Medieval Legends 2013
 
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 Florestas Búlgaras

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MensagemAssunto: Florestas Búlgaras   Ter Maio 21, 2013 9:13 pm

O território Búlgaro também possui várias florestas que incorporam grande parte das terras. A grande maioria concentra-se em direção às regiões centrais ou em encostas de morros não muito altos, mas algumas zonas costeiras podem abrigá-las em grande diversidade dependendo da estação do ano---geralmente, estações mais quentes.

Não muito foi explorado.

Mas existem perigos para os desbravadores; animais selvagens podem ser uma constante para quem é descuidoso o suficiente.


Interior de uma floresta
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jun 20, 2013 11:57 pm

Post - FLORESTA
INÍCIO


O perímetro florestal realmente era repleto de árvores, mas não como suas entranhas. E existiam, era claro, diversos caminhos reconhecíveis trilhados por todos os mercantes, viajantes e até mesmo tropas em um cenário de guerra, logo d'Akins sabia e entendia aquelas guias como uma forma de situá-los um pouco mais. Não eram esperadas paradas, o lugar podia ser considerado perigodo demais para estadias de sequer apenas alguns míseros minutos. Pois os cavalos permaneciam correndo feito malucos em velocidades altíssimas, pulando obstáculos, evitando armadilhas, desviando de pedras e lascas de madeira potencialmente letais. Neste cenário todo, restava a d'Akins observar as coisas que iam-se passando. Ela gostava de analisar a geografia dos locais onde passava - mesmo que, durante a noite, - observá-la era um pouco difícil.
Korrr não estava necessariamente cansado, mas estava extremamente concentrado com as coisas que iam e vinham a todos os instantes. Eram animais pequenos, alguns lagartos de tamanho mediano. Mas nenhum predador acima dos oito ou dez metros, eles costumavam dormir por aquela hora e não iriam causar problemas, d'Akins estava certa. Vladimir ia um pouco desconfortável em seu cavalo, mas de qualquer forma, analisava a situação como ela precisava ser vista. Enquanto ninguém estava com ares de graça mas sim seriedade, as facilidades conferidas pela luz da Lua eram infinitas. Ahemoa conseguia puxar o cantil com água da cintura. Bebia alguns goles, mas mantinha um dos braços firmes para não cair e se machucar violentamente da égua.

O ar era consideravelmente mais limpo do que em Pliska e, se ela já tinha noção de tempo, deviam ter passado seis, provavelmente sete ou oito horas em plenos campos búlgaros até atingirem aquelas florestas. Demoraram muito tempo porque precisaram parar. Seus meios de transporte não eram veículos, sequer conheciam o que era isso, eram animais, eles se cansavam assim como quaisquer pessoas e seres vivos.
Haviam algumas placas indicando o caminho certo até Odessos. E d'Akins sabia que, vendo aquelas sinalizações, então estavam indo para as coordenadas corretas. SIM, era bastante comum se perder especialmente em viagens muito compridas, mas ela não estava disposta a sequer pensar nisso. Havia planejado direito demais para perder tempo procurando outra vez os caminhos corretos.
Korrr, não muito entusiasmado com a floresta, procurava falar algo:


- O, nadyavam se Odesos e gostopriemen grad. Ako ne, kŭlna se, che nikoga nyama da stŭpi tam otnovo.
(- Ah, eu espero que Odessos seja uma cidade hospitaleira. Se não for, juro que jamais piso lá novamente.)

- No gradŭt e mnogo vŭzpriemchivi, Korrr . Mnogo poveche ot Pliska, ako iskate da znaete.
(- Mas a cidade é muito receptiva, Korrr. Muito mais do que Pliska, se você quer saber.)

- Otlichno. Az vyarvam.
(- Excelente. Estou confiando.)

O sorriso levantado por d'Akins era pequeno, possivelmente por ela estar muito ocupada observando as coisas que apareciam à frente. Não queria, por exemplo, atropelar algum animal assustado. Muito menos queria atropelar algum lagarto gigante curioso com sua égua: o bicho poderia se machucar pouco, mas eles dois sofreriam uma fatalidade de ferimentos e seriam jantar para a criatura. 
Mas parava com quaisquer pensamentos negativos para retornar a planejar o futuro da viagem. Odessos será um ponto-chave para organizarem melhor suas ideias, sem dúvidas. Ela conhecia uma centena de estadias temporárias, até mesmo tavernas, que eles podiam se alojar por algumas boas horas apenas para que o tempo passasse.
Ela conhecia, também, hotéis e casas temporárias. Conhecia os respectivos donos e sabia que eles fariam tudo a um preço bastante acessível. Em questões de distância ao destino final - estavam a mais de 2.000 quilômetros; os chamariam de loucos, com certeza. Nunca antes tentaram cruzar soberba distância diretamente, com poucas paradas, usando animais aos poucos em estado de fadiga total.
Vladimir e Stanka conversavam alguma coisa e eram claramente escutados, pois estavam bem próximos. Ele expressava dúvidas quanto à distância até o Reino Unido, como se estivesse extremamente apressado para chegar até lá logo. d'Akins interferia, com uma voz serena, sem ares ameaçadores:


- Dve khilyadi kilometra ili poveche. Sled tova da se izchisli kolko sedmitsi shte otnema pŭtuvaneto.
(- Dois mil quilômetros. Aí você calcula quantas semanas a gente vai passar viajando.)

- Bozhe, vsichko. Na mesets? Edin mesets i polovina?
(- Caramba, isso tudo. Um mês? Um mês e meio?)

- Bikh kazal, tri sedmitsi, ako nie prodŭlzhavame tazi skorost.
(- Eu diria três semanas se a gente manter essa velocidade.)

- Neveroyatno, Stanka e naĭ- tochna. Tri sedmitsi ne e nachina, po koĭto se uzhasni buri. Ili chovekoyadtsite. Ili dzhudzhetata. Ili elfite.
(- Por incrível que pareça, Stanka foi a mais correta. Três semanas se não pegarmos pelo caminho tempestades terríveis. Ou Ogros. Ou Anões. Ou Elfos.)

Calavam-se todos, prestar atenção com outras coisas referentes ao trajeto era essencial. E correndo a 88 km/h, praticamente a velocidade máxima fisicamente atingida por um cavalo, todo cuidado era pouco. 
Apenas d'Akins e Korrr é que iam pensando muito bem no que fim deu os aventureiros que não resolveram seguir por aquele caminho, pensando que, caso estivessem ainda vivos, eles mandariam alguma forma de comunicação em pouquíssimo tempo. Lógico, eles chegariam até Odessos atrasados, aquela trajetória parecia ser muitíssimo comprida. Não se sabia porque resolveram aquilo, talvez quisessem arranjar briga com alguém. E Geto? Ele era o mais medroso de todos... Não devia ter feito aquilo, pensava d'Akins.
Mas, ela não poderia mudar o passado. Esperaria pacificamente pelas novidades. Por hora, percorriam todos, a alta velocidade, o perímetro florestal...
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jun 20, 2013 11:59 pm

A distância até Odessos é, na melhor das hipóteses, oito quilômetros para a direção do Leste, justamente onde a caravana está seguindo. Como estão todos percorrendo por fora do interior florestal, vão evitar uma centena de perigos associados a uma mata imersa no escuro: animais perigosos, cobras, até mesmo criaturas. E graças à velocidade altíssima pelas quais seus cavalos foram treinados a correr, praticamente 90 km/h ou máxima aceleração possível para um animal da espécie, não serão pegos por predador algum. Ao avançarem, sentem um ar ligeiramente mais abafado - este, provindo das praias logo após a camada de florestas (embora, claro, as árvores não cobram todo o caminho em direção às águas oceânicas, sobrando assim, uma enorme camada praiana com centenas de metros de largura). Mas logo, a Lua se vai por detrás dos altos pinheiros que não são tão distantes quanto eles podem imaginar. Sua luz, antes preciosa, é cortada pela metade - só os viajantes realmente experientes continuariam uma viagem nestas condições. 

Fato curioso é que, embora tenha sido cortada em questões de iluminação, a localização do satélite natural ainda sim pode ser inferida pelo halo luminoso formado por seu disco extremamente brilhante. Ela está não muito baixa, mas também não tão alta, pelos céus, que, por si mesmos, são estrelados até que "demais". 

Como a região pode ser considerada área de transição entre os campos búlgaros para as florestas, existem várias depressões baixas e relevos ligeiramente acentuados. Estão aí, mas nunca causaram acidentes graves com pessoas de conhecimento da região. No máximo, todos sentem os cavalos diminuindo um pouco seus ritmos, "socos" constantes graças ao terreno e, sim, sobes-e-desces constantes. 

Hora ou outra, se molham. Existem córregos impossíveis de não serem pisoteados pelos cavalos.

Hora ou outra, também, aparentam cruzar desníveis muito acentuados: isso é evidente graças ao súbito "descer repentino" para solos mais baixos por uma boa parte do percurso, até que... Isso tudo se acalma. Passam da zona de transição dos campos para a floresta, local pelas quais o solo é repleto de folhas deixadas pelas árvores durante uma boa quantia de tempo. O chão é forrado por elas. Não se enxergaria mais nada fora aquele material vegetal em decomposição caso estivessem viajando durante o dia.

Mas é apenas a zona periferal da floresta.

Poderão seguir sem maiores problemas por ela, como esclarecido antes.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Sex Jun 21, 2013 3:09 am

Quatro quilômetros adiante, ou metade do caminho aproximadamente, eles já conseguiam observar as luzes distantes das imensas tochas que eram postas por todos os portões da cidade de Odessos. Isso, é claro, era um alívio não apenas para d'Akins mas para Korrr, Vladimir, Stanka e todos os restantes. Eles precisavam dormir era uma noite de sono verdadeira, não em espaçamentos míseros antes de partirem novamente e, claro, ela (d'Akins) sabia que os cavalos suportariam pouco tempo sem as horas de sono precisas. Era, portanto, completamente possível chegar aos portões da cidade, adentrar suas ruas e procurar por estadias sem maiores preocupações, ela conhecia muito bem aquele tipo de animal o suficiente para dizer que ainda estavam bem. Bem estavam era verdade, mas não podiam permanecer sem três horas seguidas de sono por muito mais tempo. Korrr estava um pouco cansado e queria conhecer Odessos. Vladimir e Stanka queriam conhecer não a cidade em si, mas seu porto. d'Akins, que já conhecia ambos, estava disposta a gastar as próximas horas dormindo, refletindo, fazendo preces aos deuses. Mandaria algumas cartas para sua mãe, avisando ter chegado à cidade mais próxima. 
Por mais que a situação pedisse, ela não estava estressada. As dez horas de viagem ou mais haviam sido desestressantes. Havia pensado em várias questões da própria vida e do percurso até o Reino Unido detalhadamente, pois queria observar em segredo quais eram as forças responsáveis pelo Cristianismo para afastá-lo ao máximo da Bulgária assim que retornasse. Não sabia se sairia como heroína ou mártir, mas sabia que poderia desviar as atenções da Igreja com respeito a seu trabalho muitíssimo bem. Korrr não, pensava não se misturar com a corja assassina de culturas que formava a Igreja, mas estava disposto, sim, a retirar de alguns Padres e seja lá o que fosse, suas vidas. Seria o mais convincente possível - afinal - não podia perder apoio dos colegas e da população da cidade. d'Akins era direta e, sem pressa, falava algo:


- Mislya, che idvame, Korrr. Svetlinite napred... Sa postaveni fakli po stenite iz grada za da olekne na pŭtnitsi znayat, che idvat.
(- Eu acho que estamos chegando, Korrr. As luzes adiante... São as tochas de postas nas muralhas ao redor da cidade para iluminá-la aos viajantes saberem que estão próximos.)

- Znaesh li kakvo iskate poveche? Speshe prilichno da se Odesos.
(- Sabe o que eu mais queria? Era dormir decentemente ao chegar em Odessos.)

- Vseki iska. No vsichki nie tryabva da poznavame grada, se preporŭchva. Tova e oshte po- krasiva ot Pliska, dumata veteran pŭteshestvenik.
(- Todos querem. Mas todos precisarão conhecer a cidade, é recomendável. É ainda mais bela que Pliska, palavra de viajante veterana.)

Já estava de saco cheio daquela paisagem moribunda. Durante a noite era impossível apreciar as belezas possuídas pela Bulgária e apenas os sons misteriosos das criaturas ativas durante aquele período eram possíveis de serem escutadas. Já não sabia mais como não havia perdido a orientação. Pelo menos Korrr, inexperiente, pensava sobre isso todos os minutos. Vladimir nem tanto, estava um pouco acostumado e conhecia não apenas Odessos, mas algumas outras cidades ao redor. Stanka era a mais acostumada de todas naquele quesito... Porém perdia, de longe, para d'Akins, que havia viajado pelo menos 1.900 quilômetros em direção ao Norte em várias ocasiões.
Korrr estava praticamente dormindo e precisava se segurar constantemente para não cair do cavalo. Não havia dormido nada durante o dia anterior à jornada por ansiedade, estava a quase dois dias sem ver uma cama e queria, mais do que nunca, deitar numa a todo custo. Segurava-se da maneira que podia, conseguiria vencer o cansaço, precisava ser persistente. Restava apenas duas ou três horas, no máximo, para que pudessem chegar aos portões da entrada principal de Odessos...

O próximo post: 
direto em ODESSOS
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Sex Jun 28, 2013 12:39 am

Todos os sessenta Cavaleiros de Cristo (e o Padre) agora entravam na floresta, todos carregando seus escudos (eram escudos meio-homem, que não ostentavam símbolo algum) do lado do corpo. Alguns deles já estavam segurando firmemente suas espadas, pois já sabiam dos perigos iminentes de uma floresta, principalmente aquela hora da noite.

[Thomas Magnusson (falando alto o suficiente)] - Sugiro que todos tenham suas espadas em mãos...

Ao dizer isso, pode-se ouvir os sons de alguns dos homens tirando as espadas das bainhas. Magnusson sabia o que estava por vir, e sabia do perigo que tinha de perder alguns homens. Os melhores ou mais sortudos sobreviveriam. Uma floresta pode ser mais perigosa do que uma tropa de pagãos, com certeza.
"Que Deus nos ajude", pensou. Josias rezava baixinho, com as mãos juntas em volta de seu terço. Todos eles andavam relativamente rápido - não tão rápido a ponto de fazer muito barulho, e não tão devagar a ponto de atrasarem a viagem. Mas ainda assim, rápido.

Dali 2 dias, esperavam eles, estariam em Pliska.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Sab Jun 29, 2013 11:23 pm

A floresta pela noite é um local deveras calado, medonho, com impressões muitíssimo... Péssimas, especialmente para as pessoas sem experiência. E um péssimo local para se estar ao mesmo tempo, pois, claro, era apenas uma questão de curto tempo até que as mortes "misteriosas", causadas por animais que caçavam em grupos por aquele horário, começassem a ocorrer. E para piorar ainda mais, a Lua havia se escondido por detrás das montanhas ao Norte: não havia visibilidade nenhuma, a menos que alguém possuísse um lampião ou alguma maneira de criar luz local aos demais. Ao começarem, eles percebiam o cenário como aparentemente normal, um solo sem muitos arbustos altos graças à falta de luz gerada pela cobertura das copas ao alto seria observado caso fosse pela manhã ou partes da tarde. O caminhar daqueles 60 homens gerava, também, ruídos: o solo era coberto pelas folhas das árvores que se desprenderam conforme foram caindo. Lógico que isso seria um problema ao pessoal.

E embora com espadas sacadas, provavelmente não seria muito fácil saber de onde um ataque animal estaria originando. Animais que caçavam pelas florestas eram adaptados a se esconderem perfeitamente. Não seriam percebidos até os últimos segundos antes dum ataque, o que já aconteceu com vários viajantes que se meteram dentro da floresta sem os cuidados necessários. E a hora era exatamente quando eles saíam para caçar. Poucas dezenas de metros dentro das árvores, existiam dois córregos totalmente passavam até mesmo a pé porque eram razos. As águas faziam barulhos amenos, pareciam fluir com bastante calma, pelo menos porque não eram objeto direto da ação dos ventos. Algumas árvores caídas, provavelmente velhas, estavam dispostas de forma a interromper o caminho.

Foi quando os primeiros ataques ocorreram e seis homens tiveram suas pernas não apenas abocanhadas por criaturas, mas foram arrastados violentamente para dentro da floresta, onde provavelmente seriam devorados. Para estes primeiros ataques, não teriam chances de defesa, provavelmente aqueles homens não sabiam quais eram os perigos que estavam os aguardando. Precisavam se aprumar. O cheiro de sangue espalhado pelos arredores brevemente chamaria atenção de mais animais. Provavelmente seria uma grande matilha de lobos desta vez, já que nem mesmo eles costumavam a encarar as possíveis criaturas responsáveis pelos ataques.

Independente, o grupo precisava continuar a caminhada. Haviam dois atalhos: um levaria aos campos búlgaros, caminho essencial e preciso para se atingir quaisquer cidades. Já o outro levaria provavelmente às montanhas, local distante e ainda mais perigoso para se estar, especialmente a noite. Felizmente aos viajantes, algumas placas puderam ser vistas. E elas revelavam que Pliska e quaisquer outras cidades estavam localizadas à direita, por uma bifurcação do trajeto conferida especialmente àqueles que chegassem de Odessos e quisessem seguir Bulgária a dentro rumo às cidades. A floresta permanecia silenciosa. Não era possível saber quando, ou onde, os próximos perigos atacariam.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jul 04, 2013 11:05 pm

(Esta é a segunda rodada porque Magnusson perdeu o turno.)

Chuva repentina.

Trovoadas. Relâmpagos. Extremo nevoeiro.

É isto que os cavaleiros da OCC encontram quase de súbito enquanto cruzam a floresta e muito antes de sequer conseguirem avistar para onde os caminhos específicos trilhados ao meio das árvores os levariam. A mudança de tempo provavelmente foi escutada, Odessos há pouco havia passado por uma condição similar, mas as florestas eram conhecidas por sofrerem com o mal tempo em proporções muito maiores graças aos lagos internos que se situam ligeiramente próximos de onde os viajantes estão situados. E mediante os sons dos trovões, das chuvas intensas e perante a visibilidade extremamente reduzida graças à neblina, aqueles homens se tornam alvos ainda muito mais fáceis de serem atacados por criaturas noturnas, acostumadas a caçarem sob aquelas condições. E foi o que ocorreu - já que - como visto, avançaram pouquíssimo desde o ponto dos primeiros ataques e não se localizaram direito graças à baixíssima visibilidade conferida pelas chuvas.

Quatro homens são subitamente tragados para as profundezas da florestas, com mais dois gravemente feridos por um ataque-relâmpago provavelmente conduzido ou por ursos ou por uma matilha de lobos... Ou por algum outro predador desconhecido. Aqueles tragados em direção ao centro da florestas foram mortos com rapidez ao passo de que os feridos precisarão ser deixados para trás OU, muito em breve, reunirão dezenas, senão centenas, de animais perseguindo o restante dos viajantes. Tiveram toda a região das pernas, barriga e peitos arrancada em algo análogo a uma patada, mas muito mais forte e intenso. Estão certamente quase desmaiados de dor e suas espadas foram lançadas fora do alcance. Se gritarem, vão apenas piorar a situação para o RESTO do que não sofreram ataque algum, sem sombra de dúvidas.

Enquanto isso, as chuvas parecem não dar trégua alguma. É uma ocorrência normalíssima, familiar para a maioria (mas não todos) aqueles que viajam pelas florestas independente da hora do dia ou da noite. Vários deslizamentos de terra já ocorreram, alguns talvez já tenham bloqueado vários caminhos em direção aos campos búlgaros, significando uma necessidade de replanejamento da rota a ser usada pelos sobreviventes até que cheguem (se chegarem) a Pliska. Passar pelo centro da floresta apenas trará maiores perigos por os predadores serem mais ágeis e acostumados com guerreiros. Passar por fora da floresta é impossível por causa do terreno molhado, escorregadio e armadilhas feitas para animais - vários morrem anualmente por aqui tentando contornar por caminhos perigosos que os levam diretamente até vários tipos de armadilhas.

Entretanto, é claro que Escoceses OU Ingleses que nunca estiveram por aqui não sabem a respeito de tais perigos e irão tentar quaisquer coisas para saírem da floresta o quanto antes. As tentativas estão aí, elas são inúmeras. Apenas as consequências é que serão em breve medidas, especialmente pelos traçados conhecidos localmente por 1, 5 e 7 - ou as áreas mais pesadamente influenciadas por armadilhas, com inúmeros esqueletos animais E humanos todos reunidos em apenas uma só localidade. Raios e relâmpagos, por mais brilhantes que sejam, não conseguem aliviar a presença do nevoeiro ao redor dos homens. Por a maioria da névoa ser meramente nuvens muito baixas estacionárias sobre a floresta, envolvendo das copas das árvores em direção ao chão.
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Thomas Magnusson
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Sex Jul 05, 2013 11:36 pm

Já haviam perdido 6 homens para prováveis ursos ou alguma matilha de lobos que viviam naquela floresta. Agora contavam 54 cavalheiros + o padre.
Josias agora enfrentava um medo que nunca havia pensando na vida. Ele estava em crise. Como criaturas de Deus como aquelas poderiam fazer coisas tão más aos homens? Ele pensava sobre isso vagamente. Mas mal tinha tempo para pensar, tamanho o medo que o assombrava. Ele rezava em sua mente, para não fazer o mínimo barulho e não atrair mais feras. Estava ofegante.

Mais ataque. Gritos podiam ser ouvidos, vindos dos homens que foram puxados pela perna. Obviamente todos eles ficaram assustados; 4 deles tiveram reflexos rápidos e precisos, outros 2 deixaram as espadas caírem, ao passo que foram atacados por ursos. Seus escudos de nada lhe serviram.

Apenas mais 1 havia sido atacado por um urso, e este teve reflexo (como dito acima). Com sua espada, infligiu um golpe certeiro com sua espada na perna do animal, que não tardou em quebrar seu pescoço com as patas pesadas. 3 homens perdidos.
Os outros 3 haviam sido atacados por lobos. O primeiro homem, John, forte e cheio de músculos, assim que o animal o puxou pela perna (doeu, é claro), ele enfiou a espada na direção de seu pescoço, e matou o animal logo. Outro lobo quis pular para cima dele. John defendeu-se com seu escudo, ao passo que também deu um impulso para frente muito forte para não ser derrubado, e decepou a cabeça do animal.

Os outros 2 fizeram exatamente a mesma coisa. Daniel não teve problema com 2 lobos, só precisou decepar a pata do único animal que o atacara, para derrubá-lo, e então furou seu coração. Já Samuel... Bom, a matilha era de 6 lobos. Ele teve que lidar com 3 lobos (pois 1 não havia atacado nem John e nem Daniel). Samuel decepou a cabeça de dois e furou o coração de um deles.

Os três homens voltaram para o grupo de Cavaleiros, obviamente sangrando consideravelmente. Outros homens trataram de cuidar dos ferimentos (ainda andando, e um pouco rápido, para não ficarem naquele lugar), com bandagens, panos e etc. Daniel e Samuel foram apoiados em outros dois amigos - já John foi andando sozinho, ou por força, ou por orgulho.

Thomas agradeceu a Maria, a Mãe de todos, por livrar os 3 dos perigos da floresta. O padre continuava sua reza sem cessar. O grupo seguia para os Campos, pelo caminho da direita, e tinham a esperança que lá não seria assim tão perigoso. Eles tomavam precauções para não caírem em perigos pelo caminho, como armadilhas ou mesmo buracos, ou deslizamentos. Agora estavam em 51, sem contas Josias.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Dom Jul 07, 2013 11:17 pm

Pois as chuvas, o grande nevoeiro e as grandes tormentas permaneceram por dentre a floresta. Elas não demonstrariam nenhum sinal de queda ("queda" = amenização). Muito pelo contrário, estavam apenas aumentando com ventos cada vez mais intensos, correntes provindas diretamente em direção às zonas pelas quais o Mar Negro se localizada. Claro que estavam demasiadamente distantes do mar àquela altura, mas haviam influências. E as quedas das águas formaram poças, buracos pelas quais não conseguiriam ser vistos (mas NÃO seriam problema, buracos apenas poderiam derrubar uma pessoa ou outra, NUNCA matar porque eram lama), mas os maiores riscos estavam com os deslizamentos de terra. Um deles ocorreu justamente numa das saídas para os campos. E possuía proporções tão épicas quanto antes visto: deu-se em uma encosta rochosa com cobertura terrestre. Até as árvores que ficavam por cima vieram abaixo. Os sons das coisas vindo ao chão muito até que foram escutadas pelos viajantes, mas eles não podem julgar por agora onde ou o que ocorreu. Verão ainda com os próprios olhos, é apenas uma questão de tempo.

Quando os ursos atacaram, alguns homens realmente foram mortos e tragados pela tão vasta floresta, mas alguns guerreiros subestimaram a força daqueles animais pensando que um corte em sua perna seria suficiente para matá-los. Não - o responsável pelo golpe apenas feriu superficialmente a pele do animal que saiu, não se arriscaria ferido, mas suas mandíbulas esmagaram (ou ao menos quebraram, porque ursos não conseguem esmagar ossos) a tíbia e o fêmur direito de sua perna. Doeu. MUITO. Agora ele mal poderia andar. E o sangramento, caso houve (certamente ocorreu), é intenso, mas não violento - teria sido se aquele animal o atacasse à altura da junção do fêmur com a tíbia - e até mesmo teria matado por perda contínua de sangue (existe uma artéria pela região que, se machucada, é letal).

Dois lobos morreram e isso poderia se atribuído à SORTE.

Ao golpear em direção ao coração do terceiro lobo, Samuel na verdade havia golpeado a carcaça (ou tronco) de uma árvore. Lobos eram mais ágeis do que ursos, afinal de contas, eles eram muito mais leves e conseguiam atingir velocidades monstruosas. Mas... Acertar uma árvore, provavelmente com madeira grossa, talvez tenha amassado sua espada por o golpe provavelmente ter sido forte. Se perdeu a arma ou não é elusivo, pode ser que ela apenas tenha perdido parte do corte e ainda fosse utilizável.

A matilha se distanciou.

Não queria dizer que não fossem atacados futuramente por mais animais. E pela floresta eles ainda conseguiriam "ver" onde algumas criaturas estariam, mas apenas quando tão próximas... Que reações seriam impossíveis. Quanto aos ursos, as atenções apenas foram chamadas porque o grupo passou próximo a uma lagoa, havia uma ou duas famílias por ali caçando peixes. Salmões talvez.

E aqueles animais poderiam ser agressivos.

E apareceriam outras variedades muito mais difíceis de se lidar, caso... Eles demorassem a sair das florestas, o que provavelmente ocorreria, porque com deslizamentos de terra, as coisas geralmente eram muito mais complicadas do que se esperava.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jul 11, 2013 5:55 pm

Ao passo que apenas 3 homens escaparam da investida animal anterior, eles continuaram andando pela floresta. Josias continuava rezando - e ele estava no meio do amontoado de homens -, de cabeça baixa, com seu terço junto ao peito segurado pelas mãos em oração.

Thomas guiava o grupo diretamente para a saída para os campos mais próxima - seguindo pela direita -, se não saíssem pela saída pelos campos prevista (que havia sofrido deslizamento), sairiam por alguma próxima.

No momento em que se aproximaram do rio, procuraram tomar cuidado. Sabiam que talvez alguma família de urso estivesse ali (mas se estivesse, seria do OUTRO lado do rio: não seriam descuidados a ponto de entrar diretamente do lado de uma família de ursos - se não estivessem do outro lado, sugere-se que estavam longe).
Seguiram afastando-se do rio, para o caminho que dava para os Campos.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Sex Jul 12, 2013 11:28 pm

E NÃO - não haviam ursos, lobos, tampouco um terceiro tipo de predador muito mais feroz e implacável que ambos os tipos animais juntos simplesmente porque preferiam as florestas mais fechadas, locais onde, presumidamente, os homens não seriam burros o suficiente para passar. Até porque quaisquer acessos eram quase impossíveis, as árvores, todas distribuídas de maneira irregular, eram fechadas demais para permitir acesso ao coração florestal. Próximo ao lago, existem barrancos. E são estes barrancos os grandes responsáveis por levarem dois homens a um tombo épico em direção ao rio porque não conseguiram ver direito aonde estavam pisando. Mas foi apenas um tropeço, nada demais a não ser POSSIVELMENTE um pé torcido para um mais uma pancada contra algo - talvez um tronco - para o outro.

Nenhuma matilha de lobos estava caminhando por ali também - a grande maioria destes animais predatórios estava pelos campos, onde tinham maior liberdade não apenas para evadir inimigos, mas correr, visto que suas velocidades em locais abertos podiam ser mais que qualquer homem conseguia alcançar. Eram animais extremamente evasivos, mas como estavam nas florestas AINDA, então precisavam pensar no que fazer por ali e mais nada. Na sequência, alguns conseguiam recuperar a trilha antes quase perdida graças ao ataque dos animais. Ao que aparentava estavam até que orientados corretamente em direção aos campos... Mas precisavam, ainda, observar que um possível deslizamento de terra havia fechado UMA das três saídas diretas ao outro ambiente.

O silêncio era brutal.

Era apenas cortado pelas chuvas, que ainda permaneciam, mas agora eram menores e mais ralas.

O nevoeiro teria se aliviado mais ou menos - mas ainda seria forte o suficiente para deixar qualquer pessoa desorientada, especialmente aqueles inexperientes com relação ao local. E SIM, aqueles homens já demoravam uma boa quantia de tempo atravessando a floresta. O que era normalíssimo: viajantes de primeira mão desconheciam as rotas certas por dentre a mesma, precisavam conhecê-las aos poucos. E não sabiam ao certo o que estava a esperá-los, quais tipos de animais perigosos poderiam atacar. Ou algo do tipo.

Samuel estava sangrando graças ao ataque dos lobos. Havia fraturado uma perna não graças a ele diretamente, as criaturas de longe têm condições físicas para quebrar ossos, mas sim porque caiu contra aglomerados de madeira lá para trás. Também estava mais machucado graças às ferpas afiadas daquelas madeiras. Colapsará muito em breve. É certeza que não suportará a viagem inteira até Pliska por vários motivos. Um deles, perda de sangue. Outro deles - inchaço. E claro, outro fator, tíbia fraturada graças ao ambiente pelas quais caiu após levar a mordida. Dos que estão vivos, ele possui a piorzinha das condições. Se consegue andar é quase por milagre. Em breve, claro, ele VAI ser deixado para trás. Será impossível acompanhar o restante do grupo com aquelas condições.

Mas se mantiverem a calma...

... Chegarão aos campos em pouco tempo.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Seg Jul 15, 2013 9:52 pm

Eles continuaram andando ao lado do lago calmamente. Um momento os surpreendeu: Uma parte de um barranco cedeu, e dois homens escorregaram em direção às águas (mas não chegaram a atingir, de acordo com o post do Cenário Vivo).

Os dois se levantaram, um deles com o pé torcido, mas podia andar tranquilamente. Alguns do grupo andaram até eles sem fazer muito barulho, os ajudaram e perguntaram se estavam bem.
O grupo continuou andando com cautela para um caminho rumo aos Campos.

Samuel não era extremamente forte, mas aguentava. Não sabia ao certo por quanto tempo, mas continuava aguentando. O homem no qual ele estava apoiado (como citado no post retrasado) o ajudou a rasgar uma parte de sua bata e amarrar com força em torno do ferimento. Eles não podiam tomar cuidados médicos tão grandes, não tinham tempo, e era perigoso ficar parado no meio da floresta.

E então, continuaram pelo caminho.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Seg Jul 15, 2013 11:56 pm

Provavelmente haviam encontrado a saída certa em direção aos campos búlgaros e isso foi facilitado pela diminuição expressiva do nevoeiro que estava tomando conta das áreas mais centrais da floresta. Por aqui e pelo horário estaria segura a não-existência, pelas proximidades pelo menos, dos predadores responsáveis anteriormente por algumas mortes e ferimentos contra o grupo. Costumam se concentrar apenas nas maiores junções de árvores, onde são relativamente inumes contra caçadores durante o período diurno. E embora tenha ocorrido um deslizamento de terra repentino responsável por levar dois homens em direção às margens do lago mas não dentro do mesmo, teria que ter sido um fator a ser previsto. Estava chovendo. Ou pelo menos choveu muito durante as horas que se passaram. A terra ao redor permaneceu molhada, logo, seria fácil escorregar. Porém, eles já passaram pela fase difícil do percurso com relativamente poucas perdas e isso SIM, é considerado não usual. Provavelmente o horário pelas quais teriam atravessado fosse um pouco favorável.

Mais ou menos distante do rio, encontram um caminho sem mais bifurcações. Podem sim seguir por ele, provavelmente, por instinto, sabem que estão caminhando rumo ao local ocupado pelos campos búlgaros. Lá o mato está alto. Pode chegar a 2 metros de altura nas regiões mais largadas e inexploradas. As condições locais quanto aos perigos são muito mais relacionadas às tribos nativas do que animais. Animais geralmente passam a ser facilmente caçados por aqueles homens, principalmente ursos, bestas selvagens maiores, mais lentas, mais pesadas. A maioria usa vários arsenais para combater viajantes por seus territórios: lanças, arpões, espadas, pedras. Paus (galhos de árvore grossos, não gravetos), facas, quaisquer recursos que estejam pelas proximidades. Eles são Humanos - mas, para proteger o que pertence a eles, agem feito animais.

Com a ÚNICA diferença descrita por serem "racionais", sabendo muito bem quais as táticas para evitar mortes.

Já Samuel provavelmente suporte um pouco mais por seus companheiros terem apertado a ferida, o que, fato, ajuda no estanque quanto ao sangramento. Não ajuda quanto ao tão preocupante inchaço, mas sem sangue, é um ponto a mais para não se tornar vítima direta de outros animais que vagam pelo mato extremamente alto dos campos longe das fazendas e propriedades mais próximas às cidades. Provavelmente ainda esteja sentindo uma dor forte. E esta dor vem da ferida se tornando mais vermelha, da sua perna ficando roxeada por alguns pontos ao redor da mordida (aparentemente o lobo estava doente OU havia infringido apenas uma mordida letal e nada mais).

Ainda ele suporta caminhar. Mas precisa se apoiar.

À frente, todos observam um maior clareamento da floresta e algumas indicações de que a vastidão dos campos estão se aproximando...
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jul 18, 2013 6:08 pm

Os homens de Magnusson continuavam seguindo pelo caminho. Padre Josias estava praticamente emocionado, agora que podia ver uma luz mais aberta e um ar mais fresco. Parece que estavam se aproximando dos campos.

Apesar disso, todos eles continuavam com suas espadas fortemente empunhadas e atentos aos perigos iminentes; enquanto seguiam pelo caminho que levava para fora da floresta e em direção aos campos o mais rápido possível.

Samuel, sim, continuava apoiado, mas estava em estado crítico. Talvez tivesse que ser deixado para trás a qualquer momento. Era até perigoso para ele ficar com o grupo, visto que, se sofressem um ataque, ele não seria muito capaz de defender a si mesmo.

Os soldados seguiram pelo caminho sem bifurcações, onde um matagal alto já podia ser avistado. Como já observado, estavam atentos a qualquer perigo.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Qui Jul 18, 2013 11:09 pm

Podia-se dizer que o ar fresco era proveniente das brisas provindas do lado oposto ao Mar Negro e eram literalmente frias, especialmente para aquele momento, já que ares em florestas OU costumavam ser quentes - nas zonas muito fechadas - ou costumavam ser as mais imprevisíveis misturas entre temperaturas quentes, médias, frias, amenas. Como toda a mata estava se abrindo aos poucos, então era possível sentir o quão frescos pareciam - e eram realmente - aqueles ares que prevaleciam pelos campos do país. Até então todos os perigos pareciam estar distantes e ESTAVAM de fato, aquela zona de transição entre a floresta e os campos costumava ser calma. Predadores costumavam se concentrar apenas pelas zonas externas onde o mato era alto e pelas árvores, onde as mesmas atrapalhavam quaisquer movimentos para matá-los. O chão, embora escorregadio por onde estavam, era facilmente passável. Daquela vez não houveram deslizamentos de terra consideráveis - nenhum homem caiu para local algum. Eles apenas iam deixando suas pegadas por onde passavam. Pegadas aquelas que, após a próxima temporada de chuvas, seriam todas elas apagadas como se jamais existissem.

NÃO havia muita iluminação porque realmente eles passaram toda a noite tentando sair e achar os caminhos por dentre a floresta, mas as primeiríssimas horas do dia eram muito mais escuras do que eles podiam prever graças a Lua ter se escondido por detrás dumas montanhas mais distantes. Insetos cantaloravam, faziam barulhos, voavam a todos os instantes. Até mesmo podiam ser considerados um incômodo: aqueles bichos picavam, eles deixavam arranhões que coçavam demais, faziam feridas altamente coçantes. Claro - essas coisas apenas irritavam a pele, não eram letais, de longe as pessoas morriam por insetos casuais que não hospedavam parasitas perigosos. E assim a jornada parecia ser seguida com certa paz, paz aquela que poderia passar a qualquer momento quando os campos fossem atingidos.

(Digamos que a distância aos campos corresponde a 100 metros apenas. Facilmente passável, sem nenhum problema.)
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Dom Jul 21, 2013 3:22 pm

Magnusson e seus homens continuavam saindo da floresta em direção aos Campos, pelo caminho citado anteriormente.
Os insetos podiam incomodar qualquer outra pessoa comum que passava por ali, mas com certeza eram facilmente ignorados pelos Cavaleiros de Cristo. Simplesmente ignoravam as picadas para ficarem atentos a qualquer coisa.

Estavam entrando nos Campos, e no que parecia ser uma região com um matagal muito grande. Eles continuaram pelo caminho, sempre a postos. Samuel não estava melhor, e sua perna estava com certeza mais inchada. Os homens então seguiam procurando um caminho mais aberto e com matos menores.
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MensagemAssunto: Re: Florestas Búlgaras   Dom Jul 21, 2013 9:35 pm

(Aviso: Vou considerar que vocês deixaram já a floresta. As ações vão continuar já nos Campos.)
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