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 Cidade de Pliska

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MensagemAssunto: Cidade de Pliska   Ter Maio 21, 2013 9:01 pm

Pliska foi a primeira capital da Bulgária Danubiana (o Primeiro Império Búlgaro) e uma pequena cidadela (antes conhecida como Aboba).

Historicamente, foi a capital da Bulgária entre 681 e 893 d.C. De acordo com uma crônica Búlgara, ela foi fundada por Khan Asparukh. Piska foi saqueada pelo Exército Bizantino em 811, mas os invasores logo foram vencidos e expulsos por Khan Krum.

ATUAL CAPITAL PARA O IMPÉRIO BÚLGARO



Pliska
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 1:01 am

Não muito distante do Mar Negro mas de qualquer forma na capital Búlgara, jazia uma mercenária outrora knightess (abandonada a intitulação) muito jovem, cujas origens podiam ser traçadas em direção ao lado oposto da costa maritma Negra. Ela continha aparência um pouco não usual... Mas sabia que era tida apenas por uma humana com hábitos de tatuagens em seu rosto e corpo.
Esta mercenária chamava-se Ahemoa d'Akins, Senhorita d'Akins quando fazia parte da "tribo" pelas quais era proveniente, agora uma simples pessoa com um machado, espada e escudo---a retirar armadura protetora---em busca das próprias razões e quests sobre a manifestação Cristã iniciada em território Búlgaro a algumas poucas décadas.
SIM, mostrava-se interessada por COMO uma religião específica podia se espalhar por todo o mundo com tanta facilidade, mas estava inapta a aceitá-la feito sua religião oficial... A menos que alguém pudesse convencê-la abertamente sobre a importância daquela crença.

Residia em uma casa que se misturava às outras em plena zona urbana de Pliska, a cidade, para não dizer cidadela pelo tamanho diminuto, capital do Estado Búlgaro. E não estava a sós: possuía marido---Norrr d'Akins---uma filha menor---Zora d'Akins---e, claro, vários, mas vários, artefatos pagãos pelas quais usava em rituais junto a própria família.
Ela geralmente não gostava de ser muito molestada por ideias não coerentes. Para que a "crise" causada pela expansão do Cristianismo fosse desvendada, precisaria viajar. Seria preciso reiniciar as jornadas rotineiras, que haviam sido, até então, sucessivas.
Mas não parava por aí. Norrr era guerreiro, podia muito bem acompanhá-la quanto a isso. Eles saberiam com quem deixar Zora; possuíam conhecidos na cidade.

E estava disposta a resumir.
Pois observava sua espada, velha de guerra, com várias marcas de sangue (graças a lutas e duelos passados), exposta sobre a mesa da sala. Estava acompanhada pelo machado - igualmente "pintado" de vermelho e o escudo, um pouco amassado, mas soberbamente resistente, graças às defesas contra contra-ataques.
Procurava sempre vestir a armadura; considerava honroso usá-la em período integral.
Levantava-se. Enquanto se ajeitava (colocava machado e espada em seus devidos lugares), dizia algo ao marido:


- Az sum restartirane... bikha iskali da se prilozhi?
(- Estou reiniciando... gostaria de acompanhar?)


Era claro que Korrr levantaria um breve sorriso de satisfação. Já esperava, sim, ser chamado para ajudá-la com aquela quest toda. Ao arrumar espada, um machado e, também, escudo (mas redondo), achava-se pronto.
Ele camihava até perto. Sabia muito bem o que dizer. Já ia perguntando:


- Nie bogovete! Nie da znaem kakvo se sluchva s nashite territorii.
(- Devemos pelos deuses! Precisamos saber o que está ocorrendo com nossos territórios.)


- Gotino!
(- Legal!)


A filha menor já estava habituada com aquela cena. Não perdeu tempo em se indagar ou indagar os pais, e, em poucos minutos, estava pronta para ser relocada à casa de um conhecido que não morava muito distante dali. Conhecido de família, claro, visto que mantinham poucos contatos externos como forma de evitar problemas.
Os três saíam pela porta dos fundos, que dava diretamente a uma rua pouco movimentada - pouquíssimo movimentada - para ser correto.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 2:44 am

*Por mais que Pliska fosse uma capital, ela era, também, não mais do que uma... Cidadela e não portava mais do que uma ou duas, talvez três dezenas de milhares de habitantes. Era, entretanto, um centro urbano considerável por possuir acesso ao Mar Negro (e, consequentemente, acesso ao resto do mundo pelas suas águas). Mas por uma razão ou outra, talvez por morarem distantes do verdadeiro CENTRO da cidadela, eles não encontram grandes movimentações quando saem e dão de cara com as ruas repletas de casas não grandes, mas sim modestas.

Os dois guerreiros se misturariam sim com as pessoas, mas seria uma mistura mais difícil. Grande das pessoas que se movimentam pelas proximidades são cidadãos comuns. Não se importam em carregar armas. São comerciantes. Existem vários pequenos pontos de comércio espalhados (não lojas, já que na Era Medieval comércio era feito através das feiras e similares). Algumas ruas estão interditadas graças às feiras. Mas a movimentação maior mesmo provém da direção portuária.

Graças às características Pagãs dos territórios Búlgaros (a Bulgária ainda levaria um certo tempo até sucumbir ao Cristianismo), não existem igrejas Cristãs espalhadas pela cidadela. A cultura original do povo búlgaro reina imponente, embora ameaçada ao passar dos tão quietos anos pelo avanço Católico até perceptível, porém muito pouco para ser visto por ameaça. Por fim, a cidade é murada e seus muros constituem as portas de entrada/saída em direção ao externo do império.

Vão precisar atravessar algumas poucas ruas, se quiserem chegar rápido o suficiente nas regiões de acesso externo urbano em direção às florestas, outras terras, outros locais não explorados.*
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 8:39 am

d'Akins era, no mínino, uma pessoa cuidadosa. E de fato ela não deixou que suas características guerreiras fossem tão bem percebidas, porque grande parte do povo, do público passante, ou visitantes forasteiros, estranharia. Mulheres tipicamente eram não mais que donas-de-casa, não guerreiras!
Vestiu-se com um manto comprido, amarronzado, tampando por completo a armadura. E, enquanto as armas não puderam ser escondidas com sucesso, ela se certificava de que as pessoas não estavam observando.
Uma vez constatada a liberdade, partia, acompanhado de Korrr e a filha menor. A casa por onde deixariam Zora estava a poucos metros. Era a terceira casa, no máximo, à direita. E à esquerda, uma feira comum, conhecida por eles, que eram fiéis "clientes" das especiarias e produtos comuns vendidos.

d'Akins chegava frente à residência dum parente após caminhar vinte metros. Batia à porta, esperava ser atendida. Como a pessoa costumava não ficar distante da entrada, respondeu ao chamado em instantes. E estava feliz ao encontrá-los. Basicamente, era a própria mãe - Kalina Nadeja Nedelya d'Akins - antes tida matriarca de sua tribo distante.
Era uma ávida Pagã. Gostava de colecionar artefatos relacionados aos deuses e estava em dia com seus deveres religiosos.
Ela os convidava a entrar. E precisariam, nada estavam levando à jornada além das armas, o próprio corpo, fé nos deuses e, o que era mais importante, crença pessoal como fonte de inspiração em casos de batalhas.


- Trugvame si, mamo. No tova e pocheten da bude v negovo prisustvie.
(- Já estamos de saída, mamãe. Mas é honroso estar em sua presença.)

- Doide za dostavki. Khrana, voda.
(- Viemos buscar suprimentos. Comida, água.)


Kalina d'Akins, como gostava de ser chamada, era uma pessoa séria. Dona de casa desde o desaparecimento do marido (Boris Borislav Tsevetan Valko d'Akins), via, na filha, um orgulho a quem se espelhar.
Mas convidava os dois a entrarem. Não levaria tempo---sabia que enquanto em jornada, era certo deixá-los cumprí-la---e não atrapalhá-los. Remexia na organizada dispensa por onde costumava estocar alimentos.
Mas convidava-os a se sentarem um pouco. Dizia:


- Pazete se ot "nova religya", koito se poyavi tam.
(- Tomem cuidado com a "nova religião" que apareceu por aí.)

- Te kazvat, che e opasno! Tova unishtozhava kulturi!
(- Dizem que é perigosa! Que destrói as culturas!)


d'Akins e Korr (cujo primeiro nome na verdade era Vladimir) observavam as falas desesperadas. Ela só podia constatar que Kalina teria passado por uma tentativa de "conversão" recente, mas teria se salvado por intervenções desconhecidas.
Resolvia esperar. Sabia que a jornada requeriria alimentos para pelo menos a primeira semana e depois eles mesmos procurariam onde fosse preciso. Mas o ponto-chave era: o que a teria deixado tão estabanada?
Até perguntaria, mas resolveu permanecer calada. Estava matutando alguma coisa.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 11:15 am

A movimentação do lado externo permanecia pacata. Não haviam pessoas gritando. E não haviam conflitos externos, visto que a cidadela estava protegida contra invasões por suas grandes muralhas externas.

Há, sim, a movimentação típica do local: comerciantes, escravos com mercadorias, todos falando muito alto, ora gritando, para anunciar sobre produtos. E assim a vida se vai em total normalidade.

Seria possível sair da cidade tranquilamente. Não precisaria ser necessárias medidas mais delicadas. Cidadãos residentes não eram considerados ameaças, apenas pessoas comuns que habitavam a zona urbana da cidadela.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 12:28 pm

Continuava, de certa maneira, ansiosa para recomeçar suas jornadas pelos territórios búlgaros e além, mas, naquele momento, focava-se em pensar no que estaria a própria mãe pensando; ela sabia que deveria ser cuidadosa ao deixar os portões da cidadela---fora dela, haviam perigos bem conhecidos. E não eram apenas animais, mas, sim, outros exploradores, tribos, mesmo enviados "Cristãos" em direção às terras búlgaras. Era claro que sabia lidar com aquele tipo de situação, havia sido treinada desde sempre para manter-se racional e pesquisar por alternativas rápidas quando o cerco apertasse à seu lado.
Mas escutou as falações normais fora da casa, as pessoas pareciam viver como sempre. E, se talvez conseguisse perceber, várias sombras passavam próximas. A zona de comércio à proximidade local seria uma grande escolha para que pudessem passar despercebidos. Na verdade, pensava, seria necessário um pouco mais: seria preciso não mostrar qual era a real intenção da jornada toda---não para sua mãe pelo menos, que parecia ser bastante cética---por vezes até mesmo obscura---quanto àquele tipo de negócio.
Quando enfim, ela parecia terminar de separar os suprimentos necessários. d'Akins apenas suspirava. Recostava-se levemente, mas não totalmente (graças às armas presas nas costas - não aos lados do corpo), na cadeira frente à mesa principal da sala usada para jantares. Até falaria alguma coisa... Para ser, sim, interrompida:


- Eto... Napravete dobro izpolzvane...
(- Aqui está. Façam bom uso...)

- No ne zabravyaite, che imate zhelanie da gi namerite pri vrusshtane. Dushteryata na... Tova bi bilo tvurde mnogo da poiska da se opitame da otkriem mestonakhozhdenieto na bashta si?
(- Mas não se esqueçam de que desejo encontrá-los após voltarem Filha... Seria demais pedir para que tentasse descobrir o paradeiro de seu pai?)


Pensava um pouco. Continuava a observá-la preparando aquelas coisas. E é claro, observava Korrr ajudando. Como homem forte, era seu dever fazer aquilo. Pois não era apenas um guerreiro.
Com as coisas preparadas, era hora de partir. Ou, assim ela pensava que Korrr fosse sugerir, iriam gastar algumas moedas no comércio local. Se levantava, mas, ao mesmíssimo tempo, respondia:


- Mozhete da ostavite komentar, maika mi. Tova e v ramkite na vuzmozhnostite.
(- Pode deixar, minha mãe. É dentro das possibilidades.)


Abraçava levemente sua mãe momentos depois. Erguia um pequeno sorriso - e esperava que Korrr fosse ser igualmente educado. De fato ele a cumprimentava. Porém, estava em espírito de aventuras, então nada podia ser garantido quanto ao retorno, ou, de fato, quanto aos perigos a serem enfrentados.
Não precisariam se preocupar quanto ao transporte das provisões. Tinham meios para isso. Nem que precisassem arranjar mais animais e montar uma caravana apenas com o objetivo de levar aquelas coisas todas.
Os dois saíam---e sim, deixavam a única filha com Kalina---disposta a cuidá-la como se fosse sua própria filha. Observavam toda uma movimentação normal e, sim, retornavam a colocar as vestimentas comuns sobre suas armaduras. Caminhavam em direção às zonas comerciais...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qua Jun 05, 2013 11:27 pm

É um pouco mais complicado passar por dentre a massa populacional que apenas cresce graças aos comerciantes e movimentação escrava de mercadorias sem que os dois sejam necessariamente despercebidos - mas, para a salvação deles, - comerciantes, ou escravos, não perderiam tempo tentando achar explicações plausíveis para suas presenças em meio às ruas da cidade, em tempos de calmaria, armados, vestidos com, - talvez pensariam, - roupas mais pesadas por baixo das vestimentas convencionais. Não. Nenhuma interrupção ocorre até tal ponto, mas alguns curiosos em questão, aqueles que geralmente os desconhece, insistem em dar uma olhadinha ou outra para ver o que está se passando.

Perdem logo o interesse. Não verão uma batalha em meio às ruas urbanas, já que isso é uma realidade muito impensável, ainda mais durante os tempos relacionados à calmaria extrema pelas quais a Bulgária vem passando por um bom tempo. As barracas comerciais, por outro lado, observam-se fartas com produtos. Mas a maioria, como é de se esperar, consiste em especiarias trazidas dos mares (até mesmo do Mediterrâneo) e das terras mais distantes. Lógico que é possível encontrar alimentos, roupas... E mesmo aparatos a parte relacionados aos equipamentos usados por exploradores. Basicamente, aquela região de Pliska sobrevive deste tipo de comércio.

Existem vendedores ambulantes pelas proximidades. E um deles chama-se Radko Petar, um homem com certa barba no rosto, conhecido por vender coiseiras. E muitas coiseiras, para não dizer VÁRIAS. Radko é oportunista e passou quase toda sua vida sobrevivendo daquela maneira.

Ele parece pará-los, oferecendo algumas coisas.


- Gospodi! Lady! Bikhte iskali da vzemete neshto? Imam vsichko, za da predlozhi! I e evtino!
(- Senhor! Senhora! Gostariam de levar algo? Tenho de tudo a oferecer! E é barato!)

Instintivamente, parecia já mostrar as várias e vááááárias mercadorias que carrega consigo, todas elas obtidas graças aos portos não muito distantes. Vão perceber Ahemoa e Korrr que, de fato, este homem é disposto a persuadir quaisquer pessoas pelas ruas. Ele sempre, ou quase sempre, acaba vencendo e lucrando algumas moedas no final...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qui Jun 06, 2013 2:12 am

d'Akins SABIA que as provisões seriam carregadas por uma grande caravana, já que ela mesma, junto ao marido, haviam deixado os respectivos cavalos fora dos domínios urbanos para que fossem cuidados por alguns outros guerreiros conhecidos por eles dois. Então, calculava ela enquanto "passeava" gentilmente pelas ruas de Pliska, seriam seis homens adicionais, o que não seria considerado problemático. As rotas por ela conhecidas passariam por rios, riachos, florestas. Poderiam caças e pescar à vontade. Mas não era garantido que todos sobreviveriam aos perigos que lhes aguardavam.
Vários eram inexperientes em sobrevivência selvagem, mas podiam muito bem aprendê-la e empregá-la corretamente se permanecessem vivos. Quando então, os pensamentos, sim, foram completamente interrompidos por um comerciante fominha por dinheiro. Ela e Korrr se entreolharam. Estavam com um imenso ponto de interrogação em mente. O que podiam responder?


- Imame nuzhda ot neshto?
(- Precisamos de algo?)

- Mislya, che da.
(- Eu acho que sim.)


Pareciam menos confusos, em especial d'Akins. Agora viam que todas as intenções possíveis do comerciante eram boas, ele não queria roubá-los dinheiro. Estava a oferecer seus serviços comerciais, deve ter percebido que partiriam para muito longe. Mas permanecia com algumas dúvidas.
Se aproximava. Erguia um pequeno sorriso. Optaria por algumas frutas, elas não ficariam estragadas em menos do que quatro dias. Após conversar baixo com o marido, decidiam os dois: levariam algumas frutas.


- Plodove. Kak da predlozhi. Trŭgvame za dŭlgo pŭtuvane, skŭpa.
(- Frutas. Quantas nos oferecer. Sairemos para uma viagem longa, meu caríssimo.)

- Sŭshto taka...
- Respondia Korrr. - Zŭrneni kulturi sochni.
(- E também... Os cereais mais suculentos.)


d'Akins sabia que o preço seria um pouco salgado, mas não haviam muitas outras opções. Ou eles levavam coisas para comer no caminho, ou ficariam famintos por alguns dias, tempo suficiente, até mesmo, para matá-los graças a animais selvagens. Ela se esbanjava, porém, do direito de caçá-los quando fosse preciso.
Korrr era mais conservador e não apoiava diretamente a caça de animais selvagens sem mais nem menos apenas por "esporte". Ele parecia admirar a natureza e gostava de ver os bichos de perto. Fossem ursos. Fossem lobos. Fossem gaviões ou falcões.
Decidiam levar pelo menos cinco quilos daqueles alimentos, afinal, seria tudo dividido por oito.
Esperavam pelas reações do comerciante. Não estavam necessariamente apressados, mas, sim, teria já percebido d'Akins que a própria mãe JÁ teria organizado seus conhecidos para que levassem os suprimentos separados em direção às saídas da cidade. Isso a fazia suspirar, aliviada.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qui Jun 06, 2013 11:20 pm

O comerciante exibe um sorriso imenso para os dois. Ele vai vender mais, logo vai ter a "honra" de acumular mais dinheiro com aquela negociação. As pessoas que passam pelos lados também começam a fazer rodas ao redor - os produtos por Radko Petar vendidos não são especiarias supérfluas. Ele as consegue diretamente de quem importa, pega direto nos portos da cidade e tem total autorização para realizar seus negócios. O engraçado é que mesmo apesar do sucesso, várias vezes é encontrado lamentando da própria vida, não se sabe porque. Frutas, cereais. Artigos muito fáceis de serem vistos carregados por ele. Exibe todas as possíveis (sem necessidades de descrições ou nome).

As pessoas continuam se espremendo ao redor. Alguns cidadãos menos tolerantes gritam, não gostam daquela movimentação imprópria. Alguns outros permanecem impassíveis. Há, sim, possibilidades de que aquela aglomeração, muito em breve, comece a gerar tumultos. Petar é rápido (talvez já observando o "perigo" iminente):


- Negovite plodove na zhitoto im. Tuk. Tsena? Dvesta na tekhnite valuti.
(- Suas frutas, seus cereais. Aqui. Preço? Duzentas de suas moedas.)

Observava espantado aquela movimentação.

Não sabia como reagir direito. Dizia:


- Sega vŭrvi ! Za sigurnostta na dvete , davaĭ! Za men beshe chest da tŭrguvat s vas!
(- Agora vão! Pela segurança dos dois, vão! Foi uma honra fazer comércio com vocês!)

d'Akins e seu marido estão numa verdadeira encruzilhada: demorando apenas um pouco mais, poderão presenciar um tumulto generalizado causado por pessoas muito, BASTANTE, NOTAVELMENTE necessitadas, ou a classe considerada baixa da cidade. Esta classe geralmente é composta por andarilhos, ladrões e até mesmo assassinos baixos que escolheram a marginalidade após perderem todas as oportunidades a eles oferecidas. São pessoas PERIGOSAS. E geralmente não existem excessões.

Uma... Duas... Três lanças são lançadas por alguém e, por mais que as armaduras usadas por d'Akins e Korrr pudessem suportar sem maiores problemas o impacto, elas varam, sim, as cabeças de dois ou três rebeldes próximos, causando as primeiras mortes e, mais do que nunca, ajudando a aumentar as tensões. Um momento tenso se instalou.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Pliska   Qui Jun 06, 2013 11:28 pm

Recebiam os artigos comestíveis com pressa ao observar que uma massa de população mal encarada rapidamente se reunia ao redor do comerciante. Por estar até que acostumada com casos daqueles nas proximidades, d'Akins sabia: eram malfeitores. E eram ladrões perigosos que estavam ali para assaltar, não comprar, as mercadorias do pobre mercante. Ela conseguia contar oito presentes adicionais. Paralisava por certo tempo - e observava a expressão facial que era exibida por Korrr.
Era claro que estava bastante alterada, mas mais para desconfiança. Se uma briga fosse iniciada por ali, os dois ajudariam a apartá-la como sempre fizeram, mas aquilo atrasaria a jornada por alguns minutos. O que seria, talvez, indesejável. Korrr pegava as mercadorias ao dá-lo suas moedas respectivas, e as armazenava numa sacola que estava presa em seu cinto. Não eram muitas coisas que haviam comprado.
Saíam de fininho. Pouco antes de a briga generalizada começar, d'Akins parecia apreensiva o suficiente para perceber que os malfeitores estavam portando armas perigosas. Ela não só olhava para trás, mas, como de costume, falava algumas coisas:


- Vidya li, che sme v sredata na konfrontatsiya mezhdu prestŭpnitsi za sega, Korr? I tova izglezhda da se pritesnyavat . E khaĭde, nie tryabva da se makhnem ot tuk vŭzmozhno naĭ-skoro.
(- Viu que estamos no meio de um confronto entre malfeitores por agora, Korr? E isso me parece ser perturbador. Bem vamos, precisamos sair daqui o quanto antes.)

- Neka bogovete ni prosti, che ne pomaga nevinni khora tozi pŭt...!
(- Que os deuses nos perdoem por não ajudar a população inocente desta vez...!)


Ao começar da matança, d'Akins conseguia, talvez por instinto, escapar para uma rua atrás daquela. Ela até estaria bastante disposta em assistir aquilo batalhando, mas suas tarefas eram muito mais importantes. Observou, portanto, as primeiras lanças jogadas - talvez fossem flechas - e por instantes pensou que uma guerra estava começando. Porém protegida agora atrás das casas, respira fundo.
Estava com os olhos um pouco arregalados. Tudo havia sido MUITO repentino. Korrr não, já estava mais relaxado, entediado por ter perdido uma chance de batalha naquele tão precioso momento. Mas poderia se ferir. E se se ferisse, a jornada não poderia começar naquele dia, na certa.
Retomavam o rumo, desta vez em passos mais apressados, em direção às saídas da cidadela. Korrr era brevemente "respondido":


- Korrr! A bitka...
(- Korrr! Uma batalha...)

- Mozhe da oznachava samo, che sme svobodni da izlizat ot grada! Neka bŭrzo... Predi tova se vŭrnete na ilyuminatori.
(- SÓ PODE SIGNIFICAR QUE ESTAMOS COM PASSE LIVRE PARA FORA DA CIDADE! Vamos rápido... Antes que reponham as vigias.)


Korrr parecia entediado o suficiente para apenas responder uma pequena e insignificante palavra quanto às informações que eram conferidas a ele por d'Akins - que - AINDA - precisava se acalmar e se focar melhor com aquela jornada:

- Dobre, az znam, che.
(- Está bem, eu sei disso.)


Ela também fazia pouco caso da resposta. Tornava-se séria novamente. Mas já se aproximavam o suficiente dos portões quase vazios da cidadela (graças à briga de rua que havia começado lá para trás) para perceberem que seria fácil deixar o local sem deverem explicações às autoridades locais.
Lógico que isso era considerada uma falha grotesca. Porém permaneciam caminhando. Até, sim, atingirem os portões e passarem tranquilamente por eles. Restava agora irem em direção à propriedade rural mais próxima dali, dois quilômetros, para que pudessem, de fato, pegar seus respectivos cavalos (que estavam sob os cuidados de alguns bons colegas).


[Ações pela cidade terminadas
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