Medieval Legends 2013
 
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 Northsummer, o Castelo de Lyyn

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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sex Jul 26, 2013 11:59 pm

Calmamente, Lyyn e John começaram a comer. Comeram apenas uma coisa ou outra, mas não porque estavam saciados, e sim porque Gheorge não demorou a falar depois daquele ponto, e estava, aparentemente interessado em compartilhar certas coisas com eles. Isso era bom porque ela sempre costumou compartilhar novidades - isso era desde pequenos. Cruzou os braços, mas não os apoiou na mesa. Virou-se para ele de forma ligeira, não queria parecer estar ignorando James, Kálima ou John. Seis segundos e pensou várias coisas a respeito da confusão que estava acontecendo pelas Terras do Leste e Oeste, realmente era algo que precisava ser visto e revisto. O Parlamento, porém, era, por hora, pequeno. Havia apenas sido fundado recentemente, não existiam muitas pessoas para atendê-lo, embora novos políticos capazes, com estudo, estivessem começando suas atividades por ele em quantidades satisfatórias para mantê-lo. Mas haviam lá suas chatas críticas, como qualquer coisa, porque nada era perfeito.
Focou-se no irmão. O que será que os governantes responsáveis por aquelas terras tanto queriam para brigarem tanto uns com os outros? Ela sabia que não eram as terras. Podia ser, entretanto, uma guerra para chamar atenção. Se sim, o Imperador seria consultado - os dois perderiam seus respectivos cargos - e os governos seriam distribuídos ao Estado maior como forma de garantias contra tentativas de independência ou similares. Várias e várias questões eram para serem resolvidas. Outras tantas seriam julgadas certas ou não pela Casa durante aquela semana mesmo, enquanto várias propostas apenas afogavam o trabalho dos políticos ainda mais. Esperava que as transições fossem ao menos calmas - caso não - causariam tremendos protestos ao mesmo tempo.
Resolveu responder com cuidado mas certa ao mesmo tempo, era certeza que existiriam as represálias não queridas por certas pessoas (e elas seriam todas postas ao chão SEM a população maior ficar sabendo, sim...):


- Claro, você foi impedido porque coloca muitas ideias na cabeça. Fosse isso, estaria aqui, nos visitando quase sempre.

- Aliás, chega de desaparecer, certo?

- Eu acho, John, que sim, que ele agora entendeu meu recado. Mas tenho medo daquelas terras para dizer a verdade. Quanto tempo brigando? Espero que os dois lordes tenham ao menos conseguido controlar a situação. Sabe-se, porém, das intenções daqueles homens em formular uma confederação e lutar contra nós para obter certa, ou total, independência. Você deve saber disso.

Continuou a prestar atenção. E respondeu rápido:

- Se os deuses permitirem.

- Para mim?!
- Havia pegado rapidamente. Sim, de início parecia só um bastão comprido sem maiores detalhes ou até mesmo capacidades para alguma luta e duelo. - Então você acertou em cheio, irmão! Eu estava atrás dum equipamento de combate semelhante, imaginava que essas espadas fossem apenas nada mais, nada menos que boatos. Com quem exatamente você conseguiu? Ou comprou? Deve ter pago uma nota, ao que dizem, são peças raras destinadas apenas aos mais Nobres e colecionadores.

- Porém comigo e com o John, verão boas batalhas quando a hora chegar.


- Mal espero para vê-las em ação. - Também havia pegado sua própria espada. Olhou por alguns segundos para o cabo comprido "sem graça", pensando sobre o que poderia retratar. Desde já havia visto os botões. Não tinha dúvidas de como usá-la.

De qualquer jeito, provavelmente por educação, escolheram, os dois, ver a demonstração de Gheorge a respeito de como usar aquela arma. Lyyn também havia visto os botões, associou as possibilidades certas para uso e não tinha dúvidas de que seria um instrumento de combate muito letal, e não usual para dizer a verdade, num mundo em que espadas comuns, forjadas a ferro, não retráteis, eram quase uma norma. Estava pouco - e ao mesmo tempo muito - impressionada ao ver como as coisas estavam crescendo, dentro de poucos anos, para equipamentos cada vez mais complexos, mas não difíceis de serem usados ou manipulados. Certamente que a nobreza e os cavaleiros futuros teriam chances de surpreender seus oponentes. Sairiam na frente dos demais, isso era uma verdade sem maiores questionamentos. Agora, quanto ao restante das novidades, ela, e ele, ficaram um tanto atentos. Então estavam desenvolvendo mais armas.
MAS daquela vez, eram armas com alcances mais longos que não requeriam a pessoa nem chegar próxima a outra para tentar matá-la ou ferí-la. Terceira geração, mas uma geração muito avançada em comparação as demais, provavelmente porque juntava-se anos e anos de tecnologias até uma geração nova sair. Chegou a pegá-la em mãos, apreciou um pouco - seria perfeita ao Exército. Mirou em algum alvo. Mas não disparou nada, não queria ver seus empregados assustados. John concordou que uma mescla daquelas armas com suas espadas seria algo letal. Quem sabe até poderia dar toda a vantagem necessária contra as tropas em armaduras provindas das outras partes da Europa, mas antes de mais nada, as produções precisariam ser em massa. Forjas em massa requeririam, antes de tudo, uma nação pós-Revolução. E estava estimulando-a a ocorrer em menos de 10 anos.
Apenas a Elite conservadora - isto é - aquela que desejaria se manter bem armada contra ataques externos - possuía aquele tipo de proteção e mais ninguém. A Plebe mal sabia da sua existência enquanto que, embora a Coroa e outros Nobres pudessem muito bem tê-las em casa, preferiam nas mãos dos soldados, que fariam excelente uso. Lyyn respondeu um pouco apressada, mas não iria a local algum, apenas juntando ideias:


- O Exército poderia usá-las em conjunto a essas espadas.

- Enquanto ataques distantes ocorressem, infiltradores, com suas espadas, se encarregariam de decapitar as cabeças dos atacantes, é uma ideia de estratégia, at least.

- Não sou uma estrategista, mas acho que preciso concordar.

- Segurança nacional. Fomos um dos primeiros países organizados, então nós seremos um dos primeiros países extremamente bem protegidos.

- Aah sim, isso eu preciso mais do que concordar. Então mãos à obra!

Sentia-se Lyyn cada vez mais encarregada de um país pelas quais as coisas não paravam, aparentemente, de crescer. De 500 até o presente momento, havia-se feito tantas descobertas em todos os âmbitos que, provavelmente, seria impossível a ela, ou a qualquer pessoa, nomeá-las de cabeça. Todas essas descobertas foram uma força a mais para influenciar os ares atuais de revolução e se estenderiam sem barreiras em direção ao futuro - influeciando gerações futuras pelos séculos que ainda chegariam e passariam. Se as coisas pudessem ser previstas, eles estariam explorando o planeta inteiro em apenas quinze anos, e possivelmente estabelecendo colônias. Ou seja, seriam a primeira nação com influência global sobre o restante da Europa, embora ela mesma gostaria de deixar a questão para ser resolvida depois, depois que as revoluções acontecessem e depois que as coisas se normalizassem. SIM, existiam já algumas máquinas sendo inventadas, outras já sendo usadas, algumas quase em massa em vários setores. Só não enxergavam aqueles que eram cegos. Aquela pressa toda, aquela automação inteira, tudo aquilo forçará uma reviravolta tremenda na vida dos ingleses sem igual.
John estava mais relaxado, até porque mexia quase apenas com Magias e com ou sem as revoluções, sua vida provavelmente seria a mesma. Ele provavelmente daria jeito de ter os arquivos e registros dos seus estudos guardados para que as próximas gerações dentro da Dinastia, que fossem aptas a serem magos ou magas, estudassem e conseguissem ser ainda melhores do que ele, assim como Lyyn busca ser ainda melhor do que Doocy e ele deve ter procurado ser ainda melhor que os pais e assim em diante. Mas por hora, queria apenas comer. Provou dos doces. Aprovou os que comeu, raramente desaprovava alguma coisa e, quando desaprovava, desaprovava com louvores. Lá fora, porém, as chuvas e o mal tempo aparentemente estavam passando, mas haviam chances mistas de James ir ou não à expedição durante o dia seguinte.
Ele torcia para que resolvessem ir e que os deuses acabassem logo duma vez com a queda excessiva das águas, que era já para ter passado há duas horas e meia pelo menos, ou até mais.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sab Ago 03, 2013 4:50 pm

- Mas é claro... - E respondeu assim Gheorge, com um sorriso. - Vocês SÃO a camada de guerreiros mais prestigiosa do Reino Unido, então por que eu não os traria as condecorações mais nobres, irmã?

- E eu não coloco ideias na cabeça. Eu apenas me mantenho firme naquilo que faço. Se os políticos criam situações ou não, aí é o problema. Mas pode deixar que eu não sumirei, as coisas andam agora niveladas o suficiente.


E sim, Gheorge havia já entendido os recados que a ele foram dados, mas desaparecer, ou não, exatamente parecia não depender de sua pessoa, mas dos políticos que criavm as situações mais estranhas possíveis apenas para causar mais e mais polêmicas com o meio administrativo do UK. Sim, ele sabia que aquilo parecia irritante, mas havia treinado alma e corpo para não se estressarem facilmente. Tanto que, em tempos recentes, apesar da tão imensa carga estressante, conseguiu controlar-se muito bem. Quase tão melhor quanto as camadas sociais anteriormente consideradas calmas, mas precisou treinar muito. Provou o doce preferido, uma espécie de bolo feito com chocolate unido às frutas nativas de todas as regiões locais e esquentado à lenha. Aquilo formava uma calda por cima irresistível em gosto e consistência - que apenas os melhores cozinheiros conseguiriam fazer. Kálima, sua esposa, provava uma variedade de doce diferente, tão diferente que nem mesmo ela sabia caracterizá-los - e parecia conhecer muito bem quase todos os tipos de doces.

James manteve-se quieto, colocando a enciclopédia que havia ganhado próxima, mas num móvel adjacente à mesa de jantares. Pensava consigo mesmo como os próprios pais eram capazes de sustentar tantas variedades de títulos e compromissos todos ao mesmo tempo - parecia quase inconcebível que fizessem aquelas coisas todas - e ainda mais difícil de se crer eram as capacidades possuídas pelos dois para não se estressarem. Geralmente, era sua mãe a pessoa mais calma dos dois, mas mesmo o pai e seu humor um pouco menos tolerante ainda demonstravam ampla calma. Comia algum doce escolhido a gosto próprio - provavelmente uma espécie de chocolate feito apenas pela região, um dos melhores que existiam, extremamente amargo mas ainda sim apreciado pelos conhecedores de doces. E, enquanto ELE não conhecia nada, a mãe certamente sabia várias coisas. Parou para ouvir e observar Gheorge quando ele retornou a falar...


- Eu tenho certeza que vocês dois vão surpreender muita gente em batalhas quando se apresentarem com essas espadas. A maioria não conhece o modelo. A maioria apenas os veria segurando simples bastões. - Sorriu. - Mas aos que conhecem, é como as armas de mão mais letais já desenvolvidas pelo Reino Unido. - Observou a irmã com uma arma (arma, não espada) em mãos. Admirou que ela havia gostado do modelo e da potencial precisão da invenção. Mas também, por agora, era preciso aprimorar. Não iria demorar muito tempo até que o Exército já as portassem em massa.

Ficou agredecido por ela não resolver atirar em nada, seria muito barulhento e chamaria a atenção dos empregados, sem nenhuma dúvida, e muitos deles viriam à sala para ver se as coisas estavam bem. O modelo por ela pego era de cano não maior que 44 cm, mas, o tamanho parecia enganar. A pressão era imensa, suficiente para levar quaisquer pedras ou balas à velocidades incríveis. Ouviu com paciência sua irmã e seu marido - Kálima era, por natureza, uma pessoa mais calma e preferia não falar todas as horas, mas prestava atenção no papo. De fato, os plebeus desconheciam a existência de uma arma mais letal e danosa que as espadas pelas quais estavam acostumados, e continuariam desconhecendo até vários séculos a virem. (Provavelmente apenas saberiam abertamente sobre armas em 1000 ou 1100 - bem na época das Cruzadas - ou até mesmo além - porque o governo iria - sim - evitar espalhá-las.) Respondeu Gheorge, pegando para si, novamente, a arma:


- E será, irmã. O Exército tem planos. Exato, John. A ideia vai mais ou menos por aí.

- Mas... Fora assuntos de guerra e política, o que vocês dois têm feito da vida? Parecem-me até mais calmos do que o usual.

- E estão, Gheorge.
- Suplicou Kálima, sorrindo.

- Pois é! Algo demais, no sentido benéfico, deve ter acontecido. John, sua esposa anda esperando outro filho, é? Haha. Esse tipo de ânimo me é bem caracerístico... HAHA!

Parecia que quanto mais provocasse Lyyn, mais chamaria as atenções devidas e teria os objetivos principais do encontro, descontrair as pessoas, cumpridos. Na verdade, queria é desenrolar a língua da irmã, queria vê-la falando, queria ver John também compartilhando - andava sério demais em dias atuais - e a seriedade em excesso parecia muito ruim. Ria, pois, estava cauteloso para não ofender nenhum dos presentes, ou deixar alguma coisa, alguma impressão ruim, na cabeça de James, que era bem conhecido por invocar com as más novidades ou revelações por motivos ou maléficos ou inexplicáveis. James, por outro lado, pouco ligou. Sabia que os dois eram irmãos e que tinham todo o direito do planeta de conversar da maneira que bem quisessem, e apenas continuou a comer, mas daquela vez, em ritmo mais devagar. Sempre quando chegava às últimas garfadas, talvez para sentir o gosto verdadeiro do que estava comendo, ele diminuía a rapidez. Estava, porém, um pouco cansado. Seu dia havia sido mais movimentado do que nunca, estava passando por uma fase pelas quais o estilo e ritmo de vida se alterariam da água para o vinho e em permanente. Apenas uma fase natural pelas quais eles todos ou já passaram, ou passariam quando adultos.
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sab Ago 03, 2013 4:58 pm

Ela já estava satisfeita, não comia muito para manter a forma. Tanto que era considerada extremamente magra aos padrões da própria espécie, mas não raquítica ou subnutrida, apenas "próxima" ao "limite máximo" conhecido e permitido para a sua espécie. John, que naturalmente era robusto assim como quase todos os homens, via-se, ainda sim, comendo. E não era por gula, era por necessidade. Passava maior parte da vida viajando, conhecia o UK, alguns territórios adjacentes e certas ilhas não habitadas melhor e mais detalhadamente que ninguém não apenas pela região mas pelo próprio país, mas se recusou a compartilhar informações com quaisquer um, apenas com os interessados que, OU seriam incapazes de chegar aonde comentava (não gostava da ideia de explorar em massa um local anteriormente não mexido há milênios, embora precisasse tolerar), OU não seriam capazes de modificar muitas coisas da paisagem natural. Procurava sempre por um negócio de valor altíssimo chamado relíquia. Colecionava milhares. TANTAS que, fora as que havia vendido, perdera as contas de quantas salas pelo castelo já estavam totalmente ocupadas por aquelas coisas.
Embora não costumasse vendê-las antes que soubesse quais seus potenciais mágicos, ele conhecia várias relíquias como ninguém e até pretendia "imbuir" sua espada recém ganha em poções mágicas que "aumentassem" o poder ofensivo contra inimigos, objetos e até certas espécies de animais. Lyyn pensava na mesma coisa - mas tinha dúvidas de que seu marido fosse realmente conseguir. Ele era ganancioso naquele respeito. E sabia ela que a ganância causava efeitos negativos em grande parte das magias. Não era aprovada e não poderia ser esbanjada por pessoa alguma... Especialmente pelos Magos Nobres com uma enorme variedade de potenciais em mãos. E, enquanto JÁ aconselhou John sobre isso, ele parecia não respeitar ou sequer ligar. Desistiu. Veria com os próprios olhos, com toda certeza daquele planeta.
Respondeu ela, com a calma precisa, especialmente feliz por escutar tantos elogios por parte do irmão - que costumava elogiar nenhuma pessoa a não ser ele mesmo - um certo ato de ganância MUITO grande, ela sabia, mas podia fazer nada para corrigí-lo porque a vida dele já havia sido decidida há várias décadas...:


- Confesso que não perco oportunidades de batalhas, hehe, até participo das competições de duelos levadas aqui pela região. O John vai falar que sou a melhor dos envolvidos nos duelos, mas sei que ele exagera, hahaha.

- E não é? Eu NUNCA vi outra pessoa fora você ganhar tantos prêmios.

- Falei? - Disse, olhando de canto dos olhos para o seu irmão. - Mas pode ser que sim. Ao menos num passado pela qual a geração guerreira era mais mista. Como nossa espécie é por natureza guerreira, obter a vantagem total sobre outro indivíduo normalmente parece ser difícil. Apenas se você está usando alguma espécie de arma muito superior.

- Aí, até disso ela sabe, Gheorge. Depois reclama...

- JOHN! Don't make me laugh too much.

Riu, pois, apenas um pouco, já que estava muito acostumada a ser levada às alturas pelo marido em todos os sentidos. Mas qual marido ou qual esposa não faria a mesma coisa com suas respectivas esposas e maridos? Todos faziam, era inevitável. Até mesmo ela parecia considerá-lo o melhor competidor dos jogos de inverno da região - e ele - em contrapartida - parecia sempre negar. A história era a mesma coisa, apenas via-se a diferenciação entre os sexos. Controlou-se quanto aos risos quando Gheorge continuou a falar, aparentemente mais "vulgar" pois estavam em família, sobre alguns outros assuntos nada condizentes ao que estavam conversando antes.
Claro, Lyyn se sentiu surpreendida pela pergunta e dedução do irmão, mas, em definitivo, não estava esperando nenhum outro filho e John até mesmo riu, não tinham planos para uma família gigantesca ou centenas de descendentes diretos a menos que, em prol de manter a Dinastia contra a extinção, planejassem, ao longo de suas vidas, ter um ou dois filhos adicionais por ano ou quase.
Respondia muito mais amena do que antes, aparentemente havia deixado de lado - e não respondido - quaisquer assuntos sobre Exército, Política, Revoluções ou quaisquer coisas a respeito delas...:


- Não. Eu não estou para botar novamente e você sabe.

- Mas nos organizamos para ter filhos ao longo de nossa vida...

... QUANDO necessário e preciso para manter a Dinastia no poder pelo maior tempo possível.

- É isso aí. Não queríamos viver como coelhos, que procriam dezenas por vez e depois quase morrem de ter que cuidar deles todos.

- Hahaha, boa, John.

Olhou séria ao irmão.

- E você? Aparentemente... Sua relação com Kálima é estável, feliz e produtiva. E eu, como irmã, fico contente pelos dois. Porém, o que pretendem? São casados há pelo menos sessenta anos, não possuem filhos.

- Vão querer? Como se organizaram?


- Provavelmente mais tarde, aposto.

- Será? Mas espero que não tão tarde quanto o pai de meu pai.

O ar dentro da sala estava quente, provavelmente graças à lareiras acesas já a certo tempo. Como a maioria do local é feito de madeira - a madeira por ali parecia ser de melhor qualidade, maior raridade, maior preço e maior peso possível - que absorve calor relativamente rápido - não demorou muito até alguns empregados, sob suas ordens, desligarem temporariamente as quatro chamas que estavam acessas ao redor dos quatro, o que, efetivamente, obscureceu alguns cantos do salão, mas não deixou todos sob o escuro. Lamparinas e tochas ainda iluminavam as zonas mais próximas e eram suficientes para conferir até mesmo algum calor.
As chuvas haviam passado, provavelmente graças aos ventos. Mais cedo naquele dia, havia ventado demais e muito intensamente. Várias nuvens foram mandadas em direção ao mar - e desaguaram por ele mesmo - deixando nenhum traço visível de precipitações ou certas tempestades que ocorriam geralmente pela superfície. Pensou brevemente ela em como a situação afetaria o tráfego naval em direção ao país no quesito das embarcações de fora, normalmente mais simples em construções.
Ao mesmo tempo, John tinha algumas ideias em mente. Não se sabia QUAIS, mas parecia estar disposto a concebê-las dentro das próximas semanas, e seria praticamente uma das contra-medidas principais para que a população naturalmente se ajustasse ao UK pós-Cristianismo e partisse em direção a uma sociedade culturalmente independente, mas de cunho tecnológico avançadíssimo em comparação aos demais países adjacentes. Pôs-se a pensar, mas esperou quaisquer respostas dos presentes.
Sim, ele participaria das conversas à medida do possível, sem desprezá-los.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Ago 05, 2013 10:15 am

- Vocês aparentam ser organizados no quesito familiar, hehe, apesar de que John costuma elevá-la aos patamares mais elevados possíveis, isso eu já percebi. - Riu um pouco, mas, de certa maneira, aquela mesma coisa era verdade com ele. - Que bom irmã, pensei eu que já fosse ter mais filhos novamente.

- Seu desejo por manter a Dinastia me parece notável. Mas tudo tem limites.


Observou um pouco sério daquela vez, gostaria de um pouco mais de atenção ao que - sem dúvidas - gostaria de dizer sobre os exércitos estacionados para o Leste, por terras - e bosques - tão pouco explorados quanto as terras do Oeste e os confins das Terras do Noroeste. Gheorge mantinha mente aberta, preferia aceitar quaisquer reportes provindos dos guerreiros espalhados pela ilha inglesa, mas o fato corrente pareceu ser engraçado e deveras interessante ao mesmo tempo. Ocorreu na semana passada, quando dezesseis ou um pouco mais soldados caminhavam por dentre as florestas densas que compunham as zonas não exploradas do território. Diz-se que se depararam, lutaram e sofreram algumas perdas, com criaturas conhecidas por aí como Trolls. Mataram elas todas, era um trio em meio à floresta se apossando dum banquete de cavalos que haviam roubado de algumas propriedades e estavam causando prejuízos incalculáveis aos donos das terras. Claro que não sabiam ao certo falar o que eram... Trolls atacavam pela noite. Longe da percepção - notícia - e até mesmo entendimento dos fazendeiros.

PORÉM, apesar dos pesares, relevou ainda mais as perguntas da irmã para que não fosse mal educado. Pareceu muito mais educada do que ele poderia ter previsto. Rápido, pegou a arma e a guardou. Não quis mais mostrar quaisquer objetos usados em combate mais - nem mesmo durante o decorrer do encontro - mas tinha em mente alguns planos ousados e inusitados para terminar com seus desejos sobre certa parte do UK que, há tempos, era uma das fontes mais lucrativas de metais possíveis ao país. Com a região, poderia lucrar e ter dinheiro próprio sem precisar partir para corrupção, roubos e escravidão. Estava quase terminando de comer os doces que haviam-lhe sido servidos, eles eram muitos, pareciam que explodiriam sua barriga a qualquer instante, mas o apetite pareceu-lhe um tanto quanto insaciável. E procurou respondê-la, relevando apenas algumas coisas que seriam, de fato, respondidas e não apenas escutadas:


- Diferente de vocês... Nós estamos preocupados com outras questões a longo prazo. Nós estamos diretamente ligados com questões políticas do país e não teríamos tempo para... Sequer pensar em filhos. Ultimamente, também, tem sido meu dever averiguar a validade e procedência dos reportes feitos pelo exército.

- E eu tenho me restringido a estar pelo menos dezesseis horas por dia no Parlamento.
- Disse Kálima, terminando de comer um outro doce.

- Então você vê, irmã, que as coisas têm sido apertadas. É provável que nós tenhamos um filho quando consideravelmente velhos apenas, quase da idade do pai, ou até mesmo um bocado mais velhos.

E suspirou. Não estava falando menos do que a verdade, e isso provavelmente deixou em James, que havia se mantido calado até então, algumas impressões bem mistas sobre as possibilidades existentes dentro da própria Dinastia em questão. Uns pensavam apenas em mantê-la pelo futuro. Ao passo de que outros nem tanto, pensavam mais no presente e deixavam o futuro correr da maneira pelas quais as coisas eram feitas no agora. Ele tinha, sem dúvidas, um mar de sugestões a escolher e preferiria a melhor delas quando fosse velho o suficiente (certamente James preferiria uma vida menos perigosa, estudiosa e, de fato, com resultados pacíficos)...

... E logo, como um foguete, retornou ao assunto pelas quais havia pensado antes. Sabia ele que, como tinha interesse imenso em criaturas por ser Maga e das conhecidas, Lyyn se veria um bocado crente na existência direta daquelas coisas em alguns locais específicos - nas montanhas principalmente - porque elas costumavam descer delas apenas em certos momentos, como dizia a lenda. O encontro nas terras próximas significou que estavam elas tão próximas quanto todos podiam imaginar, mas não acreditava Gheorge que poderiam causar transtornou tão ao Sul. Disse:


- Mas irmã, veja. Você acredita em criaturas como Goblins, Trolls, Orcs e Ogros?

- E ao menos já as viu?
- Suplicou Kálima.

- Já explico o porque da pergunta. - Disse, pois, levando uma taça de vinho à boca. - Mas recentemente, um bando de guerreiros, cavaleiros provavelmente que se dizem ser a elite do Exército, clamou ter se encontrado com Trolls meio às florestas desconhecidas lá pelo Noroeste e Oeste. Eu estou mantendo minha mente aberta.

- Aberta até que eles nos tragam pedaços das criaturas para provar.
- Respondeu Kálima mais uma vez, daquela vez com voz mais séria.

- Ah é, isso é verdade.

Aparentemente, parecia ser uma espécie de convite aos dois para que aceitassem uma viagem, uma aventura pelo menos, em direção ao desconhecido, mas não era. Era apenas relatos que poucas pessoas acreditariam realmente, e que Gheorge certamente saberia do óbvio, o avô desacreditaria com louvores, porque era uma das pessoas mais céticas e não acreditadas que existiam pela face do UK. Falando aquelas coisas para sua irmã, que tinha personalidade moldada às custas do pai e mãe que geralmente acreditavam em histórias de criaturas, ele TALVEZ fosse ter créditos pelo que estava dizendo. Embora esperasse, de fato, para ver diretamente quais eram os responsáveis pelas visões e onde estariam todos os remanescentes das criaturas. James não ficou nenhum pouco perplexo, muito menos... Nervoso, medroso ou assustado. Se existiam animais gigantescos perambulando por aí, então por que não criaturas, seres e espíritos?

Esperaram todos pelas reações dos demais.
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Ago 05, 2013 10:17 am

Como já tinha terminado de comer a certo tempo e estava ali conversando, seus ares críticos foram elevados às alturas e ela não mais aparentava aceitar quaisquer coisas que eram ditas, embora como Maga, fosse mais fácil aceitar quaisquer premissas e suspeitas condizentes às criaturas simplesmente porque ela conhecia várias partes do país que muitos sequer ousariam ir: seja por falta de coragem, seja por receio, seja por outros motivos não sabidos diretamente mas implícitos. E estava acostumada com relatos sobre criaturas. Até porque passou trinta anos da própria vida estudando comportamentos pelas quais esses seres, inteligentes ou mais ignorantes, possuíam. Sabia até mesmo quais deles usavam cavalarias em patrulhas das regiões em busca de Anões ou guerras ou quaisquer outras coisas. Quanto aos Elfos, ela já os havia encontrado quando, propositalmente, fez-se entrar em suas terras. Não foram mal educados com ela, afinal, gostavam de recebê-la e tinham certa admiração pelo que fazia, e ela por igual em respeito a eles. Evitou passar no caminho de Goblins, Orcs e Trolls, claro.
Sabia o quão perigosos e imprevisíveis eles eram, embora Goblins realmente comprassem briga contra os Anões e Elfos, pelo menos na região. Mas eram conhecidos pelo imenso ego e não aceitação de "outros" aonde estivessem anyway. Ela via os Trolls como gigantes gordos lentos, mas de força considerável. Nunca confrontou um deles - era difícil pegá-los de surpresa mesmo que fossem menos inteligentes e lentos. Mas já, sim, passou por locais pelas quais eles costumavam se reunir. Orcs já teria, como ela mesma diz, confrontado em uma ou duas ocasiões, com batalhas bastante duradouras, perigosas e cheias de viradas aos dois lados. Nunca havia encontrado Ogros pela região embora soubesse, provindos dos relatos de outros Magos, que eles eram as criaturas quase mais feias da região. Até piores em feiúras que Goblins.
Mas até aí tudo bem, as histórias pareciam inspiradoras. Mesmo assim, ela deixou para se esbanjar daquele assunto todo apenas depois, deu prioridade aos esclarecimentos feitos pelo irmão. E respondeu:


- Vocês aparentemente são preocupados em manter o país, entendi. Porém eu sei, consigo ver sua mente, não se iluda. - E sorriu. Sempre era de fazer mistérios sobre algumas habilidades.

- Vão ter pelo menos dois filhos dentro dos próximos vinte ou trinta anos. Poderá acontecer quando menos esperarem. Querendo ou não, vocês ainda ajudarão com o crescimento da Dinastia em muitas maneiras, fiquem frios.

Então, resolveu parar com as assertivas misteriosas. Ela não daria muitas - ou nenhuma - explicação daonde suas capacidades de prever as coisas provinham, mas, de fato, pareciam provir de muitos estudos e curiosidade. Era uma capacidade que poucos realmente conseguiriam atingir. Apenas os mais capacitados eram "presenteados" com isso e ELA, não John - por mais sábio que fosse, - dominava o conhecimento tão perfeito e misteriosamente. De qualquer maneira, continuou a falar:

- Reduzam as horas de trabalho vocês dois. Isso se quiserem continuar pessoas lúcidas, sadias e de bem com o mundo.

- E bem, eu realmente acredito porque já cruzei meus caminhos com vários deles. Não me lembro de ter encontrado Ogros, mas creio que habitem as montanhas mais inacessíveis à Leste daqui, em direção aos condados de Nixthwit e Cnoxdit. Eu irei investigar com calma quais são as situações dos feiosos antes que possam descer daqueles penhascos repletos de armas querendo comprar brigas e guerras conosco por territórios. Acredite: ocorrendo - um dia irá - não será apenas uma guerra contra nós. Envolverá todas as criaturas, mais o povo da espécie Humana. Dá-me até arrepios de pensar.


Logo interviu:

- Não precisam de pedaços das criaturas para que possam servir de prova, as palavras desses guerreiros, caso eles forem de confiança, serão suficientes para convencer a maioria da população residente por aqui que eles existem e precisarão ser vigiados bem de perto.

- Quando retornarem, dêem jeito de avisá-los que quero conversar com eles sobre o caso. De maneira alguma quero ver a população se apavorando, com medo ou levantando certa suspeita errada sobre as pretenções dessas... Coisas. E excelente. Serve de pretesto para a próxima jornada que farei em alguns dias.


Calou-se naquele mesmíssimo instante, deixando claro na cabeça de todos que, sim, retornaria com as explorações das fortalezas e áreas mais misteriosas da ilha do UK para entender como e porque as coisas estavam, na atualidade, da maneira que eram e não podiam ter seguido por outro caminho. Se depararia sim com perigos, criaturas, um contingente imenso de guerreiros. Precisaria levar a elite do exército junto. Apenas vinte ou trinta homens parecia ser justo, em tempos normais a maioria das raças parecia não usar imensos contingentes militares para lutar, mas sim pequenas guerrilhas. John olhou com os olhares tanto reprovativos quanto aprovativos, mas ela nada poderia fazer. Precisava fazer a tarefa que qualquer mago com seu prestígio faria apenas para levar ao povo confiança e coragem com promessas de um futuro próspero, longe de quaisquer seres, longe de uma postulada guerra sem proporções causada graças aos Ogros.
O que encontraria ao passar pelas terras longe das cidades seriam maravilhas, mas muitos pesadelos por igual. Suspirou, queria alguma resposta que fosse viável do irmão e sua esposa, eles provavelmente ficariam surpresos pela sua determinação em explorar outros locais sem temer seus perigos. Isso era, meramente, porque ela se espelhava no avô e na avó para conduzir melhor o árduo trabalho da busca de conhecimento perdido pela área dos campos. Tão sábia havia se tornado, que... Podia sentir quando magias sombrias eram espalhadas pelo ar. E entendia perfeitamente os animais. Conversava com eles. Entendia as coisas que outros de sua espécie não entendiam.
John prestou atenção. Queria falar alguma coisa, mas, de fato, preferiu que fluíssem sem nenhum problema. Lyyn era mais poderosa e mais corajosa ao mesmo tempo. Era de seu dever entender que ela partiria sempre quando preciso em direção às Terras Centrais - ou o lar de imensas fortalezas de um povo que um dia reinou, mas agora desapareceu sem maiores rastros - entender conhecimentos ocultos. Esperaram os dois para ver quais as respostas dos convidados. Queriam que eles entendessem por igual que eram magos com instintos exploradores elevados, e que não perderiam chances quando elas batessem à porta.
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Northsummer, o Castelo de Lyyn
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