Medieval Legends 2013
 
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 Reykjavik

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MensagemAssunto: Reykjavik    Qui Jun 06, 2013 12:19 am

Spoiler:
 
Castelo do Feudo

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Mapas da Islândia para maior referência


Última edição por Administração do Jogo em Qui Jun 27, 2013 1:01 am, editado 1 vez(es)
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Earl Ragnar Lothbrok
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jun 06, 2013 1:58 am

Islândia, mais conhecida como as Terras Congeladas, poucos navios chegam naquela ilha inteiros, sua presença e convivência com os outros Vikings é distante e vaga. A Ilha é constantemente paralizada em uma era de um frio que forasteiros considerariam com o mais cruel dos invernos, porém, as primaveras e verões são famosos por durarem até anos, enquanto os outonos são rápidos e os invernos cruéis e mortais.

Suas terras eram envolvidas com misticismo e magia, rumores de Jötuns terríveis, gigantes de fogo, anões, elfos, dragões, ogros, trolls, valravns, lobos gigantes, ursos terríveis, raposas falantes, vaettirs e demônios antigos. Governada por seres estranhos como askafroas.

Os grandes e brutais selvagens dos Vikings eram governados por Earls, de seus respectivos feudos e regiões. Haviam onze Earls na Islândia, Ragnar Lothbrok, Eddard Haraldson, Mance Rayder, os irmãos Varamyr no Luisenbarn e Styr no Luisenbarn, Jeor Mormont, Hrothgar, Otto Crowl, Earl Forlog Magnar, Jon Arryn, Balon Greyjoy.

Spoiler:
 

Ragnar Lothbrok era o mais poderoso de todos, dono das regiões das terras Grindavík, até os rios de Borgarnes, as montanhas de Langjökul, até onde sua terra terminava na vila de Hella, a sua maior cidade era Reykjavík, onde próxima dela se erguia seu castelo milenar; Winterfell. Suas terras eram ricas, poderosas no comércio e abençoadas com plantações fortes e ricas.

O Earl daquela região; Ragnar era um homem alto, com um metro e oitenta e cinco de altura, com um corpo como se feito de pedra, braços grossos como troncos de árvores, e uma grossa cascata de pelôs negros em seu rosto, em uma enorme barba que lhe escorria pelo pelo rosto, lhe diminuindo muito do cabelo que o mesmo possui na cabeça, havia começado sua vida como um jovem belo e forte, agora o cabelo lustroso e cumprido havia deixado a cabeça e ido para o rosto. Era um guerreiro, um assassino dos melhores, havia participado em muitas campanhas nas terras ao sul e leste, trajava roupas grossas e pesadas, gibões de couro negro, calções similares, cota de malha de ferro com vários elos ligados, um longo manto negro que lhe descia até os pés, feito da pele de ursos negros mortos pelo próprio Lothbrok, presos por pingentes de ouro em cada ombro, ele utilizava pulseiras grossas de prata com rubis incrustados, suas botas eram grossas e feitas do melhor couro de boi de toda a região, quando lutava, ou treinava, utilizava ao redor de suas mãos, um tipo de omeoplatas especiais que havia feito para si, completamente feitas de aço, elas foram criadas devido ao frio que fazia na região, auxiliando a manter suas mãos firmes e fortes, não lhe retirando a capacidade de sentir as mesmas.

Se tornou Earl em uma época onde os onze Earls eram quinze, ganhou seu título quando tinha dezessete anos, e o antigo líder do seu feudo que era três vezes menor que a atualidade, ele era o mais brutal e terrível de todos os que existiam na sua época, se chamava Orbert Forrester, o Touro Branco; lutou com Ragnar logo após ter tomado a mulher que ele amava como sua, lutando em combate singular, Ragnar o matou fácilmente com o próprio martelo de guerra de Orbert, esmagando suas costelas e com suas faca; arrancando-lhe o coração e enforcando a mulher que um dia amou.

Expandiu seu domínio quando matou outros dois Earls que ousaram anunciar que Ragnar não servia para ser um deles, o chamando de covarde e fraco, Ragnar enfrentou ambos e os matou com o martelo de Orbert, esmagando seus crânios. O último foi quando Lothbrok casou-se com a filha única de Earl Haraldson, o velho Earl Tygett ousou chama-la de vagabunda, isso foi o suficiente para Ragnar mata-lo por suas calúnias durante o jantar de seu casamento.

Sua esposa é a única filha de Haraldson, se chamada Brynhildr, filha do Earl Haraldson e de sua esposa; Siggy. Ela é uma mulher forte e orgulhosa, com grande força e um fogo intenso dentro de si, uma guerreira; lutadora de lança e uma escudeira tão habilidosa quanto qualquer outra que Ragnar ja havia visto em sua vida. Agora ambos reinavam em seus feudos, com seu filho menor de cinco anos crescendo e tornando-se um homem com um grande destino, seu filho se chama; Rollo. A mãe de Ragnar se chama Auslag, e ainda vive em uma vila próxima ao mar, os irmãos de Ragnar foram adotados e criados por Auslag, não sendo frutos de seu ventre; Rollo Lothbrok, Ubbe Ragnarsson, Markar Lothbrok, Olaf Tryggvason e Grímur Kamban.


Última edição por Earl Ragnar Lothbrok em Qua Jul 17, 2013 7:15 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jun 08, 2013 12:49 am

Os Earls Islandeses eram onze, entre eles haviam cinco que eram os mais poderosos entre todos;

- Ragnar Lothbrok de Reykajavik, seu castelo se chama Winterfell.
- Eddard Haraldson das Terras do Sul, seu sogro e vizinho, vivia em sua torre chamada Orthanc, localizada no desfiladeiro das montanhas glaciais de Mýrdalsjökull e Torfajökull,
- Earl Mance Rayder, um homem orgulhoso e astuto, sua fortaleza era Castelo Negro, na cidade de Ólafsvík.
- Earl Jon Arryn dos Dedos
- Earl Balon Greyjoy de Pyke

Os demais Earls eram os irmãos Varamyr no Luisenbarn e Styr no Luisenbarn, eternamente ameaçando guerra um com o outro, Jeor Mormont de Heimaey, Hrothgar de Eldey, Otto Crowl em Flatey, Earl Forlog Magnar de Casa-do-Rei em Stykk. Todo o lado sul do país das ilhas congeladas como eram conhecidas para o mundo exterior, mas Islândia para seus habitantes e moradores, boa metade da ilha, as mais ricas áreas eram controladas pelos Earls.

As terras vizinhas que faziam fronteira com os feudos de Varamyr no Luisenbarn, Mance Rayder, Balon Greyjoy e Ragnar Lothbrok, eram as terras fluviais dos Homens-das-Colinas, clãs reunidos e unificados sob o estandarte da caveira negra de seu Rei sombrio; Lót, ao oeste de suas terras existiam as terras pardas do Enedwaith, onde clãs existiam em grandes quantidades e vários assentamentos, sua única cidade conjunta era Tharbad, no centro das terras pardas, nessas terras existiam vários homens com seus muitos próprios nomes Dunlendings das colinas rochosas, não possuíam líderes fixos mas viviam como queriam, havia os Flint e Harclays das Montanhas, Knott e Liddle de Saurbaer e Grund, os Burley de Laugar, os Norrey e Wull de Eyvindarstadaheidi. E um estranho e povo bárbaro e pesqueiro que vivia nas costas do mar, muito ao norte da Islândia, chamavam-se de Atanis, mas eram conhecidos como Húsavíks. Ao sul deles, entre as terras dos clãs, de Ragnar, e Haraldson existe a Montanha de Hofsjökull, lar dos Ogros terríveis e brutais.

Ao norte das terras dos clãs, cercados pelas terras de Balon Greyjoy e de Lót; existia o pequeno feudo e "país" conquistado pela espada de Aldwulf de Pendragon em Dalvík, protetor da Passagem de Barddaam, líder de tribos e clãs que eram ensinados a lutar e matar, faziam fortuna e sobreviviam com a pesca de baleias. Ao leste de suas terras vivia o Rei Uther, dizia-se que o castelo Pendragon foi construído por Uther, mas Aldwulf o tomou em sua campanha, expulsando seu antigo morador para o leste, vivendo em um país interno, sempre em guerra um com o outro pelo controle da Passagem de Barddaam. Vivia em seu castelo e arsenal; Hrisey, seu antigo arsenal em seu desejo pela conquista da Islândia, que se tornou sua moradia.

Além das terras pardas existem as terras dos Jarls; três deles eram; Jarl Jon Umber, ou o Grande Jon, como chamavam, um homem tão alto quanto o maior homem já visto por Ragnar, duas vezes mais forte e brutal do que ele imaginaria, sempre expulsava Dunlendings de suas terras, sua moradia e castelo era chamada de a Última Lareira.

O Jarl Jonos Bracken, com seus muitos primos e irmãos e irmãs, dezenas e até centenas de parentes, era um glutão e bufão, terrível e nervoso com sua espada larga como uma coxa, havia sobrevivido a três esposas, e cinco filhos natimortos, sua fortaleza era o Cercado de Pedra, mas vivia sempre atrás de elfas em Snaefell.

E o mais poderoso e terrível de todos os Jarls, cercado por suas terras que eram mais verdes, ricas e prósperas, existia o Jarl Roose Bolton e sua esposa; Jonelle Cerwyn, filha de um influente Lorde das terras das Matas-dos-Lobos, a terra ao extremo norte da ponta da Islândia.

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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jun 08, 2013 1:14 am

As terras do feudo de Ragnar Lothbrok se tornaram absurdamente ricas e férteis, ele fazia negócio com quatro dos Earls da região, no limite de suas terras nos rios de Borgarnes existia a cidade mercantil e portuária de Hvanneyri, que pertencia e pagava impostos para Ragnar, ao norte existia Varmaland, território de Mance Rayder, produtores de barcos de pesca.

No sul ele fazia negócios em vilarejos mercantis como Hella e Búrfell, com as terras do Earl Eddard Haraldson, seu sogro e primeiro aliado em tempos que os demais Earls votassem para sua morte. Para o mar ele fazia negócios com Eldey e o Earl Hrothgar, com seu Salão Dourado de Heoroth, mais ao sul existia Heimaey e os Mormonts da popularmente conhecida como Ilha dos Ursos. Suas terras haviam grandes vilarejos, cidades menores ao estilo do seu povo, mas a maior era Reykjavík ainda, cercada por outras seis vilas menores ao redor, e um pequeno porto, onde faziam grande fortuna na pesca e comercialização de baleias, em cada canto de suas terras, ele havia deixado postos, nas áreas de Reykjavík, como suas eram conhecidas, ele tinha Winterfell, ao sul do lago de Kleifarvatn, ele possuia Atalaialeste-do-Mar, as terras da Lagoa Azul, ao norte nas distantes montanhas de Langjökull, em um vale profundo havia o castelo de Fortenoite, nas terras fluviais ao sul das montanhas glaciais havia Torre Sombria.

E o castelo de Ragnar Lothbrok era Winterfell, sua casa e morada, onde sua família vivia. Ele como Earl, sua esposa Brynhildr Haraldson, o filho de ambos; Rollo, e a Mãe de Ragnar; Olenna Lothbrok, e o Tio de Ragnar; Eddison Lothbrok, um velho e honrado guerreiro.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Ter Jun 11, 2013 2:35 am

Por dentre as planícies e relevos da Islândia, jaz Waymar Royce, Mensageiro do Earl das Terras do Sul, Eddard Haraldson, viajando há um mês praticamente graças às desgraças e imprevisões, está percorrendo pacificamente pela Estrada das Rosas em direção a Winterfell, castelo de Ragnar, próximo de Reykjavik. Sua viagem teria durado menos tempo - ao menos alguns bons dias à cavalo - se a ponte de Hellas não houvesse desabado justo às vésperas de ser atravessada, graças a uma tempestade-surpresa realmente muito intensa; consequentemente, precisou cortar caminho por atalhos mais longos. Precisou ele passar por uma série de locais difíceis. E, para dificultar ainda mais, enquanto cruzaria uma outra ponte, no caminho para Hekla, um deslizamento de terra provocou ainda mais transtornos. Tantos transtornos que, sem saber o que fazer, perdeu a noção de espaço e não pode se garantir com certeza se está de fato indo à direção certa.

Pelo menos, a área é zona altamente usada por fazendeiros, já que as terras pela região são bastante produtivas, dando-lhe a chance de se localizar perguntando aos habitantes do local, donos de terras, se conseguem dá-lo alguma direção de onde está seguindo. Uns dias antes, havia tentado se certificar com um viajante. Este homem aparentava conhecer muito pouco da região, embora tê-lo informado, mas, agindo instintivamente, procurou Royce não seguí-lo. Sem opções, havia decidido questionar as próprias pessoas que moravam pela zona. Uma delas foi o fazendeiro Grimsvotn Guðmundsson. O homem já era experiente por aquelas terras; Royce preferiu seguir suas indicações sem maiores ou menores desdéns.

Mas o caminho será longo.

A distância até Winterfall corresponde a vários quilômetros.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Ter Jun 11, 2013 5:57 pm

- Ei! Você ai! - A voz era alta e jovial. Três cavalos se aproximavam, pelo julgamento do mensageiro ele poderia afirmar que a voz veio do cavaleiro do garanhão negro, era um rapaz de cabelos dourados, olhos verdes e pele clara, usava uma grossa pele por sobre o corpo, que ao julgar pela costura era feita de pelo menos quatro lobos, mas não os lobos comuns do sul e do norte, eram Lobos Gigantes, todos negros, suas roupas também era negras, seu gibão era de couro, suas calças de lã, botas de cano alto e negras, por sobre o gibão usava uma cota de malha escura, era grossa e pesada, mas absurdamente limpa, ou era nova, ou era algo de uma forja bem feita. As costas o cavaleiro tinha o cabo de couro de uma espada gigante de duas mãos, grossa e envolvida em uma bainha de couro, e ao peito de sua cota de malha havia o símbolo de um dragão vermelho de três cabeças, o símbolo de Lothbrok.

Spoiler:
 


- Quem vem de lá a procura de Winterfell? É amigo, ou inimigo? - Se aproximavam rápido. Seus companheiros montavam dois palafréns, ambos castanhos, um era robusto, treinado para batalha, seu cavaleiro era grande como uma torre, olhos negros e barba negra, usava roupas de cor similar, e ao peito sob cota de malha possuía o símbo de três cães dourados, era um membro do Clã Clegane, usava uma espada gigante, a maior já vista isso era um certeza, e o outro tinha aparência esguia, provavelmente mantido para corridas, era um jovem rapaz maltrapilho e sujo, usava um pequeno chapéu na cabeça, e levava um machado curto na cintura, não tinha símbolo algum, provavelmente escudeiro do cavaleiro maior.

Quando se aproximaram do cavaleiro, o rapaz loiro o encarou por um longo momento antes de voltar a falar.
- Grimsvotn me disse que procura Winterfell. Eu sou Markar Lothbrok, irmão do Earl. Posso perguntar o porque de sua ida até lá? E de onde vem?
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qua Jun 12, 2013 12:36 am

Parou bruscamente a jornada ao escutar uma voz jovial alta. O cavalo praticamente empinou em direção ao alto, provavelmente graças à velocidade absurda do movimento e susto graças àquela aparição não esperada. Royce, que geralmente costuma não temer nada, preferiu ficar atento. Quem sabe as aproximações ao menos não sejam suficientes para ajudá-lo a restaurar sua certeza de que está indo corretamente até Winterfall? Pois é cauteloso a observar todas as características possíveis dos cavaleiros por ali presentes. Viu a espada de um embebida em sua bainha; viu as características faciais do outro. Observou as vestimentas e a barba negra do segundo. Devia ter calculado que perguntariam se é ou não aliado, traria alguma resposta mais bem elaborada.

- Sou Mensageiro de Eddard Haraldson, o Earl das Terras do Sul. - Responde. - Logo, posso dizer que não sou inimigo, mas amigo. - Finaliza as primeiras palavras com a firmeza necessária para convencê-los de que não está com intenções de mentir. Suspira surpreso ao "descobrir" que conheciam aquele fazendeiro.

Ao escutar a segunda e última pergunta, torna-se pensativo. Mas não pensativo por um tempo longo demais, podem desconfiar que deseja enrolá-los. Está a caminho de Winterfall porque Earl Haraldson, pai da esposa de Ragnar, sente falta da filha e os convoca até Orthanc. Passados segundos, envia a resposta, com muito mais firmeza que antes, seguro de que será levado em direção a Winterfall:


- Estou a caminho de Winterfell pois o Earl Haraldson os convoca até Orthanc. Ele também sente falta da sua filha, deseja vê-la. - E assim espera pela reação do irmão de Ragnar, esperando que ele possa guiá-lo ao caminho certo até o grandioso palácio do Earl.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qua Jun 12, 2013 6:10 pm

- Então foi graças a Odin que cruzamos nossos caminhos. Meu irmão mandou que me chamassem para um banquete em homenagem ao mensageiro de Haraldson, não sei muito mais que isso. Will! Vá até Winterfell na nossa frente e avise da nossa chegada. - O jovem e franzino rapaz disparou seu cavalo pela estrada logo após as palavras de Markar. O irmão de Ragnar não parecia nem um pouco com ele, Ragnar tinha cabelos pretos como carvão e Markar tinha pelos e cabelos dourados como o ouro, da cintura com a mão enluvada ele puxou um odre, retirou a tampa com a boca e bebeu, era hidromel, o cheiro denunciava isso de longe.

- Eu sou o líder de Fortenoite, o castelo das terras mais ao norte, que fica entre Langjökull e o lago de Hvísturvatn, ou o Lago Espelho como chamam. Sou o guardião norte do feudo do meu irmão, protegendo ele caso os clãs das colinas ou o Rei Lót queiram uma espetada na bunda com minha espada. - Tomou um longo gole antes de voltar a falar. - Estamos no caminho certo, antes que pergunte, mas você tem de virar a esquerda na próxima légua, como vão as coisas nas terras do sul? - Um balido de ovelhas ecoava na direita, era outra pequena fazenda, a região era repleta delas. - Eu ouvi dizer por um fazendeiro falido de Laugarás, que os Jötuns de Vatnajökull voltaram a descer das montanhas nessa épocas, será que o mensageiro do Earl Haraldson confirmar isso ou chamaria o fazendeiro de bêbado? - O homem do clã dos Clegane fez um som que se parecia muito de longe com um riso, mas infelizmente era um, as terras centrais não acreditavam mais nas lendas de Trolls e Jötuns, não viam ogros havia quase um século.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jun 13, 2013 12:29 am

- Que grande coincidência. - Diz Royce, em expressão normal. - Mal poderia eu saber que o Earl já estava ciente de minha vinda a Winterfell. Haraldson apenas me mandou para dá-lo a sua mensagem, eu só sei disso. - As feições de Royce pouco se alteraram, visto que ele está aliviado por, após tantos problemas para achar o caminho certo até aquele castelo, estar sendo guiado pelo próprio irmão do Earl. Suspira fundo, pode concluir uma viagem que teria levado "apenas" duas semanas em paz. Na verdade, até havia perdido as contas de quanto tempo estava atrasado. Só sabe que não menos de trinta dias é.

- Devo dizer que as Terras do Sul estão excelentes, Haraldson não encontra nenhuma resistência por parte de clãs invasores ou quaisquer outro tipos de ameaças. As terras por lá estão prósperas, elas são a grande referência aos povos que lá habitam graças à organização sem igual. E as terras do Norte? Desde minha última visita até aqui pouco fiquei sabendo de novidades. Acaso vocês já se depararam com os temíveis Jotuns? Eu já, meu caro, mas não consigo descrever como consegui ser sortudo o suficiente para escapar com vida. - Algumas risadas são dadas por Royce, apenas para descontrair. E se ainda lhe sobrasse um resquício de dúvidas quanto à falta de crença nas lendas dos Trolls, Ogros e Jotuns, havia acabado de saná-las ao momento em que aquele homem membro do Clã dos Clegane riu. Era uma pena. Pois poucos realmente haviam se deparado frente-a-frente com tais criaturas, e suas histórias eram quase sempre desacreditadas.

- Ogros pelas proximidades? Lembro-me muito bem quando Haraldson ordenou a limpa deles das Terras do Sul. Estavam causando vários danos às propriedades do Earl. Estavam ameaçando as vidas da população por lá. A situação quanto a eles aqui pelo norte é preocupante? E quanto aos Trolls... Ou até mesmo Orcs? Há quanto tempo não ouço falar em Orcs...! - A conversa prossegue naturalmente entre eles, e Royce está mesmo interessado em saber quais são as situações pelo Norte muito provavelmente porque o próprio Earl Haraldson irá demandar notícias dessas terras assim que chegar, caso chegue até sua terra antes de Ragnar e sua esposa. Até para informações próprias: é bom conhecer por onde se pisa para não levar a pior ou má sorte de ser abordado por criaturas terríveis. 
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jun 13, 2013 5:42 pm

- As Montanhas da camada glacial de Vatnajökull do Sul são temidas nas lendas dos Jötuns, Orcs e Trolls. Sempre você escuta alguma história estranha sobre eles nas estalagens e fazendas mais ao sul. - Bebia do odre de hidromel com grande sede pelo que parecia, algumas gostar lhe escorriam pelo queixo quando falava, talvez estivesse tentando ficar bêbado, ou não. - As terras do norte continuam a mesma coisa, meu irmão tem sua bunda gorda sentada em seu trono fofo em Winterfell, rico será até ir jantar com os deuses em Valhala. Eu cuido do norte do seu feudo, lá em Fortenoite, pego muitos ladrões e saltibancos dos clãs das colinas, uma vez ou outra eu encontro um espião de Lót, eu tenho de falar com Ragnar sobre eles... Lót pretende ir a guerra, se é contra o sul, ou o oeste, eu não sei dizer, um fazendeiro que faz divisa com as terras dele fala que é contra Aldwulf do noroeste, que Hel leve ambos os malditos e os toste até as brasas para os Gigantes de Fogo. - Clegane parou seu cavalo, olhou para trás, para a direita e para a esquerda, Markar não pareceu notar, talvez fosse o vinho, ou o rapaz não fosse muito bom com a percepção ao seu redor, continuava a falar com sua voz um tanto rouca.

- Mas para lá de Fortenoite você ouve muito sobre os ogros, bom... muito e pouco, algumas histórias são graças ao vinho ou a cerveja, outras já faz você colocar certas dúvidas se são mentiras ou não, eu nunca encontrei com nenhum. Por Odin e Odur essas coisas todas Jötuns, trolls, orcs, dragões pertencem aos Sacerdotes em suas preces e histórias, não são vistos a centenas de anos, muito provável que não existam mais. Embora... às vezes nós erramos. - Quando parou o cavalo, sua égua relinchou, olhou para trás e viu que Clegane já havia desmontado, era um homem assombroso, possuía dois e metros e meio de altura, quase três, suas peles poderiam enrolar quatro homens comuns, não era gordo, mas forte como uma árvore velha. - Gregor! Se for mijar faça rápido, eu quero chegar em Winterfell ainda hoje.

O homem não respondeu, permaneceu olhando para o meio da grama alta ao norte. Markar também olhou, mas pareceu não notar, quando desceu do cavalo, mostrou que não era alto, não como Gregor, Markar devia possuir um metro e setenta, quase oitenta, mas batia quase no peito de Clegane, suas botas rangiam conforme andava, fechando o odre e colocando de volta na sua cintura.


- Gregor! Seu miolo mole, o que em sete infernos você esta fazendo?

- Calado. - Sua voz era grave, muito grave, sua barba rala no rosto era completamente negra, assim como seus olhos duros e frios. - Você não escuta?

- Eu não escuto nada. - Markar olhou para a esquerda e depois para a direita, não escutava absolutamente nada.


- Exatamente, nada. Onde estão os grilos? As moscas? E os cães que latiam? Onde esta a voz do fazendeiro?

- Talvez ele tenha ido dormir. - Não era possível, não havia escurecido ainda, mas o céu tinha nuvens cinzentas ainda, era algo normal, afinal ainda era verão.

- Não... Eu não sinto nem o cheiro de nada. Os cães do velho Grimsvotn não latem... e aquelas terras são as terras de Hamfast Gamgi e da Eleanor Bonfilho, e se eu me lembro... os servos deles são Folcwine e Léowine, dois barulhentos... onde estão a voz deles?


Um som distante foi ouvido, era muito agudo para se entender, mas Gregor tinha razão. E Markar percebeu isso.

- Por Frigga e Freya... isso foi um grito. Suba no cavalo, Gregor! E vamos logo ver o que é isso! Você, mensageiro! Ou fica aí ou vem conosco! - Ele não havia falado o nome dele, então Markar não sabia, ou apenas não se lembrava, quando se deu por si, eles já havia subido nos cavalos, esporado os mesmos e entrado pela grama alta em disparada.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sex Jun 14, 2013 12:33 am

- Na verdade, poucas pessoas acreditariam em mim se eu dissesse já ter cruzado caminho com um Jötun, muitos pensam que as histórias são produtos daqueles alcoolizados, entende? Orcs e Ogros? Quem das terras Norte ou Sul, Leste ou Oeste daria credibilidade à existência deles? Talvez realmente não existam mais há séculos, embora, como disseste,... Podemos estar enganados. - Realizou uma breve pausa para respirar e tomar um pouco do ar que circulava calmamente pela região. As nuvens estavam um tanto escuras, mas ainda era dia. Royce, que costumava contar e ouvir várias histórias dos povos locais, tornava-se bastante apreensivo com as coisas ditas por Markar. - Ah, as terras do Sul continuam prósperas como sempre. O Earl investe muito para ganhar ainda mais riquezas, sabe como é.

- Haraldson costuma permanecer quase a maioria de seu tempo sentado em seu trono. Mas parece ganhar a confiança da população ao redor mais do que suas expectativas. Ah, ele gosta de se manter popular, pelo menos entre a nobreza. - Continua a prestar atenção nas palavras do irmão de Ragnar. - Acaso existem muitas tentativas de assaltos por ladrões nas Terras do Norte? Lá pelo Sul estamos conseguindo aos poucos estagnar essa realidade. E nem me fale de guerras... Elas me deixam arrepiado!

Ouvindo a respeito dos Ogros, seres considerados místicos pois nenhuma pessoa os viu em tempos recentes, Royce põe-se a pensar em como toda aquela lenda, caso não fosse verdade, teria aparecido. Ora ou outra tenta convencer-se de que existem, mas parece contraditório nas próprias ideias.

- Eu muitas vezes fico em dúvida se são histórias mentirosas ou verdadeiras. Parece-me que quando você ouve um, dois, três e mesmo quatro contos "reais" a respeito deles até é uma boa razão para crer que existam de verdade. Porém eu também nunca me encontrei com nenhum. - Também havia percebido que Clegane já havia desmontado, e com pouca reação, desceu do cavalo pouquíssimo tempo após Markar. Demonstrou ser um homem com estatura considerada alta, talvez um metro e oitenta e cinco de altura, de forma robusta por caminhar muito por aí.

Continuou prestando atenção nas falar de ambos, nada respondeu, preferiu a atenção do que o falar. Então, havia Gregor mandado Markar se calar, havia possivelmente alguma coisa pelas proximidades. Mas Royce também não ouvia porcaria alguma, apenas o soprar duma brisa muitíssimo leve. Tão leve que, sem sombra de dúvidas, era quase inexistente.


- Nem eu ouço nada. - Resmungara Royce, em tom normal.

Após um som distante ser ouvido, algo como uma espécie de grito muito agudo, Royce desconfiou de que algo surpreendente estivesse mais a frente, e ele precisava conferir de perto. Subiu rápido no cavalo e, assim como o restante dos homens, o Mensageiro partiu em disparada por dentre as gramas altas.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sex Jun 14, 2013 2:51 am

Percorreram um tortuoso trajeto com seus cavalos, até que Gregor decidiu a hora perfeita para desmontarem, deixaram seus cavalos soltos na grama, em uma distância segura para eles, Gregor Clegane vestiu a cota de malha, placa de peito, seu escudo de madeira grossa e redonda, lembrando muito uma enorme mesa de jantar, sua espada gigante na cintura, e um enorme machado de dois gumes na mão direita, para Markar ele poderia ser usado com ambas as mãos, mas para Gregor aquilo serviria para cortar lenha com apenas um braço, os gritos tornaram-se mais intensos, e havia fogo também próximo dali, Markar tinha um grosso facão na mão esquerda, enquanto sua espada permanecia magnifica nas suas costas.

Quando chegaram adiante, o fogo crescia, o celeiro estava pegando fogo, e uma mulher caída sobre o corpo do velho feitor Hamfast que estava deitado no chão, talvez morto, talvez inconsciente, enquanto sua mulher gritava e berrava sobre o corpo, e um rapaz com roupas rasgadas segurava uma espada na mão esquerda, Markar achou estranho mas precisava falar.

- Ladrões? Tão ao sul? Será que passaram pela vigília de Fortenoite? 

- Não são ladrões - Foi tempo suficiente para ele terminar e um enorme saco voar contra uma carroça de feno, quando a mesma se virou para trás, o rosto de Léowine morto bateu sua cara contra o chão, embora a partir da cintura, não houvessem pernas, apenas muito sangue e tripas escorrendo. Folcwine em desespero avançou para frente, Markar ainda saia da grama alta quando dois homens saiam de dentro do celeiro, um enormemente homem gordo e cheio de cicatrizes, completamente careca e armado com uma clava. O outro era jovem e bonito, cabelos escuros ou da cor de areia, armava-se com uma espada e um tridente. 

Spoiler:
 


- Viu os ladrões? - Quando Markar saiu da grama alta foi quando viu, uma figura que era duas cabeças mais alta que Gregor Clegane, armado com algo que poderia se lembrar a uma clava, ou um porrete, tinha a pele pálida, olhos como laranjas brilhantes, careca, orelhas pontudas, dentes afiados e manchados de sangue, roupas rasgadas e corcunda. - O que é aquilo?

Os homens notaram sua presença, mas pareciam que estavam o ignorando. Notavam mesmo as doze figuras menores ao redor da criatura gigantesca, eram pequenas, mal armadas e muito horrendas. E antes que Markar pudesse olhar para trás e procurar por Royce, foi o suficiente para Gregor lançar seu colossal machado a distância, que mais lembrava um cutelo de cortar lenha em sua mão, e cortar a cabeça ao meio de um dos pequenos seres ao redor da criatura, em resposta obteve rosnados e silvos de língua, Clegane vestiu seu elmo negro de ferro, lembrava muito um balde negro completo, sua viseira lhe cobria todo o rosto, lhe mostrando apenas seus olhos negros. 

- Goblins e um Ogro... parece que Ragnar vai apreciar uma história ao jantar. - Sua enorme mão fechou-se ao redor da espada, puxando a mesma da bainha, revelando a maior espada já vista ali, e Markar avançou para frente com o mesmo. Olhando para os três homens e falando em voz alta o suficiente.

- Vocês, não me interessam quem são, só não me amolem! E um de vocês vá ajudar a mulher e o marido dela.

Foi o rapaz maltrapilho que em lamentos e choros foi se afastando dos quatro.

- Eles vieram do nada, senhor... eles... mataram meu irmão... - Falava enquanto se arrastava lentamente, chorava. - Um ogro... um ogro...

Quando Markar Lothbrok direcionou o olhar para o gordo e para o homem, foi respondido pelo homem magro com o tridente.

- Estamos em mais alguns, eles estão vindo, foram apagar o fogo e matar o resto dos goblins. Eu sou Ecthelion, ele é Uldor.

- Guarde as despedidas para depois. - Não queria falar, mas estava muito impressionado com tudo que lhe acontecia e espantado, sua resposta foi um riso gutural e nojento do ogro.

Spoiler:
 


Última edição por Earl Ragnar Lothbrok em Qua Jun 19, 2013 10:06 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sex Jun 14, 2013 11:57 pm

Royce já estava acostumado com aquelas cenas escabrosas de coisas pegando fogo, pessoas mortas e até mesmo tragédas. Quando chegaram adiante pela jornada e viram o celeiro em chamas, uma mulher caída sobre o corpo de Hamfast e tudo mais, além dos berros de sua mulher, permaneceu passivo. Mas não frio, estava é curioso para saber das coisas que haviam se passado ali. A curiosidade apenas aumentou quando o rapaz de roupas rasgadas com uma espada na mão esquerda foi visto. Era lógico que, sem querer interromper Markar, esperou um pouco antes de falar.


Pois os arredores ainda cheiravam estranho demais para ser um dia normal, como qualquer outro. Aquelas cenas até eram chocantes. Alguém certamente havia atacado aquela região em tempos muito recentes. Tão recentes que, ainda sim, os traços de destruição permaneciam claros. Porém, precisava dizer algo.


- Sim, muito ao Sul. Parece que alguns deles ultrapassaram... - Foi o tempo suficiente para Royce acompanhar, sem entender basicamente nada o que estava se passando pelo local, o saco de feno gigantesco voar e, logo em seguida, Léowine cair morto, sem as pernas, e cheio de sangue.

- Se vi os ladrões? Alguns, alguns! - Era claro que, até aquele momento, não havia visto o ser, ou a pessoa, responsável pelas ações passadas. Ao sair do gramado algo logo após Markar, tomou um susto ligeiro, caminhou dois passos para trás, recompôe-se rápido. Um Ogro. Finalmente. Havia visto pessoalmente a criatura. - Mas...!!!! 

Como estava ainda meio perdido quanto ao que fazer, Royce procurou acompanhar tudo, mas à distância segura para não causar transtornos. Porém, ainda poderia conversar sem maiores problemas com Markar, já que não estava absurdamente distante e nem sequer precisaria berrar para chamá-lo as atenções. Não resistia, precisava comentar algumas coisas a respeito da cena.

- Excelente, um Ogro. E Goblins. 

- Se há algo que chamo de quebra de mitos, é isso. Haraldson também vai apreciar uma longa história quando eu regressar. - Acompanhou as próximas ações em euforia, mas de forma controlada. Não estava aqui para *APENAS* confrontar monstros e Ogros, mas não perderia tempo em tirar partido de uma briga se ela ocorresse.

- E agora? - Indagou-se ainda mais. Não sabia se era para ajudar, atacar, ou qualquer outra coisa. Royce era apenas um Mensageiro, não guerreiro, muito menos um cavaleiro. Sua única função era dar informações e notícias, mais nada. Mas antes que pudesse congelar em ações, esperava por algumas ações, pois, aí sim, veria a melhor maneira de agir.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jun 20, 2013 8:42 pm

Os goblins vieram primeiro, lacaios e escravos de bestas maiores e mais cruéis, como diziam as lendas, dois avançavam contra Ecthelion, ele tinha habilidade pelo que Markar notou, defendeu-se com a espada e atacava com o tridente, Uldor, seu companheiro gordo era selvagem até os dentes, quando batia sua clava em um dos quatro goblins que o cercavam, ele chegava a se ajoelhar para tentar segurar o golpe, Clegane foi mais ambicioso avançou com tudo que tinha contra o ogro, Gregor estava de armadura completa, aço grosso e forte, calção, sapatos, joelheiras, peitoral, elmo tudo revestido em aço, fora sua cota de malha grossa de ferro por debaixo da placa de peito negra, ele estava pesado, um homem comum com uma armadura daquele peso e tamanho não conseguiria se mover por muito tempo e em grande velocidade, mas Gregor Clegane era grande como um ogro e forte como um gigante, tão terrível quanto um troll e cruel como um orc, seu escudo de ferro, enorme e retangular conseguia parar os pesados, fortes, porém não tão velozes golpes do ogro, talvez estivesse de barriga cheia demais para lutar, talvez estivesse cansado da caça e ansiava por sua toca, ou talvez apenas fosse lento de verdade. Markar tinha seu próprios problemas, quatro goblins corriam na sua direção, um deles armava-se com uma foice de capim, outro lutava com um machado de lenha, outro com um porrete e o outro com uma faca longa e cheia de dentes. Esse era o mais nervoso dos quatro, avançou primeiro e quando desferiu o golpe, o Lothbrok saltou para o lado e cortou-lhe o pescoço com seu facão de caça, usou força demais, cortou a cabeça da criatura, que saltou de seu corpo morto e caiu a poucos centímetros de Royce, mal havia reparado no pobre mensageiro ali presente.

O sangue negro da criatura atingiu-lhe os pelos do manto próximo ao seu rosto, e o próximo golpe foi parado pelo goblin com o porrete, a maldita madeira pareceu morder a lâmina, e Markar chutou o outro inimigo com o machado para longe dele, quando conseguiu retirar sua lâmina, o porrete do goblin desferiu um golpe contra sua coxa direita, foi forte o suficiente para fazer com que se curvasse, e forte o suficiente para irrita-lo, seus olhos ardiam em raiva, o próximo golpe fez com que cortasse não apenas a arma inimiga mas a criatura, da cintura até o ombro oposto, com a mão fechada em um punho ele socou o goblin que vinha com a foice no rosto, rodopiou seu próprio corpo e cortou-lhe o peito com o facão, não reparou se tinha morrido, mas lançou a arma em rodopios pelo ar contra o goblin com o machado, atingindo-lhe o ombro esquerdo, mas um Lothbrok não recuaria diante de uma situação tal pobre, morreria lutando e iria para Valhala se banquetear com os deuses, puxou a faca de caça da cintura, a espetando pelo queixo da criatura, com tamanha força que a ponta saiu pelo topo da cabeça lisa do mesmo. Não relaxou, em passos firmes aproximou-se do corpo que se mexia ainda do goblin que havia lutado com a foice, pisando em cima da sua cabeça com sua bota de couro nova, foi necessário apenas que fizesse isso por três vezes até ter esmagado o crânio de seu inimigo.

Parou e olhou ao seu redor, viu um goblin gordo e melhor armado que os demais, correndo por sua direção, passando reto e avançando contra Waymar Royce, quando Markar pensou em ajuda-lo ele fez a contagem na própria cabeça, se quatro ele havia matado, e Ecthelion já havia terminado de brincar com os dois, e Uldor terminava de esmagar o crânio do seu quarto, e o décimo primeiro corria contra o mensageiro, onde estava o último? Foi um pensamento curto,, quando o viu correndo em direção a grama alta. Ouviu Ecthelion gritando enquanto começava a correr.

- Deixe ele conosco! Nós também o queremos vivo! - Uldor não quis segui-lo pelo que pareceu, era gordo demais para corridas longas e a criatura era rápida.


Markar agora via que Gregor havia tido pouco sucesso tentando cortar o monstro pela barriga e pernas, sua espada gigante tinha apenas lhe arranhado, enquanto o escudo de Clegane estava ficando cheio de amassados, quando pareceu que se cansaria, a Montanha Que Caminha, como chamavam Gregor Clegane segurou firme em sua espada e desferiu um golpe brutal contra o braço do ogro, veio de cima para baixo, e arrancou-lhe a mão. Em fúria e dor, o golpe da clava inimiga bateu contra o escudo da Montanha, lançando Gregor do chão contra uma árvore, suas costas bateram no tronco, e quando atingiu o solo, soltou a espada e apoiou-se com a mão para se levantar, não foi rápido o bastante, a besta se aproximava com sua arma e dentes salientes, silvando e raivosa, quando ergueu a clava para erguer o mais pesado golpe que Gregor Clegane iria sentir, foi quando Markar correu, as marcas dos miolos negros do goblin em sua bota ainda marcaram seu caminho, saltou do chão e correu por sobre as costas do ogro, quando chegando até o meio de suas costas, com a criatura abaixando-se para se retorcer, foi quando o brilho da espada de Markar Lothbrok correu pela noite, em um único golpe ele cortou o pescoço do ogro, e uma pedra rolou dos ombros do mesmo, fazendo um crac no escudo de Clegane, não havia perdido o equilíbrio nem mesmo quando o corpo deitou-se morto no chão.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sex Jun 21, 2013 12:55 am

Pois observou atentamente aos acontecimentos, não muito distante de pensar que, com certeza, teria que batalhar contra aquelas criaturas muito esquisitas, embora se recusasse a batalhar contra aquele Ogro - uma verdadeira montanha em carne e osso - até porque, querendo se preservar contra morrer e não enviar a mensagem pessoalmente ao Earl, era um pouco óbvio que aquela criatura precisaria ser deixada diretamente à disposição do mais destemido guerreiro ali situado. De qualquer maneira, carregava uma espada cuja lâmina havia sido recém-afiada. Estava pronta para uso, não havia sido usada desde muito tempo atrás, estava praticamente intocada por dois meses ou mais. Quando observou os confrontos entre os Goblins, Markar e quaisquer um presentes, sentiu na pele que seria, não muito tempo depois, perseguido pelas criaturas fisicamente horripilantes. Esperava Royce, pelo menos, que fosse pelos diminutos, não pelo Ogro, que estava distraído em uma batalha direta contra Clegane. O sangue negro das criaturas era de dar nojo - nunca havia visto coisa parecida. Mas procurava ignorar aquelas coisas todas. Mansamente, sem que fosse percebido, escolheu Royce chegar pelo lado. Sua espada já estava devidamente empunhada, seriam golpes atrás de golpes até que todas aquelas criaturas diminutas já estivessem caídas. Mal podia esperar por um confronto, na vrdade, até porque estava cansado da ociosidade que lhe havia tomado conta desde aquelas dezenas intermináveis de dias. Royce estava firme. Não relaxaria.

De qualquer jeito, continuou Royce a procurar por posições de ataque sem que fosse atacado ou investido. Markar era um exímio lutador, pensava ele. Mas também precisaria honrar o nome carregado pelo irmão, então, certamente, tentaria quaisquer coisas sem desistir. Até mesmo morreria tentando, proposta feita por Waymar pessoalmente antes de começar seus serviços como Mensageiro quanto a imprevistos. E ele hoje mantinha a mesma palavra: estava disposto a morrer em glória, tentando. Mas mataria aqueles débils sem maiores esforços, pareciam presas fáceis diante dum animal selvagem faminto. Puxou a espada da bainha, evitando fazer muito barulho e seus planos se acabarem por ali mesmo. Foi então que observou um punhado deles (quantidade não especificada, logo ao menos quatro) avançando contra sua pessoa.
- Oh, beleza. Lá vem eles... - Pensou em dois tempos antes que pudesse realizar uma investida qualquer. Não estava prestando atenção aos companheiros, não sabia se queriam ou iriam ajudá-lo.

O mais nervoso de todos os Goblins havia desferido um golpe contra sua perna, usando seu porrete. Nada mal, já que estava acostumado Royce a lidar com situações como aquela. Desviou para a direita, desferiu o próprio golpe em direção ao braço da criatura, que estava relativamente despreparada para recebê-lo. Então, o mesmo sangue negro que havia atingido e manchado as vestes de Markar pouco antes caía sobre suas vestes, rosto e olhos, conferindo uma visão um pouco reduzida graças ao líquido presente nas pálpebras. Mas não se importava. Terminou com aquela criatura enfincando-a a lâmina de sua espada na região do coração. Não houve tempo de se virar, porém. Um segundo Goblin aparecia tão rápido quando um relâmpado, desferia um golpe em direção a seu corpo. Desta vez conseguia atingí-lo, a dor era grande. Deve tê-lo arrancado sangue da região peitoral, mas Royce, atirado em direção ao chão a certa distância, recuperava-se rápido. Correu violentamente em direção à criatura, cortando-a na diagonal da esquerda para a direita. Mal havia feito aquilo, outros dois Goblins já desferiam golpes distintos contra seu corpo: um deles acertou violentamente a coxa de Royce, que respondeu dando um chute imediato, forte, contra outro Goblin sequer envolvido no ataque. 

Deu um soco na face do autor daquele ataque, deixando-o desnorteado. Mais outro soco - agora pancada de tão forte - e estava desmaiado. Cortava a cabeça da criatura ali por ali mesmo. Com um movimento brusco para a direita, Royce desferia um golpe fatal contra o obro direito do Goblin restante. Este portava um machado forjado em ferro claramente gasto pelo uso. Com a dor, ele largava aquela arma e era devidamente partido ao meio (apenas na cabeça) pela espada empunhada pelo Mensageiro. Ao final de tudo, Royce mais do que fedia o cheiro do sangue dos Goblins. Sentia-se desgostoso por aquilo tudo, mas foi tempo o suficiente para observar Markar cortando a cabeça do Ogro, finalmente, deixando-o completamente sem vida. Até suspirava.
 

- Que essas criaturas não me atrapalhem denovo! - Gritava, energicamente, sem querer saber se os presentes estranhariam ou não aquela conduta. Lógico que permanecia tão atento quanto antes, pode ser que as coisas ainda não haviam sido terminadas. Mas ficava a pensar consigo mesmo sobre o que faria Markar, ou qualquer um dos presentes, com a cabeça decapitada daquele Ogro horrendo.
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Earl Ragnar Lothbrok
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jun 22, 2013 7:56 pm

Markar ainda estava sobre o corpo morto do ogro quando Clegane se levantou, soltou o escudo amassado, lançando a espada para o chão, demorou um pouco para conseguir retirar o enorme elmo de ferro, parece que estava emperrado com a queda, o arrancou com brutalidade, seu rosto era sombrio e assustador, sangrava um pouco no canto esquerdo da boca, e Lothbrok não pareceu dar a mínima, gritou de cima da carcaça da criatura.

- Royce! É bom que você esteja vivo! - Olhou ao redor, e a mulher do fazendeiro ainda chorava, mas dessa vez gritava.

- Meu marido... meu marido esta vivo! Quem são vocês? - Pareceu se lembrar de Markar e Clegane, mas pelo olhar que julgou os dois, ela sabia que eram quase fidalgos por suas roupas mais elegante e boa armadura.

- Eu sou Markar Lothbrok, irmão de Ragnar Lothbrok. Esse é Gregor Clegane, meu companheiro. - "E cão." não quis dizer, mas era a verdade. Foi o rapaz maltrapilho que voltou a falar, a mulher era Eleanor, ela o chamou por Folcwine e pediu que se calasse.


- Como ogros e goblins vieram tão ao sul? Eu pergunto pra você! A Patrulha deveria existir para manter eles em Hofsjökull! Ou será que os bastardos tomaram o lugar dos guerreiros em Fortenoite?

Era esperado que Markar se zangasse, mas Clegane que estava mais extressado, deu dois passos e provavelmente pretendia matar o rapaz, isso teria acontecido se Markar não o tivesse parado com o braço livre quando desceu da carcaça morta do ogro.

- Nós não sabíamos... nós esquecemos... não achávamos que Ogros, Goblins ainda existissem. - Antes que Folcwine lhes respondesse, da grama alta saíram mais vultos, Ecthelion e Uldor haviam voltado, e não sozinhos, voltavam com mais quatro companheiros, e o corpo morto do goblin, estava quase impossível de reconhecer, havia sido espancado até a morte com  certeza.

- Vejo que sobreviveram! - Foi Ecthelion que falou, mas em momento algum pensou em guardar a espada.

- Quem são vocês? - Markar ainda tinha sua espada gigante na mão esquerda, e Clegane já havia recuperado seu machado do corpo morto da criatura anteriormente abatida por ele.

- Nós? Somos seus salvadores! E deles também! - Lothbrok não gostou do sorriso nos lábios do rapaz.


- Salvadores? Eu pergunto novamente; Quem são vocês? - Fechou mais forte ainda os dedos ao redor do cabo de sua espada.

- E quem são vocês? Você sabe meu nome, mas eu não sei o de vocês.

- Eu sou Markar Lothbrok, Lorde Comandante da Patrulha da Noite e Senhor de Fortenoite, e vou perguntar novamente... Quem são vocês?

Quando pareceu que seria respondido novamente, um dos companheiros de Ecthelion veio a frente, retirou o capuz e revelou ser o mais velho dos presentes.

- Eu sou Zacariah Grimm. Antigo Chefe de Escudogris, e Capitão dos Segundos Filhos.

- Escudogris... essa vila foi abandonada a mais de... - vinte anos, era o que Folcwine pretendia dizer. Mas as lendas que falavam de Escudogris, tão ao norte e colada em Hofsjökull, falam de saques, chamas e mortes horrendas.

- Segundos Filhos? Eu já ouvi falar de vocês... Se chamam de Caçadores de Recompensas, mas não passam de saltibamcos e bandidos para mim! - Gregor se aproximava passo a passo com fúria no olhar, provavelmente porque Markar roubou-lhe o prazer em matar sua presa anterior.

- Caçamos animais, bandidos, e também criaturas como essas, mas eu também já ouvi falar de você... Gregor Clegane, ou como chamam... a Montanha Que Caminha. E sua história não é tão pior quanto a minha, não é? - Quem riu primeiro, foi o último também, foi Uldor, o mais gordo, virou o rosto para ver se o acompanhavam, foi um erro terrível, quando todos piscaram, Clegane já havia socado o rosto do gordo e o lançado a meio metro dali. Ecthelion ergueu o tridente para atacar e Gregor o cortou com o machado como se fosse apenas uma folha, foi quando Markar se aproximou com a espada erguida que todos resolveram parar.

- Clegane... chega disso... vocês vão ser julgados por qualquer crime nas leis do Earl, e o Earl é Ragnar Lothbrok, não Gregor Clegane, nem Markar Lothbrok. Vocês vão vir comigo para Winterfell, onde... - Não acreditou que diria isso. - Onde meu irmão vai ouvir tudo o que aconteceu aqui... e em Escudogris.

Uldor foi arrastado de má vontade por Ecthelion, e os demais se afastaram para conversarem, Gregor foi recolher as armas dos mortos, não desperdiçaria bom aço daquele jeito. Logo haviam recuperado tudo, e Clegane já havia colocado a espada na bainha novamente quando Zacariah retornou.

- Tudo bem, Markar Lothbrok, nós iremos. - Uldor e Ecthelion partiram para buscar os cavalos, e o figaldo loiro voltou-se para o fazendeiro, agora consciente e sentado.

- Não deve falar nada disso aqui para ninguém, entendeu? Ninguém deve saber.

- E a morte de meu irmão? E a morte de Léorwine?

Markar retirou do bolso um pequeno, porém gordo saco redondo, fazia o som de metal, para Folcwine ele lançou três moedas douradas, era mais que ele esperaria ganhar em toda sua vida na fazenda. Para Hamfast lançou dez moedas de prata, e oito de ouro. Pagaria por suas despesas, pelo fogo, pelas perdas e pelo silêncio. Sua mulher, Eleanor jurou que não falariam nada para ninguém, e Markar rodou mais uma moeda de ouro para Folcwine queimar os corpos do ogro e do goblin, e os companheiros de Zacariah haviam retornado com todos os seis cavalos, seguiram a pé e os puxando atrás de Markar e Gregor Clegane que em sua mão esquerda levava seu machado e na direita um enorme saco gordo, usado para trigo, mas com a base enegrecida, voltavam agora para onde os seus cavalos estavam. Já estava anoitecendo, o céu escurecia lentamente, repleto de nuvens cinzentas e gordas das chuvas.

- Vamos logo! Quero chegar em Winterfell ainda hoje, temos uma viagem curta pela frente se formos rápidos, e eu não quero me molhar com a tempestade que vem aí. - Quando lembrou-se de Royce, virou-se para o mensageiro, falou muito mais baixo perto dele. - Nem uma palavra disso para Ragnar, não até eu falar com o mesmo, e não fale mais nada disso em sua viagem inteira de volta para Orthanc, se quiser falar para Haraldson, fale em privado, mas não espalhe pânico, Waymar, se souberem que a Patrulha de Fortenoite fraquejou e que todas as Ilhas das terras da Islândia estão condenadas a outro evento como o de cem anos atrás, eu juro que posso morrer por goblins e trolls, mas arrancarei sua língua e levarei comigo para oferecer ela a Hel, fui claro?


Estava nervoso, foi um dia cansativo demais, dias são longos e entediantes, ou curtos e extressantes, já haviam esporado os cavalos quando Royce havia terminado de falar, rápidos pela estrada de volta, seguiam finalmente para Winterfell.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Dom Jun 23, 2013 12:01 am

Royce tratou de retornar a espada para sua respectiva bainha, parecia não ligar ao fato de que havia, sim, sujado sua lâmina profundamente com o sangue negro daqueles Goblins horripilantes. Pensava em relatar a Haraldson, antes mesmo sabendo que não podia, ou sequer devia, criar pânico para a população Islandeza de que aquelas criaturas ainda existiam, mas não teve muito tempo para pensar. Markar havia percebido que havia sobrevivido, possivelmente agora ele sabia que o Mensageiro não era apenas mais um mensageiro comum que andava por aí despreparado e sim um guerreiro por mérito próprio e sabia muito bem como lidar com as situações delicadas como aquela uma. Sim, ele havia recebido alguns ferimentos ao levar golpes dos Goblins em suas pernas, mas nada grave. Era destemido. Parecia não sentir dor até mesmo nas condições mais tensas e extremas de luta que podiam ser propostas e passadas.

- Graças aos deuses! - Respondia Markar enquanto parecia remover um pouco daquele sangue fedorento das criaturas de seu rosto e barba. Caminhava perfeitamente por dentre o gramado disperso ali presente, apenas para observar um aumento no número das pessoas por ali presentes.

Royce havia também sido rápido ao esporar o próprio cavalo, agora estava junto a eles em direção a Winterfell, por fim. Percebia todo aquele nervosismo do irmão do Earl em relação ao acontecido, provavelmente graças também ao dia cansativo. Estava disposto a matar quaisquer um que espalhasse o ocorrido com intenções, ou não, de causar pânico pela Islândia - e sentia-se um pouco obrigado, ao mesmo tempo, a relatar, privadamente era lógico, a Haraldson sobre os eventos ocorridos por ali. Enxergava aquilo por uma das maneiras mais corretas de ajudar as terras Sul com os preparativos caso uma invasão dos Ogros e Goblins fosse ocorrer.


- Sim, Markar. Foi muito claro. Eu juro não espalhar a ninguém. - Respondia com muita seriedade ao irmão do Earl. De qualquer forma, Haraldson, como responsável pelas terras do Sul, precisaria saber. Senão, como prevenir antecipadamente problemas ainda maiores e mais horripilantes? 

Calou-se e, junto aos demais, havia apenas resumido a viagem em direção a Winterfell antes que uma tempestade, potencialmente perigosa, pudesse vir. Ele não queria se molhar também, odiava chegar em seus destinos finais com uma aparência mulambenta, desarrumada. Parecia não gostar das águas geladas que caíam das chuvas, mas preocupou-se em seguir viagem. A noite estava chegando...
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jun 27, 2013 1:07 am

O resto da jornada não havia muito para contar, subiam colinas e desciam as estradas, foram por muito tempo em silêncio, e Markar se animou apenas quando viu diante de si os cumes das muralhas de Winterfell.

As lendas falavam que Winterfell estava ali erguida havia mais de cinco mil anos, nos anos antigos foi esculpida por gigantes que construíram suas muralhas, movendo pedras enormes, bem poderia ser verdade para homens que vissem suas muralhas pela primeira vez, erguida ao redor de um bosque sagrado das terras da Islândia, onde os elfos e espiritos antigos quanto a terra ainda viveriam, permaneceu intocado por dez mil anos, com três acres de terra antiga e árvores juntas criando uma cobertura própria. No centro do bosque havia um represeiro antigo com o rosto cravado, sobre uma piscina de água negra. O bosque sagrado é fechado por muralhas, e acessado pelo seu portão de ferro principal, ou menores feitos de madeira.

Era um castelo enorme e complexo, as suas portas existia um vilarejo chamado de "Cidade do Inverno".  É chamada assim por permanecer em boa parte deserta nos anos de verão, onde o povo comum se reunia nos inverneos. É localizada fora das muralhas de Winterfell, sua praça de mercado é cheia de estábulos de madeira para mercadores, enquanto suas ruas são lamacentas e cobertas com vigas e casas feitas de toras ou pedra nua. Menos de duas em cinco estavam ocupadas durante o verão, mas elas se entopem durante os invernos. A estrada do rei termina além da cidade do inverno, terminando próxima do porto leste do castelo.  

Winterfell foi construída ao redor de um antigo represeiro de adoração aos elfos e sobre fontes de água quente naturais. A água é passada por canos através de paredes e câmaras para aquece-los, fazendo Winterfell mais confortável do que outros castelos durante invernos duros e cruéis.
Dentro das muralhas, o complexo é composto por dúzias de pátios e pequenos espaços abertos. Treinamento com armas e práticas são feitas nesses pátios. O pátio interno é o segundo, bem mais velho espaço do castelo onde arquearia é praticada. Dentro de Winterfell existe a Toca do Lobo, que contém a Grande Fortaleza e o Grande Salão.

A Toca do Lobo é o mais profundo castelo e fortaleza do complexo do castelo. Foi construida sobre as fontes termais para se manter quente. Suas paredes são de grânito. É conectada com a armoraria por uma ponte coberta. De um janela da ponte coberta, qualquer um pode ver todo o pátio.

O Grande Salão é usado para receber convidados e o local onde a criadagem iria jantar juntas, incluindo o lorde da casa. O Grande Salão é muito grande e largo. Do lado de fora seus anexos são cobertos de pedras cinzentas e estandartes, com enormes e largas portas feitas de carvalho e ferro que abrem-se para o pátio do castelo, enquanto uma saída traseira que levava a uma galeria mal iluminada. Dentro ela poderia conter mais de oito fileiras de mesas de cavaletes, quatro para o corredor central, e podem-se sentar 500 pessoas. Tem uma plataforma elevada para convidados nobres.

Não passaram pela Cidade do Inverno, haviam cruzado pela grama alta, chegariam pelo portão sul, chamado de Portão da Lama. Se Waymar nunca havia estado ali, com certeza estaria perdido em achar os portões, e maravilhado com o castelo, o portão sul não havia estrada ou trilha que levaria até ele, seu nome era esse devido a uma pequena fossa de despejo do castelo nas áreas traseiras daquela região. Quando se aproximaram, foi Gregor que soprou seu berrante, uma vez, duas, e três. Estava escuro, mas era possível ver a madeira velha e dura do portão, dobradiças de ferro foram ouvidas sendo rangidas quando abriram, um guarda velho e mal trajado saiu, com um enorme lampião olhando para o rosto do homem a frente, Markar, o fidalgote.


Spoiler:
 


- Deu sorte, meu senhor, Markar, seu irmão voltou hoje de uma caçada de uma quinzena com Victarion Greyjoy que veio de Pyke e Lorde Beowulf de Eldey. E um Burley de Laugar... veio com mais gente que esperado. Pode passar, mas façam a voltar para os estábulos, vou mandar cuidarem dos seus cavalos.

Markar não respondeu com nada a mais que um aceno senhorial de cabeça duro, seguiram pelo caminho escuro, conseguiam ver a luz fraca que lampejava de dentro das janelas do Grande Salão, fumaça e o cheiro de assado, com certeza todos estariam famintos, ao descer dos cavalos, servos vieram para pegar os mesmos e cuidar deles. Lothbrok voltou para confidenciar algo no ouvido de Clegane, o mesmo resmungou uma vez ou outra antes de obedecer, chamou um dos garotos, era Will, provavelmente o mensageiro não se lembraria, entregou-lhe o saco e uma moeda de prata, mandou-lhe levar aquilo para seus aposentos, junto com seus outros pertences, Markar, os membros dos Segundos Filhos e Gregor Clegane caminharam em direção pelo pátio, as portas do Grande Salão estavam fechadas, a noite era gelada e enevoada demais para jantarem com as mesmas abertas, fora dela haviam quatro guardas completamente trajados e guardados, carregavam lanças de madeira, dois abriram as portas, e música, fumaça e o ar quente como um grande soco foi lançado no rosto daqueles que entravam, estava completamente cheio, todos comendo e bebendo, um anão dançava sobre uma mesa, mulheres cantavam e homens tocavam instrumentos. Markar entrou sem olhar para nenhum dos lados, um em cada três olhavam para Markar com espanto, ele não vinha para o sul havia muito tempo desde que havia saído de Fortenoite, e um em cada dois olhava para Clegane com enorme pavor, o homem era alto e tinha um semblante terrível o suficiente para ser chamado de a Montanha Que Caminha, os Segundos Filhos foram para mesas ao fundo distante do lado direito com Gregor Clegane, comeriam em silêncio e não amolariam ninguém, se fossem notados teriam problemas com perguntas problemáticos, Markar seguiu por todas as mesas em silêncio, Waymar Royce com certeza o seguia, quando chegou ao final das muitas fileiras, olhou para o estrado elevado, lá sentava-se um homem um homem largo e poderoso, usava armadura completa de combate, era um Greyjoy de Pyke, uma Lula Gigante conhecida por não temer se afogar e nem morrer em batalha, Markar não desejaria encontrar Victarion Greyjoy em batalha, isso era um fato, ele se sentava a direita de Ragnar, comia com uma faca enorme, bebia de um corno de cerveja, um chifre enorme.

Spoiler:
 


A esquerda de Victarion sentava-se um homem tão alto quanto Ragnar, era mais baixo que a Montanha, loiro como Markar, havia cicatrizes em seu rosto, pela descrição dos ombros largos, só poderia ser Beowulf de Eldey, herdeiro do Earl Hrothgar, filho do seu irmão falecido; Halfdan. E tão bela quanto sempre a esquerda de seu senhor, estava Brynhildr, vestia-se de um vestido de algodão negra, ao redor do pescoço um enorme e grosso cordão de ouro com uma gema vermelha, sua pele branca parecia intocável com o clima gelado, e Markar não via seus outros irmãos perto dela, ela era uma famosa escudeira e descendente de Valquírias, e no centro da mesa enorme, em uma enorme cadeira de pedra polida, cujas pontas dos braços eram formatos entalhados similares aos dragões, Ragnar era um homem alto, com um metro e oitenta e cinco de altura, com um corpo como se tivesse sido feito de pedra, braços grossos como troncos de árvores, e uma grossa cascata de pelôs negros em seu rosto, em uma enorme barba que lhe escorria pelo pelo rosto, lhe diminuindo muito do cabelo que o mesmo possui na cabeça, foi o que parecia, sua esposa Brynhildr brincava falando que os cabelos da cabeça escorreram para seu rosto, havia começado sua vida como um jovem belo e forte, agora o cabelo lustroso e cumprido havia deixado a cabeça e ido para o rosto. Era um guerreiro, um assassino dos melhores, havia participado em muitas campanhas nas terras ao sul e leste, trajava roupas grossas e pesadas, gibões de couro negro, calções similares, cota de malha de ferro com vários elos ligados, um longo manto negro que lhe descia até os pés, feito da pele de ursos negros mortos pelo próprio Lothbrok, presos por pingentes de ouro em cada ombro, ele utilizava pulseiras grossas de prata com rubis incrustados, suas botas eram grossas e feitas do melhor couro de boi de toda a região, quando lutava, ou treinava, utilizava ao redor de suas mãos, um tipo de omeoplatas especiais que havia feito para si, completamente feitas de aço, elas foram criadas devido ao frio que fazia na região, auxiliando a manter suas mãos firmes e fortes, não lhe retirando a capacidade de sentir as mesmas.

Markar sacou a espada gigante das costas cravando a ponta sobre o solo e caindo sobre o joelho, sua voz parecia firme quando falou para um irmão, mas um trono mudava muito as coisas, por mais próximos que fossem.


- Que Odin abençoe Ragnar Lothbrok! Meu Earl... Markar Lothbrok, seu irmão retorna de Fortenoite e da vigília protegendo o norte para ti.

Quando se ergueu ele pode ver Brandon Stark atrás do trono, parado, alto e terrível, com sua enorme espada nas costas. Ragnar ergueu seu enorme caneco de ouro, incrustado com jóias e pérolas para o alto, estava cheio de hidromel, sua voz era profunda e ainda sim lembrava um rosnado terrível, estava alegre, riu e mandou que seu irmão se erguesse, o fez e guardou a espada.

- Esse é Waymar Royce, Mensageiro das Terras do Sul, enviado de Orthanc pelo Earl Eddard Haraldson. Eu o encontrei e o escoltei até aqui.

O Earl mediu o homem franzino com seus olhos de carvão, profundas poças de escuridão que eram capazes de fazer um homem se mijar com o temor do seu julgamento, batendo o caneco na mesa, com um gesto com a mão para a direção de seu irmão, ele apontou com sua mão para a ponta esquerda de sua mesa, ao lado de sua esposa, onde seu familiar e irmão de sangue deveria se sentar, Markar se moveu em silêncio, cumprimentou Brynhildr com um beijo na mão direita da mesma, o Earl não pareceu se importar, olhava ainda para Royce, com sua voz profunda ele moveu delicadamente seus lábios para falar.

- Waymar Royce... seja bem-vindo a Winterfell. Eu, Earl das terras de Reykjavik, Protetor da Baía da Água Negra, Guardião da Estrada do Rei, Farol de Fafnír, Defensor da Islândia o recebo em minha casa como um convidado sobre minha proteção e julgamento.

Deu um longo momento após as apresentações de cordialidade devidas, pensava na ansiedade de sua mulher, Brynhildr a muito desejava ouvir sobre seu pai, faziam três anos que o mesmo fez sua última visita para Winterfell, eram anos gentis aqueles, e menos turbulentos na Islândia, fora os assuntos de insurreição de barbáros das montanhas e problemas com o Jarl Umber do Norte, o impediram de retornar para cá.

- O quão bem anda Earl Haraldson? Há mais de três verões que ele não veio mais até Winterfell, minha esposa sentiu a falta do mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jun 29, 2013 12:05 am

Durante o trajeto, Royce admirou a paisagem ao redor de Winterfell e, como qualquer visitante de primeira viagem, não saberia como entrar naquela suntuosa estrutura sem ser guiado por alguém que de fato conhecia a área. Não podia fazer noção de onde aqueles portões se localizavam, mas independente, o castelo, quase um palácio por si próprio, era uma habitação nobre. Nobre das mais assustadoras pela organização e maneira pela qual havia sido construído. É claro que ele percebeu todas as áreas possíveis que podiam ser vistas de fora do castelo, mas permaneceu quieto. Ainda havia em mente a cena horrível da luta anterior que havia tido contra aqueles Goblins vezes mais horroroso e, agora seco, o sangue negro das criaturas não mais exalava cheiro forte algum. Poderia ser confundido ao sangue seco de animais. "Pelo menos isso!" - pensou consigo mesmo Waymar. Ao menos não entenderiam de cara que haviam enfrentado criaturas há tempo não vistas pela região, então quanto a isso, estava com mente fresca e sossegada. Lógico que Haraldson saberia do ocorrido, embora em privado.

Ao chegarem próximos ao Grande Salão pelas quais um grandioso jantar estava sendo dado, sentia Royce a mudança dos ares por sua face. Se antes estava relativamente frio - evidenciado pelo período noturno e características amenas das noites pela Islândia - agora estava muito mais quente, agradável, com o nevoeiro externo indo-se embora finalmente. Aquela névoa havia estado tão forte que, não fosse pelo imenso lampião portado pelo guarda na entrada, ele havia visto nada a não ser a plena escuridão. Não havia Lua. Não havia nenhuma estrela pelo céu. Nada que indicasse onde estivesse se tivesse vindo a sós até Winterfell. Ao menos o encontro talvez sortudo com Markar facilitou muito as coisas. Muitíssimo, pensou Royce. Agora, entravam para o Grande Salão, que estava muito bem iluminado e continha uma multidão de pessoas jantando. Não deixava de perceber que as mesas eram dispostas em alturas diferentes, talvez, julgou consigo mesmo, destinadas ao nível nobre OU proximidade do Earl aos que as ocupariam.

Pois acompanhou Markar, sem olhar muito para os lados, não gostava de ser observado por pessoas antes desconhecidas ou que nunca havia encontrado. No máximo, podia ter em mente que estava seguro naquele local. Não haveria de enfrentar uma outra forma de ameaça novamente, porque não haviam os horrorosos Ogros nem os pequenos mas tão nojentos Goblins pelas proximidades. Waymar, também, começou a prestar maior atenção sobre onde estaria indo Markar. Era óbvio que estava caminhando de encontro ao irmão - e só de saber que seria recebido pessoalmente por um Earl - tinha a barriga deveras fria, mas não por medo, e sim ansiedade. Sabia muito bem qual era o recado a ser dado, mas morria de medo, ao mesmo tempo, de falhar. E se falhasse? O que ocorreria com ele? E no meio daquelas pessoas todas? Royce apenas continuou a caminhar, quando percebeu Markar se ajoelhar perante Ragnar.

Agora sim pensou profundamente: o negócio é sério. Um trono valia muito mais do que a relação familiar entre os dois e, para Royce que nada tinha a ver com os Lothbrok (quesito de sangue), o peso era ainda muito maior. Não demorou muito até se ver diante da tão esperada apresentação pessoal da sua pessoa para Ragnar. Observou o Earl medindo-o dos pés à cabeça, mas controlou-se. Já não se sentia tão frio, mas sabia que deveria respeitá-lo muito igual fazia com Haraldson nas Terras do Sul. Após uma reverência não muito breve, mas suficiente, punha-se a enviar sua resposta direta a Ragnar:


- Estou grato por estar em pessoa pelas Terras do Norte e preciso confessar que... Seu castelo excedeu todas as minhas expectativas, meu senhor.

- Haraldson anda muito bem, embora as Terras mais centrais em tempos recentes tenham, sim, enfrentado tempos difíceis com relação aos homens do Jarl Umber. Muitos ataques às terras centrais, mas, graças ao intermédio do Earl, posso dizer que foram todas elas postas a um fim determinado sem muitos problemas, ou perdas, para nós.
- Preferiu começar com as notícias das Terras do Sul antes de chegar enviando o recado dado por Haraldson, pensou que fosse mais respeitoso relatar a situação. Mas um porém, meu senhor. Haraldson enviou-me pessoalmente às suas terras porque o convoca até Orthanc.

- Diz ele sentir muita falta da sua filha, deseja vê-la. E pensou que o momento fosse um dos mais agradáveis para este chamado.
- Waymar suspirava ao terminar aquelas frases, agora pensava em quais seriam as reações imediatas do Earl. Não sabia como Ragnar reagiria pois, como ele mesmo havia dito, Haraldson não visitava aquelas terras há muito tempo. De qualquer forma, o ambiente quente ao redor parecia serví-lo como um remédio para a calma. Tentou imaginar o que Ragnar estava pensando, ou diria, naquele momento.
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Earl Ragnar Lothbrok
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jun 29, 2013 9:57 pm

- Creio eu que aqui deva ser o mais ao norte que já visto, Waymar Royce. Mas as Terras Centrais, ou como chamamos... as Terras da Tempestade, o Cabo do Braço Partido enfrenta muitas chuvas nessa mudança de estação... mas aqui é um local agradável de se viver, não enfrentamos mais problemas com os Clãs das Colinas, não vivemos tão ao norte quanto Earls como Styr no Luisenbarn, o Velho Lagarto do Norte. - Em um gesto quase delicado, um criado veio e encheu seu caneco novamente, hidromel era uma grande iguaria nas terras de Ragnar, muito apreciada. - Não enfrentamos grandes problemas mais, a quase vinte anos não lutamos com os clãs das colinas, bem ao leste daqui. Mas são tempos de indecisão... com Lót de Correrrio fomentando guerra contra Aldwulf de Monte Cailim. Aqui em minha mesa temos Victarion Greyjoy, irmão do Earl Balon Greyjoy, a Lula Gigante de Pyke. E o herdeiro do Earl Hrothgar; Beowulf, o que os homens chamam de o Terror das Rameiras.

Claramente Royce e Markar conseguiam enxergar a todos eles dos seus lugares. Agora um homem retornava do fundo da sala, trajava-se com roupas pesadas e bem quentes, sua barba era volumosa e selvagem, seus cabelos eram grisalhos, parecia um velho guerreiro, sentou-se ao lado de Beowulf em silêncio enquanto comia.

- E este é Harmond Burley, Chefe do Clã dos Filhos da Névoa de Laugar. Outrora inimigos, sentam na mesa como amigos, sob a benção de Freya e a sabedoria de Odin. - Tomou um longo gole de seu caneco antes de voltar a falar. - Imagino que Haraldson esteja passando por dificuldades com Jarl Umber, principalmente depois que eu ouvi falar sobre suas empreitadas para expandir suas terras para oeste e sul. Há muito levo meu pensamento até Eddard em Orthanc, dos Earls o mais sensato, mas muitas léguas se passam entre Winterfell e Orthanc para contatos maiores.

Agora sua esposa se mexeu, sua voz era delicada e extremamente gentil, com um leve toque no antebraço de Ragnar, que se calou de imediato, ela falava.


- E com certeza iremos até lá ver meu pai, muito sinto pela ausência da sua companhia.

- Sim... - Assentiu seu Earl, com os olhos fixos em sua senhora. - Sim, iremos o mais rápido possível.

Do fundo da mesa, Markar bateu o caneco vazio de cerveja em um estrondo contra a madeira, e em um riso jovial falou com o sorriso ao rosto.


- Creio que meu irmão tenha bebido de menos e já falado demais, deixem o pobre homem sentar e comer, mensageiro ou não, ele ainda precisa beber!

Risos foram sua resposta, de quase todos na mesa, enquanto o grande Earl ria mais alegre do que nunca com sua senhora.

- Venha! Sente-se a minha mesa e coma da minha comida. És meu convidado! - Com isso haviam terminado as cerimônias, o lugar na mesa para Waymar Royce era ao lado do grande Burley, na ponta direita, foi lhe servido um caneco de hidromel, um corno de cerveja e um prato com carne e porco ainda fumegante. O Earl agora falava baixo com Victarion Greyjoy, sempre com o rosto duro como ferro, mas Lothbrok era animado, mesmo com o seu maxilar duro ele sorria de forma amistosa, e Brynhildr em risos baixos falava com Markar, irmão do seu senhor.

Seus homens comiam e a música não parava, mesmo do estrado era possível ouvir sobre o que falavam, contando das caçadas e colheitas, os mais próximos do estrado, membros da guarda do Earl falavam como ele matou o javali e algumas raposas árticas em suas caças, e como Victarion Greyjoy com seu machado cortou um cavalo ao meio por ter quebrado a pata em meio ao seu caminho.

Harmond Burley comia em silêncio, assim como Beowulf, que dedicava seu olhar para as dançarinas, enquanto bebia e comia apenas de soslaio, a companhia de Waymar era um viking poderoso e temido em suas terras, respeitado por sua idade, comia vorazmente, provavelmente não havia tanta abundância nas colinas agora secas de Laugar, não de javalis, isso era um fato, haviam migrado para o oeste, ao redor do pescoço do homem havia uma enorme pele de raposa negra, de todas a mais rara, valeria uma fortuna nas terras de cá, mas ele parecia gostar da mesma, limpava a gordura da carne no seu rabo, agora mais de perto, Royce conseguiria ver a marca de quatro cicatrizes paralelas acima e abaixo do olho de Burley, provavelmente um dos presentes da raposa ao mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Dom Jun 30, 2013 12:05 am

Pois pensou Waymar por instantes se eram realmente as terras do NORTE ou as terras localizadas mais ao centro da Islândia, parecia muito menos afobado, estava normal e bem calmo. O Earl pareceu animado, isso o animava em conjunto, mas sabia Royce que todo o respeito deveria ser mantido pelo resto da permanência em Winterfell. Era essencial ter compostura. Até porque certamente Haraldson não escolheria quaisquer pessoas para serem seus Mensageiros particulare e isso era um fato irrefutável, ainda mais com todas as tensões ocorrendo graças ao Jarl Umber, Assaltantes e, desconhecido por todos menos por ele mesmo e agora Markar, Ogros e Goblins. Quanto aos últimos escolheu se calar. Se mencionasse algo, sabia que estranhariam e muito. Oras, era dito que aqueles seres não eram vistos há séculos, literalmente.

Waymar prestava atenção aos dizeres de Ragnar enquanto observava, em automático, as pessoas que eram apresentadas. É claro que cumprimentava cordialmente todos aqueles presentes, se estavam ali na mesa junto ao Earl eram de importância considerável. Sentia-se cercado por uma camada social alta, muito igual ao que ocorria geralmente lá pelas terras do Sul quando se punha diante da presença do Earl Haraldson, mas aqui parecia ser diferente. Não eram pessoas conhecidas até então, estava conhecendo cada um deles com honra, claro, mas mantinha o foco na conversa. Respondia pacientemente:


- As tempestades... Foram suficientes para que eu perdesse pelo menos duas semanas de viagem. Até parecia que as Terras Centrais estavam meio ao fim do mundo, se assim poderia eu dizer. - Apenas prestou atenção ao que Ragnar ia dizendo. Queria mais era esquecer da história que havia vivido contra os Goblins à caminho de Winterfell e não queria, sob hipótese alguma, que ficassem sabendo em público. - É uma boa notícia saber que pelo menos em certas regiões da Islândia os malfeitores tenham sido reduzidos a nada, meu senhor. Jarl Umber dá grandes dores-de-cabeça ao Earl Haraldson. Mas pelo que sei, com base nas últimas notícias que tive recebendo, a expansão das suas terras está sendo progressiva, embora mais lenta, graças às interferências de terceiros.

Agora prestou atenção na esposa de Ragnar, ou a filha do Earl Haraldson, a quem ele de fato sentia muita falta.

- Não tenho dúvidas de que Haraldson se sentirá realizado ao rever sua filha após tanto tempo.

- Ele os espera ansioso. Mal posso imaginar qual serão suas reações.


Royce aproveitava o local após ter dado a mensagem enviada por Haraldson, sentia-se mais uma vez com missão cumprida. É claro que jantaria, estava morto de fome graças à viagem extremamente comprida e cheia de problemas causados pelo mau tempo, queda de pontes, deslizamentos de terra, Ogros, Goblins, batalhas. Por falar em Goblins, os tão poucos ferimentos que havia adquirido em suas pernas já haviam sido aliviados. Quase não se lembrava que havia levado algumas poucas surras daquelas criaturas ridículas e ao mesmo tempo horríveis. Sentiu-se aliviado pelo fato de ninguém ter percebido o sangue em suas roupas. Talvez até tivessem - mas teriam pensado ser sangue seco de animais mortos durante o percurso.

Presumidamente bebia o hidromel que havia sido-lhe servido, comia a carne de porco com muito gosto, estava deliciosa e exalava o cheiro dum alimento recém-preparado. Bebia sim a cerveja, queria entrar no ritmo do momento.

Royce sim, percebeu as cicatrizes no rosto de Burley mas, como era apenas um Mensageiro, preferiu não olhar todas as horas. Sequer pensou a maneira pelas quais elas haviam sido adquiridas - mas sabia que - de jeito ou outro - teriam sido graças a animais ou alguma batalha. Seu silêncio provavelmente incitou-o a permanecer mais ou menos acanhado perante aqueles senhores e senhoras, não poderia se exibir, muito menos ser visto por desrespeitoso. E não queria desrespeitar, principalmente quem mandava por aquelas terras. Apenas permaneceu comendo, saciando uma fome que parecia dominá-lo desde lá atrás. Desde que se encontrou com Markar e desde que vieram rapidamente até Winterfell...
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Earl Ragnar Lothbrok
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qua Jul 03, 2013 12:21 am

O Earl comia um pouco de ensopado, molhava um naco de pão dentro do caldo e se deliciava, as vezes lhe escorria pela barba, mas com um pano que ficava na mesa ele se limpava, olhou de soslaio para seu irmão enquanto virava seu caneco. O mesmo revirou os olhos para o túnel atrás dos mesmos, não precisava falar mais nada, sem nada a dizer para ninguém fora sua esposa, Ragnar se ergueu.

- Cuide dos convidados e os mantenha entretidos antes que o cozinheiro Ralf Cara-de-rato aguarde até o próximo prato! - Em uma risada sonora e rica ele se virou para o corredor atrás do estrado elevado, não se importou em olhar para trás, e Markar fez um gesto do seu lugar para alguém nas mesas, seguia atrás de Ragnar em passos ligeiros. Escoltado e acompanhado por dois guardas fortemente armados e um homem de aparência austera e rústica, o braço direito de seu irmão, meio-irmão bastardo seus pais; Ubbe Ragnarsson.

A esposa do Earl era um tesouro em cordialidade e astúcia, era esperta e boa com as palavras tanto quanto seu pai; Eddard, que compensou em atenção e amor para sua única filha, o que havia perdido com a morte brutal dos seus dois filhos varões. Começou enchendo sua taça com vinho do sul, não suportava o hidromel das terras de Reykjavik, lhe embrulhava o estômago apenas o cheiro do mesmo sendo preparado. Seria obrigada agora a escolher com quem conversar, se seria o galante e falacioso Beowulf de Eldey, herdeiro do Earl Hrothgar, conhecido por sua bravura e temida pose em batalha, e por seu amor por mulheres e prostitutas, mais ainda por geralmente aumentar os números de inimigos caídos ou acontecimentos ocorridos. Ou seria Victarion Greyjoy, com seu maxilar duro e inflexível, conhecido por não possuir nenhum um tipo de humor. Ao fazer sua escolha, ela definiu que seria o silêncio, começou a observar os homens comendo nas mesas abaixo, tentava ouvir sobre o que falavam com clareza, conseguia ouvir muitos tipos de conversas diferentes se ela se concentrasse.

O idoso homem de Laugar não fazia um som, se queria mais vinho ele estendia o caneco enorme de aço polido, se queria mais comida ele estendia o prato, virou-se para o mensageiro, como se tivesse percebido o mesmo ali pela primeira vez na noite. Bebia cerveja preta, e em enormes quantidades.

Logo seguindo pelo corredor adentro, levaria a um aposento privado enorme, com portas de ferro negro, a sala era fria e escura, mas a lareira foi acesa, haviam poltronas e almofadas para se sentarem, haviam mesas pequenas e altas, e o teto alto da sala era coberto de estandartes, havia uma centena, ou um milhar, talvez milhares deles, todos dos inimigos derrotados não apenas por Ragnar Lothbrok, mas pelos antigos Reis do Inverno de Winterfell, em milhares de anos passados e acumulados, em uma parede havia um crânio com chifres, era um boi, isso não havia dúvida alguma, sentado em um dos sofás, estava o Earl, seu servo estava em pé logo atrás com o jarro de vinho na mão, seu meio-irmão parado no outro canto da sala, calado e com o rosto fechado.

Markar entrou primeiro, sua espada gigante nas costas, ao entrar, o Earl se ergueu, de cenho franzido colocou a mão direita no ombro do seu irmão, a esquerda tocou o braço oposto, ao sorrir ambos colidiram as testas em um golpe, cujo o som dos crânios pode ser ouvido na sala juntamente com a madeira crepitando no fogo, ambos riam com suas próprias ações.


- Você esta alargou e ficou mais baixo, meu irmão. - Disse Ragnar com um sorriso torto de alegria nos lábios.

- Nem um nem outro, mas você continua o Lobo Gigante que vi no último inverno, mais careca, mais duplamente feroz. - Riram em uma explosão de gargalhadas.

- Então o que posso fazer para o Lorde Comandante de Fortenoite?

- Tivemos um problema. - Resumiu em detalhes curtos e cruciais como ele encontrou Waymar Royce, detalhou sobre ter encontrado o problema na fazenda do velho Feitor, obteve expressões de curiosidade de Ragnar, de zombaria de Ubbe quando relatou o fato de ter visto o Ogro e matarem a criatura juntamente com os goblins. Ao terminar, seu irmão bebeu um longo gole de seu caneco e afirmou novamente.

- É bom saber que coloquei dois bêbados para vigiarem o norte das minhas terras para mim. - Jogou o caneco vazio para seu criado; Symeon que o pegou no ar com facilidade, acostumado com esse tipo de coisa.

- Eu bebi seu hidromel no dia, mas não o bastante para saber que peguei a cabeça da coisa.

- Pegou é? Então me traga ela para eu ver.

Levou apenas um abrir de portas para a Montanha Que Caminha; Gregor Clegane que entrou abaixando-se pela porta para passar e com um aceno rígido de cabeça, virar o pesado saco de trigo no centro da mesa do salão. Um estrondo ocorreu pela sala, o cheiro de putrefação e morte corria pelo ar, Ubbe revirava seu nariz, e Symeon não suportou, colocando o jarro e entregando o caneco cheio para Lothbrok e se retirando para outra sala. Markar sentia enojado, Clegane parecia tão bruto quanto sempre, e Ragnar tinha a expressão dura e os olhos presos na cabeça do falecido ser. Entraram os Segundos Filhos, todos em silêncio, quando o Earl notou a presença dos mesmos dentro da sala, olhou para Ubbe e em uma voz dura, ele afirmou.

- Tire isso daqui, jogue no rio. - O mesmo em silêncio devolveu a cabeça para o saco e saiu da sala, fechando suas pesadas portas de ferro. - E quem são vocês? - Novamente foi lhe explicada toda a situação de quem eram aquelas pessoas. - Zacariah Grimm, procurei por seis meses por você, isso já faz dez anos, e o Touro Branco oferecia duas moedas de prata só por uma informação de Escudogris. Depois achei que tinha sido morto por Lann, o Pai de Lót também, assim como Escudogris.

- Não foi Lót, ou Lann, foram essas coisas e goblins. - Sua voz era sombria, assim como seu semblante, todos estavam de pé, menos o Earl.

- Assim eu vejo que é. Cento e cinquenta anos sem ver essas criaturas... que homem vivo sabia que elas ainda existiam? Não se fala mais deles.

- Nós também pensamos isso, Escudogris foi fundada na última vez que elas foram vistas as beiras da Morannon, mas nós esquecemos... ignoramos o nosso propósito e foram todos massacrados.

- Agora talvez eu veja que os boatos sejam mais verdadeiros.

- Boatos? - A voz de Markar estava levemente seca.

- Sim, boatos. Rumores de um Dragão no Norte, um Troll no Oeste, uma Rebelião em Heimaey, Gigantes no Sul, Corvos Falantes no Leste, Jarls e Feitiçaria, eu não fico o tempo todo fazendo banquetes aqui... Droga... eu verei sobre tudo isso. Enquanto isso... os Segundos Filhos vão me acompanhar de agora em diante, até eu ter minha resposta definitiva.

- Deveríamos ir para guerra e arrancar as cabeças de todos os Ogros de Hofsjökull por Escudogris! - Gritou Uldor com voracidade. - Ou será que o Earl Ragnar Lothbrok, o Lobo Gigante de Winterfell ficou velho demais?

Novamente a risada morreu na garganta do gordo Uldor, e dois dentes a menos foi um preso considerado justo pelas suas palavras, Gregor socou-lhe em cheio a boca, lhe arrancando os dentes com a mão coberta pela cota de malha. Ecthelion sacou sua espada e a ergueu, preparava-se para acertar um golpe nas costas de Clegane, quando Markar tocou o cabo da sua espada nas costas, Ragnar com as mãos nuas, parou a espada quando ela desceu, segurando a mesma entre sua palma da mão enluvada na lâmina, com a outra mão ele terminou de beber todo o conteúdo dentro do seu caneco, girou o braço com toda a força para trás e para frente novamente, rodopiando o corpo de Ecthelion pelo ar, o derrubando ao chão, outro jovem chamado Gundor se aproximava pela esquerda do Earl, antes de retirar a espada da bainha, Lothbrok bateu-lhe no rosto com o caneco, o lançando contra a parede, um homem mais velho ergueu o machado de lenha, chamava-se Walder, ele avançou pela direita e foi surpreendido pelo punho fechado de Ragnar em sua testa, o derrubando sentado no sofá onde havia se sentado. Esticou a mão esquerda e tomou-lhe o machado, após desferir o golpe com a parte romba na nuca de Gundor que tentaria se levantar, e batido com a mesma na bochecha direita de Walder, o Earl urrou em raiva.

- Chega dessa tolice! Ou vou precisar arrancar o coração dos seis presentes como fiz com Tygget?! - Soltou o machado ao chão, caminhou, pisando no meio do peito de Ecthelion, e seguindo adiante. - Escutem aqui! Minha esposa vai para Orthanc, até o fim dessa semana, e eu vou para Porto Branco com Victarion e Beowulf. E vocês vão me acompanhar e ficaram felizes com isso! E espero não ouvir uma palavra sobre ogros, trolls, goblins dentro de Winterfell! Ou eu mesmo colocarei suas cabeças em um espigão!

Não houve mais discussão alguma, e os caídos ao se levantarem após longos momentos se recompondo e recolhendo suas coisas caídas, deixaram a sala em silêncio, com a Montanha os escoltando por todo o caminho. Para Markar Lothbrok, Ragnar direcionou um olhar cansado e uma voz pesada.

- Eu o nomeio Lorde Comandante de Fortenoite, para que entenda minha maldita situação.

- Eu entendo a situação, só não entendo o porque de tanta protelação em lamber as bundas dos outros Earls, meu irmão. - Seus olhos claros brilhavam em fúria contida.

- Veja, Markar, veja. Victarion veio aqui porque Balon Greyjoy esta preocupado com o fortalecimento de Lót, nas terras que Lann, roubou do pai dele. Victarion é um comandante de batalha cruel cujos homens vão seguir em guerra, foi enviado aqui para que eu consiga lidar com o mesmo... Balon até pode ser louco mas soube manter suas terras seguras de Aldwulf, Aeron Cabelo-Molhado também é louco, e pior... fanático, e o irmão mais jovem deles Euron Olho-de-Corvo é mais louco ainda! Foi exilado por dormir com a mulher do irmão, desde então é um pirata, corsário, ou sei lá o que! Eu prefiro Balon Greyjoy como Earl, do que deixar o pirata do Olho de Corvo aliado a Lót, ou Aldwulf.

- No passado você teria passado todos eles pela espada e os mandado para Hel. - Acrescentou seu irmão mais jovem.

- No passado... bem colocado, Mark, Beowulf veio me pedir ajuda em nome do seu tio; Hrothgar, e eu preciso do apoio de Hrothgar de Eldey e Haraldson de Orthanc, ou eu não me mantenho Earl. Balon Greyjoy é outro que eu preciso manter como aliado, ele tem a maior frota de barcos de toda a Islândia. Eu não posso me colocar na linha de guerras entre Styr e Varamyr, ou Jon Arryn, ou pior ainda, segurar os Jarls no norte, não sozinho. Ou será que não ouviu que Grande Jon Umber tem expandido suas terras no Norte? Ele quer guerra, quer ser Rei da Islândia... Rei do Inverno.

O nome deixava os pelos da nuca de Markar completamente arrepiados. E Ragnar mantinha-se em seus próprios pensamentos.

- Você acha que ir a guerra é tão fácil assim?

- Não.

- Ótimo. Agora espere eu voltar... vou ficar um tempo fora, e você ficará como meu castelão... aqui. Direcione toda a atenção para descobrir mais sobre goblins e ogros. E não faça nada mais que isso. Quando eu voltar... terei sua resposta.

- E para onde você vai?

- Primeiro... para Eldey. - E uma sombra tomou sua face.
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Qui Jul 04, 2013 11:03 pm

Enquanto todos aqueles fatos iam-se correndo, Royce preferiu continuar comendo - em, agora, um ritmo menor, para observar todo o ambiente ao redor, que, assim como tinha lá pelas Terras do Sul, parecia ser um enorme privilégio. Todas aquelas pessoas falando. Elas normalmente estavam animadas e pareciam querer apenas continuar com aquele momento de confraternização. Mas e Royce? Esteve pensando consigo mesmo que era apenas mais um forasteiro, até então não era conhecido por sequer os "menos" ricos dos ricos que por ali estavam presentes, e sua reputação podia muito bem cair goela abaixo caso deixasse o caso dos Goblins, Ogros, Trolls ou seja lá quais forem as outras criaturas voar por dentre aquelas pessoas todas. OU, na melhor das ocasiões, eles apenas ririam da sua cara como se Waymar fosse um maluco OU estivesse já bebido muita cerveja e hidromel misturados ao mesmo tempo. Independente, não quis provar das reações e permaneceu quieto, oras conversando com os mais amigáveis, ora prestando atenção nas coisas que diziam. E sim, Royce aparentemente tinha receio dos mais Nobres. Temia desrespeitá-los sem sequer... Pensar ou desejar. Então evitava puxar conversa. Até porque não possuía intimidade. E não gostaria de ter sua cabeça cortada graças a um mal entendido.

O pior de todas as coisas, pensava Royce ao comer cuidadosamente aquela carne de porco extremamente suculenta, estaava com respeito à sua volta até as terras do Earl Haraldson. Estava mais do que provado, pelo menos para ele, que várias criaturas ainda se esbanjavam daquelas terras pelo menos secretamente, saqueando, atacando fazendas e vilas, causando mortes, destruindo vilarejos como se eles jamais existissem. E se a esposa de Ragnar fosse pega por aqueles monstros? E se... E se... Os Ogros subitamente viessem atacando a todos sem piedades, causando várias mortes? Existiam todos os fatores mais possíveis para que o pânico geral QUASE fosse espalhado pelos Islandezes, ao menos aos pertencentes à Nobreza, e Royce engolia seco o pedaço de carne que havia posto, há pouco, em sua boca. Bebia mais do hidromel misturado à cerveja, despreocupado. Olhava aos arredores, percebendo a ausência total de Markar, ou Ragnar, mas não se sentia nem perto de oprimido pelos presentes. Mais é suspirava. Mais é aproveitava a ocasião. Nunca antes esteve autorizado a permanecer por muito mais do que alguns minutos dentro do castelo pertencente ao Earl Haraldson.

Por que não, ele desconhecia, mas teria sido provavelmente a um ataque surpresa feito por ladrões aos territórios do Sul pelas quais havia sido incapaz de defender quando era um guerreiro a serviço do Earl graças ao extremo número de inimigos que estava envolvido. Desde então havia sido "rebaixado" para um mero Mensageiro enviado pelas terras mais perigosas possíveis, provavelmente para retomar sua bravura, e, um dia, ser digno de retomar uma posição de prestígio dentro daquele reinado. Royce porém nunca formou ódio por Haraldson, mas sim reconheceu... Reconheceu que havia falhado. Sorriu, quem observou provavelmente não entenderia os motivos lógicos daquele sorriso tão fora de época, pelo menos... Fora de ambiente. Mas ele sim, possuía os próprios propósitos e a visita intacta da esposa do Earl Ragnar seria usada como ganho de confiança do Earl Haraldson para que... Ao menos, Waymar voltasse a ocupar algum cargo superior dentro daquelas terras em expansão. Em EXPANSÃO - por isso as oportunidades deviam ser mais do que triplicadas.


- Talvez Haraldson reconhecerá a perda sofrida ao me retirar da ocupação defensora de seus territórios com essa missão cumprida. - Pensou, sem perder muito do seu maior e mais precioso tempo dentro daquele Grande Salão. Mal sabia quando a verdade sobre as criaturas se espalhariam pela região de maneira controlada.

- Cruzes.

- Espero eu que tenham ido longe o suficiente para que a cabeça do maldito Ogro seja... Revelada ao Earl.
- E resmungou extremamente baixo, tão baixo que nenhum que ali estivesse presente conseguiria escutar, mesmo se quisesse. Os pensamentos foram quase mentais. Royce estava cuidadoso para não causar conflitos, sabia que levaria uma grande punição se causasse pânico pela Islândia. De qualquer forma, era seu dever aproveitar o momento. Conversava com quem estava disposto, contava suas histórias de vida sem ter de mencionar quaisquer criaturas. Por horas ria, queria é mesmo a distração. Há tempos ele não recebia para si aquele tipo de ambiente.

O hidromel e a cerveja eram consumidos como nunca. Mas Royce sabia que, a fim de não ficar bêbado, estava praticamente na hora de parar. Ele bêbado cometeria alguns erros - tanto de conduta - como de comportamento, o que seria potencialmente fatal - assim como era fatal pelas Terras do Sul, evidenciado por alguns episódios nos anos passados. Passava apenas a comer, praticamente saciando a imensa fome que possuía graças aos atrasos da viagem, graças aos obstáculos e graças aos contra-tempos, todos normais e aceitáveis para quem costumava viajar muitos quilômetros frequentemente.
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Earl Ragnar Lothbrok
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jul 06, 2013 7:29 pm

Retornaram logo após um longo tempo, Ragnar vinha a frente e Markar logo atrás, o Earl sorria, mas quem o conhecia sabia que era um sorriso falso, uma máscara para seus verdadeiros pensamentos, Markar não escondia a sombra de seu olhar, ao se sentarem, comeram e beberam pela próxima hora, ambos estavam famintos e sedentos pelo hidromel de Winterfell, isso era um fato, quando se ergueu pedindo a palavra, o Earl com sua voz grave como os carvalhos de seu bosque sagrado, e profundo como a sabedoria de eras, anunciou firmemente.

- Hoje celebramos, amanhã partiremos. - Deixou em segredo que não iria com eles para Orthanc de imediato. Após longas saudações com canecos e cornos de cerveja, o Earl e sua esposa se retiraram pela porta que haviam entrado, havia uma escada no meio do corredor que levaria para os andares superiores, um quarto de hóspedes foi reservado para Waymar Royce, uma suíte comum, nada elegante e charmosa, extremamente fria, com sua lareira pequena, não era um quarto para a nobreza ou pessoas com títulos elevados, era para convidados comuns, e ao quarto ao lado, dormia Gregor Clegane, os Lordes de Winterfell sabiam separar muito as pessoas dos títulos mais elevados. Um criado chamado Will, acompanharia o mensageiro para seus aposentos, Ragnar não acompanhou sua esposa para a cama, lá, trajou um pesado manto negro de algodão, vestindo seu capuz, dispensando seus guardas e saindo pelo castelo, seguido por apenas dois animais, seus dois lobos de estimação, um tão negro quanto o pecado, com olhos ferventes com o vermelho da ira, e o outro tão branco quanto a neve, com o olhar dourado quanto o mais profundo ouro.

Markar dormia no mesmo andar que seu irmão, digno de seu sangue, ele haveria de se acomodar bem ali, afinal de contas, aquele seria seu quarto por um longo tempo como castelão de Winterfell, no lugar do seu irmão.

O Earl seguiu por um caminho tortuoso, até a menor das torres do castelo, ao lado direito da entrada principal, escondido por pilares e um enorme carvalho antigo, havia uma pequena porta de madeira, onde após aberta, revelava uma tortuosa escada para baixo, seguiu pela mesma, após passar pelo segundo andar, um longo corredor de estátuas de rostos sombrios e cinzentos, com Lobos aos seus pés e espadas em suas mãos, espadas verdadeiras, não se ouvia o som das patas dos seus animais no solo de granito duro e frio. Não olhou para os lados, sentia o pesado olhar das estátuas nele, os Lordes de Winterfell, Earls de Reykjavik estavam ali. E no final do corredor, uma estátua cinzenta, com um elmo chifrudo, carregava um enorme machado de batalha, a estátua do Touro Branco julgava Lothbrok com uma frieza tenebrosa.

Em um pequeno espaço entre a tumba e a parede, havia uma porta, invisível para quem não a conhecia, devido a péssima iluminação e localização, mas Ragnar a conhecia, tateando com dedos frios a maçaneta, ao puxa-la para o lado, a pesada porta de ferro rangeu até o final, abrindo-lhe uma escadaria que subia, infinitamente sombria, ele não precisava de lampião ou lamparinas, conhecia os caminhos como a palma de sua mão, Winterfell era cheia de passagens secretas, algumas desconhecidas até para ele, rumores de salas ocultas de torturas repletas de ossos, escadarias frias onde assassinos subiam para quartos para matar os concorrentes de seus senhores, armarias tenebrosas, tesourarias com fortunas ocultas, aquele caminho o levou para Vila Inverno, vazia e escura, ele seguia em silêncio, não acordaria ninguém, virando uma esquerda, de uma rua sem saída, lá erguia-se um casebre de pedra, com portas de madeira, bateu na porta. Sem resposta, ele adentrou, os cães aguardaram do lado de fora.

O local estava quente, o chão coberto de palha, ao ouvir um som na sala a sua esquerda, ele entrou, empurrando a cortina que separava ambos os cômodos, sentado em um trono alto, diante de uma fogueira no chão, sentava-se uma figura coberta por longos trajes velhos negros, profundos como a escuridão, suas mãos eram velhas e suas unhas eram garras, amareladas, por debaixo do capuz, seus lábios eram negros como suas vestes, revelando dentes podres e escuros. Sua voz era profunda, velha e ainda forte, a força de suas palavras era tenebrosa, não haviam olhos, apenas marcas do outrora existiu.

- Sente-se, Ragnar Lothbrok. - Caminhou até a cadeira ao lado direito da figura sombria, sempre em silêncio, removeu seu capuz e fez uma longa reverência, lançando no colo do mesmo, um saco de couro, com o som das moedas de ouro.

- Eu preciso saber do meu futuro, e do presente. - Sua voz era esforçada para não tremer.

O mesmo tocou no saco, passando um dedo pelas moedas e as guardando dentro da sua manga esquerda, longa e terrível.


- A última vez que veio até mim em segredo, foi um dia anterior a seu duelo singular com o Touro Branco, e no outro dia quando Orbert Forrester foi esmagado pelo seu próprio martelo por suas mãos, foi quando você se tornou Earl. Na outra vez foi logo antes de conquistar os territórios dos Earls Duncan das Libélulas, e Matarys da Praça Torrhen. Agora veio novamente, Ragnar Lothbrok, o que quer saber de um futuro certo?

- O que eu devo fazer? Meu irmão, Markar fala de contos virando realidade, rumores de guerra, morte, criaturas... eu não sei o que fazer. - Agora sim sua voz tremia, não tanto quanto sua mão que se fechava em um punho.

- Contos? - Zombava dele, isso era um fato. - Todos os contos são verdadeiros, e eu sei do que me fala. Sei dos males que sofrem os Earls Hrothgar de Eldey e Mormont da Ilha dos Ursos. Sei também do Lagarto Negro de Surtsey, do Dragão do Pântano do Norte, de Jarl Umber conquistando terras. Faça-me uma pergunta certa, não especule.

- O que eu devo fazer?

O vidente suspirou longa e profundamente antes de responder ao Earl.

- Sua companhia segue para o sul, onde eu vejo sabedoria lutando contra as sombras de criaturas de gelo e morte. Você vai para Eldey e para Heimaey, salvar os Earls de suas pragas e chagas.

- Terei sucesso no futuro?

- E quando deixou de ter? Sucesso se paga com dor e morte, e você vai fazer o maior dos pagamentos... Rei da Islândia, um dia você será. Mas não antes de trazer todos os Earls para seu lado, não antes de livrar essas terras de todas as pragas, não depois da queda do Dragão, a morte do Gigante, a queda do Pavor, a ascensão dos fracos, Reis que vão lançar coroas aos seus pés, de suas cabeças mortas... não antes de você ver o Oeste.

- O Oeste? Mas não existe nada para lá. Só monstros e água.

- Nada? Minha criança tola do verão... O inverno esconde a verdade, mas eu vejo através da névoa, embora não tenha olhos. - Esticou a mão, sua palma virada para cima. E o Earl se curvou, lambeu a palma da mão do vidente, seu gosto salgado e doce tocava-lhe a língua.

- Sim... O Oeste. É para lá que sua jornada vai se consolidar se a coroa você realmente quiser. - Riu, um som esganiçado e frio. - De ferro e bronze é feita a coroa dos Reis do Inverno, não ouro e prata, como os Reis Sulistas, o metal do inverno é aquilo que eles usam em suas cabeças. Duros como ferros, fortes como bronze. Agora... vá.

- Mas eu ainda quero saber sobre...

- Vá! - Sua voz rugiu por um momento. E o Earl se ergueu em silêncio, em uma longa reverência de agradecimento, ele deixou o templo pequeno, e no caminho de volta, agora nas criptas de Winterfell, parou na frente da estátua do Touro Branco, ainda o julgando, em voz baixa ele sussurrou.

- Rei do Inverno no Norte. - E por um momento pensou o que Orbert diria sobre isso.


Última edição por Earl Ragnar Lothbrok em Dom Jul 07, 2013 9:04 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Reykjavik    Sab Jul 06, 2013 11:26 pm

Royce terminava de fazer sua refeição e estava demasiadamente cansado. Ele já sabia que seria posto dentro de um aposento comum sem regalia alguma, mas por que teria de reclamar? Sobrevivia quase todos os dias sob as chuvas, sob o mau tempo, sob perigos. Um quarto mais frio significaria nada em compensação às coisas normalmente passadas e vistas por ele. Pensava consigo mesmo se as Terras do Sul estavam em expansão para a direção em que as criaturas normalmente habitavam e associava aquelas coisas toda com uma grande guerra em formação, guerra pelas quais até faria questão de participar para repor seu status "maior" perante Haraldson, porém não era papo, sequer pensamento, ao momento. Ter comido daquela comida, por si só uma regalia sem igual, já era e já estava de muitíssimo bom grado ao viajante e Mensageiro cansado daqueles problemas feitos graças aos atrasos causados pelo tempo. Seguiu silenciosamente para até um quarto bem pequeno em comparação aos outros, estava na presença de alguém. Algum acompanhante - que apenas o deixaria por ali e provavelmente desapareceria depois.

O maior problema de todos era que Royce geralmente se comportava feito duas pessoas unidas em um único corpo. Aquele Mensageiro queria mais em suas terras, fazia de tudo e mais um pouco para não desagradar Haraldson OU quaisquer outros superiores, que eram existentes aos bandos. Se fosse para enviar mensagens em direção ao Inferno ele até enviaria, queria era empatia entre a Nobreza. Era claro que isso seria um pouco difícil por ter nascido da classe média-baixa da sociedade e mobilidade social era praticamente algo impossível, mas, pensava, nada era REALMENTE fora de alcance. Haviam excessões. E ele queria ser uma delas. Tão queria que, após completar 25 anos, (hoje possui 45) começou a procurar por recompensas, entitulando-se caçador de recompensas local apenas para ter um bom lucro pessoal que veio, mas precisou ser usado para bancar grande parte de suas viagens. Estava claro que o Earl ou quaisquer outros governantes não perderiam tempo em gastar das próprias riquezas com um mero Mensageiro.

Ele sequer poderia retornar vivo, e as pessoas sequer acreditariam em suas histórias de encontros com gigantes de neve e trolls num passado próximo. Então por que teria ele um prestígio maior? Pois entrava pacientemente naquele quarto, claramente construído para atender pessoas sem status reconhecíveis, que não eram Nobres, tampouco vistos por aquela sociedade como prováveis detentores de terras. Sim, Royce era quase um mero... Plebeu que habia assumido trabalhos pesados em nome do Earl para poder viver. Não tinha família, ela toda havia sido morta em confrontos. Não era casado, que mulher por ali desejaria ter ao seu lado um viajante daquele estilo? Que contava histórias horríveis de encontros com criaturas, que conhecia as terras quase mais do que ninguém para afirmar e reafirmar que elas existiam... E tudo mais? Não - aquilo tudo era muito horripilante para alguém compreender. Fez então a própria vida a sós.


- Quarto pequeno? Há... Mas centenas de vezes mais confortável que o ambiente por mim constantemente vivido.

- Finalmente abrigo contra as chuvas. Finalmente longe dos ataques. É, de vez enquando a gente precisa de uma pequena honraria por fazer nosso trabalho da maneira mais certa e agradar aos outros.
- E as palavras foram meros monólogos, já que estava a sós e não esperava se encontrar com mais ninguém durante o restante daquela noite. Royce já havia percebido que os Nobres eram carrancudos. NÃO se misturavam aos menos ricos, tampouco à plebe porque era DELA que viviam às custas e não tinham nada a perder. OK. E agora? A pequeníssima lareira do quarto foi acesa. Royce se aproximou dela e abriu um diário pelas quais costumava escrever sobre suas viagens.

Nada de ruim, nenhum xingamento, nenhuma menção aos nobres para não causar uma espécie de sentimento ruim para si mesmo. Costumava escrever apenas o básico. Aquilo preciso para traçar melhorias com base nos trajetos. Após lê-lo por alguns minutos, parecia estar certo de que precisava guardá-lo novamente. Não se sentiria bem escrevendo por ali - aquele castelo era nobre demais para um simples homem sentar-se e escrever como se estivesse num local qualquer. Então, Waymar colocou-se a pensar sobre a vida, nada mais, tentando arranjar mil motivos para dormir naquela mesma hora, porque o dia seguinte provavelmente seria extremamente movimentado e ele precisaria sair dali em direção as terras do Sul.

Ao menos era o que PENSAVA. Com base em que já havia conferido o recado pedido por Haraldson.
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