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 Cidade de Odessos

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MensagemAssunto: Cidade de Odessos   Ter Maio 21, 2013 9:06 pm

A cidade foi originalmente fundada como Odessos.

O controle de Odessos mudou das mãos Bizantinas para as mãos Búlgaras várias vezes durante a Idade Média. Por finais do século IX e a primeira metade do século X, Varna (ou Odessos) foi o local de um scriptorium principal da Escola Literária Preslav em um monastério dotado por Boria I a quem deve também tê-lo usado como sua retirada monástica.

Tem sido sugerido que o tratado de paz de 681 com o Império Bizantino que estabeleceu o novo estado Búlgaro foi concluído em Varna e a primeira capital Búlgara ao sul do Danube deve ter provisionalmente localizada em sua vizinhança---possivelmente em uma antiga cidade perto da costa norte do Rio Varna nomeada Theodorias antes de Pliska, ao oeste, ter recebido tal título.


Odessos
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sex Jun 21, 2013 11:46 pm

Finalmente chegavam aos portões de acesso à cidade de Odessos. O local era bastante fortificado, vivia protegido por soldados do Exército Búlgaro e contava com várias torres-vigia espalhadas pelo perímetro externo urbano, o que parecia conferir mais segurança aos cidadãos que viviam naquela habitação. Lá perto, as luzes interferiam muito mais que a iluminação da própria Lua, outrora brilhante pelos céus e, por consequência, d'Akins não precisava mais observar apenas uma trajetória vazia de pessoas, perigosa, de cuidados multiplicados por dez. Ao menos era conhecida por ali, tinha certa popularidade graças aos discursos profundamente anti-Cristãos que costumava proferir pelo menos uma ou duas vezes durante o ano. A grande maioria dos locais gostava dela e sentia grandiosa confiança pelas palavras que dizia, porque eram impactantes. Acreditava d'Akins que, até mesmo com campanhas cristianizadoras pelos territórios búlgaros, ela conseguiria manter grandes quantidades de pessoas nos caminhos originais de sua nação.
Não queria necessariamente atacar. Mas investiria para cima dos Cristãos caso fosse bem preciso. Entravam todos pelas ruas de acesso à cidade, observavam as construções muito mais bem cuidadas do que em Pliska, e, enquanto Vladimir e Stanka se surpreendiam, não era o caso de Korrr ou d'Akins. Ela comentava alguma coisa:


- Nadyavam se, che sigurnostta e ezichnik otnovo.
(- Espero que a segurança seja gentia mais uma vez.)

- Ne vinagi, e? Znaekh, che...
(- Nem sempre são, é? Eu sabia...)
Continuavam a caminhar pelas ruas, trajados em suas respectivas roupas de viagem e/ou armaduras. Claro que a população estava acostumada com aquela visão, ela era constante. Não paravam para ficar olhando. 
d'Akins ria sorrateiramente, não podia deixar de achar graça no que dizia Korrr. Ele era mesmo muito preocupado com as coisas: até que demais. Respondia:


- Ne, ne po tozi nachin , nali? Mozheshe da ni davnost, zashtoto idvame ot oblastta. Ne znam kakvo doĭde na Pliska.
(- Não, não é assim, né? Podiam ter barrado a gente porque viemos dos campos. Não sabem que viemos de Pliska.)

Conversavam naturalmente, como se estivessem sentados em alguma praça pública, já que os cavalos agora nada mais nada menos que caminhavam um ao lado do outro. As ruas em pedra eram muito mais decoradas. Muito mais conservadas que as de Pliska, e ela não entendia porque. O Império Búlgaro não parecia estar mal. Governante preguiçoso, era isso, mas nem falava mais nada.
Atrás, vinham Vladimir, Stanka e os outros, atenciosos quanto a população daquela outra cidade. Apenas Stanka conhecia bem a cidade, bem o bastante para conseguir andar por ela como uma cidadã nativa. Estavam interessados em procurar algum local para dormir e passar o dia seguinte.
Viajantes não eram de ferro, era impossível que conseguissem viajar continuamente com poucas paradas e poucas horas de sono espaçadas entre si. Vladimir já abria a boca de sono - bocejava. Stanka às vezes. Mas ele, com voz amistosa, ia conversando para tentar espantar aquela sensação:


- I Braminir? Tova chovekoyadets mi plashtat!
(- E Braminir? Aquele ogro me paga!)

- Zhalko! Toĭ nikoga ne pristigna, toĭ veche e klevetya zashto?
(- Coitado! Ele nem chegou, já tá falando mal por quê?)

- Nishto, ne govori zlo. No pomisli si toĭ slabo da otklonyat khoda na nas.
(- Nada, não é falando mal. Mas ele pensou mal ao desviar o curso de nós.)

O ambiente por aquele começo de noite era bastante pacífico. Uma cidade portuária normalmente costumava ser mais movimentada do que as outras - visto que, de certa forma, quaisquer bens de consumo, ou não, chegavam por ali antes de serem distribuídos pelo país inteiro.
As pessoas conversavam, eram sorridentes. Haviam crianças brincando nas ruas, todas se admiravam com o passar dos cavaleiros e sempre cumprimentavam com uma despedida. Os cidadãos mantinham ritmo de vida normal, como se nada estivesse acontecendo. Eles não sabiam, porém, que d'Akins estava ao meio daqueles seis, ou cinco, indivíduos.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jun 23, 2013 12:07 am

d'Akins ainda estava montada em sua égua quando Georgi Petkov Draganov, um dos Pagãos mais notáveis da cidade a avistou, reconheceu, demorou um pouco para chegar até onde estava a caravana graças à quantidade gigante de pessoas. Parece que estava empunhando algum objeto sagrado, não era possível perceber com certeza. Seu rosto era jovial, com barba densa mas não grande, não aparentava ter brigado com os Cristãos nas terras Norte em tempos recentes, e Ivaylo Georgiev Petrov, amigo de longa data e fiel Pagão não pareceu dar a mínima, gritou de onde estava mesmo.

- D' Akins! Vie otnovo v nashiya grad! - Olhou ao redor despreocupado, e as pessoas, que conheciam a fama daquela cavaleira já estavam se aproximando.
(- d'Akins! Você novamente em nossa cidade!)

- Kakvo stoi zad dobra novina za nas? - Pareceu se lembrar de que gostaria de saber dos planos futuros dela com relação à Resistência ou Companhia Pagã que seria formada, mas pelo olhar, ele sabia que estava quase certo.
(- O que trás de boas novas para nós?)

- Az sŭm Lyuben Dilov Ivanov, brat Dilov Yasen Ivanov , dalechen rodnina na osnovatelya na tozi grad. - E "servo" quis dizer, mas era a pura verdade. Foi um rapaz até que bem cuidado que retornou a falar...:[/b]
(- Eu sou  Lyuben Dilov Ivanov, irmão de Yasen Dilov Ivanov, parente distante do fundador desta cidade.)

- Kak e khristiyanskata sŭprotiva? Chuvame na korab proizticha zemi shotlandski ili angliĭski ezik i sa nedoverchivi.
(- Como está a Resistência Cristã? Temos notícia de uma embarcação provinda das terras Escocesas ou Inglesas e estamos desconfiados.)

Podia ser esperado que algum dos presentes se estressasse pela rapidez daquela valorosa pergunta, mas como ninguém estava estressado, deram ainda dois passos para a frente e provavelmente pretendiam mostrar algo aos recém-chegados, especialmente d'Akins, algo como uma instalação aparentemente comum mas secreta que havia sido erguida em Odessos apenas para acomodar os primeiros encontros dos Pagãos caso um episódio de Cristianização viesse a ocorrer pela Bulgária.

- Vizhdam, che si otselyal sled pŭtuvaneto! - Foi Neno quem falou, mas em momento algum pensou em baixar a guarda.
(- Vejo que sobreviveram à jornada!)

E aquela rua pelas quais estavam passeando calmamente se fechou completamente - já fazia muito tempo desde a última visita do que eles consideravam um líder, ou uma líder Pagão ou Pagã para dá-los maior apoio a continuar com suas próprias histórias, e claro, a história geral que abrangia o país. Devia a caravana caminhar a pé, não havia riscos de tumultos - todos se respeitavam muito quando o assunto era religioso. Se Korrr estava já pensando em dormir, precisaria aguardar pelo menos mais algumas boas horas, devia estar estressado. Vladimir também gostaria de deitar, provavelmente se estressaria com aquela movimentação inesperada toda, mas precisariam todos ser pacientes. Literalmente era impossível passarem montados em seus cavalos porque centenas de cidadãos bloqueavam aquela tão estreita rua.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jun 23, 2013 12:32 pm

Mal podia esperar d'Akins que entraria justamente por uma das ruas mais movimentadas da cidade, tampouco esperava encontrar-se com antigos conhecidos que fariam alardes ao vê-los passeando tranquilamente por Odessos. Ambos os irmãos Petrov haviam sido conhecidos há dois anos por ela, e como costumavam viajar demais, não mais esperava encontrá-los em tão pouco tempo.
Diminuiu os passos rapidamente e desceu da égua enquanto Vladimir, Stanka, um cansado e irritado Korrr mais outros dois aventureiros desmontavam rápido, em sucessão. Aquelas pessoas realmente confiavam no trabalho que ela vinha fazendo para não apenas explorar - mas preservar a cultura búlgara acima de todas as coisas, o que certamente deixava d'Akins satisfeita. Séria, pois precisava ser assim, ela parava e respondia:


- Otnovo. No vizhdame, che e samo za edin den.
(- Novamente. Mas veja que é só por um dia.)

- Tova, koeto donese dobri vesti? Prost! Prouchvaneto si kŭm severnite zemi zapochna.
(- O que trago de boas novas? Simples! Minha exploração em direção às terras do Norte começaram.)

Mal conseguia terminar as frases, virava-se para o outro irmão Ivanov que, de certa forma, fazia questão de se apresentar mesmo sendo conhecido pelo menos pelo nome por ela. Exibia um sorriso normal.
Conhecia a história daquela cidade e apreciava conversar com pessoas diretamente ligadas à fundação da mesma: eram fundamentais para ampliar o conhecimento do país em questão, que tanto lutava para manter.

- Akh, Lyuben! Brat mu veche mi kaza nyakolko neshta ot teb. Blagodarna sŭm, che go poznavam lichno. Tova e kŭsmet za tezi, koito osnovana Odesos proizkhod.
(- Ah, Lyuben! Seu irmão já tinha me contado várias coisas de você. Grata estou por conhecê-lo pessoalmente. É sortudo por descender daqueles que fundaram Odessos.)

Agora, se virava mais uma vez para Ivaylo, cuja pergunta, embora imprópria para aquele momento, não causou nenhuma repercussão de nervosismo. Estava muito calma embora preocupada com Braminir, Svetla e Geto, mas conseguia controlar toda a ansiedade de maneira rápida.
Não---ela ainda não havia saído muito bem do papel. Mas estava sendo planejada de qualquer maneira. Respondia com sinceridade, agora falando um pouco mais alto, já que o povo parecia agrupar-se diante deles todos:


- Slagam v Sŭprotivata, zaedno s moite kolegi, pŭtuvashti tuk.
(- Estou montando a Resistência junto com meus companheiros de viagem aqui.)

- Chakaĭ malko. Kakvo lodka? Vladimir I tryabva da razsledva.
(- Agora espera aí. Que embarcação? Devo mandar Vladimir para investigar.)

d'Akins estava cautelosa e cuidadosa quanto à questão da embarcação. Ela sabe que era bastante comum navios de toda a Europa pararem em pontos extremos, até mesmo distantes de seus pontos de origem, mas resolveu dar uma pequena confiança ao que dizia aquele amigo. Mas, como depois esclarecia, não carregaria certeza alguma sobre a procedência Cristã da mesma - seria muita auto-confiança - especialmente para um acontecimento relativamente comum por aquela época.
De qualquer jeito, virava-se para Vladimir. Mesmo sonolento, ele devia se atentar ao que seria dito. E, de preferência, precisaria se concentrar: porque verificaria com os locais, especialmente com a segurança, se eram as pessoas procuradas ou não. Ordenava a ida ao porto - tarefa acatada com pouca vontade mas consciência.
Depois, virava-se para Neno. Este ela não conhecia nem pessoalmente nem indiretamente, era impossível conhecer uma população inteira a sós. Mas respondia:


- S usiliyata! Mnogo usiliya! Prekarakhme predizvikatelstvata!
(- Com esforços! Muitos esforços! Passamos pelos desafios!)

Não tinha tempo de parar, continuava caminhando em paz por aquela rua e parecia ser familiar a um grande número daquelas centenas de pessoas. Queria descansar, mas se a tarefa fosse cuidar da população e país juntando forças resistentes à ataques ou diretos ou indiretos, ela estaria disposta. A instalação seria vista mais tarde, antes de mais nada era preciso arrumar suas coisas. Estava cansada demais---foram doze horas de caminhada/cavalgadas/cuidados para não serem pegos por animais ou criaturas míticas. A preocupação com Braminir, com Svetla e Geto já chegava a um nível grande demais para esquecê-los tão rapidamente.
Permanecia a caminhada gentilmente. Conversava com todos: conhecidos, estranhos, qualquer tipo de gente. Àquela altura Vladimir havia saído em direção ao Porto da cidade; conferiria de perto a situação que se passava por lá. Traria maiores notícias assim que fosse possível.
As coisas por aquela noite estavam calmas.
Não aparentavam uma iminente briga, uma invasão, ou seja quaisquer outras coisas não benéficas que podessem ocorrer contra aquele país.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jun 23, 2013 11:38 pm

Draganov continuava a seguir o pequeno grupo mais próximo aos recém-chegados, ele tinha curiosidades para saber quais seriam suas funções quando a resistência contra os Cristãos fosse formada. Mas claro, para que ela pudesse existir, o processo cristianizador deveria ser "deixado". Formariam-se dois polos religiosos pela Bulgária, mas mesmo assim - ele continuaria a mesma pessoa de sempre.

- Zabravete za lodka - kakvo dobro e bez spomena uverete, che te sa khristiyani? - Era um tanto rude quanto aquilo tudo. Não queria saber de antecipações.
(- Esqueçam a embarcação - de que adianta mencioná-la sem terem certeza de que são Cristãos?)

- Az ne sŭm tvŭrde pritesnen za tova, mila moya! - Retrucou Ivaylo Georgiev. - Iskam da stane yasno, che sŭm bil tŭrsite mitichni sŭshtestva vsichki poleta okolo Odesos.
(- Eu também não estou preocupado quanto a isso, meu caro! - Quero deixar claro que ando procurando criaturas míticas por todos os campos ao redor de Odessos.)

- Ima li sŭshtestvuvat? - Retrucou novamente Lyuben que, de certa maneira, era muito conhecido por não acreditar em lendas e mantinha-se um homem racional, sem escrúpulos, sem dogmas "ilusórios", como ele mesmo costumava dizer.
(- Será que existem?)

- Samo zashtoto ne se vizhdat v prodŭlzhenie na vekove, ne oznachava, che te sa izcheznali. - Desta vez retrucava Georgiev, novamente. Parecia cético de que elas existiam e parecia querer caçá-las a qualquer custo.
(- Só porque não são vistas há séculos não quer dizer que tenham desaparecido.)

Um pouco mais próximo à d'Akins e seus companheiros, Neno acompanhou todas as respostas e parecia estar interado o suficiente para respondê-la da maneira necessária, ou pelo menos, da maneira esperada.

- Nadyavam se, che khristiyanite shte... Zashtoto nie mozhem da pokazhem kak nie sme silni.
(- Espero que os Cristãos venham... Porque poderemos mostrar o quão somos fortes.)

- Chestno li? Mislya, che ideyata za ustoĭchivost sŭshtestveni i osnovni. - Tentava opinar Georgi, enquanto prestava maior atenção na conversa propriamente dita. Ele não queria e não iria desperdiçar suas oportunidades.
(- Sinceramente? Considero a ideia de Resistência essencial e fundamental.)

- Shtyakh da predlozha da ne izprashta nikogo do pristanishta, d'Akins. - Tentou, mas sem grande sucesso, aconselhar Lyuben em relação ao navio que havia atracado há bem pouco tempo. Talvez não queria ter colegas descobertos. Talvez não queria ter... Pessoas antes amigas... Tornadas inimigas.
(- Ia sugerir pra que não mandasse ninguém aos portos, d'Akins.)

Aos poucos, como esperado, as centenas de pessoas se tornavam dezenas. As dezenas que, muito em breve, dariam berço ao movimento anti-Cristão mais expressivo de toda a história búlgara, talvez responsável por várias guerras, conquistas, até mesmo perdas. O tempo ia-se passando devagar, com o brilhar da Lua aos poucos sobre cada uma das construções dispostas por aquela rua. Se eram antes em seis, agora terminarão sendo em dez, provavelmente quinze. Ou mais. Um grupo de guerreiros considerado até mesmo bem grande se visto a situação por hora calma vivida pelo país e o fato de que esses guerreiros costumam não viajar em conjunto sempre, apenas durante ocasiões muito bem definidas, como a que estava se formando por aquele exatíssimo momento.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jun 23, 2013 11:43 pm

Quando a maioria do pessoal começou a deixar aquela rua, pensou com ela mesma que seria bem melhor conversar porque teriam liberdade muito maior. E agora eram em ao menos doze, todos conhecidos, todos amigos. Estar entre colegas era uma honra para d'Akins, por mais que Korrr tivesse inveja; era que ele mal havia começado a viajar: era muito comum encontrar conhecidos em outras cidades e era ainda mais comum juntá-los em viagens, porque conferia não apenas maior segurança, mas sim mais força em casos de ataques, saques e até mesmo investidas-surpresa lançadas por alguma criatura.
Pois mantinha-se a caminhar em ritmo normal. O escudo e a espada, todos situados bem às suas costas, sequer se mexiam. A armadura, por mais pesada que fosse (na verdade ela era adaptada para não ser um chumbo, mas sim leve), causava pouquíssimo estresse físico. E continuava escutando o que cada um dizia: alguns nem prestaram atenção no que disse sobre a resistência, outros já prestaram maior. Outros apenas foram se dar conta algum tempo depois. 
Mas o ambiente era bom. Excelente, para dizer a verdade. Sob aquele luar calmante e forte, quem não ficaria disposto a conversar? Quem não perderia o sono para dar pistas do que está fazendo? Ela mesma era cética com razão aos Ogros, Goblins, Trolls ou Orcs, mas não desacreditava: especialmente após possíveis reportes nas regiões Norte de que criaturas do porte haviam sido abatidas por cavaleiros destemidos. Esfriava a cabeça dos pensamentos condizentes àquilo.


- Ima. Mislya, che tryabva da spra da mislya za tezi neshta.
(- Há. Eu acho que vocês deviam parar de pensar nessas coisas.)

- Az ne vyarvam, no ne vyarvat v sŭshtestva. Osobeno sled dokladite na ritsarite na Severna veche izpi nyakolko. No te sa istinskite smetki?
(- Não acredito, mas também não desacredito nas criaturas. Especialmente depois de relatos dos cavaleiros das regiões Norte já terem abatido algumas delas. Mas será que são relatos verdadeiros?)

Parecia atenta aos relatos e falas que Neno, um homem até que alto para um Humano, dizia. Ele aparentemente queria a Cristianização apenas com intuito de criar guerras entre ambos os polos, coisa que, certamente, seria uma ruína imensa para o país. Cristãos x Pagãos não apenas daria uma guerra estranha... Como, sim, daria à Bulgária certa divisão territorial: Cristãos dum lado, Pagãos doutro.
Dividida, formariam-se dois territórios que brigariam entre si para assumir independência. Nada bom. Péssimo, para dizer a verdade. Virava-se em direção a ele... E, séria, dizia:


- Ne iskam da khristiyanizatsiya, Neno. Po dve prichini: pŭrvo, shte bŭdat razdeleni na bazata na svoite ubezhdeniya. Na vtoro myasto tryabva da se borim, za da poluchite posrednik sa nezavisimi.
(- Eu não quero a Cristianização, Neno. Por dois motivos: primeiro nós vamos ser divididos com base nas crenças. Segundo teremos de batalhar firme para conseguir sermos independentes.)

- Dve Bŭlgarii? Neshto kato Bŭlgariya Severna i Yuzhna Bŭlgariya? Stŭpka.
(- Duas Bulgárias? Algo como Bulgária do Norte e Bulgária do Sul? Passo.)

Stanka e colegas que vieram de Pliska observavam calados. Até aquele ponto não sabiam de seu conhecimento político, ou que estaria ajudando as entidades administradoras do império com alguma coisa.
Virava-se calmamente para Lyuben, enquanto passava frente a algumas lojas locais que já, era claro, estavam fechadas graças ao horário. Era rápida ao responder, pois, assim como ele, ela odiava enrolar:


- I zashto ne?
(- E por que não?)

Korrr continuava tão calado quanto um morto, mas admirava a paisagem já calma da cidade kakto i da e. Não se sabia as causas de estar tão quieto, não era sua natureza. Talvez restava habituar-se aos demais ali presentes.
Stanka observava as casas, lojinhas, comércio por agora parados graças ao horário e, por tempos, pensava o quão movimentada aquela rua poderia ser durante um dia normal na semana. Logo retornava as atenções para a conversa.
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Seg Jun 24, 2013 12:19 am

(OFF: Para melhor entendimento dessa postagem, ver as ações no Porto de Odessos)
_____________________________________________________________________


O navio estava sendo fechado. O Estrela Dourada, por ser um navio médio, estava carregando 80 tripulantes (fora o Capitão). 20 haviam ficado dentro do navio, por escolha própria ou por consenso. Estes homens iriam dormir em alguns cômodos (até que confortáveis) no andar abaixo do convés do navio. 

Pois então, 60 saíram, contando com Josias e Thomas, e agora, com a permissão da guarda búlgara, estavam procurando pela cidade uma hospedaria para dormir. 30 foram para um lado, e outros 30 para outro. Thomas não queria incomodar ou fazer algazarra - ou mesmo levantar suspeitas - abrigando 60 deles em um lugar só.

Logo que acharam hospedarias confortáveis, não muito longe uma da outra, 30 deles se hospedaram em cada uma. Thomas e Josias obviamente ficaram na mesma, e agora Thomas falava com uma atendente. Para não ocupar tantos quartos (e economizar dinheiro também), decidiram que cada 2 homens ficaria em 1 quarto. Havia espaço o suficiente. 

[Rev. Josias]Blagodarya ti, skŭpa. Vie ste naistina mnogo milo. Nie shte napusnat utre sutrinta. Ave Apollo!
(Obrigado, minha cara. Você é realmente muito bondosa. Saíremos amanhã de manhã. Ave Apollo!)

[Atendente] - Ave!

Então, todos os 30 subiram para seus devidos quartos, com suas sacolas, mochilas e malas. Seus pertences em geral. Thomas e Josias ficariam no mesmo quarto. Josias ainda estava incomodado por ter tido que saudar um deus pagão. Em seu íntimo, estava rezando a Santíssima Mãe de Deus, e pedindo infinitos perdões; logicamente não fazia isso verbalmente, nem se fosse muito baixinho. Não podia arriscar o plano que estava dando certo até agora, caso alguém o ouvisse rezando ao deus cristão. 

Ao chegar lá, Thomas jogou algumas mochilas (2) e sacolas (2) no chão, e encostou sua mala e a de Josias no canto da parede. O estranho era que as sacolas fizeram um barulho metálico ao encontrar o solo...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jun 25, 2013 12:08 am

Aparentemente, aquela rua se aquietava mais uma vez, conferindo a Odessos uma quietude comum para o horário não fosse pelas talvez doze pessoas, d'Akins inclusa, que passeavam por ela conversando relativamente, mas não absurdamente, alto umas com as outras. Havia uma espécie de hospedaria próxima, e era a melhor da cidade, apenas certas dezenas de metros até o Porto (e Mar Negro). De qualquer forma, o converseiro era sim continuado, não haviam motivos para pararem.

- Nie ne mozhem! - Resmungava Lyuben, todo certo do que estava falando e com voz um tanto intimidadora. E ele era geralmente considerado o mais racional deles ali, a descontar d'Akins.
(- Não podemos!)

- Dyado mi mi kaza, che e zastrelyal chovekoyadtsite tam. - Insistia, feito uma criança, Neno. Que aliás, amava começar uma discussão polêmica a respeito desses seres. Até parecia cético, mas ao mesmo tempo confidente de que existiam.
(- Meu bisavô me contou que tinha abatido alguns Ogros por aí.)

- Dyado mi vednŭzh mi kaza, ubiva sŭshtestva, koito nikoga ne znaeshe imeto. Tova e strakh i da dade! - Agora era Georgi quem comentava, apenas para "fomentar" uma maior duração do assunto. 
(- Meu avô uma vez me disse ter matado criaturas que nunca soube o nome. É de dar medo!)

Enquanto a conversa entre os três era meramente algo a respeito de coisas que eles mesmo nunca tinham visto e apenas podiam cogitar por relatos feitos por entes familiares, Ivaylo e Stanka conversavam sobre outras coisas. Basicamente a respeito do que falava d'Akins. Tanto que os dois caminhavam próximos demais um ao outro, querendo ser escutados apenas por eles mesmos e mais ninguém.

- Shte ni tryabva tsyala armiya, Stanka, moga da pochuvstvam, moga da razbera.
(- Nós vamos precisar dum exército, Stanka, eu posso sentir, eu posso perceber.)

- Armiya? Ot kakvo e tova? - Parecia erguer dúvidas cercadas por medo e terror.
(- Exército? De quê está falando?)

- Ot strakh invaziya nasilie v blizko bŭdeshte. - Tentou Ivaylo explicá-la mais ou menos seus propósitos, que, de certa forma, devem ter sido fúteis.
(- Pois temo uma invasão violenta num futuro próximo.)

Logo mais, Lyuben, que havia estado quieto, lembrava-se da pergunta efetuada por d'Akins sobre o Porto. Com um sorriso convincente, respondia e, conforme ia-se desfazendo, aumentava naturalmente a voz, de maneira a parecer impositor - o fato é que Lyuben jamais pareceu uma figura impositora.

- Zashtoto nie ne znaem kakvo iznenadi mozhe da e v ochakvane za tova myasto - iskate da bŭde otkrit ot velikanite khristiyani sa arestuvani i sled tova znam, che ima, da bŭdat privedeni po smetkata na tazi mrŭsotiya prizova Katolicheskata tsŭrkva? Bŭdete malko po- ... Vnimatelno.
(- Porque não sabemos quais surpresas podem estar nos aguardando por aquele local - você quer ser descoberta por ogros cristãos, ser presa e depois eu sei lá, ser levada a prestar contas àquela imundice chamada Igreja Católica? Seja um pouco mais... Cuidadosa.)

Finalmente, um Neno já cansado (Neno não nasceu nem morava em Odessos, mas pelas cidades mais ao norte em direção às bordas búlgaras em direção aos outros países) dizia algo claro:

- Nie nyama da sprem dotuk? Iztoshten sŭm!
(- Não iremos parar não? Estou exausto!)

Chegavam mais e mais perto do melhor ponto de hospedagem existente pela cidade, a poucos metros de onde Magnusson havia se hospedado, mas não a mesma instalação. Era vista como um local caro, mas para eles, que tinham familias nobres, passar até mesmo um mês por ali não pareceria pesar no bolso. Os ventos pela cidade eram tão calmos quanto pelo campo aberto, evidenciado pelas casas e construções. Não estava frio - estava até que calor.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jun 25, 2013 12:16 am

d'Akins já sabia que aquela conversa, cedo ou tarde, traria polêmicas muito cansativas que aparentemente não paravam de surgir. Eram aquelas criaturas, agora eram aparentes contos dos AVÔS. E BISAVÔS. De qualquer maneira, gostava daquelas coisas, era essencial se enturmar com os amigos daquele jeito. Até gostaria um dia de batalhar contra Ogros, Trolls, Goblins, Orcs... Seres mutantes, quaisquer coisas. E iria. Esperava por encontrá-los mais pelas terras Norte, onde certamente seriam muito mais "populares" que nas terras Sul como a Bulgária, SIRG ou o Império Merovíngio.
Lyuben era até que bastante resmungão, e extremamente cético com aquelas coisas todas. Ele só sabia falar sobre aquilo! d'Akins até mesmo se cansava fácil das história fabulosas que eram contadas, mas nunca sentiu vontades reais de matar um amigo apenas porque mal possuía assunto. Neno era menos, aparentava gostar das histórias dos avôs para que suas futuras gerações passassem a acreditar naquelas coisas todas. Georgi era outro do tipo, mas possuía assunto, e isso a agradava bastante.
Mas estava fazendo parte daquela discussão, então precisava compartilhar. Até porque era noite, estava cansada, já havia visto a hospedaria pelas quais ficariam. Não perdia muito do seu tempo. Respondia, mas mantinha voz neutra, sem maiores, nem menores entonações:


- Kazakh ti, che tri plyusovete, koito ne vyarvat, no ne vyarvat na istoriite, koito se dvizhat okolo tezi sŭshtestva.
(- Já falei pros três que não acredito mas também não desacredito nas histórias que correm por aí dessas criaturas.)

- Edin ot trimata nyakoga drakon? - Lembrava-se das histórias dos antepassados. - Pradyado mi e bilo obichaĭno da se razprostrani iz seloto, che e zaloven edin ot tyakh. Oshte po-losho e, che mnozina povyarvakha.
(- Alguém dos três acaso já viu um dragão? Era costume de meu tataravô espalhar pela vila que havia capturado um desses. Pior é que muitos acreditavam.)

Korrr também tinha histórias do gênero a contar e, como não estava mais tão acanhado quanto ao pessoal, se lembrava ele dos contos de infância, ditos pelos pais, bisavôs e avôs de seus tataravôs sobre dragões, Orcs e Ogros. Nunca havia escutado de Trolls ou Goblins, provavelmente porque eram criaturas extremo-nortes. 
Sabia, entretanto, que dragões existiam. Ou pelo menos os considerava existentes, embora tenha visto apenas um ou dois, de relance, talvez nem vivos. Teriam sido mortos pelo avô, ainda vivo, residente das terras menos conhecidas da Bulgária. 
Ele unia-se à discussão:


- Edin ot moite dyadovtsi na moite dedi sa se kaza e opitomen drakoni, no ne znam dali tezi sŭshtestva mogat dori da bŭdat obucheni. Toĭ naselyavali zemite na sever ot Bŭlgariya, mislya, che tya e bila izpolzvana da izplashi narushiteli.
(- Um de meus avôs dos meus tataravôs já disse possuir dragões domados, mas não sei se aquelas criaturas podem mesmo ser adestradas. Ele habitava as terras norte da Bulgária, acho que era usado para espantar invasores.)

- Akh, Korrr , znam istoriyata dobre.
(- Ah, Korrr, eu conheço bem a história.)

Mas d'Akins não acreditava de qualquer maneira: precisava ver o dragão e ter ciência de que estava vivo, não apenas uma estátua, e que era usado pelo postulado avô às quais Korrr fazia questão de mencionar quase sempre.
Não estava ela, nem Korrr, escutando o que Stanka conversava. Não tiveram notícia alguma de que se tratava dum assunto muito mais complexo do que poderia ser pensado e imaginado: a formação de um exército.
Já estava chegando às portas da hospedaria quando, sem motivo nenhum, Neno parecia gritar pela parada. Fazendo expressões de desgosto pela pergunta, d'Akins virava-se para trás e, sem muita educação, respondia de maneira até mesmo descuidada:


- Neno... Stŭpka.
(- Neno... Passo.)

Não demorava muito para entrar, sem pressa, pelas portas em madeira do estabelecimento. O restante do pessoal fazia exatamente a mesma coisa, e era certeza de que existiam acomodações para todos os doze ali presentes.
Tudo seria por conta de d'Akins, como combinado anteriormente, como aceito pelos amigos. Até porque, era claro, quem estava à frente da jornada parecia ser ela apenas e mais ninguém para dá-la ordens sobre o que fazer.
Todos "desapareciam" da rua sem movimento algum e entravam no estabelecimento em pouco tempo. Menos Vladimir, que, àquela hora, estava apenas chegando às imediações do Porto da cidade de Odessos...
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jun 25, 2013 9:17 pm

[Thomas Magnusson (para Josias, falando baixo)] - Ok... Você se lembra do plano, não é mesmo? Vamos encontrar todo mundo lá fora. Já está escuro. Se apronte.

Thomas abriu então uma mochila e uma sacola (obviamente de pano). De ambos retirou uma cota de malha (não tão pesada) e um cinto com compartimento para bainha da espada, e a própria espada e sua bainha.
Abriu então sua mala e lá continha um escudo e um arco, e também um carcás onde eram guardadas as flechas, e ficava acoplado no cinto. Agora ele começava a se vestir, colocando a cota de malha por debaixo da roupa.

Tudo aquilo havia passado despercebido pela segurança da hospedaria, porque pensaram que eram malas, sacolas e mochilas com conteúdo comuns que qualquer viajante trazia, como roupas, travesseiros, lençóis e etc.
Thomas também trocou suas botas por umas mais resistentes, e dentro da bota direita colocou um pequeno punhal - o único objeto que ostentava uma cruz, símbolo da Santa Igreja (em sua lâmina).

Agora Thomas estava com a roupa normal de antes, porém com a cota de malha por baixo, um cinto com a espada e o carcás com as flechas, o arco estava preso em volta do seu tronco, encaixado, de forma que não atrapalhasse a visão ou locomoção. Ele já segurava o escudo, como se estivesse pronto para a batalha.
Josias continuava do mesmo jeito, porém também vestiu uma cota de malha por baixo da roupa, para sua maior proteção. Também pendurou no pescoço um terço, e colocou-o por debaixo da roupa de forma que não ficasse visível.

Thomas então apagou a luz do quarto, e esperou alguns minutos, até que desse o horário combinado por todos, que seria o momento em que sairiam.

[Thomas Magnusson] - Vamos.


Se aproximou da janela e a abriu, empurrado a portinhola para cima. Naquele horário que combinaram, a rua já estava vazia¹, e Thomas tomou cuidado, passando pela janela devagar. Ao mesmo tempo, era possível ver (se alguém estivesse observando - e muito provavelmente NINGUÉM estava), muitos homens saindo por outras janelas daquela hospedaria também.

As janelas da hospedaria obviamente davam para um lugar inabitado e escuro², então seguiram todos os marujos (que na verdade eram Cavaleiros de Cristo, assim como Thomas, com exceção do Padre) em direção às florestas búlgaras, e passando por matos onde não havia nada (nem casas), então era tudo muito escuro. 

O fato é que o único momento em que todos eles poderiam ter sido avistados foi no momento em que saíram. E olhe lá, porque eles se lembraram de apagar as luzes dos quartos. No meio do caminho, ao estarem passando por um matagal muito denso, se encontraram com o outro grupo de 30 homens, que havia se hospedado em outro lugar. Todos eles também estavam equipados, e prontos para a batalha. Mas sem ostentar cruz alguma.

[Thomas Magnusson (falando baixo)] - Algum problema por lá?

[George Stevens (igualmente baixo; calmo)] - Não. Vamos seguir até Pliska? 

[Thomas Magnusson] - Vamos. Eu suponho que será uma viagem... Tensa. Trouxemos mantimentos suficientes para os 60 homens, em algumas mochilas. Passaremos só pelas florestas, pois os campos são abertos, e seria fácil de nos verem. 

[George Stevens] - Ok. Então continuemos.

Stevens era, igualmente Thomas, um soldado da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, muito bem renomado e reconhecido por sua coragem e inteligência. Entre aqueles 60 homens, era, abaixo de Thomas, um dos comandantes do grupo.

Logo sairiam do matagal denso e cheio de mosquitos que se encontravam. Não levavam nada para iluminar o caminho, para não serem avistados, e por isso avisos para tomarem cuidado com buracos no caminho eram dados a todo momento. De qualquer forma, soldados tão bem treinados da OCC, não cairiam em qualquer armadilha boba. 
Em breve entrariam nas florestas.
__________________________________________________

OFF:
¹ - Considerei que as ruas estavam vazias visto que já estava anoitecendo, e isso também foi citado no post de Ahemoa.


² - Considerei que as janelas traseiras de um estabelecimento comercial, no caso, uma hospedaria, dava para um lugar inabitado e escuro. Até porque hospedarias medievais são propriedades particulares; terras. Muitas delas tinham até plantações ou gado na parte de trás para a alimentação dos hóspedes. E, além disso, se você procurar "medieval inn" no google imagens, verá como a parte de trás de ilustrações de hospedarias medievais são, de fato, escuras e inabitadas, e as vezes até matagais.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jun 25, 2013 11:33 pm

Ao entrarem, podiam perceber que o estabelecimento havia sido ampliado: a hospedaria, também, parecia muito mais atraente aos possuidores de riquezas, logo, não muito da população residente local realmente possuía direitos de desfrutar daquele espaço - apenas os mais abastados, ou, em linhas gerais, a nobreza. Existia, também, um número equivalente a doze atendentes OU mais, um balcão em madeira aparentemente reposto a pouquíssimas semanas pela conservação e enfeites, como quadros e vasos com plantas espalhados por todos os lugares.

Uma das atendentes, talvez conhecida por d'Akins e os demais, era Georgieva Draganova, que, também, apoiava avidamente o movimento Pagão incitado por Ahemoa há poucas semanas. Era justamente ela quem se disponibilizaria a atendê-los: o restante estava ocupado com outras pessoas, significando um aumento geral na renda adquirida pelo cidadão de Odessos comparado aos outros anos. Aparentemente estava feliz de ver d'Akins novamente.


- D' Akins! Struva mi se, che shte bŭde v naĭ-dobrite stai otnovo, nali? Nie vse oshte na razpolozhenie shestnadeset. Vsichki s izgled kŭm privilegirovano pro mart.
(- d'Akins! Me parece que ficará nos melhores quartos novamente, certo? Temos ainda disponíveis dezesseis. Todos com vista privilegiada pro mar.)

- Zanimavame se napravi otnovo?
(- Teremos negócio feito novamente?)

Enquanto isso, Lyuben, Neno, Georgi, Stanka e possivelmente Korrr devem ter percebido as dimensões do local e, especialmente os três primeiros, estavam cochichando muito. Eles não sabiam se participariam da jornada ou não, mas algo era certo: pela cultura Búlgara e pelas crenças originais que eram cultivadas pelo país, fariam de tudo. Quanto aos dragões, as histórias apenas haviam inspirado Neno - que insistia em suas existências desde quase sempre.

- Bashta mi me nakara da vyarvam, che drakonite sŭshtestvuvat sled zavrŭshtaneto si ot lov sŭs zŭbi ne sa izvestni navsyakŭde v Bŭlgariya.
(- Meu pai me fez crer que dragões existem após retornar de uma caçada com uns dentes não conhecidos em lugar nenhum da Bulgária.)

- Seriozno, Neno. Ot koga imash dokazatelstvo na govorene? - Lyuben parecia sequer dar chances ao colega. Dragões? Era algo pelas quais ele realmente não parecia nem aceitar em acreditar. Não acreditava que voavam pelo menos, deviam ser pesados e grandes demais para aquilo.
(- Fala sério, Neno. Desde quando você teria provas do que fala?)

Mas Neno parecia ter as provas precisas, que ele carregava consigo mesmo desde sempre. Ou desde que adquiriu os dentes da postulada criatura pelo pai. Desde então, passou a usá-los como uma espécie de colar, raramente visto em seu pescoço, mas visto guardado dentre seus pertences. Havia um dente não usado para nada pelo menos, e era este dente o usado para consolidar sua prova. Procurava por uns segundos em suas coisas, até achá-lo.

- Lyuben, a sled tova da mi kazhe kakvo e to. Vie ne namerite zŭbi i vseki den.
(- Lyuben, então me diga o que é isso. Você não encontra dentes assim todos os dias.)

- ... Gospodi. Mislya, che e interesno. - Coçava os cabeços e passava as mãos por eles ao tentar analisar aquela estrutura realmente enigmática. O pior para ele era que não era algo fabricado, era real, havia pertencido a algum animal ou criatura.
(-... Eita. Acho que fiquei interessado.)

- No nyama dokazatelstva. - Um duvidoso Georgi quase caçoava Neno, mas preferia o respeito, especialmente por ele ter algo a mostrar, finalmente, para tentar consolidar suas suspeitas e insistências.
(- Mas não é prova nenhuma.)

Um pouco adiante, alguns outros colegas dos três e d'Akins haviam apenas feito a checagem para que pudessem se hospedar por ali. Eram viajantes também, moravam em vilas próximas a Pliska, mas não pertenciam oficialmente à capital Búlgara. Eles eram Marin Ivaylov, Stefan e Rossitza. Haviam passado um olhar curioso pelo dente mostrado por Neno há pouco, mas preferiram ficar quietos. Eles se aproximavam aos poucos sem serem necessariamente percebidos pelo pessoal ali presente.

- Vie ste lud. No mislya, che nie pokazakhme zadovolitelno dokazatelstvo za tezi sŭshtestva. Taka che zashto da ne zapochnete da gi gonyat? Kheĭ d'Akins! Kak ste? - Dizia Marin sem maiores preocupações após chegar próximo o suficiente daquele grupinho.
(- Vocês são doidos. Mas acho que apresentaram provas satisfatórias sobre essas criaturas. Então por que não começar a caçá-las? Ei d'Akins! Como vai?)

- Dragons, nali? Ahahaha, dori izglezhdat skeptichni. Dobre, momiche? Kolko dŭlgo! - Um Stefan ainda mais duvidoso que quaisquer um dos presentes se pronunciava. Sua voz era firme, mas expressava algo cômico perante as entrelinhas.
(- Dragões, é? Ahahaha, até parecem céticos. Tudo bem, garota? Há quanto tempo!)

- Khorata, e po-lesno mi e da povyarvam krokodili v Evropa, otkolkoto v drakoni. Akh, da. d' Akins... Nakraya te vidya v litseto! - Agora era Rossitza, séria e não séria ao mesmo tempo, que se pronunciou.
(- Pessoas, é mais fácil eu acreditar em crocodilos na Europa que em dragões. Ah sim. d'Akins... Finalmente nos vemos em pessoa!)

Era óbvio que o trio recém-aparecido não fazia ideia dos motivos de d'Akins ali em Odessos ou do porque dela estar caminhando pela cidade circundada de amigos. Mas se souberem, sem sombra de dúvidas, vão apresentar interesses imediatos em fazer parte da jornada - afinal, já eram alguns meses parados por aquele centro urbano, vendo a vida se passar, fazendo quase nada fora uma ociosidade que já estava pesando demais. Mas não tinham certeza absoluta de que ela permitiria mais gente na viagem quando soubessem: o grupo agora havia crescido tremendamente. Eram praticamente dezesseis para cumprir só um objetivo em comum, chegar ao Norte da Europa e causar problemas sérios contra os Cristãos de lá, e certamente vários ainda morreriam no percurso: seja por doença, seja por ataques, seja por lutas esporádicas. Não será algo fácil. 

Enquanto isso não distante dali, mas apenas poucos centímetros de d'Akins, a recepcionista aguardava pelas respostas. Não havia deixado de acompanhar as conversas, e estava crítica quanto ao que Ahemoa faria por agora: e só estava assim porque elas eram amigas. Certamente viu o dente mostrado por Neno.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jun 25, 2013 11:43 pm

Pela política de segurança interna, ela sabia que, naquele primeiro tempo, era preciso deixar espada e escudo, suas armas, em cima do balcão para que fossem, por ali mesmo, guardados---o estabelecimento era luxuoso, não permitia porte de armas tão facilmente como quaisquer outros pontos pelas quais os plebeus costumavam se reunir. A viajante ia deixando aqueles pertences por ali, mas prestava atenção em todas as coisas que a recepcionista, sua amiga de fato, estava falando. Parecia feliz por sua chegada. Não a via por anos. d'Akins também estava contente em vê-la, embora quase certa de que ela estaria ali: era uma simples cidadã, não viajava, não corria riscos todos os dias. Colocava a espada, depois o escudo, sobre a mesa.
Lógico, sua espada estava embebida na bainha para não causar problemas, ou ser muito perigosa, àqueles cuja experiência com aquele tipo de arma era inexistente. O escudo não, não era afiado, até continha alguns amassados pelo tempo de uso, especialmente pelas bordas por já ter sido usado como arma física contra vários. Desviava as atenções para a atendente. Queria dois quartos que acomodassem seis cada um, seria um número bom e pertinente o pessoal que estava levando consigo até a Inglaterra.
Respondia com cautela, já sabia muito bem das coisas que queria e não enrolaria:


- Dve stai, koito vseki nastanyat shest.
(- Dois quartos, que cada um acomode seis.)

- I az sŭm shtastliv da go namerite otnovo! Pone imame kolegi zashto nie sme sigurni, che shte se sŭedinim otnovo. Khakha.
(- E estou feliz por encontrá-la novamente! Ao menos a gente tem colegas pelas quais somos certos que iremos reencontrar novamente. Haha.)

Agora, ela se virava sem nenhuma pressa para o mesmo trio que, antes, já tinha começado uma conversa não muito usual sobre dragões graças a ela mesmo. Até que estavam inteirados naquele assunto, polêmico era lógico, de potencial futilidade---até que ela viu algo suspeito, e o algo suspeito foi um dente mostrado publicamente por Neno - a pessoa que ela menos esperava possuir provas.
Analisou de perto. SABIA que aquele dente não era visto em lobos e ursos porque era muito grande e afiado. SABIA que aquela estrutura curvada não era presente em nenhum animal comumente visto vagando por ali, mas se era realmente dum dragão ou não, ainda podia ser considerado objeto de procura e estudo. Gostava de estudar casos como aquele e se sentia bem indo atrás das evidência, mas não agora.


- Kharesa mi zŭb. - Estava interessada. - E, dori i az sŭm se zapochne da se interesuva v sluchaya.
(- Gostei do dente. Bom, até mesmo eu estou começando a ficar interessada no caso.)

- Georgi e malŭk test. Ima dokazatelstva, osven tova. I vse pak v lyavo ot dokazatelstva. - Dizia d'Akins para um Georgi duvidoso.
(Não foi posto tradução porque esqueceu.)

Mas sabia que não estavam viajando por conta de dragões e criaturas de cunho mítico. Estavam indo para a Inglaterra conhecer melhor as fraquezas e pontos fortes da Igreja, que mantinha relações fortes e diretas com a central do governo Inglês, já quase tendo consumido os pagãos por completo do território. O problema era que nunca antes havia estado por lá, precisaria dum mapa daquela ilha para avaliar melhor todas as rotas por lá quando chegassem.
Qualquer mapa decente seria útil. Qualquer mapa com localizações bem expressas seria de grande valia para ela. E para o grupo em geral, que teria menos possibilidades de se perder por selvas, florestas, mesmo pelos campos ingleses. Conhecia uma cidade com grande peso, pelo menos: Londres, mas por relatos de viajantes apenas, nunca tendo estado por lá pessoalmente.
Ela se virava para a atendente. Sabia que poderia ter um mapa para dar.


- Karta na Angliya. Daĭ mi edin, ako ima takiva.
(- Um mapa da Inglaterra. Dê-me um, se possuir.)

Então, via outros colegas e amigos se aproximarem. Aqueles sim não via há pelo menos uma década, havia brincado enquanto era pequena, e estava surpresa de que ainda eram vivos e estavam em Odessos, provavelmente com algum destino em dia para fazer. Ela comentaria a respeito de sua viagem para ver quais seriam as respostas, mas, antes, decidia cumprimentá-los um por um.
Todos haviam mudado. Os homens estavam barbados, possuíam barbas até que densas e a colega estava com fisionomia diferente, mudada para adulta. Eram todos adultos, sem sombra de dúvidas. Não haviam crianças por ali mais. d'Akins dizia:


- Marin Ivaĭlov, dobrata novina, che shte namerite tuk! Radvam se, che vsichko e dobre.
(- Marin Ivaylov, que boa notícia lhe encontrar por aqui! Fico feliz que tudo esteja bem.)

- Stefane! Nikoga ne mislekh, che shte go vidya otnovo zhiv sled tozi intsident. Ahaha, dobre sŭm, a ti?
(- Stefan! Nunca pensei que o veria vivo novamente após aquele acidente. Ahaha, vou ótima, e você?)

- I Rositsa, sŭshtoto kakto vinagi, no promenen na vŭzrasten.
(- E Rossitza, a mesma de sempre, mas mudada para adulta.)

Aos três, ela finalmente complementava:

- Az ne tŭrsya za drakoni. Otivam v Angliya da se znae malko za slabostite na katolicheskata tsŭrkva. Moeto useshtane e, che kogato se vŭrnete, shte vidya edna strana promenya kŭm po-losho.
(- Não estou procurando por dragões. Estou indo para a Inglaterra conhecer um pouco sobre as fraquezas da Igreja Católica. Pressinto que quando retornar, verei um país mudado para pior.)

E parou de falar finalmente, esperando pelas reações e respostas do povo que estava ali. Seus amigos eram, mas ela não sabia como reagiriam ao saber que estava saindo para mais uma jornada em direção a outro país---desta vez um país do extremo norte Europeu---local pelas quais nunca havia pisado antes, mas estava sendo motivada pelas necessidades e estranhezas que havia vindo sentido de alguns meses para o tempo presente. Conheceria os Cristãos SIM, mas não para unir-se a eles, e sim para causar vários problemas quando retornasse aos territórios Búlgaros.
Korrr permaneceu calado. Stanka também. Os dois foram os únicos a perceberem um outro homem, conhecido, adentrando a hospedaria: era Vladimir, com alguns reportes de primeira mão para dar, mas sem saber direito qual a situação pelo porto daquela cidade. Ele apenas entrava descoladamente, não podia ser confundido por um plebeu pela roupa e porte robusto. Se aproximava.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qua Jun 26, 2013 11:27 pm

A recepcionista era paciente e sabia que, naquele ano pelo menos, havia sobrado muito mais quartos maiores que em anos passados, provavelmente porque poucos cidadãos da cidade planejaram planejaram abrir suas portas para os viajantes de fora, mais uma vez, as razões para isso podiam ser explicadas pelo sentimento de medo com relação a uma certa possível guerra pela Europa. Guerra esta, porém, que ninguém conseguiria afirmar com a certeza absoluta se ocorreria ou se não passava de uma notícia de mal gosto. Georgieva sorria perante as requisições de d'Akins e, como sempre, as armas dela já haviam sido muito bem guardadas.

- Ot edna do pet spalni, na pŭrvi etazh, sa bezplatni. Ako iskate da otidete sega, davaĭ.
(- Quartos um e cinco, primeiro andar, estão livres. Se você quiser subir agora, pode ir.)

- O, da! Klyuchŭt. - E duas chaves até que grandes foram dadas a ela. Abriam apenas os quartos específicos, já que eram planejadas para não serem roubadas durante alguma ocorrência.
(- Ah sim! A chave.)

Todos os presentes já haviam se calado e estavam se dirigindo até seus respectivos quartos, mas não Marin Ivaylov, Stefan e Rossitza: encontrar-se com d'Akins e receber uma notícia de que estaria viajando no dia seguinte aparentou fomentar os desejos dos três em participar. Eram Pagãos assim como qualquer Búlgaro (até agora), certamente teriam muito interesse por aquela jornada.

- Shte khodish li v Angliya? Tazi strana e khristiyanska. E, mozhe li da otidem? Nie sme edin mesets ili poveche, bez vsyakakvi priklyucheniya i priznavam, da se podgotvyat.
(- Você vai para a Inglaterra? Aquele país é Cristão. Bom, podemos ir? Estamos a um mês ou mais sem nenhuma aventura e confesso estar preparado.)

- Marin, tya naĭ-veroyatno shte shpionira khristiyani. No...? - Alguma ideia anormal tinha sido pensada por Stefan. Mas ele mesmo não podia saber direito o que era ou do que ela se tratava.
(- Marin, ela provavelmente vai espionar os Cristãos. Mas...?)

- Sŭshtestvuva neposredstvena ataka, d'Akins? - E uma pergunta boba pairou pelos ares.
(- Há um ataque iminente, d'Akins?)

A recepcionista, que não estava necessariamente prestando atenção àquela nova conversa, lembrou-se do mapa requerido por d'Akins. Um mapa inglês? Ela havia tido nota de que eles possuíam mapas da Europa quase inteira, incluindo impérios mais ao Sul, mas a Inglaterra, graças ao pouco tráfego de viajantes provindos de lá, seria um pouco difícil de encontrar. Vasculhava seus papéis. Não parecia achar um, quando... Finalmente! Era uma carta um pouco antiga, mas provavelmente serviria. Precisou interromper.

- D' Akins, vashata karta! Napravete dobro izpolzvane.
(- d'Akins, seu mapa! Faça bom proveito.)

O restante do grupo - Borislav, Boris, Desislav, Stanka, Vladimir e Korrr (provavelmente) - Braminir e Svetla ainda não haviam chegado, presumidamente tinham perdido muito e muito tempo com os Ogros e as criaturas pelo caminho - subiam calmamente as escadas em direção aos quartos cinco e um. Conversavam algumas coisas, era fato, mas, pela já considerável distância, era impossível discernir o que estavam tratando. Marin SABIA pelo menos que a noite já estava avançando rápida demais e que precisariam dormir aquela mesma hora caso quisessem acompanhá-los em direção à Inglaterra.

O mesmo pensou Stefan, embora Rossitza, menos tolerante dos três no quesito dormir a uma hora muito cedo, resmungava. Porém estava acompanhada por dois, não podia reverter decisões daquela maneira. Marin se aproximava de d'Akins ainda mais. Agora ela via que sua face já estava dotada de marcas causadas por expedições anteriores, lutas e confrontos com quaisquer seres já imaginados possivelmente, e exibia um sorriso sincero. Sem maiores preocupações, em tom moderado, dizia:


- Kakvoto i da se pravi v Angliya, mislya, che trima ot nas mozhe da otide. Stava vid kŭsno - taka se sreshtame utre vŭv vratata na khana. Shte priemem, che mozhe bi na brega na moreto? O, chudesno. Dobŭr vecher, d' Akins. Do utre.
(- Seja lá o que for fazer na Inglaterra, acho que nós três podemos ir. Já está ficando meio tarde - então nos encontramos amanhã pela porta da hospedaria. Devo talvez presumir que irão pelo mar? Ah, ótimo. Boa noite, d'Akins. Até amanhã.)

- Mislekh, che shte bŭde[...]
(- Pensei que ficaríamos[...])

- Nie nyama da bŭdem poveche, Stefan.
(- Não ficaremos mais, Stefan.)

Subiam calmamente logo após, se hospedariam àquela noite entre os quartos 01 e 05, mais precisamente no de número três, que era modesto e luxuoso ao mesmo tempo. Eles mal podiam esperar pela viagem, mas sabiam do óbvio: a Inglaterra podia ser uma terra de perigos muito mais imprevisíveis que a Bulgária e várias criaturas postuladas míticas talvez existissem realmente por aquela ilha. Mesmo com as possibilidades, eram guerreiros fortes. Não temeriam quaisquer ameaças, muito pelo contrário.

d'Akins provavelmente percebeu que eles subiram conversando coisas sobre a jornada: a maneira dos preparativos ou como evitar surpresas pelos campos Ingleses, por exemplo, puderam ser escutadas perfeitamente. Sem o converseiro, a recepção da hospedaria se tornava calma mais uma vez. O silêncio era quase mórbido, porém cortado sempre que os atendentes viravam-se uns aos outros para conversar.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qua Jun 26, 2013 11:31 pm

- Spyat v drakoni. Ahaha.
(- Durmam com os dragões. Ahaha.)

Foi o que disse baixo e para si mesma enquanto viu a conversa cessar bem aos poucos e grande parte do pessoal partir em direção aos quartos, falando entre si as coisas, talvez, referentes à viagem. E ela não podia ter certeza: não ouviu, era impossível ouvir graças aos vidros que acompanhavam as escadas em direção aos andares de cima. Era impossível ouvir, também, graças à distância. Mas não ligava, se todos estavam bem, então era o que importava. Manteve uma das chaves em mãos, isso significava que pelo menos seis deles precisariam aguardá-la subir para abrir um dos recintos. Quando ela ia pensando em subir junto, Marin falou algumas coisas.
Estava interessado com a viagem assim, tão repentinamente? Pois deve ter andado sem ter o que fazer por muito tempo. Geralmente, ela conhecia muito bem, pessoas que pediam para participar das excursões eram aventureiros parados a pelo menos algumas semanas. Mas Marion, juntamente aos dois presentes, eram amigos. Dos confiáveis e experientes desbravadores pela Bulgária e países ligeiramente mais ao Norte, que, entretanto nunca haviam pisado em solo Inglês. Não sabiam falar a língua nativa---nem mesmo d'Akins era capaz de falá-la quanto mais entendê-la.
Mas se virariam. Pacientemente, ela falava, expressando satisfação por aquela decisão tão espontânea:


- Rositsa: vsyaka ataka, koyato az znam. Tova e predpazna myarka. Khristiyanite sega sa nad vsichki i tova e vŭpros na vreme predi reacquainted problemi. Marin: nie sŭbirame informatsiya. Misiyata na dŭrzhavata! Mislya, che imperator vyarva prekaleno mnogo v moite sluzhbi, ahahaha!
(- Rossitza: nenhum ataque pelo que eu saiba. É por precaução. Os Cristãos estão já por todas as partes e é uma questão de tempo até arranjarem problemas. Marin: nós vamos coletar informações. Missão do Estado! Acho que o Imperador confia demais em meus serviços, ahahaha!)

-... ! - Assustava-se com a recepcionista.

Mas sentia-se mais calma ao ver que, como esperado, ela possuía um mapa do UK para conferí-la. Era um mapa aparentemente antigo, porém, no máximo, as coisas por lá teriam mudado apenas em questões de população para as cidades e campo, o que não afetaria suas andanças em absolutamente nada. Caminhava até o balcão, pegava aquela carta. Ela analisava rápido, via que seria potencialmente FÁCIL andar pelo país.
Guardava o mapa. Despedia-se dos três e subia quase ao mesmo tempo. Preferia não ficar ali embaixo dando sopa a uma provável manifestação de malfeitores enquanto estivesse desarmada graças à segurança interna da hospedaria, mas, pelo menos, existiam pessoas pelo refeitório fazendo suas primeiras refeições da noite.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sex Jun 28, 2013 12:30 am

HORÁRIO: 22:40

Tarde para muitos cidadãos em Odessos, que já dormiam. Alguns vários em sono muito profundo por sinal, já que o dia seguinte conferiria apenas a mesma coisa: trabalho. Pelas ruas eram raras as pessoas caminhando. Provavelmente uma ou outra preferia fazer suas coisas fora do horário normal, então permaneciam acordadas até muito mais tarde. E pela lógica, a maioria dos pássaros, que são naturalmente animais diurnos, está dormindo. Só o canto dos insetos pode ser escutado fora das janelas dos quartos da hospedaria, e, das únicas movimentações externas aos mesmos, o andar daqueles que mantinham aquela instalação protegida contra ataques e infiltrações. A Lua parecia erguer-se "calmamente" pelos céus e os ares estavam amenos. Como uma tarde normal de início de inverno, mas apenas porque a iluminação excessiva do Sol estava ausente. E ficaria, de fato, ausente por várias horas. Graças à iluminação praticamente zero, se conhecessem o que é, d'Akins e seus companheiros não observariam apenas estrelas pelo céu: nas partes distantes de onde passava a Lua, a própria galáxia seria facilmente vista como uma faixa branca de luz passando por quase todo o céu.

Era uma vista não tida por todos. Era uma oportunidade de descanso sem igual, e, após a viagem inicial cansativa de mais de quinze horas para apenas sessenta quilômetros ou um pouco mais, eles mereciam dormir em paz. Não se sabe direito onde ficaram os cavalos. Mas há indicações de que tenham ficado nas partes traseiras da hospedaria que, muito ao contrário das mais simples, não continha apenas mato ou uma área descampada: possuía locais para manter animais. Algo como estábulos muito bem cuidados, mantidos todos os dias por pessoas experientes. Provavelmente, as cortinas internas dos quartos estavam já fechadas. Era regra da hospedaria fechá-las após pelo menos o passar das 23 horas. Era, também, quase regra do estabelecimento manter controle de quantas velas seriam acesas dentro dos quartos. Quanto mais, maior seria o valor pago quando a pessoa saísse para outra cidade. De fato, aquelas regras eram muito rigorosas, mas acatadas por todos os clientes clássicos sem maiores preocupações.

Cada quarto (ou apartamento) possuía ao menos 350m² - uma área MUITO grande, se comparado à área total da maioria dos apartamentos geralmente disponíveis pelas hospedarias mais comuns espalhadas por Odessos OU outras cidades. Nela, dois armários muito largos, feitos em madeira pura não recondicionada, uma cama de casal mais duas camas normais conjuntas a pelo menos três sofás dispostos circularmente ao redor de um tapete luxuoso com uma mesinha ao centro existiam, todos recentemente repostos. Notáveis eram os odores de limpeza. Tudo havia sido limpo por aquele dia mesmo, graças aos ciclos de limpeza que eram coordenados diariamente pelos empregados do estabelecimento. Era possível ler algo ou conversar por horas e mais horas como se estivessem em casa. Só não se podia falar muito alto ou gritar. Modos eram estritamente cobrados.

As paredes eram uma espécie de madeira nobre local não recondicionada tratada aos mais belos trinques para evitar proliferação de pragas como cupins. Continham uma tintura branca por até o primeiro metro acima do chão. A continuidade em direção ao teto era um creme - e a cor correria por todo o caminho em direção ao teto até chegar ao metro final em direção ao chão por todas as direções, dando ao local uma pintura uniforme. TODOS os quartos seguiam o mesmo padrão de organização. TODOS possuíam os mesmos artefatos. TODOS, também, possuíam um espelho numa das paredes para que as pessoas pudessem se organizar pela manhã. A organização era soberba, de qualquer forma, se fosse comparada ao restante das hospedarias mais comuns em Odessos. Os corredores externos às portas de entrada aos quartos eram iluminados por tochas mantidas acesas o tempo todo, porém protegidas para não causarem incêndios.

E assim passava-se lentamente aquela noite. Provavelmente estariam os ocupantes do local número 1 e 5 famintos. Mal haviam comido durante a viagem, o que poderia representar um problema imenso para a viagem que enfrentariam durante o dia seguinte. Pelo menos a hospedaria ainda sim oferecia um local para comer amplo, um verdadeiro restaurante abaixo dos andares, adjacente à recepção, localizado após uma porta de madeira com vários detalhes. Com capacidade para até 300 pessoas, era facilmente cheio durante as temporadas de viagens que tomavam conta da Bulgária durante o Verão e se estendiam para bem depois do Outono e terminavam durante as estações mais frias do Inverno. Mas por aquela hora, devia estar bastante vazia. Devia possuir não mais do que vinte, talvez 30, pessoas...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sex Jun 28, 2013 12:44 am

No quarto ou apartamento 5, d'Akins, Vladimir e Korrr preferiam não ir aos seus devidos aposentos (camas) tão cedo, afinal, precisavam eles preparar um trajeto que não fosse apenas chutado para quando chegassem ao território Inglês. Não foi preciso as mesmas preparações na Bulgária porque, obviamente, eles conheciam o país como a palma das próprias mãos, haviam nascido nele. Porém com o UK, viam-se numa situação já diferente. Se não tomassem cuidados especiais, como fariam para terem certeza de que não passariam por possíveis problemas? d'Akins estava sentada num dos sofás próximos à fonte de luz central da sala. E a porta estava fechada - não gostaria de atrapalhar o sono daqueles que já dormiam.
Vladimir estava sentado numa poltrona separada, menor, mas igualmente confortável. Por fim, Korrr, sentado um pouco distante de Ahemoa para conferí-la mais espaço para que pudesse trabalhar com maior mobilidade e liberdade. Aparentemente ela estava pensando sobre o mapa. Deixava-o em cima da mesinha central. Indicava com uma pena (haviam sim penas com tinteiros por ali) um possível trajeto até Londres: dos campos até alguma floresta e, da floresta, até Londres, caso parassem distantes da cidade. Mas não, era claro, pensava em descontar que não parariam por lá.
No caso, precisaria de um mapa mais específico: Londres. E ela tinha certeza de que não havia nenhum pela hospedaria. Não representaria problema iminente, mas certamente seria um impedimento negativo. Mas procurava não se preocupar apenas com um mero mapa: haveriam outras saídas.


- UK spetsialno govoryashtite strani ima dve osnovni i nyakoi dobri tsarstva. Tuk Karta: Kralstvo na elfite i dzhudzhetata. Golemi gradove London i Edirforth namereni v Angliya, kŭdeto stŭpvame. Nalitse e tsarstvoto narechen Camelot. I tam, kakto izglezhda, za da razkazhat istoriyata, khristiyanstvoto se razprostranyava v stranata. No tochno! Khaĭde.
(- O Reino Unido especificamente falando possui dois países principais e alguns bons reinos. Aqui no mapa: Reino de Elfos e Anões. Cidades principais encontrei Londres e Edirforth na Inglaterra, onde iremos pisar. Existe um Reino chamado Camelot. E é de lá que, como parece contar a história, o Cristianismo se alastrou pelo país. Mas certo! Vamos lá.)

- Naĭ-veroyatno shte se izravnyat Edirforth. Imame 300 mili na London. Ne minavat Camelot - tsarstvoto izglezhda 400 mili vŭtre angliĭskite zemi. I ima ulovka! Tam e napraven ot polya i gori mnogo kato tuk v tazi strana. Tova oznachava, che shte otneme vreme, za da stigne do London. Nie shte tryabva da spre postoyanno.
(- Provavelmente chegaremos até Edirforth. Até Londres temos 300 quilômetros. Não passaremos por Camelot - o reino aparenta estar a 400 quilômetros interior às terras inglesas. E há um porém! Lá se faz de campos e florestas muito igual aqui neste país. Isso quer dizer que levaremos tempo até chegar em Londres. Teremos de parar constantemente.)

Então um silêncio pairava pelo recinto, possivelmente estavam Vladimir e Korrr pensando profundamente a respeito das propostas. Vladimir em principal até pegou em mãos o mapa, analisou cautelosamente o caminho traçado por d'Akins. Até teria bem aprovado caso não passasse pelas florestas - florestas eram muito perigosas mesmo na Bulgária - imaginava ele o quão perigosa ela seria na Inglaterra. Por experiência própria, sabia que NINGUÉM passava dentro duma floresta, especialmente a noite. Praticamente chance total de morte, independente do quão bem armado se está.
Mas não via problemas quanto aos campos. Eram áreas descampadas mesmo, possuíam no máximo camponeses e fazendeiros dependendo de onde passariam. Até mesmo a zona campestre muitas vezes era desocupada e poderia conter perigosa, mas não quanto uma área florestal. Prontamente parecia dizer, em tonalidade de voz normalíssima:


- Shto se otnasya do Kamelot... Mozhe bi nyakoĭ ot nas mozhe da prouchi tam. Razstoyanieto e strakhotno - no ako tova e, kogato vsichko naistina zapochna... Kakto i da e, nie izgotvyat novi planove na angliĭski samata teritoriya. Tova nalaga tya da premine prez poleto poveche ot vednŭzh. Ako e bezopasno ne znam, no nie vinagi imate naĭ-dobroto ot nas i shte bŭde dosta polezno.
(- Quanto a Camelot... Talvez alguém de nós pudesse explorar por lá. A distância é grande - mas se é lá que tudo começou realmente... De qualquer jeito, vamos traçar novos planos em território Inglês propriamente dito. Isto vai requerir passar pelos campos mais do que uma vez. Se isso é seguro eu não sei, mas sempre temos dos melhores conosco e serão bastante úteis.)

- Togava shte se prosledi dva razlichni pŭtya. Nie sme dvanaĭset. Shest v Kamelot, drugi shest v London.
(- Tracemos então duas rotas diferentes. Estamos em doze. Seis para Camelot, outros seis para Londres.)

Korrr quis dizer que, apesar de estarem em doze, os DOZE não precisariam TODOS ir até Londres apenas deixando assim o território Inglês largamente inexplorado. E era verdade: podiam explorar quaisquer locais que quisessem, até mesmo o local pelas quais os descendentes de Arthur ainda pareciam reinar sobre um pedaço de terra que aos poucos apenas parecia decair conforme passavam-se os séculos.
d'Akins estava ocupada traçando outro caminho, mas escutava os dois de qualquer jeito e parecia estar contente com aquelas opiniões todas. Seu novo percurso considerava chegada em Edirforth, hospedagem por lá caso fosse noite. No dia seguinte, queria sair bem cedo, desbravando os campos Ingleses. A pelo menos 30 quilômetros de onde tudo começaria, se dividiriam em dois grupos, caso aceitassem. Um grupo seguiria Norte rumo a Londres. Outro grupo, Leste, rumo a Camelot.
Porém, ela NÃO sabia o que existia entre Camelot e Edirforth. As coisas podiam ser tudo entre uma simples planície até terrenos montanhosos para uma única, gigantesca floresta com pouquíssimas passagens conhecidas ou até mesmo um enorme lago trafegável só graças ao uso duma embarcação. E se fosse uma correnteza forte, era impassável. Anyway, tracejava de vermelho as possibilidades que via. Potenciais passagens. Potenciais atalhos a serem explorados. Tudo. Até mesmo potenciais vilas. O caminho acabava de ganhar um novo visual e, esperava d'Akins, aquilo tudo fosse claro para ser entendido.


- Am ne znayat, che mezhdu Kamelot i Edirforth.
(- Desconheço o que existe entre Camelot e Edirforth.)

- Vsichko mozhe da bŭde vŭzmozhno. Dori burna ezero neprokhodimi. No eto, vizhdate li, az smyata otkloneniya estestveno i dori mestnite sela, koito bikha mogli da ni kazhete neshto za tova tsarstvo. I tuk, na eventualnost napravi tochno sega. V sluchaĭ, che shte se razdelyat na dve grupi ot po trideset kilometra severno Edirforth. Pŭrvo - da se proveri, ako nashata sigurnost e ot znachenie.
(- Tudo pode ser possível. Até mesmo um lago turbulento impassável. Mas aqui, vejam, eu considerei desvios naturais e até vilas locais que pudessem nos informar algo sobre aquele reino. E aqui, o alternativo feito agora mesmo. No caso, a gente se separaria em dois grupos trinta quilômetros Norte de Edirforth. Antes - checar se nossa segurança é pertinente.)

Korrr e Vladimir aparentemente haviam aprovado o novo caminho, ou pelo menos caminho adicional que era posto por d'Akins naquele mapa outrora muito rabiscado mas totalmente possível de ser entendido. Agora pensavam consigo mesmos se a situação política interna Inglesa era favorável o suficiente para não serem barrados na hora de desembarcarem do navio.
Eles mesmos não sabiam quais eram os motivos que levavam àquelas preocupações. Seria extremamente improvável que descobririam por serem espiões provindos doutro país. E seria ainda mais improvável descobrirem que suas afinidades religiosas não eram, nem mesmo de perto, Cristãs. Vladimir respondia:


- Siguren sŭm, che shte e v bezopasnost. Angliya, Velikobritaniya kato tsyalo e v prekhodnoto pravitelstvo, vie ne chetete li novinite?
(- Eu tenho certeza que estaremos seguros. A Inglaterra, o Reino Unido como um geral está em transição governamental, vocês nao leram as notícias?)

- Vladimir Da, izglezhda, che te predpriemat stŭpki , kakto na khristiyanite. O, i kak tryabva da znam liderite na tova!
(- Sim Vladimir, parece que estão tomando providências quanto aos Cristãos. Ah, e como eu preciso conhecer os líderes disso!)

Um interesse oculto até então deixado para ser revelado apenas em solo Inglês, era que d'Akins também buscaria apoio militar dos Ingleses, pois sabia que a massa clássica não aceitava os ideais Cristãos e estava apenas começando uma certa reviravolta para retirá-los da evidência por aquele país. Seria um exemplo nítido a ser seguido pela Bulgária fosse ela um dia cristianizada pelos fedelhos. E seria um exemplo fortíssimo a ser passado para o país que, por centenas de anos, viveu pacificamente com suas maneiras de vida próprias. E um governo centralizado estável longe da Igreja e seus venenos que alienavam cada cidadão.
De qualquer forma, ela continuava conversando naturalmente com Vladimir e Korrr enquanto o restante do grupo apenas dormia, já sabendo das preparações para o dia seguinte, que deviam ser rápidas. Pelo menos - pensava d'Akins - em sua ausência, todas as cidades - em principal Pliska - possuíam fortes exércitos capazes de segurá-las contra invasões por muito tempo. Haviam seus assassinos pessoais que matavam sem serem mesmo percebidos. E haviam os movimentos organizados militares para completar as coisas. Eram pessoas militarmente treinadas, não amadores.
Então pessoalmente ou não, em casos de ataques, ela SABIA que o país estaria muito bem resguardado e não havia muito o que temer. Perderiam só se quisessem. Só se algo muito errado ocorresse. Só se não possuíssem mais o antigo espírito patriótico que sempre foi responsável por manter a Bulgária destacada dos demais países alienados Cristãos. Só se... Uma outra leva de coisas estivesse evidente...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jun 29, 2013 12:09 am

HORÁRIO: 00:00

Àquela hora, pouco se ouviam cidadãos passeando pelas ruas, até porque a Lua, antes a fonte luminosa mais brilhante, havia desaparecido atrás duma cordilheira montanhosa à distância, o que escureceu ainda mais os céus e, de fato, tornou as coisas muito mais perigosas para aqueles que viajavam por aquele momento. Porém, Odessos, por ser uma cidade bem resguardada, permanecia segura. Apenas estava silenciosa feito uma floresta inexplorada durante a noite. Se as janelas da hospedaria fossem devidamente abertas e as cortinas postas de lado, seria fácil perceber que quase todas as casas já estavam sem suas típicas luzes internas. É que a maioria das pessoas preferia não ficar acordada até muito tarde graças aos deveres do dia seguinte SALVO por marinheiros e escravos operando na quase intermitente tarefa de manter o Porto funcionando, já que, a qualquer hora, uma nova embarcação sempre surgia sem maiores avisos.

Os ventos sopram calmos e as temperaturas são amenas. Algo como um começo matinal de inverno. Provavelmente todos os futuros acompanhantes da jornada durante o próximo dia estavam sonhando profundamente; até porque o cansaço era evidente em suas faces: passaram tensões sem igual pela floresta mas, como conheciam as manhas do local, não sofreram baixas causadas por animais ou armadilhas. Mas estavam cansados e era aquilo que parecia importar. Curiosamente, a maioria não pareceu precisar entregar as armas na recepção como d'Akins havia sido exigida: não representavam "risco". Mas também eram amadores demais para possuírem em mãos uma espada, ou um machado, a qualquer hora. Desislav roncava feito um porco. Mas isso não atrapalhava o sono dos demais.

No apartamento 5, estavam Korrr, d'Akins (que estava conversando e planejando a viagem aos mínimos detalhes porque ela PRECISAVA, de fato, entender que o UK era diferente em todos os aspectos da Bulgária), Vladimir, Stefan e Marin estavam hospedados. Todos fora d'Akins, Korrr e Vladimir dormiam em paz. Stefan pareceu ter deixado parte da cortina ao seu dispor para caso Marin começasse a roncar... Pudesse jogá-la sobre sua face. Mas... Ele acabou dormindo com o objeto sobre o rosto, não aguentaria ficar atento após tão pesado cansaço. Todos deviam estar sonhando, não pareciam ligar para os acordados até porque a porta da sala estava fechada, conferindo escuridão total pela parte aonde as camas estavam. Vladimir, dispertado, prestava atenção redobrada com a conversa e não parecia apresentar sinais de sono. Ele sofria com insônia crônica.

Respondia:


- Mozhe bi ne gi poznavam lichno tolkova bŭrzo, che az znam, d'Akins. I vrŭshtane kŭm osnovnata tema, mislya, che nie sme sigurni za opasnostite. Kakvo shte razgleda, sa sred selata ot Edirforth i Camelot.
(- Você não gostaria de conhecê-los pessoalmente tão rápido que eu sei, d'Akins. E retornando ao assunto principal, eu acho que estamos seguros quanto aos perigos. O que irei considerar são vilas por dentre Edirforth e Camelot.)

- Sega, bikh predlozhil da spresh da draskash nashiya skŭpotsenen karta. Ima... Da se ​​nauchim da bŭde khudozhnik?
(- Agora, eu sugeriria a você que parasse de rabiscar nosso tão precioso mapa. Está... Aprendendo a ser artista?)

E sorria, não querendo aparentar incômodo nenhum por aquilo. Achava conveniente que ela desenhasse o suficiente, mas possuíam apenas UM mapa e não conseguiriam dividí-lo entre o grupo enquanto estivessem separados. Queria ele dizer que: se alguém perdesse o caminho correto, provavelmente ou esse alguém morreria ou teria de viver para sempre na floresta inglesa, já que seria tecnicamente impossível retornar sem conhecer a ilha do jeito preciso. Após um suspiro muito bem dado, não tinha dúvidas Vladimir de que as coisas já estavam quase preparadas para a jornada que se iniciaria durante o dia seguinte, mas, para ser sincero, preferia dar um alerta OU uma ideia:

- Vsichki tuk se sŭglasyat da izpolzvat vŭzmozhnite selata mezhdu Kamelot i Edirforth kato otpravna tochka da se vidi dali vsichko e nared? Povyarvaĭte mi, az ne bikh se osmelil da se zagubish v nepoznata strana.
(- Todos aqui concordam em usar as prováveis vilas entre Camelot e Edirforth como um ponto-referência para saber se tudo está certo? Acreditem, eu não me arriscaria em me perder num país desconhecido.)

E preferia se aquietar, esperando todas as reações possíveis dos presentes.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jun 29, 2013 12:13 am

Franzia a testa com certa percepção ao escutar Vladimir dizendo-a que não gostaria de conhecer os responsáveis por uma revolução, mas preferiu se manter quieta e repensar sobre o assunto mais tarde. Ela queria SIM - seria de grande valia para a própria Bulgária, mas teria de aprender o idioma Inglês antes de mais nada, ou a comunicação não seria muito fácil e haveriam vários desentendimentos, na certa. Como passariam um CERTO tempo por aquela ilha, esperava d'Akins sair de lá sabendo ao menos o básico do Inglês - básico suficiente para que ela pudesse se virar em visitas futuras àquele local. Mas ela não se garantia. Nunca havia antes sido aberta a aprender outros idiomas, mas conforme suas necessidades foram crescendo... Ela teria de encarar novos desafios.
Prestava atenção redobrada nos dois, embora Korrr agora preferisse ficar quieto e ver se a conversa progridiria para algo ou se ficaria na mesmice. Na mesmice ela NÃO PODERIA ficar. Afinal de contas, estavam resolvendo algo SÉRIO que poderia resultar em MORTES e CATÁSTROFES se não fosse visto direito, ou das maneiras precisas. Vladimir estava bem descolado, mas d'Akins parecia séria demais para aquele momento se tornar farra ou uma brincadeira, eles não deviam desviar o rumo da conversa.
Sorria de leve quanto ao negócio do mapa, mas não respondia coisa alguma. Falava algo depois, com voz deliberadamente cansada, mas disposição em alta:


- Tryabva da se razbere taka ili inache. Nie se opitvame da napravim tova, koeto pravyat vŭv Velikobritaniya, predi da e stanalo tvŭrde kŭsno. Az prosto se nadyavam, che grubata Braminir zhiv i dostigane za doklada, ako toĭ ne e vidyal nishto neobichaĭno ili ne mezhdu drugoto.
(- Precisamos conhecê-los de qualquer forma. Estamos tentando fazer o que eles estão fazendo no Reino Unido antes que seja tarde demais. Eu só espero que o brutamonte do Braminir esteja vivo e chegando para nos relatar se viu algo anormal ou não pelo caminho.)

- Shte vzemem tazi karta. Ako iskate, az shte poluchi vtori. Shte spodelyame edni i sŭshti neshta s ostanalata chast ot personala. Ne e chestno, che te ne sa nayasno s pŭrvonachalnite planove.
(- Ficaremos com este mapa. Se quiserem, eu irei buscar um segundo. Dividiremos as mesmas coisas com o restante do pessoal. Não é justo que não fiquem sabendo dos planos originais.)

Korrr preferia acenar com a cabeça que sim, era mais justo do que apenas uma parte do grupo ter as coordenadas certas enquanto a outra não e provavelmente se meter em encrencas sem tamanho. Era uma pessoa racional, acima de tudo, prezando a segurança de quem estima sobre todas as coisas. Vladimir já era mais seco e frio, mas sim, tinha lá suas afetividades por aquele pessoal. Os conhecia há anos, décadas para não ser menos exato, não gostaria de vê-los sofrendo feito cavalos nas mãos de desconhecidos. Ele também acenava positivamente.
d'Akins não tinha certeza se descia por aquela hora, tudo estaria vazio demais. Apenas os recepcionistas provavelmente, alguns seguranças era claro, mas a zona iluminada dentro da hospedaria poderia ser, ainda sim, chamativa demais. Puxava do cinto de utilidades a arma que havia sido feita quando estavam na propriedade de Valko. Seria útil caso fosse atacada por algum malfeitor. Sabia muito bem como lidar com malfeitores, até mesmo com ladrões e terroristas.
Levantava-se calmamente, abria cuidadosamente a porta para não acordar ninguém. Abria a porta de acesso ao corredor principal em direção às escadarias com ainda maior cuidado. Dirigia-se à recepção da hospedaria momentos depois, guiada pelo silêncio da noite...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jun 29, 2013 11:26 pm

HORÁRIO: 00:15 - RECEPÇÃO

Na recepção, as pessoas estavam quase caladas, conversando esporadicamente entre si e d'Akins provavelmente percebeu que as atendentes eram outras - era apenas uma troca de turno - realizada todas as noites para não sobrecarregar os empregados, que era bem claro, deviam estar cansados demais. Seis mulheres, garotas pela aparente idade bastante jovem, estavam esperando por possíveis novos hóspedes ao local. E as luzes estavam só parcialmente acesas, alguns locais abaixo já haviam encerrado as atividades. Apenas uma pequena lanchonete ainda funcionava, nunca se sabia quando viajantes sem provisões sim, chegariam para tentar alguma vaga naquela hospedaria. Pois uma das atendentes, esta não conhecida por d'Akins, percebia sua chegada e demonstrava pouco interesse. Talvez era bastante comum as pessoa saírem de seus quartos tarde da noite, descerem, reverem a vida por alguns instantes, retornarem para cima.

Continuaram trabalhando, separando mapas, separando cadastros, revendo pessoas que deviam para cobrá-las na primeira oportunidade. Reviam as coisas, trabalhavam por hora internamente. As recepcionistas estavam despreocupadas, já que nenhum problema antes havia acontecido àquela hora da noite próximo ou dentro da hospedaria, mas poderia ser potencialmente diferente naquela noite. Um homem potencialmente obscuro conhecido por Monte Ambulante graças à forma física deveras gorda, mas certamente não mais alto que d'Akins, rondava pelas proximidades. Ele era cliente costumeiro, mas sofria com certos problemas e não perdia uma chance sequer de briga, ou tumultos, com quaisquer um que fosse. E ao perceberem sua presença, junto à presença de d'Akins sozinha, uma breve e preocupante conversa entre as atendentes emergiu.


Cochichos. Nada mais do que isso.

d'Akins provavelmente não percebeu sua aproximação. O "Monte" era alto em termos de Humano: tinha algo entre 1,83 e 1,90 metro de altura, portava uma espada convencional não muito longa, vestia uma armadura apenas na região das pernas e braços. Deixava o peito descoberto. Era confidente o suficiente em sua massa muscular para acreditar que não seria morto tão rápido, ou fácil, durante um duelo caso fosse ferido. Aproximava-se de súbito, avisando alto, sacando a espada e desferindo um golpe contra d'Akins mais ou menos à altura de seu peito:


- Eĭ, ti!!!!!
(- EI, VOCÊ!!!!!!)

As recepcionistas geralmente nada podiam fazer, pois não eram guerreiras e mal tinham em mente como se lutava contra uma pessoa daquelas. Apenas torciam para que nenhuma casualidade ocorresse dentro da hospedaria, seria um problema ao dono do local. Mas a lâmina que desceu em direção ao peito de d'Akins media 1,2 metro, estava deveras desgastada pelo uso excessivo - geralmente matança de animais em caçadas - e TALVEZ não surtiria muito efeito no quesito morte. Mas feriria caso não fosse parada, claro...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jun 29, 2013 11:29 pm

d'Akins estava apreensiva pela quietude da recepção e sabia que não era a melhor opção descer por ali, vagar desatenta, como se nada pudesse acontecer. Saiu das escadas com atenções redobradas. Não queria ser surpreendida por um louco. Dirigiu-se até o balcão, onde, por questões de segurança própria, pediu a espada (extremamente afiada) pessoal como maneira de proteção, conhecia os relatos dos ataques noturnos por hospedarias e havia passado a crer que realmente aconteciam. A recepcionista, uma delas, não invocou. Deu-lhe a arma, que foi posta no cinto de utilidades. Antes de mais nada, se lembrou d'Akins, estava aqui para pedir um segundo mapa do UK para que fosse usado pelos dois times quando fossem se separar durante a exploração.
É, parecia útil, concordava consigo mesma. Parecia até mesmo justo possuir um mapa. Sem ele, como poderia o restante das pessoas saber onde estavam com certeza? Pois chegava ao balcão. Pensava um pouco, dava uma olhadinha pelas proximidades. Não conseguia ver nenhuma ameaça, não havia ninguém. Sentia-se mais relaxada para perguntar quaisquer coisas a respeito dos mapas que estavam disponíveis para viajantes e SE eles ainda tinham mapas relacionados à Inglaterra.
Perguntou, sem maiores temores, ou pavores:


- Karta na Obedinenoto kralstvo. Taka li?
(- Mapa do Reino Unido. Vocês têm?)

Mas não conseguiu esperar uma resposta, estava cada vez mais óbvio que alguma pessoa havia adentrado a recepção àquela mesmíssima hora, evidenciado pelas falações baixas das recepcionistas, falas pelas quais ela sequer conseguiria entender. Eram confusas. Aparentavam demonstrar certo pavor. d'Akins, porém, não estava nadinha apavorada e esperava por algum momento incerto: sempre quando ocorriam pessoas aos lados discutindo inquietamente, então alguma coisa certamente estaria para acontecer. E, de fato, aconteceu, mas não tão rápido quanto ela mesma poderia pensar.
Escutou um homem gritando por ela. Ao ver uma espada seguindo diretamente para sua pessoa, agiu rápido para travá-la com sua própria espada: d'Akins realizou um movimento não brusco, mas bem ensaiado, da esquerda para a direita, de baixo para cima. E por ter força superior a vários homens, não tinha problemas em manter "O Montanha" paradinho em seu lugar, sem maiores ou menores ataques.
Sorria. Até parecia que queria um dia encontrar-se com ele para ver o quão conseguia, ou mesmo sabia, batalhar usando uma espada inteiramente desgastada sem nenhum poder de corte observável. Enquanto isso, a dela, que havia sido afiada recentemente, era mais cortante do que uma navalha e podia muito bem decapitá-lo, ou atravessá-lo o coração a hora em que d'Akins mais bem quisesse. Permaneceu bloqueando a outra lâmina. Ou ex-lâmina pelo estado de conservação terrível.
Respondeu:


- O, ti, na planina. Kato znaeshe tekhnite dokladi na Odesos sa iznenadvashto?
(- Ah você, o Montanha. Sabia que seus relatos por Odessos são de surpreender?)

- Sega se chudya kakvo iska s men, tŭĭ kato imam istinski mech i prosto parche zhelyazo nosi bez pŭlnata moshtnost ryazane.
(- Agora fico me perguntando o que quer comigo já que tenho uma espada de verdade e você apenas um pedaço de ferro desgastado sem nenhum poder de corte aparente.)

Forçava aquele homem para trás, sempre bloqueando o avanço da sua espada contra seu corpo. Queria d'Akins ver quem ele realmente era, pois, com certeza, não perderia uma chance como aquelas. E estava a sós, isso queria dizer que poderia se concentrar sem intervenções SE um duelo ocorresse dentro da recepção.
Não sabia direito sobre sua procedêcia, mas julgava ser Búlgaro. Não conhecia muito bem suas crenças religiosas, mas não parecia ser nada além dum mero Pagão. Mesmo assim, se ela a desafia, então ela lutará até quando for preciso. Pois um verdadeiro guerreiro NÃO foge à luta, mas a acata, especialmente se estiver desafiado.
Forçava-o ainda mais para trás. Já estavam um pouco longe do balcão da recepção. Não se preocupava em saber o que seria respondido, mas queria saber quais seriam as reações PESSOAIS do "Montanha", se ele realmente fosse tão temido daquele jeito.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jun 30, 2013 11:31 pm

HORÁRIOS: 00:15-00:40


Sim - a espada estava extremamente desgastada pelos anos de uso e pouco cuidado - tanto que ela mal poderia cortar a pele dos animais por agora, e ele tinha plena noção da verdade, mas mesmo assim parecia usá-la como se ainda fosse um instrumento letal. Ele sim foi bastante surpreendido por d'Akins e seu golpe. Preferiu permanecer com lâminas travadas, havia percebido o quão afiada a outra espada era e sabia que aquela SIM podia cortá-lo o peito até seu coração. Foi quando foi forçado para trás. Preferiu não insistir e, de fato, caminhou ligeiramente para mais longe da recepção, prestando atenção no que seria feito depois. Sorte era que nos breços e pernas, talvez não fosse ferido. Mas o peito ainda era algo elusivo, algo a ser cuidado.

O "Montanha" também foi um guerreiro que participou de várias lutas pela Bulgária mas se tornou obcecado por recompensas, tecnicamente tornando-se assassino e caçador delas - e costumava cobrar preços salgados por seu trabalho. Não era atoa. Tinha que se sustentar a sós desde quando perdeu tudo durante um ataque bárbaro à sua vila. E sim, se tornou odioso com relação a outros guerreiros desde então provavelmente por trauma. Pulou para trás, empurrou d'Akins um pouco em direção à mesa da recepção. Desferiu seu próprio golpe em direção às pernas, pois provavelmente era mais ou menos desprotegida - esperando ao menos acertar alguma coisa.


- Nishto, prosto iskam zabavno.
(- Nada, quero apenas diversão)

As recepcionistas estavam todas atentas, não sabiam direito o que fazer e era quase impossível contactar alguém para apartar os dois. Elas preferiam torcer para que nada ocorresse. Algumas simplesmente escolhiam continuar o trabalho, sem preocupações quanto ao que estava acontecendo. Algumas até começaram a procurar pelo mapa do UK requerido por d'Akins: SIM, a hospedaria ainda provavelmente os possuía, não deixava faltar mapa para os viajantes. Era uma questão de tempo até que fosse achado. Estava, com certeza, abaixo dos mapas mais recentes, eles não recebiam mapas atualizados da Inglaterra há seis meses pelo menos.

O ambiente ao redor da hospedaria era calmo. Não haviam pessoas pelas ruas para ver o que ocorria por ali dentro e os guardas preferiam apenas assistir, sem interferir. Estavam é cansados, precisavam de distrações. Aquela conversa veio na hora certa, sem sombra de dúvidas, mas pode ser que alguns hóspedes sejam acordados pelo teor do momento, possíveis gritos e possíveis reações de ferimentos, quando e se eles ocorrerem. d'Akins, de qualquer forma, aparentava ter chances maiores de finalizar aquela coisa toda pelo óbvio...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Seg Jul 01, 2013 12:59 am

Estava atenta demais para deixar que uma mera espada sem poder algum de corte conseguisse atingí-la em suas pernas, então realizou d'Akins um movimento para baixo, travando novamente a espada em migalhas do oponente. Ao mesmo tempo, sacou uma segunda espada menor, não superior a 1,00 metro em comprimento, ainda mais afiada e a lançou diretamente em direção ao peito do Montanha. Sem chances de defesa graças à felocidade, aquela lâmina certamente atravessou suas costelas com muita facilidade. Se atingiu o coração ela não sabia, apenas retirou a arma encalacrada do homem e, rapidamente, quase saltou para trás em direção ao balcão pelas quais todas as recepcionistas estavam ou atentas, ou procurando ignorar a "conversinha" entre os dois. E ela podia muito bem perceber que o Montanha sangrava bastante.
Pois possuía duas espadas extremamente afiadas contra ele, ferido, possuindo apenas uma espada desgastada, sem poder cortante algum e, pior de todas as coisas, comida pelo tempo graças à má preservação. Ela sorria. Não era POSSÍVEL ser tão fácil vencer um guerreiro de seu porte, mas parecia acreditar ainda mais em tudo aquilo.
Ela também tinha mais o que fazer, estava cansada, precisava repor as energias e ideias ou seria quase incapaz de viajar pela manhã e precisaria esperar pelas chances da tarde. E se ele realmente quisesse brincar, então estaria brincando sério. Possuía d'Akins uma espada com corte perigoso, havia desferido um golpe secundário usando outra espada em direção ao seu peito... E estava ele ferido.


- Ne iskam da te ubie. Ne e v obshtezhitie.
(- Eu não quero te matar. Não dentro de uma hospedaria.)

- Sledvaĭte zhivota si dalech ot men. Znaesh, che ne specheli izpolzvate tezi neshta.
(- Siga sua vida longe de mim. Você sabe que não me venceria usando esse troço.)

Após ferido, via os guardas se aproximarem. Estava claro que o Montanha não teria condições de começar uma batalha verdadeira com d'Akins usando apenas um pedaço metálico dispensável. Estava claro que ele acabaria morrendo de perda de sangue excessiva caso não fosse tratado. Aparentemente, o corte havia sido fundo. Porém, antes mesmo que os guardas conseguissem alguma coisa, levava um susto imensurável: ouvia o Montanha ter espamos de morte repentinos, cair de joelhos, estar morto. E uma espada completamente ensanguetava se mostrava evidente.
Era Korrr. Havia ficado preocupado com a demora. Estava disposto a matar quaisquer um que ameaçassem d'Akins daquela maneira, especialmente com espadas e armas usadas para, realmente, matar. Ela permanceu sem reações, congelada como se estivesse numa área de inverno sem proteções. Não sabia se agradecia ou se dava bronca. Não sabia se Korrr havia agido instintivamente, mas o que importava era que existia um morto aos seus pés. Afastava-se um pouco.

Guardava a espada ensanguentava outrora usada para ferí-lo no peito cuidadosamente. E depois, guardava a espada principal, aquela que usou todas as horas para bloquear os golpes aleatórios do oponente, na bainha. Chocada, ficou de boca aberta. Os guardas não mais avançavam, não era preciso apartar a briga, embora as providências fossem logo ser tomadas e ninguém seria preso.
Após alguns segundos de esforços, alguma coisa saía da sua boca, os lábios estavam bem trêmulos, mas era possível escutar perfeitamente o que estava sendo dito:


- Korrr... Vie....
(- Korrr... Você...)

- Seriozno li naistina tova? Doĭdokh samo da poluchite karta, vsichko shte vŭrvi dobre, go ubiyat mozhe bi bezsmisleno.
(- É sério que você realmente fez isso? Eu vim apenas buscar um mapa, tudo sairia bem, matá-lo talvez tenha sido fútil.)

Logo se recompunha. Os guardas já estavam retirando o cadáver, algumas das recepcionistas estavam limpando o rastro de sangue. Tudo ocorreu bem sem que as pessoas necessariamente descessem aos bandos para ver aquele ocorrido. Korrr sorriu, sabia que um dia precisaria livrar sua pele quando a situação fosse mais difícil. E como pensou d'Akins, era apenas uma amostragem do que seriam capazes de fazer quanto aos perigos quando viajando.
Retornou ao balcão. Esperou pelo mapa que, sem dúvidas, já havia sido preparado. Korrr a acompanhou por igual, ficaram os dois esperando alguma reação das atendentes. Claro que algumas estavam chocadas, claro que algumas estavam indiferentes e claro que elas todas não esqueceriam jamais aquela cena de morte.
Korrr dizia:


- Az nyama da vi ostavya nezashtitena. Kakvo e tova? Tozi chovek beshe mnogo smel.
(- Eu não vou te deixar desprotegida. Que isso? Aquele cara foi muito ousado.)

- Naistina e taka. No vi blagodarya za pomoshtta. Nie shte tryabva da rabotyat i v Obedinenoto kralstvo.
(- De fato. Mas agradeço pela ajuda. Teremos de trabalhar assim no Reino Unido.)

Um sorriso de canto de boca foi dado ao marido e ele podia, com certeza, ter vários significados múltiplos. Poderia representar satisfação por aquele contra ataque, mas poderia representar SUSTO.
Esperou pelas reações das recepcionistas anyway, achando que elas proveriam aos dois o mapa tão esperado da ilha do UK.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jul 02, 2013 12:17 am

HORÁRIO: 01:12

Pois o ambiente dentro da hospedaria já havia retornado ao normal após o susto. Não mais existiam guerreiros loucos pelas proximidade e, aquilo, sem sombra de dúvidias, até seria usado para aumentar os níveis de segurança do local durante as próximas semanas, senão próximos dias, dependendo das decisões a serem tomadas. De qualquer forma, as atendentes possuíam sim mapas do UK embora ligeiramente desatualizados. Conferia a d'Akins mais um deles. Para que seria usado era desconhecido e nenhuma delas perguntaria.

A atendente (igualmente desconhecida, provavelmente uma pessoa provinda das cidades não tão conhecidas, mesmo das vilas búlgaras que ainda existiam em abundâncias por dente os maiores centros urbanos) colocava sobre o balcão uma imagem do Reino Unido, talvez feita à mão (eram raras, se existentes, impressões por aquela época), com todos os centros urbanos principais destacados. Este mapa era um pouco melhor: nele existiam as legendas, aspecto inexistente para o primeiro mapa adquirido antes.


- Nie vse oshte poluchavat po-dobri karti, lipsvash.
(- Ainda vamos receber mapas melhores, senhorita.)

- Ako iskate da se izchaka...
(- Se quiser esperar...)


Esta foi a única reação da atendente que, por curiosidade, quase perguntou como teria feito d'Akins para acabar com aquela real ameaça tão rapidamente. Ela não entendia nada sobre armas. Não sabia que o estado da espada pelas quais o homem estava usando não seria efetivo nem mesmo contra animais, tampouco pessoas. Mas preferiu se manter nada mais que quieta, talvez desconhecia quais seriam as reações de d'Akins. Fora que já era de madrugada, poucos conseguiam raciocionar direito porque não estavam muito bem - pelo menos em Odessos - acostumados com horários tão tardios.

E o silêncio retornou. Como se uma morte sequer tivesse acontecido por ali. E os guardas discutiam algumas coisas a respeito do que haviam visto. Provavelmente estam aliviados - já que o "Montanha" acostumava ameaçar a quase todos de forma brutal. Porém, estava é morto. Havia sido arrastado para fora da hospedaria pelos seguranças, mas seria posto à vista pela cidade apenas durante as semanas posteriores. O chão, outrora com sangue, já estava novamente limpo e não parecia cheirar à substância. Restava a d'Akins pegar aquele mapa, subir para o quarto e, se ainda precisar, terminar a discussão.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Ter Jul 02, 2013 12:23 am

Sem maiores problemas ou preocupações, pegou de cima da mesa aquele mapa. Devolveu a espada pessoal para a segurança, queria que ela ficasse por ali naquela noite e não precisasse mais sair. Apenas buscaria ao amanhecer do dia, que seria quando partiriam realmente em direção ao UK. Antes de mais nada, procurou analisar se aquele mapa era muito diferente da cópia que possuía ou não, se era usável em comparação ao que era mostrado no primeiro mapa ou não - pois caso existissem diferenças grandes, ela daria o outro mapa ao segundo grupo e ficaria com aquele recém-pego. Mas aparentava não existir diferenças muito grandes, o que era, sem dúvidas, algo muito bom. Sorria para si mesma, agradecia a recepcionista pela entrega.
Dizia não ser preciso esperar porque estavam de saída pelo dia seguinte e não teriam tão grande tempo a perder graças a uma coisinha daquelas. Afastava-se do balcão enquanto observava guardarem sua espada no mesmíssimo local pelas quais estava antes de ser usada contra o "Montanha", mas retornava olhares para Korrr, que também parecia estar um pouco eufórico por aquela surpresa. Nunca antes havia matado alguém daquela forma - não se lembrava pelo menos - mas serviria de base para futuros confrontos.
d'Akins subia as escadas de madeira em direção ao apartamento 05. Korrr claro, a seguia. E os dois pareciam conversar alguma coisa relacionada à viagem. Korrr falava:


- Tova e vreme za pochivka, d'Akins. Veche mislya prekaleno mnogo za tova pŭtuvane.
(- É hora de descansar, d'Akins. Já pensamos demais nessa viagem.)

- Da, i tova e, koeto pravim.
(- Sim. E é o que iremos fazer.)

Não muito tempo depois, chegam os dois ao quarto, que estava aberto - e as portas, porém, fechadas. Passavam cuidadosamente pela área onde todos estavam já bem adormecidos, chegavam à sala onde Vladimir foi deixado esperando. Antes mesmo que ele perguntasse porque Korrr seguiu d'Akins, era respondido que havia um homem lá pela recepção e que foi morto por Korrr antes mesmo que conseguisse ferí-la em uma brincadeira de mal gosto. Não surpreso pela hora, Vladimir levantou um sorriso. E saiu, em direção à própria cama, onde tentaria dormir aquela noite pelo menos.
Korrr deitou-se no sofá, não queria dormir junto ao restante. d'Akins deitou-se no chão - que possuía um tapete aconchegante ao estilo colchão. Pegou uma das almofadas doutro sofá, deitou-se, adormeceu rápido. Sabia que acordaria bem cedo naquele mesmo dia e que estariam de partida em direção ao UK em pouquíssimas horas. Mas, porém, nenhum dos envolvidos estava nervoso ou nervosa. Já eram acostumados.
d'Akins SABIA que aquela viagem, tanto de ida como volta, seria um grande sucesso e não seria um reinado muito grande o da Igreja Católica em território búlgaro CASO eles tenham chegado às terras enquanto ela estivesse ausente. Na verdade, ela não temia os Cristãos, nasceu para não temê-los. Nasceu para combatê-los. Considerava-se o tipo de gente impossível de ser cristianizado...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qua Jul 03, 2013 12:49 am

HORÁRIO: 4:00

Já são várias horas após d'Akins descer para pegar o segundo mapa do UK, e a noite é, aos poucos, substituída de algo calmo para uma pequena turbulência atmosférica que trás várias nuvens em direção aos céus da Bulgária, especialmente sobre Odessos (e, também, Pliska). O mau tempo gera algumas chuvas pela região embora a cidade em si ainda não tenha sido vítima da alteração climática diretamente. A única assinatura das chuvas está na alteração da temperatura do ar ao redor da cidade, um ar mais gelado, mais úmido, mais pesado. A formação de algum certo nevoeiro pelas colinas distantes sinaliza algo também - e, claro, as luzes noturnas causadas pelos relâmpagos - que não são frequentes, mas são claramente visíveis por quaisquer pessoas que ainda estejam acordados OU estejam se levantando por aquele momento. Se isso alterará o padrão das viagens marítimas durante o dia? Impossível saber. Por quanto não chover de verdade na direção do mar, talvez as coisas permanecerão as mesmas, como o planejado.

A Lua esconde-se completamente por detrás do nevoeiro e nuvens, causando uma ainda muito maior escuridão, especialmente pelas zonas adjacentes à Odessos, como a floresta e os campos, por si mesmos dominados de perigos e peculiaridades geográficas. Os ventos aumentam a intensidade, porém são completamente sustentáveis e não parecem forçar as pessoas que estejam viajando por aquele momento a uma parada obrigatória. Dentro da hospedaria, os vidros embaçam drasticamente, agora é impossível enxergar alguma coisa sem limpá-los. A alteração climática nada tem de anormal, apenas trata-se dum padrão na Primavera que se repete a cada estação passante. Então, um pequeníssimo som de água é escutado batendo pelas janelas e teto do local. Uma finíssima chuva começou. Ao que aparenta, uma garoa inofensiva. Mas quaisquer pessoas no Porto estão alertas. Darão os sinais da possibilidade ou impossibilidade de partida em direção aos mares ainda quando aquele dia amanhecer.

No quarto 01, Borislav é brevemente acordado pelo cair daquela garoa e, como quaisquer pessoas acostumadas com a situação, não se preocupa muito. Vira-se para o outro lado e retorna a dormir. Boris faz a mesma coisa, está despreocupado por igual. Ele sabe que as embarcações podem partir até mesmo meio a chuvas até que pesadas, a Bulgária não tem navios ultrapassados tecnologicamente e uma tempestade de verão não está ocorrendo lá fora, é apenas uma garoazinha despreocupante. Ele, assim como o companheiro, vira-se e retorna a dormir. Aqueles que permanecem dormindo não se mexem, não sabem do que está acontecendo. Mas é capaz que o tempo abra novamente pela manhã, não é inverno e as chuvas são muito passageiras, normalmente servem apenas para molhar um pouco... E passam, como se jamais tivessem ocorrido.

Pelas ruas da cidade, dois guardas arrastam o corpo da "Montanha", morto há três horas mais ou menos, em direção a um sistema de catacumbas privado pelas quais ficará até os próximos dias até que as pessoas comecem a se dar conta daquele homem. Como não se trata dum centro urbano muito grande, é muito fácil se lembrarem daquele ex-guerreiro... Não demorará dois ou três dias para os boatos começarem a correr pelas ruas da cidade, sem sombra de dúvidas. Aquelas catacumbas são nada mais, nada menos que um vasto - mas ao mesmo tempo semi-abandonado, cemitério. Cemitério não público, mas destinado às pessoas com renome por Odessos. Os cemitérios públicos se localizam distantes, rumo às montanhas, passando pelos caminhos mais perigosos possíveis.

Retornam os vigias em direção às entranhas da hospedaria pouco tempo depois, certos de não terem sido vistos por pessoa alguma. Não foram eles os responsáveis pela morte, havia sido Korrr, marido de d'Akins, pessoa muito conhecida pela Bulgária graças ao tão espetacular instinto de proteção. Indiferentes, conversam consigo mesmos se a proteção na hospedaria deveria ou não ser aumentada. Certamente precisa - e as normas, por igual - para evitar clientes daquele naipe, violentos, perigosos, sem nada a perder. As ideias sim, serão passadas durante o dia para quem toma conta do edifício, mas não agora. Agora é dever deles proteger a recepção contra outros ataques provindos dos becos escuros das ruas da cidade, ataques, de certa forma, não MUITO incomuns de serem presenciados.
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