Medieval Legends 2013
 
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 Porto de Odessos

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MensagemAssunto: Porto de Odessos   Ter Maio 21, 2013 9:11 pm

Assim como todas as cidades portuárias, Varna (Odessos) possui um porto utilizado com grande constância. É por aqui que chegam e saem mercadorias e exploradores. Por aqui, também, é onde as maiores movimentações locais na cidade são esperadas para serem vistas.

Localizado pelas costas norte da cidade.


Movimentaçãoco pelo porto de Odessos
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jun 14, 2013 10:52 pm

Uma embarcação podia ser avistada se aproximando do porto de Odessos pelos búlgaros. Era de porte médio, e não ostentava símbolo algum em sua bandeira. Era completamente branca, mas alguns especialistas poderiam dizer que aquela madeira ou aquele modelo de navio era obra inglesa.

Lentamente, os processos de atracar em uma das plataformas do porto. Por fim, abaixaram a âncora, e os tripulantes não desceram. Aquele navio SABIA que não era esperado por ali.
A "rampa" baixou lentamente, e um homem (Thomas) loiro, barbado, descia com passos moderados e com as mãos a mostra a fim de não apresentar quaisquer indícios de hostilidade aos guardas que, aquela altura, já se aproximavam.

Certamente Magnusson teria que explicar quem eram eles. Essa é uma tarefa delicada e arriscada. A missão dos primeiros passos curtos de cristianização da Bulgária estava apenas começando (e talvez... acabando por ali mesmo).
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sab Jun 15, 2013 11:09 pm

É claro que a embarcação não era esperada, muito menos algo daquele tipo: nenhuma identificação, nenhuma "pista" de onde poderia ter provindo. Ao mesmo tempo, juntavam-se às margens do porto uma variedade muito grande de pessoas, especialmente aquelas da segurança portuária mais alguns guerreiros, já que os búlgaros temiam invasões e não podiam deixar quaisquer pessoas passarem com tanta facilidade assim. Ao mesmo tempo, sim, haviam navios búlgaros devidamente atracados pelas proximidades. De natureza nada mais, nada menos que guerreira, eram, sim, maiores e mais poderosos. A guarda foi posta a mil - quaisquer coisas, um ataque seria rapidamente comissionado. É claro que, notando a presença dos Cristãos, especialmente uma caravana Cristã em terras locais, serão muito bem atacados até que aquela embarcação fosse reduzida a poeira, ou, pelo menos, meros destroços ao fundo do oceano.

Porém, não haviam muitas tensões. Não havia um clima de tensão, embora aquela estranha presença até, de certa maneira, fosse indesejada. Os soldados se aproximaram. Por igual os seguranças portuários, todos portando espadas, escudos e, alguns para proteção mais garantida, armaduras forjadas em ferro puro. De qualquer maneira SABIA-SE que o navio era de procedência Inglesa, mais pela arquitetura da embarcação era claro. Magnussom sim, precisava explicar-se aos demais quem ele era. Provavelmente não saberia falar o idioma Búlgaro, mas precisaria dar algum jeito. Caso falhasse ao se explicar, ele seria, sim, morto sem dó pelos guardas da proteção, que já vão procurando impedir seu avanço em direção às terras da Bulgária.

O curioso de tudo é que, contrários à Cristianização, provavelmente um ataque ocorreria independende das explicações que fossem dadas. Magnusson em pessoa até poderia sair com vida fugido, mas a tripulação, seus padres e demais ocupantes... TALVEZ seriam, todos, mortos pela força de ataque da Marinha Búlgara ali presente. 

O desafio está lançado.

Ou Magnusson se apresenta devidamente, ou... Sofrerá as consequências devidas pela invasão.
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Ter Jun 18, 2013 8:00 pm

Magnusson continuou descendo, demonstrando tranquilidade, enquanto olhava para o rosto de um guarda búlgaro que estava mais próximo dele.
Provavelmente em vão, ele tentou se explicar.

[Thomas Magnusson] - Veja! Eu não tenho armas. Eu venho em paz. EM-PAZ.

Enquanto tentava se expressar, fazia gestos e apontava para a sua cintura, para mostrar que não tinha cinto ou qualquer outro aparato para atacar. E também mantinha os braços levantados. Até que tomou uma decisão mais inteligente.

[Thomas Magnusson (gritando em direção a embarcação)] - JOSIAS!! Venha cá, por favor! 

Padre Josias (que ninguém ali sabia que era padre), desceu, vestido como um cidadão comum, assim como os outros, sem ostentar cruzes, ou fazendo qualquer gesto religioso. Mas logicamente ele estava MORRENDO de medo. Só que pela Glória de Deus - acreditava Magnusson - ele sabia fingir muito bem. O cavaleiro disse ao seu companheiro para que conversasse com os búlgaros.

[Rev. Josias] - Moite drugari, nie ne sme vragove! Nie prosto tŭrsene na khrana i voda, kakto i nyakoi karti i informatsii. Nie sme pochti zagubi. Nie doĭdokhme ot Shotlandiya, no nie ne sme khristiyani!
(Meus camaradas, nós não somos inimigos! Nós estamos apenas procurando onde comprar água e comida, e também por alguns mapas e informações úteis. Estamos praticamente perdidos. Viemos da Escócia, mas não somos cristãos!)

E isso era realmente muito comum naquela época. Era extremamente comum uma embarcação se perder, parar numa terra desconhecida, e então ficar dias ali para estadia, procurando informações, mapas, e etc, re-abastecer o navio com suprimentos e então partir novamente.
Os dois homens - Thomas e Josias - continuaram a olhar para a cara de alguns guardas que estavam ali por perto, sem mostrar nenhuma feição de medo.
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Ter Jun 18, 2013 11:56 pm

Há uma pressão ainda maior por parte dos guardas quando Josias menciona algo dos Cristãos e, apesar de alguns ali concordarem em deixá-los seguir livremente pelo país, já outros levantam suspeitas extremamente enormes de que aqueles dois querem tapiá-los com histórias. Sim, é comum embarcações se perderem. É extremamente comum aos povos da época pararem de tempo em tempo em outros locais. Mas da Escócia? Alguns pensavam. O que um navio Escocês estaria fazendo tão distante de sua terra natal? Estes mesmos soldados e seguranças que ergueram dúvidas estão cada vez mais próximos dos dois. Que, possuindo armas ou não, poderiam muito bem ser reprimidos. O consenso geral, porém, é que serão vigiados onde quer que forem, isso porque os Búlgaros já, sim, sofreram recentes incursões Cristãs em seus territórios e gostariam de evitar outras coisas parecidas. Já bastava.

Os guardas mais próximos se entreolham, era claro que não entenderiam nada do que era dito. Não estavam habituados com as terras do Norte, nunca estiveram por elas e nunca haviam aprendido o idioma por Magnusson dito. Eles SABIAM, porém, que aquele homem queria mostrar alguma coisa. O que - era elusivo demais para decifrarem. Apenas quando Josias apareceu, porém, foi que entenderam. Mas por que mencionaria Cristãos? E de onde ele sabia que os Cristãos uma vez tentaram, sem sucesso, começar a propagação da religião pelo país? Isso ainda era mais elusivo. Entreolharam-se por vários e vários minutos - e olharam para os dois, sem ares de confiança. 

No final, acabaram balançando a cabeça, como aprovação, porém com a condição do até que eficiente Exército Búlgaro os observando. Stoyan Georgiev Draganov foi o guarda que os respondeu, sem nenhuma expressão facial por ainda ostentar certas dúvidas quanto a suas presenças:


- Mozhe da mine. No shte se sledi otblizo ot nashite voĭski. Nie ne iskame bezreditsi v tsyalata strana, tampuco... Tazi mrŭsna religiya tuk.
(- Podem passar. Mas serão seguidos de perto por nossos soldados. Nós não queremos baderna pelo país, tampouco... Aquela religião imunda por aqui.)

A grande maioria dos soldados que se aproximou, incluindo aqueles com seríssimas dúvidas sobre os dois, se afasta e retorna aos postos originais, mas sabem de seus mais novos deveres por agora: dar conta dos dois e tomar muito cuidado com o que farão em território Búlgaro. 

É claro que a movimentação até que grande do povo pelo porto até ajuda a camuflá-los, mas as atenções são grandes o suficiente para sempre serem vistos por dentre as várias pessoas, na maioria recém-chegados dos mares e comerciantes a descontar trabalhadores livres e escravos. Devem permanecer com medo. Incluindo a tripulação do navio, sob linha de fogo direta de pelo menos duas embarcações guerreiras búlgas atracadas, talvez por coincidência, àquela mesmíssima hora pelo porto.
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jun 21, 2013 1:28 pm

Magnusson finalmente pôde abaixar as mãos, mas ficou encarando o guarda por um tempo, pensativo. Como iriam se infiltrar no país se ficassem com guardas em suas costas o tempo todo? Como ele iria deixar a Santíssima Trindade penetrar o coração dos búlgaros?
Ele se virou para Josias, e falou com ele.

[Thomas Magnusson] - Diga para eles que precisamos dormir. Já está ficando de noite e precisamos encontrar uma hospedaria para os homens... E claro que eles não podem nos seguir e ficar dentro dos nossos quartos nos olhando dormir. Diga isso a eles. Eu vou chamar os homens com os pertences deles.

Josias assentiu, e se dirigiu a Stoyan Draganov. Estendeu seu braço a fim de apertar a mão dele, e apertando, começou a falar.

[Rev. Josias]Drugaryu, nie tryabva da namerim myasto, kŭdeto da ot·sednete. Utre shte zapochnat da tŭrsyat tova, koeto nie se stremim. Veche zdrach. Ako ni pozvoli, shte spya. Ok?
(Camarada, nós precisamos encontrar um lugar para nos hospedar. Amanhã começaremos a busca pelo que procuramos. Já está anoitecendo. Se nos permite, iremos dormir. Ok?)

Thomas e seus homens já desciam com algumas sacolas com os pertences deles. O único que ficaria era Capitão Philip, que tinha seu quarto na embarcação mesmo, e dormiria por lá. O cavaleiro descia com mochilas, sacolas e malas. Estavam prontos para sair por aí e procurar uma hospedaria. É claro, esperavam o óbvio: Que a guarda não os seguissem.
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jun 21, 2013 11:39 pm

Sob aquelas condições, foram permitidos a procurarem algum estabelecimento em Odessos para que pudessem descansar, a guarda não se intrometeria diretamente no que estariam fazendo enquanto dormiam, mas manteria uma vigia soberba na embarcação que havia atracado há pouco tempo. Era tudo para o bem do país, sem dúvidas: eles não queriam que problemas emanassem dali em diante, ou por causa dos visitantes não esperados. Tampouco queriam alardes da população contra um homem intrometido, mas a decisão final, btw, foi dá-los uma chance para que ficasse, aquela noite, sem nenhuma perseguição. Deveriam procurar onde se alojar e onde se fixar pela quantia de tempo, até então desconhecida, que ficariam presentes por lá.

Do mais, o porto permanecia um ambiente pacífico com muita movimentação, desta vez, de pessoas que ajudavam a descarregar quaisquer materiais provindos de fora, comercializados com outras nações ao longo do Mediterrâneo.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Ter Jul 09, 2013 11:26 pm

Chegando ao Porto pelas cinco e quarenta da manhã aproximadamente, os demais observaram a grande movimentação quase contínua mediante aquele espaço e, de fato, viram que ela era feita praticamente apenas por trabalhadores livres, escravos e pelas tripulações recém-chegadas ao local. Haviam alguns navios atracados, muitos pelas quais, dada a experiência dos viajantes, não poderiam acomodar civis por serem voltados quase apenas para o período de guerras. Mas um em especial não aparentava ser relacionado à batalhas e estava atracado, julgava Vladimir, a apenas vinte ou trinta minutos. Pegariam tal embarcação para chegar às terras do UK será? A melhor advinhação de d'Akins era que... Sim, de fato, pegariam, mas era preciso esperar um pouco. Esperar porque seria preciso... Perguntar a alguém. Ou não.
Caminhando sem maiores pressas e SEM muitos pertences em mãos (era a regra viajar em grupos possuindo poucas coisas para fazer menos peso), Korrr observava duas pessoas - de potencial conhecimento - à distância. Não sabia direito quem elas eram, afinal, a pouca iluminação gerada pelas lamparinas parecia pouco chegar até lá. Passou as mãos sobre os olhos. Limpou um pouco. Mas a visão pareceu a mesma. Mostrou à d'Akins. Ela TAMBÉM - sim - parecia conhecer aquelas pessoas. E aparentemente estavam apenas chegando até a cidade, o que poderia apontar a Braminir e Svetla, mas antes de mais nada, preferiu que - sim - chegassem mais perto. Potencialmente vários estariam chegando até Odessos pelo momento, potencialmente vários estariam indo e vindo.
Manteve-se séria. Não causaria alardes. Pediu a Vladimir que pegasse informações sobre a embarcação antes de mais nada, depois acenou para Borislav e Boris para que olhassem o fluxo de pessoas pela vizinhança do navio. Stanka foi convidada a chegar mais próximo às pessoas que se aproximavam enquanto Stafan, Rossitza e Marin foram deixados bastante à vontade.
Respondeu ao marido:


-... No az predpochitam da vyarvam, che te sa za drugi khora, Korrr.
(-... Mas eu prefiro crer que sejam eles a outras pessoas, Korrr.)

- Chakaĭ. Toĭ e tryabvalo da bŭde tri? Ako te byakha... Shtyakhme da imame trima dushi, ne dva. Kakvo mislite?
(- Espera lá. Não era para haver três? Se fossem eles... Teríamos três pessoas e não duas. O que você acha?)

- Da! No popitakh Stanka nablizhava. Skoro shte znaem.
(- Sim! Porém eu pedi a Stanka que se aproximasse. Saberemos logo.)

Tudo o que possuía d'Akins em mãos eram algumas pouquíssimas roupas - a maioria nem chegaria a ser usada anyway - alguns produtos que seriam usados caso os sangues dos animais impregnassem suas vestimentas e, mais importante de todas as coisas, possuía ela um jogo completo que seria usado quando fossem caçar. Afinal, seria uma viagem custosa por dentro da ilha inglesa. Teriam de caçar e comer. Estavam sem as provisões de antes, haviam consumido praticamente toda ela.
Era certo que o restante das pessoas possuía também apenas a mesma coisa. Porque não eram viajantes de primeira viagem a retirar Korrr, que conhecia as regras graças a d'Akins e não havia trazido muitas coisas. Pois Stanka se aproximou cuidadosamente, ela sabia se as pessoas eram desconhecidas ou não, por anos havia treinado reconhecimento facial e SABIA muito bem todos os conhecidos mesmo se não os visse por anos.
Sim, era Braminir, o "Ogro", e Svetla, conversando sobre algumas coisas que viram durante o caminho em direção à cidade. Estranhamente eles viram (sim, viram, porque estavam já lá pra trás) a caravana de Magnusson atravessar a floresta. E riram - NINGUÉM ATRAVESSA UMA FLORESTA durante a NOITE. Braminir já havia reconhecido Stanka, mas preferiu fingir que não...


- A ti vidya, che gluposti? Nikoĭ ne minava prez gorata prez noshtta. Pff. Tryabva da e ot druga dŭrzhava.
(- E você viu que absurdo? Ninguém atravessa uma floresta durante a noite. Pff. Devem ser de outro país.)

- Veroyatno. Sega... Tova, koeto khorata ot drugata strana shte se krie v gorata, a? Mnogo podozritelno. Mno[...]
(- Provável. Agora... O que pessoas de outro país fariam se escondendo em uma floresta, hein? Muito suspeito.[...])

ELA reconheceu Stanka e percebeu que a mesma já iria dizer alguma coisa. Braminir parou, observou as duas se abraçando. Claro - seria a primeira reação entre duas amigas de tanto tempo após uma delas pensar que a outra havia morrido. E com a sua gigantesca faceta de pedra posicionada para baixo, recostada no chão assim dizendo, o "Ogro" esperou calmamente. Até sorriu um pouco e acenou para Stanka, mas o que ele falaria a respeito de Geto? Ah, ele preferiu falar nada. Já sabia que uma pessoa ou outra iria morrer, e a morte havia o escolhido.
Porém Svetla era tomada pelas lembranças. Não estava em lágrimas porque entendia a morte como algo provável, embora fosse um pouco mais sensível do que Braminir. Mas STANKA ainda não havia se despido dos sentimentos de perda, especialmente quanto às pessoas, então pensava ela como explicar. Dizer direto? Não. Não seria este o melhor e mais aconselhável jeito. Provavelmente ela precisaria conversar algumas coisas antes, teria de deixar que fosse perguntada.
Stanka, Svetla e Braminir passaram a caminhar em direção ao resto do pessoal. Lógico que alguns trabalhadores sentiram medo do porte físico portado pelo gigantesco ser, mas eles sabiam que não seriam atacados. Logo, sabiam que ele não era um Ogro real, ou um Orc, ou qualquer coisa daquelas propriamente dizendo - ou já teria atacado as duas presentes. E não teria sorrido nadinha. d'Akins em breve veria a face dos outros colegas e seria a mais provável em perguntar a respeito do paradeiro de Geto, sem sombra de dúvida alguma...
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jul 12, 2013 12:11 am

PRATICAMENTE AO AMANHECER

Praticamente ao amanhecer, o tempo permaneceu extremamente limpo sobre Odessos e não haviam indicações de que choveria, tampouco ocorreriam atrasos com o movimento naval da região. Aparentemente estavam os mares livres de tormentas e isso era muito bom - quanto menos problemas - menores eram as chances dos tão imprevisíveis acidentes em alto-mar ocorrerem. Na verdade eles NÃO ocorriam com grande frequência. As embarcações usadas pela Bulgária eram suficientemente fortes para suportarem até as maiores tormentas possíveis porque possuíam madeiras trançadas em compensados dos mais fortes. E eram suficientemente fortes para suportarem ataques por um bom tempo. Porém fora especificações, duas embarcações propriamente búlgaras permaneciam atracadas ao porto. A outra era forasteira, provinda possivelmente da ESCÓCIA ou dos países mais ao Norte. POR ENQUANTO não parecia representar ameaça alguma.

A movimentação pela região triplicou desde a madrugada. As pessoas carregando todos os tipos de suprimentos para os navios eram enormes e, sem sombra de dúvidas, elas se esforçavam no que faziam porque, independente de escravas ou não, aquelas pessoas não deixariam o país de origem desmanchar perante as novas dificuldades trazidas pela metade daquele século. Uma guerra contra os Cristãos e seus adeptos parecia piada até então, mas, se analisada a fundo, seria uma espécie de evento claramente "bem-vindo" aos guerreiros locais que já estavam há anos sem arrancar uma só gota de sangue graças ao período pacífico que havia se instalado. Lógico que sem expansões, não haveriam mais recursos. E sem recursos, o Império Búlgaro, aos poucos, se desmancharia muito igual ao ocorrido com o antigo Império Romano, hoje Bizantino, hoje ocupando apenas uma parte do que antigamente já foi.

As primeiríssimas luzes do dia "apitavam", mas era impossível enxergar sem o auxílio duma lamparina. Os céus sobre suas cabeças eram mais pretos do que o espaço lá fora. E todas as estrelas possíveis brilhavam fortemente, sem excessões, incluindo os até então sabidos e conhecidos planetas (conheciam-se apenas seis. De Mercúrio a Saturno).

Júpiter era descrito por uma estrela brilhantíssima. Saturno idem, e diferenciava-se pela cor creme.

Mas precisavam prestar atenção não ao que ocorria no CÉU: era preciso prestar atenção ao que ocorria pela superfície. Dois prováveis oficiais se aproximavam de d'Akins. As suas lamparinas ofuscavam sua visão, mas ela não precisaria agir com brutalidade porque eles dois eram claramente búlgaros e não causariam nenhum transtorno. Não revelariam seus nomes por regra, mas seriam cordiais o suficiente para ver se ela embarcaria diretaente à Inglaterra OU se estava à procura de alguma outra coisa.

Disseram:


- Vie mozhe da iskate da se vpusnat za Angliya. Biletite sa?
(- Talvez você queira embarcar para a Inglaterra. Tem as passagens?)

- Korabŭt chaka poslednite obitateli. Da bŭde bŭrz. Escorts? Kolko sa? Vsichki turisti? Ili turisti?

(- O navio está a espera dos últimos ocupantes. Seja rápida. Acompanhantes? Quantos? Todos viajantes? Ou turistas?)
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jul 12, 2013 12:15 am

Após o primeiro encontro entre Stanka, Braminir e Svetla (Stanka não viu a ausência de Geto ou percebeu algo correlacionado), caminharam pacificamente rumo aos outros colegas. Conversavam normalmente, contou Braminir a respeito dos Ogros reais - um encontro muito não-usual pois pareciam não serem vistos pela Búlgária há trezentos e cinquenta anos - e adicionou que as notícias seriam espalhadas apenas ao governo do país para não causar pânico perante a população. Stanka concordou embora ter ficado a dois passos de gritar para todos dentro daquele Porto. Foi silenciada por Svetla - quem calou sua boca a tempo. O "Ogro" do Braminir possuía uma cabeça a mostrar para d'Akins - e ela não teria como preservá-la a menos que deixasse sob salinas e mais salinas para que não apodrecesse.
Chegaram ao lado dela, que estava surpresa por terem sobrevivido ao caminho alternativo e perguntou se viram coisas estranhas caminhando pela floresta OU pelos campos. Svetla estranhou, pensou ela que estivessem invadindo a Bulgária (sim, estavam mas ninguém até então sabia), mas foi interrompida por Braminir mais uma vez. Mencionou ter visto alguns homens diferentes se aventurando pelas florestas à noite. E ouviu ataques animalescos em direção a eles, mas não sabia diferenciá-los entre répteis, ursos ou lobos. Coçou a cabeça. Antes que pudesse continuar, Vladimir retornou. Estava surpreso em triplo, pensou que os dois haviam morrido. Aparentemente ele não se deu conta de Geto...
... Mas d'Akins ainda sim parecia estranhar a ausência de uma pessoa. Onde estava Geto - um de seus melhores amigos - e único amigo de infância a retirar Korrr? Lógico que ela suspirou deveras aliviada. Pouco antes dos oficiais aparecerem, resolveu perguntar a um dos dois. A pergunta parecia não se calar e precisava ser posta para fora.


- Braminir, Svetla, kakvo e stanalo s Geto? A zashto ne i toĭ e s teb?
(- Braminir, Svetla, o que aconteceu com Geto? E por que ele não está com vocês?)

- Khaĭde. - Respondeu Braminir com olhares sérios.
(- Venha cá.)

Afastaram-se um pouco os dois, Svetla, Vladimir e Stanka se entreolharam. Os três mal sabiam como seriam as reações de d'Akins e Vladimir nem sequer sabia dos pormenores daquela viagem mais difícil. O imenso Neomartian sentou a colega sobre um banco, por ali mesmo. Ele se sentou noutro, mais resistente, que poderia abrigá-lo sem se quebrar. Olhando em seus olhos, ele, sem maiores preocupações porque era frio demais, começou as falas:

- Geto umira. d' Akins, znaekhme, che pŭtuvaneto po tozi nachin bi bilo trudno i trevozhen, no s edinodushie izbra Tames nego. Smeshnoto e, che smŭrtta mu se sŭstoya blagodarenie na... Ogre... Skrita sred skrab otgore insult. Vyarvate li im? Vizhdal li si gi? Zashtoto donesokha glavata na. Nie tryabva da go zapazi kato dokazatelstvo. Dokazatelstvo, che tezi neshta sa vse oshte tam.
(- Geto morreu. d'Akins, nós sabíamos que a viagem por aquele caminho seria difícil e preocupante, mas com voto unânime escolhemos desbravá-lo. Engraçado é que sua morte deu-se graças a um... Ogro... Escondido meio ao matagal alto daquele traçado. Você acredita neles? Já os viu? Pois eu trouxe a cabeça de um. Precisamos preservá-la como prova. Prova de que essas coisas ainda andam por aí.)

- I kolko sa okolo? - Algumas lágrimas saíram de seus olhos, mas nada mais que isso. Apenas a surpresa do momento.
(- E quantos foram aproximadamente?)

- Dve chovekoyadtsite... Out malki sŭshtestva.
(- Dois Ogros... Fora criaturinhas pequenas.)

Ergueram-se os dois, mas as memórias em d'Akins sobre aquele fato não iriam se apagar tão cedo. Ela entendia que aquelas mortes eram quase inevitáveis, mas as mortes das pessoas mais próximas geralmente não eram suportadas, por mais forte e acostumada que ela fosse. Sem muitos esforços, porém, escondeu a tristeza. E encontrou os oficiais se aproximando naquele mesmíssimo momento.
Fechou os olhos por instantes (ou pelo menos os cerrou), porque a lamparina (lampião) era claro demais e ela não estava muito acostumada com aquele tipo de clarão direto. Mas se acostumava em breve. Ouvia os dois homens e sorria, mesmo com esforços quase perceptíveis. Parecia responder em voz normal:


- Vzemi vsichki pasazhi sa dvanadeset. Vsichki avantyuristi. Nadyavam se vsichko da e nared.
(- Tome todas as passagens, são para doze. Todos aventureiros. Espero que tudo esteja certo.)

- Taka che... Za shtastie izleze ot sega. Tryabva da pobŭrzame, che nie ne iskame po nikakŭv nachin da povliyae na rabotata na vashite. Hehe.
(- Então... Ainda bem que sairão por agora. Temos pressa, embora não queremos de maneira alguma influenciar no trabalho de vocês. Hehe.)

Fez um sinal com as mãos para que o restante se reunisse e entrasse bem aos poucos na embarcação. Aquela viagem seria provavelmente não muito longa graças à tecnologia búlgara usada para os navios que, naquele período histórico, não precisavam mais de pessoas remando. Claro, aquelas facilidades evitariam meses em alto-mar. E até mesmo reduziriam a viagem para apenas duas ou três semanas apenas.
Não esperou pela avaliação dos oficiais, sabia das normas e tinha conhecimentos de que SIM, estava certíssima dentro das leis navais com respeito ao porte de armas (elas eram precisas para se aventurarem), ao porte de equipamentos ofensivos e, sobretudo, quanto ao porte de troféus adquiridos em uma viagem - como Braminir aparentava possuir.
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jul 12, 2013 11:33 pm

PRIMEIROS RAIOS DE SOL

Eram 6:00 da manhã e o tráfego em Odessos - tanto civil quanto escravo - resumia suas atividades normais. Os primeiros comerciantes já estavam falando bem alto, queriam eles lucrar desde cedo. Assim faziam as primeiras pessoas que precisavam comprar coisas às suas residências que, sem opções, precisavam investir algum dinheiro para com aqueles vendedores considerados ambulantes. Enquanto as primeiras moedas começavam a ir e vir pelas mãos dos cidadãos na cidade, d'Akins e seus colegas estavam certos e podiam sim embarcar - mas já estavam nas escadarias de embarque antes mesmo de os oficiais darem suas palavras finais - o que, sim, não teria problema nenhum. Eles apenas ligaram um fato ao outro: pressa. Pressa para chegarem logo até o território Inglês, que não levará tanto tempo graças ao clima favorável pela rota escolhida.

O Sol começava a brilhar e iluminava apenas os topos das construções mais altas. Todas as casas e prédios mais baixos permaneciam ainda sob a escuridão, mas os céus agora já cada vez mais azuis ajudavam às pessoas a caminharem sem o uso dos lampiões. Como a embarcação possuía ocupação para até 500 pessoas e era uma das maiores construídas pelo Estado Búlgaro e não parecia usar necessariamente velas para se locomover e tinha uma hélice bem rudimentar movimentada por um sistema improvisado de cordas e mais cordas amarradas às máquinas em madeira operadas por várias pessoas, a tecnologia de navegação, nova, parecia ser um pouco mais útil em questões de velocidade que todas as outras embarcações até então inventadas.

Lógico que ainda sim existiam velas, mas eram retráteis e estavam recolhidas. Elas podiam ser gigantes quando em uso - várias dezenas de metros - e certamente ajudavam MUITO a corrigir o curso do navio quando ligeiramente fora da rota planejada. A estrutura inteira é madeira, não se usavam metais em escala massiva ao ponto de construir embarcações ao estilo. Adentrando, d'Akins e seus colegas encontravam-se num salão iluminado por dois ou três lampiões gigantescos. Gigantescos o suficiente para conferirem luz como se fosse o Sol dentro da embarcação. A primeira sala era composta pela recepção. E haviam muitos recepcionistas, ao menos 25 deles, para atender o volume de pessoas que ainda viriam.

O teto do local é composto por pinturas rústicas em madeira. Várias delas são totalmente não relacionadas com religião, já que religião não é a parte integral do povo Búlgaro. Elas eram desenhos demonstrando os mares, as paisagens do país e tudo mais. Pelas mais altas paredes, esculturas diversas. Várias delas refletiam as pessoas que já comandaram a embarcação pelo menos, conferindo algum conhecimento a mais àqueles à procura de maiores informações. Não haviam janelas por esta primeira sala por ela estar localizada em uma parte interna ao navio, então nenhuma parte do oceano pode ser vista. Depois das portas em vidro localizadas à esquerda, porém, havia um outro salão, repleto de pinturas pelas paredes, vasos de flores e plantas, sofás, tapetes ao chão e tudo mais. E a escada responsável por levá-los aos aposentos.

Era uma escada rústica. Foi projetada em arquitetura búlgara, mas possuía várias voltas e pequenos detalhes pelos corrimãos. A madeira pelas quais era feita aparentemente estava em estado perfeito. Havia sido preservada contra os danos causados pela maresia. E sim, eram 60 degraus espiralados ao todo, espaçados comodamente para evitar acidentes com passageiros, como quedas. A sala em questão pelas quais aquelas escadas estavam era a porta de entrada para a Primeira Classe, local onde eles ficariam. Todo e qualquer móvel custava uma fortuna. Poucos poderiam tê-los.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Sex Jul 12, 2013 11:36 pm

d'Akins subiu pelas escadas conversando uma centena de assuntos com os colegas e Korrr, mas todos, no geral, pareciam animados pela viagem e pelos possíveis desafios que estavam esperando pelas terras Inglesas. Por certo momento surgiu à mente de d'Akins subir até os territórios Escoceses, mas isto seria feito apenas dependendo das condições que estariam todos após desbravarem várias cidades e causarem problemas e mais problemas com a Igreja Católica - lógico - passados despercebidos. Foi então que eles pisaram, um a um, dentro da recepção da embarcação propriamente dita. ELA não se fazia surpresa pela chiquesa e riqueza do local, já havia estado num navio daqueles pelo menos seis vezes antes. Korrr pelo meno menos quatro, então não estava surpreso com o que encontrou.
Porém o restante, que estava acostumado apenas com embarcações muito menores e de terceira categoria, encontrou dificuldades iniciais para se localizar. E estavam admirados - não sabiam que d'Akins possuía tanto dinheiro. Não conheciam sua família pelo menos, e seria difícil julgá-la em pessoa apenas, pois costumava caminhar como quaisquer outros guerreiros, sem aparentar nobreza alguma. Braminir sentiu-se pelo menos um pouco em casa. Não era rico porcaria nenhuma, era humilde por opção própria, mas não se misturava com plebeus.
Os outros ricos do pedaço eram Stefan, Rossitza e Marin. Estavam acostumados a irem em embarcações até muito mais prestigiosas, mas o nível de prestígio dali parecia ser muito agradável. E sentiram-se em suas casas muito rápido. Mas fora as riquezas, todos sentiram a paz interna de que a viagem estava apenas começando, que os planos já foram feitos e que as coisas, a partir daquele momento, eram para serem postas em prática conforme os combinados ainda dentro da hospedaria. UK? Poucos conheciam aquelas terras. Isso se nenhum dos envolvidos, mas a viagem, como já explicado várias vezes, seria precisa e mais do que isso, necessária para entender como os invasores estavam tomando conta das coisas pela Europa.

d'Akins conversou algumas coisas com as atendentes. Uma delas, pelo menos. O resultado final da pequena discussão pacífica entre as duas seria: ela precisaria deixar as armas pela recepção novamente, para que não representassem ameaças. E foi feito sem maiores, sem menores, pormenores. Deixou a espada, embebida na bainha para não machucar ninguém, numa das prateleiras reservadas apenas a ela. Idem ao escudo. Sentiu-se mais leve sem as armas, de fato, mas acabou não entregando coisas mais leves, como uma arma usada para defesa própria e pessoal.
Provavelmente o restante dos acompanhantes fez a mesma coisa. Não reclamaram. Mas a faceta gigantesca do "Ogro" obviamente parecia impossível de caber nos armários usados para outras coisas mais usuais. Ele foi permitido levá-la em direção ao quarto, mas iria só pegá-la apenas quando desembarcasse do navio em território Inglês. Braminir concordou. Não achou ruim, afinal de contas, até mesmo ele, corpulento, alto, massivo como era, se dava por entendido em várias coisas, não era ignorante.
O grupo, desarmado em sua maioria (pelo menos as armas mais perigosas), caminhou em direção aos quartos. Haviam muitas pessoas, todas eram amigáveis umas com as outras e a maioria reconheceu d'Akins, como era de costume. Só não entenderam imediatamente o que estava fazendo numa embarcação com destino aos territórios do UK, mas ela iria, de fato, esclarecer todas as dúvidas muito em breve. Alguns subiram as escadas, outros preferiram aproveitar as outras regalias antes de mais nada.

Ela e Korrr conversavam entre si:


- Imam dobri vpechatleniya ot pŭtuvaneto, zashtoto plan, predi vsichko drugo, nali znaesh, d'Akins?
(- Eu tenho boas impressões da viagem porque a planejamos antes de mais nada, sabia, d'Akins?)

- Dobre samo... Kakto vinagi, nali? No ima edno neshto, koeto me intriguva. Pone ne ste, no Braminir kazva, che sa izpŭlneni s chovekoyadtsite. Chovekoyadtsite! Tezi neshta ne sa bili nablyudavani v prodŭlzhenie na 350 godini.
(- Boas apenas... Como sempre, não é mesmo? Mas há uma coisa que me intriga. Não em você pelo menos, mas Braminir disse ter-se encontrado com Ogros. Ogros?! Essas coisas não eram vistas há 350 anos.)

- I toĭ ima dokazatelstva za tova, koeto kaza? Te nyama da vyarvat v neshto, bez dokazatelstva.
(- E ele tem provas concretas do que disse? Não vão crer em algo sem provas.)

- Toĭ kazva, che ima...
(- ELE diz que tem...)

Marin, Rossitza e Stefan foram aos respectivos quartos, incertos sobre qual consequência adversa, ou quais, iriam eles encontrar durante o percurso. Mas não estavam arrependidos porque resolveram se unir à viagem: viajantes entediados normalmente eram imprevisíveis, ficavam nervosos. Perdiam os ânimos. Interessante foi ver que apenas eles se recusaram a deixar as respectivas espadas na recepção, mas fizeram de maneira bastante escondida. Foram discretos.
Usavam espadas normais para espadas curtas, mas extremamente eficientes em corte. Não podiam ser vistas com facilidade, eram escondidas abaixo das roupas alongadas pela qual cada um utilizava e a fiscalização não incluía revista, uma falha considerada fatal, mas sem dúvidas, aproveitada para que pudessem manter pelo menos algum tipo de arma. Por mais que Odessos fosse segura... Sempre existiam perigos.
Pegaram um dos quartos mais privilegiados, com vista ao mar. E um dos maiores TALVEZ. Chegaram e começaram uma discussão muito longa sobre quais as possibilidades de eles se encontrarem com seres místicos ainda pelo oceano - pareciam acreditar mais ou menos em monstros marinhos. Aquela conversa levaria vários minutos...

E o mais impressionante foi COMO Braminir passou despercebidamente com a cabeça do Ogro pela recepção. Ele alegou ser um amontoado de frutos raros coletados por lá para serem vendidos nas terras do UK, o que foi aceito sem maiores pormenores, porque uma quantia até razoável de pessoas costumava trazer especiarias a bordo dos navios. Embora o troço já estivesse com mal cheiro leve, ele daria jeito de conservá-la. Aplicaria o sal que havia trazido, deixaria secar ao Sol, faria de tudo.
Svetla tentava não fazer caretas e até conseguia. Ela odiava mal cheiros, o que dizer sobre coisas em decomposição. Stanka pouco ligava, aparentemente estava acostumada e perplexa com a morte de Geto - SIM - Braminir havia contado há pouquíssimo tempo. Os Ogros estavam atacando mais forte do que poderiam pensar. Eles TALVEZ tinham uma extensão territorial mais ou menos desconhecida e precisavam ser combatidos.
Vladimir estava reticente quanto ao caso da morte de Geto...
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MensagemAssunto: Re: Porto de Odessos   Dom Jul 14, 2013 11:03 pm

Foi então que, junto aos primeiros raios de Sol emanando àquela cidade, a embarcação desatracou. Todos estavam eufóricos, sabiam que o trajeto deveria ser feito conforme o planejado. Mas ao mesmo tempo, a tripulação estava paciente: não havia previsão para tempestades dentro daquele dia inteiro pelo menos, e mesmo que uma das fortes viesse, a embarcação ainda sim seria capaz de suportar. Até mesmo uma colisão contra duas ou três rochas médias, mas não contra um rochedo bem consolidado. Despreocupada com as possibilidades, a tripulação lentamente observou o Porto de Odessos se afastar. SIM - agora estariam navegando por alto-mar durante um período temporal menor que qualquer outra embarcação já inventada pelos búlgaros até aquele momento - seria quase um teste. Provavelmente as pessoas dentro já estavam todas acomodadas, mas claro que era totalmente permitido que andassem pelos decks reservados aos passageiros, que elas olhassem a vastidão do Oceano (e do Mar Negro) e que, sim, elas conversassem como bem entendessem. Apenas brigas seriam repudiadas.

Como o Sol ainda nascia, do mar vinha uma espécie de vento até que frio. A maresia era sentida constantemente por quem estava dentro das acomodações e fora. E seria assim até que aquele traçado dentre os dois países fosse concluído. Quanto às temperaturas, se observava o seguinte: elas aumentavam aos poucos. Mas não muito a cada meia hora passante. Levaria pelo menos duas, três, até mesmo quatro horas inteiras para que uma corrente de ar mais quente atingisse a embarcação, embora um céu sem núvens parecesse indicar o contrário. Da sala pelas quais os comandos eram dados para toda a embarcação (sim, provavelmente este era um dos poucos e primeiríssimos navios a possuírem isso), os aglomerados de núvens pelos céus eram dispersos. Não podiam ser vistos. Eram quase uma característica alheia da paisagem, então nenhum dos responsáveis por manter o navio em ordem teria de se preocupar.

Externamente, as aves voavam. Afinal, mal haviam acordado de uma noite estranha. Estranha no sentido de ter misturado mau tempo com tempo claro e depois sumiço da Lua por detrás das montanhas distantes. Aquela era apenas a primeira, de várias, manifestações marítimas a serem vistas através do mar durante o tempo pelas quais a viagem durar...


04 dias OFF até chegar ao UK.
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