, claro, Londres.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qui Jul 25, 2013 3:35 am

... Um Leve Avanço no Tempo...

Mas foi quando o navio havia atingido as margens dos 350 quilômetros da costa mais próxima (Edirforth) que a situação piorou, porque claro, estavam todos apenas entrando nas correntes marítimas mais intensas possíveis. Com rajadas de ventos superiores aos 100 quilômetros por hora - aquela era uma SÉRIA tempestade - estava praticamente impossível se manter estável sem tombar para um lado ou outro, mas os marujos davam o melhor de si. Aparentemente via-se o desespero geral por parte da tripulação, das pessoas mais aos locais expostos como salas usadas para observação E, era claro, diretamente aqueles mais ou menos acostumados com viagens perigosas. Mas NÃO, aquele momento NÃO ERA para ser considerado fim das coisas. d'Akins, Braminir e colegas encontraram interiores um pouco menos agitados provavelmente pelas pessoas estarem acostumadas com aquelas condições climáticas, encarando-as normais para a época MESMO que o navio possuísse sérios riscos de sofrer danos irreparáveis graças aos fenômenos naturais externos. Um raio caiu próximo. O trovão subsequente não apenas foi estrondoso, mas assustou grande parte dos tripulantes e certamente aquele... d'Akins havia ouvido muito bem. Outros raios - em intensidades menores ou ligeralmente maiores - se seguiram.

Chegar até os comandos provou ser difícil até mesmo para pessoas que conheciam direito o navio. Recentemente ele havia recebido várias modificações inéditas. Passou por até uma repintura do interior, causando confusões temporárias. Outros corredores foram mudados para melhor guiarem novatos - e, sim, terminaram por dificultar as operações para aqueles considerados veteranos do navio. Por outro lado, sem maiores esforços ou com perguntas - conseguiriam acessar os comandos. Claro, eles não imaginavam o sufoco pelas quais as coisas estavam se tornando. Provavelmente até d'Akins, supostamente conhecedora dos materiais que compunham o navio, agora começaria a ter certas dúvidas sobre quanto mais conseguiriam permanecer flutuando sobre os mares. Pior de tudo era alguns dos mais céticos erguerem hipóteses sobre ataques provindos de monstros marinhos. Esses aí passavam infrequentemente pelo corredor.

Quatro lances de ondas gigantescas, com tamanhos desprezíveis, atingiram as laterais da embarcação. A primeira destruiu vidros por toda a extensão do navio. A segunda retirou a madeira das zonas mais elevadas. Os impactos causados pela terceira amassaram quase todas as grades em ferro que constituíam as partes superiores e levaram água um pouco em direção às proximidades dos comandos. A quarta - e maior - foi responsável pelo mais dramático dano visível até então. Porque acabou com 30 metros intermitentes do casco um pouco acima da linha de água (waterline), amassou várias partes em metal interiores. Quase faz entrar vários litros de água marítima em direção aos decks mais inferiores. Seria um problema, deixaria o navio mais pesado, coordená-lo poderia até mesmo ser custoso.

Dependendo de onde estão, as sacodidas geradas pelas ondas foram plenamente sentidas por d'Akins e colegas.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Qui Jul 25, 2013 3:46 am

Correram pelos corredores o máximo que podiam: d'Akins sentia todas as chacoalhadas, mas mesmo assim, ainda estava confidente de que a construção bastante consolidada da embarcação seria capa de levá-los em direção ao Porto mais próximo. As pessoas ao redor pareciam muito apavoradas. MUITO. Até agiam como se estivessem meio a uma guerra naval cujo navio estava sob ataque direto das forças inimigas. O Ogro - "Ogro", Braminir, não perdeu tempo em olhá-las, queria chegar logo às dependências do que era considerada uma ponte de comandos ampla, situada acima das zonas pela qual os passageiros costumavam ficar, mais ou menos dentre os mastros não muito longos do navio. Existiam sim pessoas proferindo os velhos mitos das criaturas marinhas, coisa, claro, não sequer escutada por nenhum dos presentes no grupinho. Estava claro que tais "fúrias" e "ataques" provinham de fora do oceano - no MÁXIMO do máximo - ondas, e não havia motivo algum para acreditar que polvos, lulas, seja lá o que fossem gigantes estavam tentando afundar o navio - porque NÃO estavam.
d'Akins sentiu-se um pouco confusa à primeira mão, as novas portas e caminhos foram as maiores problemáticas a serem resolvidas. Sorte que um grupo de oficiais novos passou e ela pediu as informações precisas para se chegar às dependências daquela zona. Eles - que sequer pediram identidade por estarem apavorados - apenas pediram para que ela - e os demais - os seguissem. Eram quatro oficiais de baixo cargo, provavelmente nada mais que ajudantes dos marujos responsáveis por operar ou as velas ou o resto das coisas no navio. Braminir estava enjoado e cansado de precisar passar por tantos lugares ao mesmo tempo. Desislav e sua cabeça enfaixada estava atento aos movimentos daquelas pessoas e percebeu que estava começando a sangrar novamente. Stanka tentou contê-lo, mas foi, de fato, impedida pela pressa dos demais.
Svetla e Korrr queriam chegar ao UK ilesos, não importava a maneira. Eles eram os mais "em pânico" do grupo, não aguentariam receber as notícias de que estavam afundando - justamente em alto-mar - aonde os perigos oceânicos eram certamente muito adversos. A atitude apenas enraiveceu d'Akins que, por certo momento, falou algumas palavras não apropriadas MAS se recompôs muito rápido. Passaram pela zona 12, uma das quinze ou mais zonas distintas dentro do navio. Subiram duas escadas apenas e, sem maiores ou menores esforços, chegaram ao patamar que compunha a ponte. Foi quando Ahemoa se deu por convencida: a tempestade piorou astronomicamente. Os céus estavam pretos, não mais acinzentados. Ao cair dos raios, seus sons assustaram a todos.


- Tuk.
(- Por aqui.)

- Kakvo vrata? Kakvo vratata? Kakvo vratata?
(- Qual porta? Qual porta?! Qual porta?!?)

- Mlŭkni, Korrr. Obŭrnete vnimanie na instruktsiite.
(- Cala a boca, Korr. Preste atenção nas instruções.)

Passaram normalmente pela porta de comandos, e encontraram seis dos doze oficiais geralmente requeridos para controlar um navio daquele porte. d'Akins parou e, desconfiada de que haviam feito alguma coisa, olhou diretamente para algumas das janelas à sua esquerda. Pois estavam quebradas, chovia bastante ali dentro, e os ventos se apresentavam medonhamente. Dependendo daonde ficassem, era impossível estar de pé e não levar uma "surra" daquele fenômeno natural. Uma pequena olhada para fora e uma pequena análise da situação. Sim, tempestade brava. Algo várias vezes pior do que estava preparada para aguentar. Mas a 350 quilômetros, cogitou ela, provavelmente suportaria e chegaria com danos extremamente grandes até a costa inglesa.
Korrr e Stanka sentaram-se. Eles precisavam descansar. Suspiravam fundo. Braminir, por ser pesado, era a pessoa menos afetada pelos ventos e, com braços cruzados, mantinha-se observando. Uma belíssima tempestade para acompanhar, ele sabia. Mas onde estava o comandante da embarcação? Morrido não havia, provavelmente havia fugido para os decks inferiores para buscar proteção. Ela imediatamente ordenou aos demais que pusessem algumas lonas para tampar as áreas danificadas pelas ondas. Se precisasse outra vez comandar aquilo, iria, sem maiores problemas.
Perguntou aos marujos presentes:


- Kŭde e kapitanŭt? Taka che tova, koeto se e sluchilo tuk? Ne se pritesnyavaĭte, az mislya, che shte go opravi, dokato gospodaryat mu e dalech.
(- Onde está o comandante? E o que aconteceu aqui? Não se preocupem, acho que irei dar um jeito enquanto seu senhor estiver ausente.)

- Eto me.
(- Lá vou eu.)

- Ti! Stanka! Pomosht Desislav.
(- Você! Stanka! Ajude Desislav.)

- I Braminir, poluchavam grukhtene rabota. Sŭdeĭki po tezi, koito se dvizhat napred kŭm naĭ- skritite prozortsi.
(- Eu, Braminir, fico com o trabalho pesado. Vou por aqueles móveis frente às janelas mais escondidas.)

- A az?
(- E eu?)

- Zavoi.
(- Se vira.)

Graças ao trabalho conjunto dos demais, começavam-se as operações para tentar recuperar o tempo perdido graças à tempestade e guiar, propriamente, o navio ao destino final, independente dos danos que ele havia sofrido até então. d'Akins sabia que - se estava controlável - então não estava com muita água em seu interior. Em outras palavras, ele não estava pesado. Quanto mais pesado, ela sabia, mais difícil seria para que controlassem sua enorme massa e, com a ajuda dos marujos responsáveis pelas velas - que já não eram muito grandes por convenção - começaram-se os esforços. Sim, ela sabia da necessidade de se passar pelo provável centro da tempestade e pegar os ventos mais poderosos até então. Ela sabia que teriam problemas. Mas sabia que precisariam avançar e persistir, uma tripulação INTEIRA, junto aos civis e pessoas da Coroa estavam em suas mãos. Nunca poderia falhar. E pretendia não falhar.
Aos poucos, Braminir levava alguns móveis pesados em direção às janelas quebradas pela qual a proteção havia sido destruída junto. Sorte a dele que, graças aos 450 quilos e muita força muscular, estava conseguindo arrastá-los, um por um, sem grandes problemas. Nem cansaço aparente, embora terminaria o trabalho um pouquinho exausto pelo tempo que ficou sem arrastar ou segurar coisas muito pesadas. Estava ele suando a camisa. Desislav e Stanka, que não deixava de estar preocupada com as feridas anyway, mexiam nas lonas a serem colocadas. Eram pretas, reduziriam um pouco o campo de visão sim, mas pelo menos, parariam com as chuvas internas e os ventos.
Estaria d'Akins prestes a salvar mais uma embarcação com sua experiência naqueles navios - junto a ajuda dos colegas e dos marujos? Ainda que elusivas, as respostas poderiam ser sim. Começava-se, assim, uma nova parte da viagem.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sex Jul 26, 2013 11:50 pm

Graças aos esforços conduzidos pelos recém-chegados, a situação dentro do local pela qual os comandos à tripulação eram dados não apenas melhorou, mas, felizmente, todo o assustador caos causados pelas chuvas finalmente estava acabado. Não chovia mais por lá - e aquilo significava uma boa notícia para acalmar os responsáveis principais pelo navio - se eles continuassem apavorados, certamente espalhariam o apavoramento aos demais e as coisas piorariam além dos reparos. Como o comandante realmente havia fugido (mas não pulado em direção ao mar), as coisas ficaram inteiramente às mãos do Vice, um certo homem conhecido por Kyle alguma coisa (nunca revelava o sobrenome, era convenção). A reação dele teria sido um pouco mais extrema se as pessoas chegadas fossem estranhos, mas não. Ele de certa forma sabia quem cada um daqueles era, mas preferiu focar no que conhecia sobre d'Akins e deixar o resto de lado. Ele foi a primeira, e única pessoa, que foi em direção a ela. No processo... Deixou um instrumento de navegação cair.

- Izbyagal! Komandirŭt izbyagakha v zashtiteni palubi. Byakh prekaleno uplashena, za da prodŭlzhi komandir na koraba i da me pazi, ako neshto ne e nared be vizhdal.
(- Fugiu! O comandante fugiu para os decks protegidos. Estava apavorado demais pra continuar comandando a embarcação e me deixou de guarda caso algo errado fosse visto.)

- Za shtastie nie sme 300 mili kraĭbrezhie i znam, che shte izdŭrzhi. Chuvstvaĭte se svobodni - vsichko neobkhodimo, e da ostavite tezi khora v stranata, ili shte yadat chervata.
(- Felizmente estamos a 300 km da costa e eu sei que suportaremos. Fiquem a vontade - tudo o que preciso é deixar essas pessoas no país, ou irão me comer pelas tripas.)

- Imame vsichki blagorodni klasove tuk. Dori chlenovete na Korona. Togava se izchisli shteti po koraba sluchi da sleze.
(- Temos nobres de todas as classes aqui. Até mesmo membros da Coroa. Então você calcule os prejuízos de acontecesse do navio ir abaixo.)

Então...

- Gospodi! Nyakoi pomoshtna korab otkriti.
(- Senhor! Alguma embarcação secundária dectectada.)

- Obŭrni se! Tryabva da spasya tozi edin!
(- Se vire! Preciso salvar esta aqui!)

- Kakvo iskate da napravya?
(- O que você quer que eu faça?)

- Vsichko. Obadete Dolov da ti pomogna, no neka da se razgleda polozhenieto po-losho.
(- Qualquer coisa. Chame Dolov para te ajudar, mas me deixe resolver a situação pior.)

- Tochno taka!
(- Certo!)

Nenhuma sinalização seria possível, porém, porque a embarcação, com um terco do tamanho estimado ao navio, estava próxima demais e desregulada. Os tripulantes de lá tentaram alguma coisa para evitar a colisão, mas era tarde. As duas colidiram e, sim, os pedaços voaram para todos os lados. Enquanto o navio pelas quais d'Akins sobreviveu sem muitos danos visíveis, a outra, aparentemente apenas um pequenino navio, foi toda partida em três pedaços. Afundou rápido, praticamente nenhuma pessoa percebeu que estava chegando e os tripulantes provavelmente foram tragados para o mar segundos depois. Quando a informação chegou aos ouvidos de Kyle, este fechou os olhos. Estava um pouco atordoado pela situação, embora soubesse que colidir era uma possibilidade muito certa por aquelas águas. De qualquer forma, correram todos para tentar algo em relação à embarcação pelas quais estavam localizados.

Possuía 190 metros, grande para um navio da época realmente. Não seria fácil levá-lo aos fundos do mar a menos que a tempestade fosse aterrorizante e fizesse várias partes dele desapareceram em destruições sucessivas. Feito a partir dum compensado de madeira e reforçado por placas de ferro em vários locais, as ondas até poderiam danificá-lo, mas, a questão do afundamento era muito elusiva. Apenas se um raio causasse incêndios. Ou se alguma carta explosiva fosse detonada a bordo em certas localizações mais vulneráveis. E, enquanto não estavam em uma guerra naval, não havia preocupações em ataques. Dentro do território inglês não, pelo menos, já que ele era patrulhado 24 horas, todos os dias, por forças esquivas que passavam facilmente despercebidas.

Vinte minutos depois, a 295 quilômetros da costa de Edirforth...


- Lodka blŭsna v nosa na koraba.
(- Um barco bateu contra a proa do navio.)

- Vreda? Ochevidno mnogo malko.
(- Danos? Aparentemente pouquíssimos.)

- Nepoznatiyat e lodka s 63 futa, ne mislya, che tvŭrde golyam?
(- O estranho é um barco com 63 metros, você não acha grande demais?)

- Mozhe da bŭde. d' Akins! Ela tuk.
(- Pode ser. d'Akins! Venha cá.)

Haviam alguns sinais, entretanto, de que a tempestade logo ficaria menos intensa, mas o que eram ondas, rugidos de ventos e fortes chuvas provavelmente seria transformado em uma tempestade de raios, ou simplesmente, um dos maiores e piores terrores para uma embarcação cuja composição principal era madeira, principalmente os mastros com todas as velas, que eram relativamente altos e poderiam atrair aquelas descargas elétricas a toda hora. Raios poderiam incendiar o navio em dois tempos. Podiam até mesmo fazê-lo ir abaixo dependendo dos danos que seriam causados, mas o comandante substituto preferiu agir instintivamente. Ele preparou a parte da tripulação responsável por apagar focos de incêndio assim que observou mais e mais trovoadas, uma chuva menor, ventos um pouco mais fracos e nuvens não tão escuras quanto antes.

Sim, os preparativos eram necessários. Desde cedo se sabia que águas maritimas eram muito mais perigosas do que águas normais para se navegar durante temporais graças ao poder dos raios. Vários navios foram destruídos por eles, especialmente os Búlgaros, que ainda continham tecnologias inferiores às tecnologas que seriam vistas pelos navios já produzidoz e usados pela Inglaterra. A diferença entre os materiais pareceu também ser a chave ao caminho de evitar uma catástrofe, mas, de fato, nem Kyle, nem qualquer um ali conseguiria perder tempo pensando em alternativas. Porque eles estavam na viagem e ela era real. Então, precisariam se defender da natureza com o que tinham.

Por hora, nada de estranho. Nenhum acerto ou queda próxima.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sab Jul 27, 2013 12:02 am

Então, um momento de calma pairou não apenas sobre d'Akins, mas sobre Braminir, Desislav (pelas quais o sangramento havia recomeçado), Stanka, Korrr (que não mais se mostrava apavorado) e Svetla. Aparentemente os cinco estavam concentrados para fazer aquela viagem acabar sem casualidades, e precisavam ignorar quaisquer medos. Se o assunto fosse regular a situação, então d'Akins sabia muito bem como colocá-lo em prática. Colocou a tripulação em calma para, antes de mais nada, conseguir comandar as ordens principais do navio e observou um aumento na confiança dos seis oficiais por lá dentro presentes, provavelmente porque sem o comandante, eles perdiam e muito todas as instruções que eram para serem feitas. Nada mal - ao menos estava conseguindo fazer a situação retornar ao normal. Com os "reparos" terminados, claro que péssimos, nada mais de chuva pode entrar para molhar a todos. d'Akins não sorriu pelo feito, mas, sim, ela escolheu ficar calada e concentrada. Eram seis trabalhadores mais quatro "intrusos", nove pessoas para serem comandadas e precisavam operar em grupo.
Olhou o clima. Ao que parecia, a tempestade ou estava passando, ou estava dando sinais relativos de melhora, até pelo óbvio, havia chovido demais para aquele sistema e os ventos extremos já foram responsáveis por carregar certa parte da cobertura nublada em direção ao oceano mais aberto. Suspirou profundamente, era possível que eles sequer se deparassem com uma coisa daquele tipo ao chegarem na costa, entretanto, sabia d'Akins, a saída do temporal nem sempre queria dizer alívio total. Já tinha escutado pelo menos, o som dos raios só havia aumentado. Ela pessoalmente havia visto vários navios queimarem até a estrutura graças a vários acertos daquelas coisas. Então, preferiu guardar para bem depois o alívio total e a comemoração de vitória contra a tempestade.
Então, escutou Kyle, um comandante conhecido, aparecendo do nada a sua frente. Não se assustou, não costumava ser assustada sob hipótese alguma. Respondeu com seriedade e competência:


- Mozhete da ostavite che ako noviyat tempove na buryata ne ni udari, a sled tova nie shte pobedim koefitsienti.
(- Pode deixar que, se o novo ritmo da tempestade não nos atingir, então iremos vencer as dificuldades.)

- Da znam, che blagorodnitsi imat na borda, taka che az se opitvam da se deĭstva bŭrzo, za da se podobri situatsiyata vŭzmozhno naĭ-skoro. Reshikh, tŭĭ kato nie byakhme slepi za problemite na Bŭlgariya se nalaga da poeme pŭlna otgovornost za smŭrtta na nyakoi khora i da, nyamashe da ima nishto golyamo.
(- Sim eu sei que possuem nobres a bordo, e por isso estou tentando agir rápido para melhor a situação o quanto antes. Eu calculei desde cego os problemas para nós da Bulgária em ter de assumir responsabilidade total por mortes de certas pessoas e, sim, não seriam nada ótimos.)

- Kaĭl, che izpusna edna navigatsionna pomosht, v bŭrzame? Taka che ne govoryat na edin ezik.
(- Kyle você deixou cair um instrumento de navegação, está com pressa? Então não falamos a mesma língua.)

O resto dos colegas, como previsto, apenas trabalhou sem maiores palavras a respeito da situação. A apenas 295 quilômetros, sendo que viajaram mais de 3 mil, possivelmente mais de quatro mil e quinhentos para cinco mil em direção até ali, seria o mesmo que morrer na praia caso afundassem. d'Akins preferiu calar-se e esperar pelas respostas devidas apenas do vice-comandante. Braminir, terminado o trabalho com os móveis, relaxou. Stanka e Desislav não pararam de assistir o restante dos marujos com as coisas adicionais e, Korrr, querendo arranjar algo direto a ser feito, começou a analisar o instrumento de navegação caminhando para lá e para cá pela sala, que podia ser descrita em ser vasta, graças aos vários arquivos que eram mantidos por ali.
Mas aquilo não necessariamente parecia representar uma solução permanente ao negócio. As pessoas estavam apavoradas pelo que havia acontecido antes, alguns dos marujos, de fato, estavam atrapalhados nas coisas que faziam e constantemente recebiam alertas dos companheiros. Dois deles estavam viajando, olhando a mudança de clima para algo menos pior, mas mais surpreendente. Um deles não pareceu dar muita ligação, sabia que o resto das pessoas encarregadas pela embarcação estava preparado e agiria caso raios fizessem incêndios espalhados pelas zonas externas.
A viagem continuou. d'Akins procurou conversar APENAS com Kyle e mais nenhuma outra pessoa, porque ela sabia que seria uma perda de tempo tratar de assuntos que os outros mal entendiam por não terem sido ensinados a tal...
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sab Ago 03, 2013 4:55 pm

Certo tempo depois...

A costa do UK já estava a apenas 100 quilômetros. Àquela altura, provavelmente todos a bordo perceberam que a situação havia se atenuado ao ponto de que apenas algumas das nuvens antes vistas recheando os céus eram visíveis, o resto ficando bem para trás e causando transtornos apenas aos navios que se aproximavam. A turbulência também não era mais sentida, as ondas se acalmaram, as coisas aparentemente haviam retornado para o normal embora a embarcação tenha, SIM, sofrido vários danos estruturais que seriam, em teoria, reparados algumas semanas depois. Era graças àquela parada turbulenta que, sim, as pessoas retornaram aos poucos ao normal e estavam confiantes de que, embora quase tenham ido água abaixo, agora chegariam naturalmente, como qualquer navio até a costa Britânica sem maiores problemas. Tanto Kyle quanto quaisquer tripulantes que estão a bordo relaxaram, aparentemente não havia mais nada o que se preocupar. E os oficiais outrora espantados aos poucos retornaram para o serviço. De fato, d'Akins não mais seria requerida a acompanhar as atividades do navio porque seu comandante de fato estava já retornando. Não era possível a eles saber qual seria suas reações, porém.

Os empregados responsáveis por por ordem no barraco após contra-tempos como estes estavam colocando as coisas em seus respectivos lugares, inclusive os móveis retirados e relocados por Braminir enquanto estavam eles medindo seus esforços para permitir que a viagem durasse ilesa em direção ao coração da tempestade, que havia passado a pelo menos algumas centenas de quilômetros. Felizmente nenhum raio atingiu diretamente o navio, então nenhum incêndio foi começado e a situação se normalizou rápido. Haviam até certos espaços de céu azul por dentre as nuvens que restavam e, através dos espaços, as pessoas puderam perceber que chegariam a noite. Os últimos raios de Sol estavam quase imperceptíveis, as estrelas eram visíveis mais do que nunca. A Lua não era visíveis por estar escondida por detrás das nuvens, mas sua localização poderia até ser deduzida olhando-se seu brilho atrás das mesmas. E os ventos quase cessaram àquele ponto,...

..., tendo em mente uma melhora constante e progressiva do tempo. Não faria Sol pelo dia seguinte de qualquer jeito no UK, mas o tempo, embora nublado, seria estável. Ou, pelo menos, prometia, de acordo com os achismos dos responsáveis por fazer as previsões do tempo para todos a bordo. Então, uma pessoa não muito alta - de fato chegava a nem se comparar à altura de d'Akins (e Kyle batia pouco abaixo do seu ombro significando que, embora alto a um Humano, não era alto em comparação à outra espécie...) - e devia bater à meio peito da mesma. Ou até menos, já que mediria menos do que 1,7 metro, ou ATÉ 1,7 metro. Aquele homem experiente, mas unusualmente assustado por nunca ter de fato pego uma tempestade por aquelas águas, era o real Comandante do navio. Seu nome era Krav Kesov, mais conhecido apenas como "K K" entre a tripulação. Ao que parecia, conhecia, ou pelo menos tinha ouvidos sobre, d'Akins.


- Kai?l, kakvato beshe situatsiyata ? Bez da sum tolkova burni vodi!
(- Kyle, como foi a situação? Nunca peguei águas tão turbulentas!)

- Polozhenieto normalno, blagodarenie na tezi khora tuk, vie znaete mnogo dobre, sur.
(- Situação normal, e graças a esses cidadãos aqui, que você conhece muito bem, senhor.)

- Izvinete. - Olhou a todos os presentes. - I otkude znam! Sa izvestni za ozdravyavane bezbroi? Korabi. - Resolveu cumprimentá-los. - Kak ste? Te svurshi dobra rabota otnovo, nali?
(- Opa. E como eu conheço! São famosos por terem salvado inúmeros navios. Como vocês estão? Fizeram um bom trabalho novamente, não é?)

O ajudante principal se afastou, estava responsável por, como sempre fez, auxiliar todos os outros tripulantes. Rápido, a tripulação por ali subiu exponencialmente para dezenas. A embarcação tomou forma normal novamente após muitas horas de tensão com aquela tão inesperada e violenta tempestade que, por agora, havia ficado para trás. Claro, o navio já estava mais pesado graças à entrada de água num dos decks inferiores, causado pelo choque entre o mesmo com outro navio menor que estava descontrolado, perdido graças ao mau tempo. Enquanto não havia risco nenhum de que aquela água se espalhasse pelos porões e outros locais, os cuidados a serem tomados pareciam imensamente maiores com a região. Viajando mais pesadamente, levariam mais tempo para chegar. Precisariam evitar pontas de rocha pelo caminho; conforme se aproximassem da costa, elas provavelmente se mostrariam em evidência. E seriam difíceis de serem vistas.

Difíceis porque são geralmente escuras. E o tempo, agora, está praticamente anoitecido. As condições não poderiam ser piores do que aquelas, mas a confiança havia sido refeita e retomada por todos. Não era possível ao comandante do navio saber quais eram as situações condizentes aos passageiros, mas ele certamente estava aliviado. De que nada de pessoas pulando em direção ao mar ou mortes havia sido reportado. Seria apenas uma questão de tempo... Até que chegassem ao local desejado, a costa do UK, exatamente por Edirforth, a cidade mais próxima até então, e mais apta a receber um navio com aquele tamanho todo, já que seria quase impossível passar até chegar em Londres graças a vários fatores tanto geográficos quanto do próprio tráfego pela região. Aparentemente, a última centena de quilômetros até a costa estava mais silenciosa do que outra coisa.
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Sab Ago 03, 2013 5:01 pm

d'Akins olhou em direção aos céus, estava aliviada. As coisas dali em diante muito certamente apenas melhorariam, mas de qualquer forma, a ida até Londres deveria ser conduzida somente durante o dia seguinte, porque era noite, e eles mal conheciam os terrenos pelas quais estavam pisando. Ela sabia que haviam reportes de animais maiores e mais medonhos que os encontrados por eles pela Bulgária, mas preferiu tratá-los, por hora, como meros boatos a fim de não deixar seu grupo atrapalhado, descoordenado, até mesmo com medo enquanto começassem e estivessem mantendo a viagem. Apesar de que mesmo assim, pelo que havia visto, como esqueletos reais, aquelas coisas realmente eram reais e não poderiam ser subestimadas. Olhou Kyle com uma feição muito melhor. Ele estava certamente satisfeito com o trabalho coordenado por ela. E pelos colegas sem dúvidas, afinal de contas foram eles todos que ajudaram a diminuir as tensões enquanto a embarcação estava embebida mediante o imenso turbilhão de chuvas, raios, ventos fortes e céus negros logo acima. d'Akins manteve-se séria.
Raramente ela expressava algum sorriso em relação àquelas coisas, preferia ser imparcial e manter relações apenas de trabalho com aqueles homens, por mais que os conhecesse - e admirasse - de tempos. Cruzou os braços. As águas retornavam ao estado anterior - um tanto turbulentas, mas quase calmas. Nenhuma onda extrema aparentava estar vindo em direção a eles, e isso era ótimo. Braminir chegou ao lado dela, e colocou uma de suas tão imensas mãos em um de seus ombros. Ela sorriu. Ele idem. Os dois SABIAM que tinham feito um bom trabalho. Korrr se aproximou, sem falar nenhuma palavra. Para ele, o fato de as coisas terem melhorado era apenas o começo. Restava, ainda, conhecer de perto quais as características principais do UK...
... E Stanka sentou-se em uma das cadeiras frente às mesas em madeira que eram usadas para, geralmente, abrigar instrumentos de navegação e mapas. Não haviam mapas por elas, eles haviam todos sido levados em direção ao chão graças às trepidações do navio e problemas todos causados pelo choque das ondas. Quando então, um homem grisalho, pequeno até mesmo aos padrões Humanos e sincero entrou na sala. d'Akins logo soube se tratar do comandante, mas permaneceu séria. Inicialmente, nada fez. Esperou que ELE se pronunciasse, já que, obviamente, devia gratificações diretas a ELA e seus colegas pelos trabalhos incessantes feitos por ali aquela hora.
Respondeu ela:


- No tozi korab e po-vazhno da se sudurzhat khorata Korona i Noble tazi strana, che vse oshte shte znayat otblizo. Nai?-nakraya az sum dobur, no samo dobro za tova, che ne uspya da postigne tselite si v ramkite na tozi most.
(- Mas este navio era mais importante por conter pessoas da Korona e Nobres deste país, que ainda irei conhecer de perto. Finalmente eu estou bem, mas apenas bem por ter conseguido atingir os meus objetivos dentro desta ponte.)

- Tezi zdravi moite priyateli i verni izsledovateli. Mislya, che e imal i izvestni udovletvorenie za tyakh, nali?
(- Estes sãos meus amigos e fiéis exploradores. Acho que você também devia certa gratificação a eles, certo?)

Sem maiores preocupações, provavelmente d'Akins e seus colegas podiam, agora, retornar em segurança aos quartos pelas quais originalmente estavam situados no navio. Não tinham nada a ver com o comando daquela embarcação realmente, tampouco eram considerados oficiais navais. NÃO eram. Apenas ajudavam quando preciso, porque a mesma - d'Akins - conhecia muito bem certos procedimentos essenciais que grande parte dos marinheiros e até comandantes parecia desconhecer. Aparentemente, ela não estava esperando pelas reações dele, sabia que ele não precisava dar maiores satisfações a ela e ao grupo fora um cumprimento. Despediram-se logo, retornaram aos poucos em direção aos cômodos do navio, pelas quais estavam, provavelmente, muito menos agitados graças a passagem da tempestade.
Esteve pensando um pouco d'Akins a respeito da tripulação presente no navio menor que, infelizmente, bateu lá atrás contra o deles. Não teriam sobrevivido isso era claro, e isso - sim - era uma prova de que rotas marítimas mais eficazes precisavam ser feitas, pelo menos para o restante dos outros países, já que desconhecia a organização naval feita ali pelo UK. Aquilo poderia ter sido fatal aos DOIS navios caso um fosse um pouco maior ou um pouco menor. Os danos sustentados foram medianos. Suficientes, entretanto, para que um dos seis decks da embarcação (principais) ficasse inteiramente inundado, completamente impassável e, sobretudo, pesando a embarcação.
Mas a viagem continuava. Restavam apenas uns 100 quilômetros, e as terras de lá eram, de fato, claramente visíveis por agora, ou deveriam ser, caso fosse dia. Algumas luzes das cidades mais próximas pelo menos foram, e isso pareceu intrigar MUITO d'Akins. Não era capaz de entender como luzes seriam vistas àquela distância, mas aceitava que era outra nação com outros costumes, OUTRO ritmo de desenvolvimento e OUTRA noção em mente totalmente diferentes da Bulgária...
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Seg Ago 05, 2013 9:53 am

Mas apesar de concluídos os problemas, d'Akins teria mais algumas pessoas para ver e conhecer pessoalmente dentro do navio, e elas seriam, nada mais, nada menos, que vários representantes diretos do governo inglês (incluindo Ak'Fred Daqin - um dos poucos Lordes que sabiam falar Búlgaro diretamente, com fluência). Como as pessoas dentro do navio já se acalmaram, como as coisas retornaram ao normal antes do previsto e como a paz reina novamente independente dos danos causados à embarcação, observavam todos várias - e várias - pessoas passando normalmente aos lados, frente e pelos corredores de trás. Seis ou mais compunham uma espécie de comando direto do navio em conjunto ao velho, bem experiente, comandante. Eram discernidos apenas pelas roupas mais chiquetosas. Quando d'Akins virou um corredor à direita - já estavam definitivamente fora dos comandos - viu-se frente a frente com Ak'Fred. De certa maneira ele SABIA quem ela era e CONHECIA todo os seus esforços para manter a Bulgária separada culturalmente do restante da Europa e não era ignorante quanto aos seus esforços para manter o país longe das garras introduzidas, infelizmente, pelo Cristianismo. Podia ser descrito como um homem alto (2,27 metros), de barba expessa, tonalidade amarronzada. Os olhos eram amarelos profundos, cor não tão atípica para sua espécie. Usava uma roupa característica de Lorde.

Embora tenha caminhado dois passos ou mais, resolveu virar-se aos poucos para trás, por onde ela e seus colegas estavam passando. ANTES que pudessem virar para algum outro corredor, preferiu chamá-los com um "Zdravei?te!", ou olá, no idioma pelas quais eles eram melhor contatados. E aproximou-se em passos firmes, sem representar ameaças, para lhes dizer algumas coisas fundamentais a respeito do país e o que precisavam, de fato, fazer - ou NÃO deixar de fazer, pelo menos, já que o Imperador, um homem obscuro, estava faz anos procurando reunificar a espécie. Sentiu-se aberto a levar aquela mensagem a ela e ao restante apenas porque era um Lorde autorizado a espalhar palavra do imperador por um imenso público-alvo, era também aparentemente autorizado a dar sermões e ensinamento diretos aos futuros defensores da Pátria. Aparentemente, Ak'Fred era um dos mais altos - em questões de ranking - e confiáveis - Lordes pelas quais Doocy pessoalmente possuía e aparentava fazer seu trabalho da melhor maneira possível...


- Kak moga da zabravya? Poznavam te ot vreme, dori i ti dori ne znaesh koi? sum az.
(- Como pude me esquecer? Eu conheço vocês de tempos, mesmo vocês não sequer sabendo quem sou.)

- Udovolstvie, Gospod Ak'Fred Daqin. Razreshen pryako ot imperatora da mine dumata si kum nashite blizhni.
(- Prazer, Lorde Ak'Fred Daqin. Autorizado diretamente do Imperador para passar sua palavra em direção aos nossos semelhantes.)


Queria conversar diretamente apenas com d'Akins e esperava que ela, sabiamente, não deixaria o restante dos demais também ouvir suas palavras, porque elas seriam, sim, muito chocantes aos ouvidos daqueles menos preocupados ou pouco informados. Em todo caso, poderiam ficar e ouvir, mas as reações, tais como revoltas ou surpresas, ficariam à critério pessoal do restante. Até mesmo de d'Akins já que, certamente, ela raramente saberia quais as intenções verdadeiras de Doocy - e jamais saberia - porque ele não perderia tempo só contando aos demais o que realmente quer com a unificação da espécie - mas gostava era de mostrar progresso. Aceitando as propostas, d'Akins provavelmente precisaria mudar-se em pouco tempo ao UK. Precisaria não apenas também aprender o Inglês para facilitar as coisas, mas, com certeza, se fosse mal acostumada à tecnologias, precisaria se acostumar a elas o quanto antes. A ilha era extremamente avançada em comparação ao restante dos países.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Mar Inglês   Seg Ago 05, 2013 10:09 am

Como d'Akins gostava de conversar pessoalmente, ela mandou o restante - sem excessões - até mesmo Korrr - em direção aos seus aposentos pessoais, por onde, após um certo tempo, ela iria reencontrá-los. E virou-se aos poucos para Ak'Fred, homem quase tão alto quanto ela, apenas uns centímetros a menos, observando seus dois olhos - que pareciam até possuídos por uma magia negra graças às tonalidades amareladas mais do que vivas. Ele parecia um pouco amigável, ela desconhecia a existência dos Lordes, mas julgou desde o começo se tratar de um Nobre Inglês pelas características na vestimenta, e nos cabelos, e na maneira pelas quais penteava a barba extremamente longa. Ele ao menos sabia falar a língua do país natal, então entendeu perfeitamente, uma conversa com ele seria normal, não haveriam problemas de entendimento, ambiguidades e certo tipo de constrangimento. Mas de qualquer forma, pensou ela nos motivos daquelas pessoas todas pensarem que fosse o centro das coisas.
Não caiu a ficha de que era apenas "mais uma" da civilização que governava o UK. Mas de certa maneira, nem sequer estava pensando em origens, queria alguma quest e pensava o óbvio daquele homem, que ele fosse oferecê-las. Logo sentou-se num dos bancos locais - eles existiam por todos os corredores do navio para confortar os cansados OU aqueles que queriam bater papo em outros locais fora dos quartos - convidando-o a fazer aquilo por igual. Levou uma das mãos ao queixo, a outra ficou apoiada sobre o móvel pela qual sentara-se. Olhou com o canto dos olhos em direção ao Lorde, primeiro precisava ter sua confiança. Não queria estar lidando com uma pessoa enganosa. Especialmente quando não estava sequer armada - havia deixado a espada no quarto.
Respondeu sem demorar, estava até curiosa:


- Taka che v izvesten smisul se sreshtnakhme kosveno, sur. Sushto taka, zashtoto chukh edin den chuvam za v mestnite vestnitsi. Zhivee v moyata strana za izvestno vreme, ne e izvesten edin, khekhe.
(- Então de certa forma nos conhecemos indiretamente, senhor. Até porque eu ouvi um dia ouvir falar sobre você nos jornais locais. Vive em meu país há tempos, não há quem o desconheça, hehe.)

- Udovolstvieto e iztsyalo moe, az sum d'Akins. Ahemoa d' Akins e spetsifichna. Bivshiyat ezdach, edin voin. Pone se opitakh.
(- O prazer é todo meu, sou d'Akins. Ahemoa d'Akins para ser específica. Ex-cavaleira, uma guerreira. Ao menos tenho tentado.)

Alguns momentos de calmaria e quietude se seguiram. Mas ela voltou logo a falar, estava interessada e curiosa ao mesmo tempo:

- Priemane na vsichki misii prez nei?nata teritoriya, sur. V dei?stvitelnost tova e zashto sum tuk, v protiven sluchai? nyama da ima v Bulgariya, zaeti s drugi neshta.
(- Aceito quaisquer missões por seu território, senhor. Aliás é para isso que estou aqui, caso contrário estaria lá na Bulgária preocupada com outras coisas.)

- Kazakha mi, che nyakoi rai?oni stradat ot ataki tuk. Sushtestva. Vyarno li e?
(- Disseram-me que certas regiões daqui sofrem com ataques. De criaturas. É verdade?)

Estaria para proteger o país se fosse preciso e, ainda mais, para deixar seu governante impressionado por suas habilidades de combate, que não poderiam ser, mas nunca, desperdiçadas, era conhecida simplesmente por estar dentre a lista dos melhores - e mais implacáveis guerreiros (ou guerreiras) já existentes na Bulgária durante os últimos... 350 anos pelo menos, contribuindo em muito para que o país conseguisse saltar em todos os sentidos, mas sabia que ainda estavam muito abaixo das outras nações mais ao Norte provavelmente porque elas passaram por guerras e guerras ajudavam muito na criação e consolidação de tecnologias para a população geral. Então guerras não eram apenas tão ruins apenas porque causavam mortes, elas ajudavam a injetar imensas quantidades novas de tecnologias e desenvolvimento aos países.
Como ficou parada por muito tempo (sem ver nenhum confronto, ou uma série deles), seu país parou um pouco de desenvolver porque simplesmente acostumou com a situação e - assim como qualquer coisa estacionária - permaneceu assim desde então - porque não se via algum movimento capaz de tirá-los do "repouso". Vários outros países também sofriam da mesma coisa, uns em escala maior, outros em escala menor, mas no geral, todos eram mal acostumados. d'Akins podia ser vista como maluca por incentivar guerras, mas, se ela realmente quisesse desenvolver o país, então... Era indispensável.
Desconhecia ela a existência de criaturas e seres por suas terras. Ao menos por lá eles não eram vistos há duzentos anos no mínimo e, como não seria difícil de crer, as histórias eram todas vistas como simples lendas passadas adiante - pelas gerações - de pai para filho - e de filhos para amigos - e assim por diante. Ninguém realmente, provavelmente com certas excessões, viu a face de um Ogro ou a face jovial dos Elfos por aquelas terras. Ninguém se deparou com a feiúra dos Trolls (se é que realmente existiam tão ao Sul) ou a sabedoria e astúcia dos Anões. Mas a maioria não desacreditava neles...
... Nem mesmo d'Akins, que estava para por suas crenças em xeque por ali mesmo. Dizia-se que a Inglaterra abrigava criaturas estranhas. Isto ela veria por si mesma, mas por hora, esperou pelas manifestações do Lorde sobre suas questões e sugestões.
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