Medieval Legends 2013
 
InícioCalendárioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se

Compartilhe | 
 

 Campos

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2
AutorMensagem
Ahemoa d'Akins
Búlgaro - Pagão
Búlgaro - Pagão
avatar

Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 27
Localização : Algum local da Bulgária
Mensagens : 56

MensagemAssunto: Re: Campos    Seg Jun 17, 2013 11:22 pm

Durante a continuação do percurso, estavam todos poucos preocupados em saber das coisas que passavam ao redor. Eles conheciam aquele trajeto o suficiente para se garantirem onde quer que fossem, a qualquer hora do dia. Ou da noite. d'Akins em principal havia mais do que decorado aquele caminho: ela sempre percorreu por aqui quando acompanhou o próprio pai, agora desaparecido, em suas jornadas muito longas. Mas agora, sem cansaço aparente por ter descansado bastante durante a segunda parada, ela percebe algo. Algo esquisito, que diziam ser comum pela região, mas nunca visto em suas viagens. Brecou a égua com tanta rapidez... Que ela empinou bruscamente, levantando as duas patas para cima. Controlou-a. E, quando mais calma, tratou de descer e observar que um deslizamento de terra havia ocorrido há dois dias ou menos. Grande desgraça! Precisava ser justo agora?
Decidia ser preciso caminhar até um caminho paralelo que talvez cortasse aquilo tudo. Mas QUAL? A resposta estava apenas em contornar vagarosamente a enorme montanha de terra que se formou por ali. Ela conseguia sentir em seu rosto o ar mais fresco, era sugestivo de que as florestas apenas se aproximavam. Mas por hora, focou-se apenas em arranjar uma escapatória daquele deslizamento---pois não queria passar a noite por ali e partir apenas durante o próximo dia---seria desnecessário.
Korrr, como sempre, estava atencioso e desceu do cavalo logo depois. Assim foi seguido pelos outros acompanhantes, que discutiam entre si se aquilo havia sido natural ou tinha influência por parte de alguém para impedir o avanço dos búlgaros em direção à costa. Era claro que a conversa terminou inconclusiva. d'Akins caminhava ao lado da égua, muito atenciosa. Disse, primeiro a Korrr:


- Nyama dostŭp. Nyama. No az ne mislya, che sme zasednali.
(- Nenhum acesso. Nada. Mas não creio que estamos presos.)

- Neka se opitame v bŭdeshte. Tuk mi se struva, che loshoto vreme naistina si svŭrshat rabotata... mnogo dobre napraveno! 
(- Procuremos mais para frente. Por aqui me parece que o mau tempo realmente fez seu trabalho sujo muito bem feito...!)

- Da.
(- Sim.)

O restante caminhava um pouco mais distante, mas sabiam da localização exata de todos porque estavam falando alto o suficiente para serem vistos. Era difícil, sim, caminhar por ali sem pelo menos uma tocha acesa. Mas não se encontravam gravetos, eles estavam completamente enterrados meio à mistura de terra que havia se formado. Então sem opções, resolveram continuar daquele mesmo jeito. Ao menos não tinham deixado os cavalos para trás---quaisquer barulhos duvidosos seriam suficientes para que fugissem tão depressa quanto chegaram, mas d'Akins tinha outros planos.
Ela gostaria de lutar e matar algum ser. Qualquer ser que fosse. Assim mostraria ter sido convertida numa real guerreira e não mais aprendiz. Stanka e Vladimir, contrários a isso, preferiam fugir. Que fugissem! Seriam mortos de qualquer jeito. Pois ambos pareciam não entrar num consenso legal quanto ao que fazer quanto à situação:


- Bili li ste tŭrsili tezi puknatini? Vidya li nashite kone mogat da otidat tam? Az sŭm pochti predade. - Já reclamava Stanka.
(- Já procurou por aquelas frestas? Viu se nossos cavalos conseguem passar ali? Eu estou quase desistindo.)

- Az nyama da se otkazhe dokato ne se nameri edin pasazh. Nie ne sme tuk za nishto.
(- Não vou desistir enquanto não achar uma passagem. Não estamos aqui atoa.)

- Kheĭ! - Um Borislav cansado daquela conversa toda se expressava. - Koĭ si mislish, che tryabva da se obsŭzhda tova?!
(- Ei! Quem vocês pensam que são pra ficar discutindo assim?!)

- Tikho, Borislav. Ne znaem kakvo obsŭzhdame[...]
(- Calma, Borislav. Nem sabe do que estamos discutindo[...])

Próximo dali, d'Akins e Korrr retiravam suas respectivas espadas de suas repectivas bainhas e, enquanto nenhuma outra pessoa do grupo percebeu tais ações, eles preferem caminhar armados. Nunca se sabe o que existe pelo lado oposto. Seria arriscado demais chegar até lá e assumir que nada diferente pudesse estar ocupando aquelas terras. Os dois eram os únicos que realmente sabiam lutar como verdadeiros guerreiros. O resto, embora tivesse experiência, não era tão qualificado.
Uma ajuda provinda dos dois seria fundamental para evitar um assassinato em massa dos demais caso uma espécie de ataque ocorresse. E d'Akins sabia que, sempre quando a pé, era sua obrigação andar armada. Não temia os perigos. Até esperava que eles fossem ao seu encontro. Gostava de uma batalha, de desafios. 
Mas permanecia atenta ao ambiente com base aos sons, já que conseguia escutar muito mais aguçadamente que os mais velhos ali presentes. Não encontrava nada alarmante, mas, era preciso atenção. Era noite, não era possível enxergar muito bem. Apenas os sons dos ventos? Parecia suspeito demais...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Ter Jun 18, 2013 11:15 pm

Por algumas partes, o amontoado de terra é extremamente alto, mas por outras, ele é razo. Tão pequeno que, teoricamente, a caravana conseguiria passar sem maiores riscos de fatalidades. Como a Lua ilumina fortemente o caminho, podem perceber uma centena de destroços que vieram abaixo quando aquela terra desabou dois dias antes. Lógico, na grande maioria, árvores. Um pedaço de travessia, alguma espécie de passarela, também é observado claramente. Resquícios de habitações? Não - elas simplesmente não existem. E nenhuma população local foi afetada pela catástrofe que tampou a passagem. Porém, d'Akins, talvez sem perceber, passa por um grande buraco pela coluna de terra, onde os ventos naturalmente são resumidos. SIM, alguém já teve o trabalho de limpar um trecho do desabamento. Se conseguir ela perceber as brisas novamente, talvez conseguirá se atentar a procurar onde, exatamente, aquela camada de ventos está passando. Lembrando sobre a claridade conferida pela Lua: certamente ajudará com as buscas.

Não existem vegetações tampando a visão da área trabalhada por viajantes anteriores. Já foram devidamente arrancadas como sinalização direta a outros exploradores que inevitavelmente passariam pela mesma localização.

Subitamente, um som estranho: algo como um grito extremamente agudo, imperceptível aos ouvidos Humanos mas perceptível aos ouvidos de d'Akins e seus companheiros. O período noturno também sugere que é impossível localizar qual a posição exatada daquilo - e procurá-la é um risco pelas quais poucos, normalmente os mais malucos, aceitariam. E tal grito é seguido por sons ainda mais sinistros, quase como um cão rosnando, mas muito mais alto. 

Não se trata de cachorros. Muito menos lobos, já que lobos não realizam "gritos" e sim apenas uivam. Não é um urso. Ursos não costumam causar barulhos por tamanha distância - e, a partir disso, d'Akins provavelmente entenda que alguma criatura está pelas proximidades rondando o território ao redor de Pliska para caçar aventureiros despercebidos. 

Mas qual criatura?

E de onde ela provém? Até então os búlgaros não estavam tão cientes de que Ogros, Orcs e Anões fossem realmente existentes. A maioria desacreditava nas histórias dos viajantes. A maioria, também, cresceu culturalmente sabendo deles sem jamais tê-los visto. Até porque não eram observados há séculos. 

É possível sim partir em direção às florestas, porém, mas por um caminho natural feito por rochas não tão distante, protegido do ataque dessas criaturas. Cabe à caravana saber o que será feito... E como irão se portar para resumirem a jornada em direção às terras do Norte.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ahemoa d'Akins
Búlgaro - Pagão
Búlgaro - Pagão
avatar

Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 27
Localização : Algum local da Bulgária
Mensagens : 56

MensagemAssunto: Re: Campos    Ter Jun 18, 2013 11:22 pm

d'Akins e Korrr já estavam cansados de procurar uma saída quando sentem, em seus rostos, uma brisa muito leve, sinal de que alguém já havia, posteriormente, aberto passagem em direção às terras Norte. Quem eram aquelas pessoais e quais seus objetivos parecia algo impossível de saber. Sabia-se, entretanto, da possibilidade dos viajantes term resumido suas andanças em direção ao Norte pouco tempo após o mau clima que assolou a região, mas ela, instantaneamente, parava de caminhar feito uma louca. Segurava um dos braços do marido e, apontando na direção da brisa com a espada empunhada, parecia de fato, estar aliviada. Mas ela conhecia outro caminho pelas pedreiras naturais às bases dos morros e preferia usá-los porque eram menos arriscados.
O restante do grupo havia percebido uma abertura indiscreta pelo barranco graças à forte iluminação conferida pela Lua. Imediatamente começaram uma discussão para ver quem ia por ali e quem cortaria caminho pelas montanhas de pedra logo abaixo, mas, insatifeita com a conversa aparentemente sem direção, d'Akins interferia diretamente. Ela dizia, sem a chance dos outros sequer continuarem:
- Tikho! Mozhete da se razberat pomezhdu si koĭ shte mine ot bankata, no az Korrr i neka khŭlmovete na skalata.
(- Quietos! Vocês decidem entre si quem vai pela passagem do barranco, mas eu e Korrr vamos pelos morros de rocha.)

- Tochno taka. - Dizia Korrr. - I az bikh predlozhil, che samo naĭ-smelite minavat prez tam. Pŭtyat... - Interrompido por um som estranho.
(- Exatamente. E eu sugeriria apenas aos mais corajosos que passassem por lá. O caminho...)

Imediatamente, não apenas ambos, mas o grupo como um geral, realizava que algo desconhecido estava logo adiante. Não chegavam a cogitar em primeira mão um tipo de criatura mítica como um Ogro por exemplo, mas a intensidade extrema do grito e seus rosnados posteriores eram ameaçadoras. O que aquela coisa deveria ser? Traria um problemaço aos aventureiros caso fossem pegos despercebidos, mas d'Akins preferia que todos seguissem usando as montanhas de pedra, seria mais seguro.
Já subia na égua, mas esperava Korrr, Vladimir, Boris e Stanka, que haviam todos sido bem convencidos. O restante - Braminir, Geto e Svetlana - escolhiam seguir pela rota do barranco, pareciam não temer aquela possível ameaça. d'Akins estava ciente de que seria um erro fatal, mas nada podia fazer.


- Na tri... Pravyat fatalna greshka. No tova, koeto moga da napravya , ako az nastoyavam da otidesh? - Dizia d'Akins um pouco preocupada.
(- Os três... Estão fazendo um erro fatal. Mas o que posso fazer se insistem em ir?)

- Mozhe da se opitate da gi ubedi v protivnoto. - Considerava Boris.
(- Você podia tentar convencê-los do contrário.)

- S teb, koito uvazhavat. Braminir znae kakvo da pravi, toĭ ima opit. No dve!
(- Com você eles respeitam. Braminir sabe o que faz, ele tem experiência. Mas os dois!!!)

- Da, dve. Imate losh opit, no... Nyama znachenie.
(- Sim, os dois. Mal possuem experiência, mas... Deixa pra lá.)

Mas sem mais lamentações, o grupo finalmente se dividia. d'Akins, Korrr, 

Boris, Vladimir e Stanka partiam, em disparada a cavalo, rumo às montanhas de rocha, que eram distantes o suficiente da fonte barulhenta e não traria problemas aos viajantes. Já Braminir, Geto e Svetlana, resolviam partir pelo espaçamento criado através do barranco, com resultados, àquele ponto, desconhecidos. Era impossível saber se sobreviveriam ou se sequer encontrariam-se com a criatura responsável pelos sons.
d'Akins prestava atenção redobrada aos rochedos que se passavam a alta velocidade por todos os lados enquanto sua égua, destemida como sempre, corria muito pelos caminhos trajados há muito tempo pelas forças naturais. Ela estava concentrada demais para falar, e queria apenas estar próxima às florestas em uma ou duas horas adicionais dependendo dos desafios conferidos pelo terreno ao redor.
Aproveitava para observar, de vez enquanto, a luz conduzida pela Lua.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Qua Jun 19, 2013 4:05 pm

02 horas

Percorrendo os pedregulhos por pelo menos meia hora ou mais, o grupo que escolheu pela passagem mais segura chega praticamente às bordas da floresta, evidenciado pelos pequenos arbustos arbóreos típicos da região, plantas com centenas de variedades, uma espécie de solo composto apenas por folhas mortas e não mais gramado e, além disso, a movimentação enorme de animais como insetos, lagartos, mamíferos, até mesmo lobos não preocupados com os presentes. Uivos são constantes, geralmente nas encostas mais íngremes, podem ser escutados. Àquela altura do campeonato, tais sons são naturais e não derivam das criaturas míticas como Ogros, Orcs ou Anões. Há um cerco de rochas ao alcance da caravana liderada por d'Akins. Este cerco, feito há 700 ou 900 anos por antigos desbravadores é usado até os dias atuais para descanso e diversão entre viajantes, já que essas viagens costumam ser cansativas. Grande parte da vegetação que encobre esta construção parece ser composta por árvores adultas com até 40 metros intercaladas por brotos muito menores com não mais do que cinco ou seis metros de altura. Das maiores, apenas os troncos são visíveis, já que os galhos começam a partir dos 30 metros e vão ao topo, causando copas muito espalhadas por todas as regiões.

Existem "cadeiras" igualmente construídas em pedras e até mesmo zonas específicas para que as fogueiras sejam acesas. Os sons de um riacho rico em peixes pode muito bem ser escutado pelas proximidades e é acessível sem precisar desbravar as primeiras partes das madeiras. Não existem prontos, portanto, materiais comumente usados para pesca dentro da região: arpões e madeiras afiadas. Eles precisam ser feitos, o que, para pessoas como d'Akins e companhia, não deve ser uma tarefa muito difícil.

Os cavalos, a este ponto, já demonstram sinais de canseira e precisam ser deixados numa zona próxima para descansarem. Todo cuidado, entretanto, é pouco. Não apenas existem cobras com mais de oito metros rondando as proximidades; existem lagartos carnívoros gigantescos, alguns com sete metros, talvez oito, espreitando famintos quaisquer coisas que se mexam. Sem os cavalos, caso virem jantar de predadores, precisarão caminhar a pé toda a distância que resta para chegarem ao porto da cidade mais próxima, Odessos, o que tornaria a jornada extremamente mais demorada.

Deixar os cavalos dentro do cerco em pedras é a melhor opção para evitar transtornos.

Enquanto isso, o grupo liderado por Braminir, Geto e Svetlana, que passaram seguros por pelo menos cinco quilômetros após a área de deslizamento, agora encontram uma aldeia totalmente em chamas, atacada há apenas horas por uma possível briga entre povos que ainda parece comum pela região. Suas feições quanto a isso, de fato, devem ser de puro horror: vêem-se corpos queimados empilhados próximos uns aos outros ou corpos sem suas pernas e braços, dilacerados. Mas não é a hora de buscar por abrigos, tampouco por confortos. 

Um pedaço de feno em chamas bateu-se violentamente contra Geto, atordoando seu cavalo de maneira inimaginável e jogando-o sem piedade contra o chão. Braminir pode perceber que o colega está morto. Por detrás deles, as sombras de uma ou duas enormes criaturas são projetadas pelas paredes dos abrigos. Cada ser aparenta ter 3,5 metros de altura e pesar em torno dos 450 kg. Sim, são Ogros provindos das montanhas ao redor em sessão de extermínio populacional local, bem como diziam as lendas búlgaras a respeito dos mesmos.

Carregam de arma duas facetas em pedra gigantescas, mais do que capazes de matar em uma pancada.

Curiosamente, estão rodeados por seres muito pequenos tremendamente horríveis, muito parecidos, mas não iguais aos, Goblins. Estes seres são os Anões Búlgaros guerreiros, que, é claro, batalham ferozmente contra as criaturas horripilantes.

Cabe aos que restaram saber o que fazer. Eles SERÃO pegos de surpresa se ficarem e apenas assistirem aos confrontos, com certeza.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ahemoa d'Akins
Búlgaro - Pagão
Búlgaro - Pagão
avatar

Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 27
Localização : Algum local da Bulgária
Mensagens : 56

MensagemAssunto: Re: Campos    Qua Jun 19, 2013 4:19 pm

Quando os ares mais frescos chegavam rapidamente ao seu nariz, d'Akins pode perceber que estavam muito próximos da beirada florestal, por onde iriam seguir até as clareiras situadas seis quilômetros adiante rumo a Odessos. Não estava assustada ao escutar uma barbaridade de sons animais, inclusive lobos, que naquela região pareciam tão comuns quanto as criaturas míticas por si mesmas, mas, como conhecia os lagartos e as cobras gigantes, preferia manter todos unidos em direção à construção de pedras mais adiante. Dormir por ali é possível desde que não façam muitos sons e muita claridade. Os predadores eram facilmente atraídos por uma boa fonte luminosa. Ainda mais por uma boa fonte e barulhos. Podiam conversar era claro, mas não muito alto e muito menos gritar feito malucos por dentre aquela vegetação.
Korrr estava calmo e aliviado que não encontraram nenhum perigo por aqueles seis ou oito quilômetros de pedregulho puro. Mal fazia noção ele que se estivesse procurando por zonas não seguras, então elas estariam todas localizadas fora do posto avançado que era e é usado pelos viajantes como parada obrigatória. Logo, d'Akins guiou sua égua em direção ao centro da formação. Apreciava muito aquela arquitetura, gostaria de saber as maneiras pelas quais haviam sido feitas. Korrr seguiu. Boris, Borislav, Desislav, Stanta e Vladimir também, todos tomando cuidado ao ambiente.

Ao pararem, prendiam os animais nos brotos de árvores que cresciam mais ao meio, pois pela idade da construção, existiam rachaduras pelas pedras com caminho direto ao solo, onde quaisquer sementes podiam germinar espalhadas. d'Akins sentava-se em um banco, não reclamava pela falta de conforto, estava acostumada. Ela fazia uma pequena, mas útil fogueira por ali mesmo usando gravetos distribuídos pelo chão.
Korrr sentava-se próximo e erguia outra fogueira. O mesmo fazia o pessoal restante, sem medo imediato das criaturas que podiam atacar a quaisquer momentos. d'Akins estava ainda menos preocupada: possuía uma espada especialmente feita para matar animais de pele grossa. Quaisquer cobras e lagartos seriam mortos com apenas uma golpeada e nenhum esforço. 
Ela dizia, em tons normais, aos presentes:


- Te razkazvat legendi i predaniya, che tazi konstruktsiya e napravena, za da prinosi kŭm bogovete, v dalechnoto minalo, no sega sluzhi kato zadŭlzhitelna spirka za khora, koito pravyat mnogo dŭlgi pŭtuvaniya.
(- Contavam as lendas que esta construção foi feita para fazer oferendas aos deuses em um passado distante, mas agora serve como parada obrigatória às pessoas que fazem viagens muito longas.)

- Kakto, naprimer.
(- Como nós, por exemplo.)

- E, az znam, che po-golyamata chast, e pŭrvata golyama preminavane po bŭlgarskite zemi.
(- Bom, eu sei que para a maioria, é a primeira grande travessia às terras Búlgaras.)

- Otivame kŭdeto dori?
(- Estamos indo onde mesmo?)

d'Akins fitava com paciência Vladimir. Ela sabia que ele gostaria de saber o destino intermediário e não final da viagem, já que tudo havia sido programado nos dias anteriores. Com um pedaço de graveto em mãos para finalidade nenhuma, procura focar as atenções apenas ao que será dito. Ela respondia:

- Odesos, Vladimir.
(- Odessos, Vladimir.)

- Tova e naĭ-blizkiya grad. Shte poluchite poveche dostavki ot tam.
(- É a cidade mais próxima. Pegaremos provisões de lá.)

- Predlagam da kharchite den ili dva v tozi grad. V dopŭlnenie kŭm po-bezopasni, po-e garantirana.
(- Eu sugiro passar um dia ou dois naquela cidade. Além de mais seguro, é mais garantido.)

Continuavam a conversar pacificamente entre si, discutindo ideias e tudo mais para que aquela jornada permanecesse mais calma ainda. d'Akins não queria ter de lutar contra animais. Animais eram muito fáceis. 
Porém longe dali, o segundo grupo passava por problemas muito graves e ninguém tinha como saber qual era a gravidade da situação. Braminir havia cruzado várias passagens em direção a uma fonte luminosa que julgava ser segura... Apenas para, sem querer, entrar no território de uma recente briga entre Ogros e Anões, o que parecia ser bastante incomum. Ao ver uma aldeia inteira em chamas, assustava-se. Mas não tinha tempo de pensar, via um saco de feno em chamar ser arremeçado...
... Apenas para bater em cheio no rosto de Geto, matando-o violentamente. Seu cavalo se assustava, corria em direção às barracas em chamas e morria por elas mesmo, queimado. Svetlana estava pasma. Ainda mais pasma ao ver as criaturas. Queria ela sair logo, mas, se Braminir simplesmente fugisse, seriam perseguidos. Ele dizia, tentando manter a calma da companheira:


- Otlichno, velikanite. Dve ot tyakh i nyakoi sŭshtestva. I Geto mŭrtŭv.
(- Excelente, Ogros. Dois deles e algumas criaturas. E Geto, morto.)

- Khaĭde de! Ne iskam da umra!
(- Vamos logo! Eu não quero morrer!)

Realmente, não podiam fazer nada, por mais que Svetla implorasse e por mais que Braminir, quase um Ogro por si só graças à altura e peso, quisessem sair. Então, restava apenas encará-los. Mas de que jeito? Svetla possuía uma espada, útil caso aqueles seres pequenos horríveis começassem uma investida contra ela. Braminir era mais certo contra os Ogros: ele possuía uma imensa faceta em pedra, mais danosa e resistente que quaisquer espadas ou escudos.
Desciam dos cavalos calmamente e esperavam pelas próximas reações. Provavelmente só um sairia vivo e, o que saísse vivo, seria o grande responsável por informar os outros de que tais criaturas, de fato, existiam...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Qua Jun 19, 2013 11:02 pm

d'Akins encontra pouca dificuldade ao acender as chamas mais porque os gravetos que foram deixados por outras expedições eram mesmo destinados aos futuros exploradores e não estavam usados (não estavam queimados). Uma fonte de luz é obtida por ela. Logo em seguida, pelo restante do grupo que, de certa forma, não demorou a perceber várias inscrições nas paredes dos bancos, no chão, por dentre as rochas e mesmo por dentre os galhos deixados para serem usados. Não são mensagens de alerta ou horror, apenas são diários deixados pelos viajantes do que haviam visto até aquele ponto da viagem e nada mais; vários reportes podem ser lidos. É claro que alguns demonstram o horror das pessoas ao serem atacadas pelas criaturas predadoras que habitam aquela região, mas a vasta maioria apenas descreve o começo da floresta em alguns versos bem elaborados. Fora isso, nada é surpresa. Nem mesmo as árvores que crescem perante as rochas já trincadas pela ação dos ventos e das chuvas.

Um dia claro, a parada obrigatória será deletada daqui. A natureza está apenas iniciando o processo. Não levará muito tempo até que nada mais exista.

Os sons naturais aparentam continuar. Com cinco ou seis fogueiras acesas, porém, eles até que aumentam - existem animais curiosos pelas proximidades e ninguém pode estar certo de que sejam predadores. É quase certo que não. São apenas criaturas como ratos, todos curiosos.

Os ventos permanecem calmos. Não há muito o que se esperar deles - as árvores bracam suas passagens para as terras mais internas. Por consequência as temperaturas retornam a aumentar, mas não muito, porque a hora é noturna.

Todos os sons animais nas proximidades continuam.

Eles não irão parar.

Distante alguns quilômetros dali, os Ogros entenderam que Braminir quer enfrentá-los, mas ficam parados, esperando alguma investida do opositor enquanto os Anões, estranhas criaturas pelo menos na Bulgária, começam a retalhar Svetla com seus não tão grandes machados, pensando que ela, assim como o brutamontes do companheiro, sejam aliados dos responsáveis pela destruição da aldeia. Eles correm feito doidos em sua direção - e isso deixa cada um dos Ogros livres para serem atacados estrategicamente. E, se Braminir realmente pensar em atacar, deverá ser consciente: uma faceta daquelas é pesada, poderosa. Pode causar danos inimagináveis.

Eles dão um grito. Não muito agudo - um grito ameaçador, indicando confronto certo. A partir disso, saem correndo em direção ao desafiado, erguendo visivelmente suas facetas em direção ao ar, como se fossem acertá-las justamente em sua cabeça. É o que querem, é o que farão se Braminir nada fizer.

Um confronto, agora, parece certo. 

Quem vencerá? Apenas os mais sortudos. E os mais espertos.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ahemoa d'Akins
Búlgaro - Pagão
Búlgaro - Pagão
avatar

Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 27
Localização : Algum local da Bulgária
Mensagens : 56

MensagemAssunto: Re: Campos    Qua Jun 19, 2013 11:10 pm

Já haviam-se passado quarenta minutos. Ou até mesmo uma hora e meia de descanso naquela construção rodeada por árvores nos mais variados tamanhos. Ela e Korrr até mesmo já haviam ido pescar pelos riachos próximos, conheciam muito bem quais as maneiras para evitar um ataque animal. Trouxeram alguns quilos de peixe para o resto dos reunidos ao redor das várias fogueiras acesas. Limparam, cozeram, comeram aquele alimento - já estavam ficando famintos mais uma vez - e precisavam de carne, não frutas, para sustentar-se pelo resto do trajeto até Odessos. d'Akins resolveu esperar mais um pouco antes de partir para que ninguém eventualmente passasse mal no meio da viagem graças à comida ainda acumulada em grandes quantidades no estômago.
Levantou-se após outros trinta minutos. Apagou cuidadosamente sua fogueira. O restante procurou montar nos cavalos antes, Korrr finalmente apagava todas elas e montava em seu próprio cavalo. Com um pequeno sinal, d'Akins saía em disparada rumo a Odessos, pelo perímetro florestal, seguida pelo restante da caravana. Ela sabia que não podiam demorar muito mais por ali; aquele lugar era perigoso. Suspirou um pouco. Estavam todos enxergando o caminho graças à Lua cheia, mas haviam questões a serem resolvidas. Ela não sabia se a situação mais adiante era compatível à continuação do trajeto...

... Vai que alguma tempestade recente havia destruído quaisquer caminhos? Korrr, por outro lado, estava pensativo em outras coisas. Principalmente em Geto, Svetla e Braminir, os teimosinhos do grupo que resolveram arriscar as próprias vidas percorrendo o local mais perigoso possível. Não sabia, entretanto, da morte de Geto. Muito menos sabia que Svetla e Braminir estavam confrontando Ogros e um grupo de Anões bastante nervosos. As notícias só seriam sabidas mais para frente.
Ele tentava falar alguma coisa. Ao mesmo tempo, não queria. Suas tentativas eram vistas e percebidas por Ahemoa: ela estranhava o marido estar agindo daquela forma. Sabia que ele queria conversar algo. Mas não sabia o que - simplesmente via sua vontade de falar. E falava algo, não queria deixá-lo estagnado em pensamentos:


- Izplyuĭ kamŭcheto, Korrr!
(- Fala logo, Korrr!)

- Nishto. Az se opitvakh da mislya na glas.
(- Nada. Eu estava tentando pensar alto.)

E mais adiante, conforme a caravana corria feito uma louca pelo perímetro florestal, Vladimir percebia algo esquisito. Não eram animais, mas árvores caídas, algo não muito difícil para aquele tipo de região. Bruscamente ele virava o cavalo para a esquerda, por pouco evitando um acidente. O restante fazia a mesma coisa.

- Pazete se ot padnali dŭrveta... Tazi gora me kara po-zainteresovani.
(- Cuidado com as árvores caídas... Esta floresta tá me deixando mais interessado.)

- Odesos e na nyakolko kilometra ot tuk.
(- Odessos está alguns quilômetros daqui.)

A caravana entrava pelas primeiras partes de mata fechada. Enquanto isso, Braminir e Svetla já perceberam muito bem as intenções verdadeiras das criaturas, mas foi ela (Svetla) quem estranhou ainda mais: por que estariam os Anões a atacando? Por que não os Ogros? Havia alguma coisa errada ali e ela desvendaria em breve. Não antes de retirar a espada da bainha. E não antes de decapitar dois Anões ao mesmo tempo com um golpe bem ensaiado antes que eles pudessem ferí-la com seus machados, que, mesmo pequenos, eram mortais.
Ela mal prestava atenção em Braminir - que havia apenas induzido uma briga com aqueles Ogros. Braminir os encarava como se apenas eles existissem e mais ninguém. Começava a correr, levantava a faceta para o alto, ensaiando um golpe... Que foi certeiro na cabeça de um dos Ogros sem que eles conseguissem percebê-lo. Claro que após o primeiro golpe, sem saber quais eram os resultados, virou-se aos seres. Havia mantido a faceta frente ao corpo - não queria levar algum golpe despercebido.
Svetla estava concentrada com os Anões. Com a espada cheia de sangue pelo ataque feito anteriormente, ela agora varava um terceiro pequeno ser pelo coração. Esperava que as mortes fossem suficientes para afastá-los duma vez por todas. Mas mantinha-se preparada para quaisquer outros contra-tempos.


Ações da caravana - continuam na FLORESTA
Ações dos dois (Braminir/Svetla) - continuam por aqui
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Sex Jun 21, 2013 12:00 am

Um dos Ogros é acertado em cheio pela arma de Braminir, mas por ser uma criatura de resistência inimaginável, não é morto tão facilmente, mas também não se levanta, ficando praticamente imóvel no chão, dando falsas impressões de que foi morto. Enquanto ele está talvez comemorando sua vitória, a segunda faceta realizou um barulho pelos ares enquanto cruzava a pouca distância entre o segundo Ogro e ele: caso Braminir não tenha se atentato, será atingido na nuca - e ser atingido nesta região do corpo - para qualquer pessoa - é fatal. Este segundo Ogro aparenta ser mandante, ou líder pelo menos, da tão surpreendente chacina ocorrida naquela aldeia habitada por Anões deslocados de seu reino por motivos desconhecidos, provavelmente descontentamento com a maneira pelas quais as coisas são feitas por ele. A agressividade excessiva começa sendo percebida por Svetla, que já cortou as cabeças de ao menos três, dos quinze, presentes ali.

Isso intimida alguns, que saem imediatamente, mas atrai outros para um confronto direto contra ela. Dos doze restantes, seis fugiram às pressas, deixando apenas outros seis para batalharem usando machados de lâminas afiadíssimas com 1,4 metro de altura por pelo menos 0,8 metro, ou mesmo um metro, de largura. Foram forjados na própria Terra, ou Reino, dos Anões Búlgaros, que eram conhecedores da fundição metaleira quase como nenhuma pessoa por ali residente. Dois machados voaram rumo à cabeça da jovem. Mais um terceiro foi arremeçado, com força, em direção ao seu pescoço. Os três anões restantes se aproximam e golpeiam como podem as regiões mais baixas de Svetla - pernas - até mesmo traseiro - tentando inutilizá-la de forma ou de outra.

E suas velocidades nas ações são incríveis, bem como as direções dos movimentos: eles parecem agir como se estivessem cortando madeira. Conseguem golpear apenas na direção direita para a esquerda. E mais nada, já que os próprios machados aparentam ser ligeiramente pesados para eles mesmos.

Se Svetla consegue perceber, o peso dos machados trará uma fraqueza potecialmente até que mortal aos pequenos seres: eles não conseguem movimentar direito os respectivos braços com rapidez. Com os movimentos certos e táticas corretas, ela poderá, muito bem, cortá-los os membros usando apenas uma golpeada direta da própria espada.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ahemoa d'Akins
Búlgaro - Pagão
Búlgaro - Pagão
avatar

Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 27
Localização : Algum local da Bulgária
Mensagens : 56

MensagemAssunto: Re: Campos    Sex Jun 21, 2013 12:11 am

Braminir sabia que o Ogro atingido não demoraria muito tempo a acordar pois, por sua experiência, conhecia aqueles seres suficientemente bem para alegar que só uma pancada de longe conseguiria matá-los. Era preciso uma espadada bem ensaiada na região da cabeça, coisa que apenas Svetla, ocupada com os Anões, conseguiria fazer. Mas não tinha muito tempo para pensar, observava a segunda faceta se aproximando a alta velocidade. Abaixava, claro, fazendo-a golpear apenas pleno ar. O som era tremendo, e isso indicava força descomunal por parte do oponente. Desferia Braminir um golpe rápido em direção ao joelho esquerdo daquele Ogro: embora não fosse matá-lo, iria quebrá-los os ossos daquela região, impossibilitando quaisquer locomoções e ataques futuros contra sua pessoa. Mas não cantava vitória.
Como ataque surpresa, batia em alguns dos Anões que fugiam. Como se tratava de uma arma pesada, seus crânios foram imediatamente esmagados pelo poder danoso possuído por aquela faceta. Matava três daquele jeito, dando-lhes golpeadas diretas contra seus respectivos rostos. Precisava ajudar Svetla antes que um dos Ogros conseguisse, por fim, se levantar e iniciar uma nova fase de confrontos por ali, coisa que ele não queria, já que estava precisando chegar logo de uma vez em Odessos. Gritava, sem maiores temores, para a acompanhante:


- Dovŭrshi go skoro!
(- Termine isso logo!)

- Nie tryabva da izleze Odesos vŭzmozhno naĭ-skoro!
(- Precisamos chegar até Odessos o quanto antes!)

Svetla era uma pessoa esperta e não deixaria suas oportunidades passarem - ela SABIA da fraqueza dos Anões. Mas antes de mais nada, precisou abaixar ligeiramente - evitando - claro - que os tão afiados machados pudessem pegá-la pela cabeça e pelo pescoço. O mais gozado era: as armas não eram feitas para retornar para as mãos de seus possuidores. Não entendia porque jogariam aqueles machados, mas independente, se focou em fazer seu trabalho sujo.
Desferiu um golpe certeiro à altura dos braços daqueles Anões que erguiam lentamente os braços para golpeá-la como se fosse uma árvore. Não conseguiram sequer tocá-la a pele: foram todos gritando, dali mesmo, sem os respectivos braços. Largava Svetla da posição ofensiva para uma posição normal, com a espada apoiada pelo chão. Observava toda a correria, mas não sentia pena alguma daqueles seres: eles a atacaram sem motivo. Lógico que morreram minutos depois apenas.
Ela respondia Braminir:


- Ako tova e, koeto iskakh, taka che raboti.
(- Se é isso que queria, então terminei.)

- Khaĭde de! Te tryabva da sa pochti tam. 
(- Vamos! Eles devem estar quase chegando.)

Subiam em seus respectivos cavalos, mas possuíam certo caminho para percorrer pelas planícies, porque aquela jornada seria um pouco complicada e demorada. Em disparada deixavam aquela aldeia em chamas, com várias perguntas a serem feitas depois. Quem habitava aquele local e por que foram atacados? Quais os motivos dos Anões Búlgaros estarem habitando fora de suas terras?
Guardaram quaisquer perguntas para si mesmos.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Dom Jul 21, 2013 11:03 pm

(Começando as ações iniciais nos Campos.)

Magnusson e seus homens que não foram atacados gravemente por bestas selvagens (excluindo Samuel, que ainda vive apesar da perna em constante inchaço) chegaram ao "sopé" da floresta, formado pelos primeiros matos altos dos Campos até porque aquela era uma zona nunca usada por ninguém para nada, logo era de se esperar que houvesse gramados acima dos 1,8 metro de altura espalhados por todas as direções em grupos não muito distantes uns dos outros. Naquele primeiro momento realmente é difícil saber se existe algo mais à frente ou não, é até mesmo difícil de saber se estão indo para a cidade desejada porque não existem mais estradas daquele ponto em diante. Se tinham, elas foram apagadas, pelo menos ali, pelo crescente matagal, aparentemente impossível de ser controlado apenas mantendo cortes regulares. E sim, por dentre aquele mato, os arbustos baixos típicos da região já iam aparecendo. Muitos tinham frutos, MAS aqueles frutos eram venenosos. Não eram esperados em matar um humano - porém - claro - iriam deixá-los doentes caso ingerissem aquelas pequenas coisas amarelas.

Espinheiros aparecem quase em associação aos arbustos com frutos venenosos. Embora eles sejam também meros arbustos até que baixos, os espinhos não são pequenos, podendo, muito bem deixar feridas bastante profundas porque são resistentes a quebras, grossos, resistentes a quaisquer tipos de coisas. Certamente aqueles homens todos viram. Eles não seriam tolos o suficiente para se machucarem em meros espinheiros de propósito - mas o cuidado deveria ser extremo. Provavelmente não era possível ver, mas rochas de vários tamanhos se escondiam por detrás e entre aquelas plantas todas, formando uma perfeita armadilha natural para se cair violentamente sobre aqueles espinheiros. Hora ou outra, árvores desoladas, espinhentas ou não, provavelmente teriam sido vistas. Pelo menos os homens perceberam a notória diferença de cenário entre as florestas e os campos.

Os "caminhos" esporadicamente encontrados por entre a vegetação alta não foram feitos manuamente e não indicavam lugar nenhum pelo mapa do terreno. Seguí-los levaria para alguma localidade com certeza, mas ela seria totalmente "random". É arriscado, vários já se perderam e precisaram de semanas para se ajustarem - SE retornaram vivos. E pelo menos, os sinais de chuva estavam bastante claros. Haviam poucas nuvens nos céus. Elas provavelmente haviam todas precipitado sobre o lago passado e proximidades. Uma nova característica pode ser observada sem problemas: que o intenso nevoeiro, antes perigoso até, havia acabado. Enquanto a visão não chegava a ser perfeita porque era ainda sim bem bloqueada pelos arbustos, ela foi muito mais improvisada...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Cenário Vivo
Administrador
Administrador
avatar

Data de inscrição : 03/06/2013
Mensagens : 117

MensagemAssunto: Re: Campos    Sab Jul 27, 2013 12:19 am

(Como perdeu a vez, estou postando mais coisas)

Dependendo de onde forem, os viajantes encontrarão o terreno local ou muito fácil de ser passado - com planícies atrapalhadas somente pelo mato alto em certas regiões - fora arbustos espinhentos - OU algo muito difícil, imprevisível, mesmo perigoso, mas não por causa dos animais, e sim graças ao que há abaixo de seus pés propriamente dizendo. Como vários territórios inexplorados do país ainda possuem a influência imensa das tribos nativas, que fazem armadilhas para capturar animais, que montam vários e vários esquemas para impedir viajantes e até mesmo conseguem armar guerrilhas para acabar com uma ou mais pessoas julgadas perigosas (ou caravanas, ou grupos de viajantes), não será difícil, caso eles - por decisões provindas do desconhecimento local - esbarrem com tais perigos. Se é que podem chamá-los de perigos ou apenas armadilhas. Algumas não seriam tão perigosas, outras são mais. E outras podem matar pela maneira em que foram construídas, em especial por dentre o matagal alto. Claro que, por hora, nada disso foi visto ou sequer sentido pelos homens que acabaram de sair da floresta.

Com nuvens dispersas pelos céus, temperaturas relativamente quentes (elas ainda subirão durante o dia, sem dúvidas) e visibilidade considerada boa pelo que pegaram lá atrás, é meio difícil dizer que os homens irão perceber graças a animais. Aqui é possível VÊ-LOS chegando caso vierem, e as reações podem ser melhor trabalhadas para que sejam mortos sem sequer atacá-los. Mas nativos não. Eles são pessoas, pensam, sabem aonde se esconder para lançar ataques. Usam flechas - isso que dizer que podem atacar à distâncias consideráveis sem serem percebidos - arpões de madeira feitos com os galhos mais grossos e polidos encontrados - pedras (que podem fazer estragos perigosos se forem acertadas na cabeça) e outros dispositivos conseguidos pela própria região. Aquelas pessoas, não os animais agora, são os reais perigos a serem enfrentados provavelmente um pouco mais para frente SE passarem pelas regiões "certas".

Uma brisa leve sopra pelo rosto de todos. E Sabuem provavelmente não poderá continuar a viagem por muito mais tempo. Com uma perna em inchaço constante apesar do sangramento estancado e parado, uma dor provavelmente muito forte e agora infectado por alguma espécie de bactéria - não se sabe direito - mas é POSSÍVEL que o lobo estivesse doente - não irá durar mais do que duas horas pelo menos. A partir daí, eles precisarão decidir o que fazer. Ele já está se tornando um peso. E não uma ajuda. E mesmo que chegasse até Pliska, não poderia fazer praticamente nada. Nem mesmo engajar-se em batalhas. A decisão fica, cada vez mais, às mãos dos próprios homens sobre o destino do próprio companheiro.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Thomas Magnusson
Ordem dos Cavaleiros de Cristo
Ordem dos Cavaleiros de Cristo
avatar

Data de inscrição : 02/06/2013
Idade : 34
Localização : Bulgária.
Mensagens : 17

MensagemAssunto: Re: Campos    Dom Ago 04, 2013 2:35 pm

Os homens da Ordem dos Cavaleiros de Cristo continuaram seguindo com calma o seu caminho. Continuavam todos segurando firmemente suas espadas e escudos, até mesmo Samuel, que estava seriamente machucado e talvez não durasse muito tempo.

Para a alegria de todos, estava amanhecendo, e de um breu completo, eles começavam a entrar em uma boa claridade, finalmente. Um sorriso se esboçava na boca de Magnusson e de outros homens que ficavam aliviado com a luz do dia. O Reverendo Josias rezava em agradecimento para Maria e seu Filho.

Sobretudo, eles tomavam cuidado com o solo do caminho, para não cair em armadilhas. Estavam mais atentos do que nunca.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Campos    

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Campos
Voltar ao Topo 
Página 2 de 2Ir à página : Anterior  1, 2
 Tópicos similares
-
» Descanse em paz Eduardo Campos!
» Prelúdio: Filhos da Tempestade
» [CAMPO 3] Treinos Individuais - Shon Hozuki
» [SUGESTÃO] Campos pra Fichas
» Campo de treinamento - Hipismo e Equitação

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Medieval Legends :: BULGÁRIA :: BULGÁRIA-
Ir para: