Medieval Legends 2013
 
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 Northsummer, o Castelo de Lyyn

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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 07, 2013 11:36 pm


Está localizado a Oeste de Hörtland, em uma área menos usada pelos locais para servir de residência pessoal/ponto de encontros entre os membros da família e/ou políticos cujos interesses são similares. Embora mesmo assim, Northsummer compõe-se de algumas salas com tamanhos considerados colossais (e dentro vários móveis únicos, não provindos de algum local diferente OU cultura diferente com tapetes suntuosos sobre pisos em madeira nobre), alguns pináculos que erguem-se a pelo menos cem metros do chão (estes são usados só como vigia e mais nada), quartos para os residentes, quartos para hóspedes/convidados, sótons, bibliotecas requintadas, passagens secretas e alguns acessos subterrâneos. A filha mais velho de Gherant - Lyyn - reside em paz por aqui junto a sua família. Ao redor do castelo, existe uma floresta densa, provavelmente para mascarar aos intrusos onde ficam as reais entradas em direção ao seu interior.

E armadilhas estão dispostas para que nenhuma visita ameaçadora possa ter acesso ao interior da estrutura. Assim como o castelo do pai, a estrutura principal parece ser moldada em enormes blocos rochosos, porém graças à idade menos antiga, foram, com ainda mais perfeição, dispostos entre si. Há alguma massa como areia misturada a rochas trituradas e argila por dentre as rochas, tampando quaisquer frestas. Todos os quartos possuem suas iluminações próprias, fornecidas por velas em posições únicas. A aparência tão conservada do castelo remete apenas a um fato: que ele foi construído durante os últimos 45 anos e não teve tempo de presenciar as ações do tempo em larga escala, embora ela cuide do local mais que ninguém.

ÁREA EXTERNA

A área externa ao castelo é composta por quatro campos reservados apenas à plantação e colheita de grãos, com rodízio para evitar exaustão do solo. Uma zona secundária vista terminando ao que parecem manjedouras e cercas muito vastas é usada para pecuária, já que Gherant se delicia sempre quando pode de suas carnes mais variadas. Existe um certo caminho que sai do castelo e segue até um "monastério" Pagão, pelas quais ele costuma dar oferendas aos deuses sempre quando possível. Tal monastério foi construído para ser idêntico a uma igreja católica - assim dificultando sua identificação como um não-Cristão. Do monastério, a estradinha segue rumo à "Casa" da propriedade que, de fato, é usada para abrigar os camponeses durante tempos muito frios.

Um moinho usado para triturar quaisquer grãos colhidos durante o ano é presente. Este é grande, feito em madeira, ergue-se imponente por cima das folhagens que o cerca. Parece ser operado constantemente por escravos recrutados pessoalmente pelos servs de maior valor para Lyyn. Seguindo do moinho, a estradinha chega, teoricamente, onde os camponeses, ou trabalhadores "livres", residem em suas próprias casas em espécies de vilas locais inteiramente ligadas ao seu senhor. São 45 camponeses. 30 casas ou mais. E a maioria permanece desocupada durante um dia inteiro.

Ao centro, não existe necessariamente um rio, mas dois córregos largos o suficiente para proverem aos trabalhadores peixe e alguns complementos alimentares a mais de que eles precisam para manter-se produtivos durante o dia. A área é livre. Pode ser usada por quaisquer servos. 

E como é norma para todas as grandes propriedades, existe uma floresta circundando-a em seu extremo limite, delimitando onde outras coisas devem começar (como os campos ingleses propriamente ditos). Poucos passaram pela florestinha em direção ao mundo de fora, a maioria apenas ordenada ou permitida por Lyyn, e por tempo muito curto.
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Ter Jul 09, 2013 11:32 pm

Aquele era um dia bastante pacífico e limpo na Escócia. Mais específico, o dia já estava se tornando uma bela combinação entre cores no céu graças ao finalzinho de tarde, e os pássaros cantarolavam cada vez mais, estavam se arranjando no topo das árvores ao redor do castelo e na floresta um pouco remota. Chegava à residência Lyyn ou Lynn dependendo da localização (a escrita de seu nome realmente variava), trajada numa espécie de manto preto, cujos olhos não podiam ser enxergados. Apenas parte do nariz ao queixo. Os lábios estavam brancos, por igual era o rosto, provavelmente graças aos ventos gélidos que sopravam àquela hora. Desceu do cavalo após passar pelos portões de segurança locais. Agradeceu aos guardas pela segurança sem igual, esperou por alguma notícia sobre seu Mensageiro principal, provavelmente chegando ao território da Inglaterra naquele mesmo momento.
Ela praticamente sempre criava monólogos consigo mesma, provavelmente para ter em mente as lembranças dos estudos mais recentes que tivera a respeito de algumas magias, formas de luta e, em principal, as maneiras pelas quais deveria lidar com a população do país. Gherant a havia escolhido apenas porque Gheorge ainda parecia interessado com as antigas atividades realizadas pela família, se tornaria uma espécie de caçador misturado à lutador, isso era certo. Mas não esconderia o fato de que estava herdando o trono em um futuro distante - e, caso conseguisse, seria, a ele, passado o título de Lorde Supremo assim que Doocy e Gherant morressem.
Entrou no castelo. O primeiro corredor era pouco iluminado para refletir alguns de seus pensamentos. Embora costumasse se distinguir por uma pessoa com ideias claras, ela era, sim, dominada por vertentes negras, obscuras, especialmente a respeito da religião que havia tomado conta do UK em tempos relativamente recentes, mas parecia aceitá-la apenas "para não causar intrigas fora do momento". Analisava a variedade de quadros e pinturas postos dos dois lados. E passava por uma porta à esquerda, em direção à sala da residência. Era uma sala de proporções IMENSAS - quase tão grande quanto o Grande Salão existente no castelo do pai - e muito mais conservado.

Por ali estava o marido, John, sentado, analisando algumas escrituras que costumava achar em suas viagens. Gostava dos conhecimentos ocultos tão mais quanto ela e, em várias ocasiões, teve a oportunidade de desvendá-los um a um. Pois era habilidoso com isso e a arte da advinhação já havia sido dominada, como era dominada por ela. John vestia-se em trajes muito menos agressivos: um capuz marrom sobre roupas escuras. Provavelmente as roupas por baixo eram da cultura criada pela própria espécie. Não havia nada igual visto por toda a Europa, e isso, aos poucos, ajudava a distinguí-los das demais pessoas em uma aceleração considerável.
James Lakour, filho único dos dois, estudava os mesmos preceitos que os pais e estava ao lado de John na mesa central que poderia, em tempos cheios, comportar mais de trinta e seis pessoas. A quantidade de livros era espantosa, por um dado momento perguntou-se a si mesma aonde eles conseguiriam tantos exemplares. Sentou-se junto aos demais. Viu-os ocupados demais para que pudessem sequer noticiá-la, mas James, claro, havia visto e percebido sua chegada à residência.
Ele tocou de leve no braço direito do pai, que olhou. E retirou o capuz de preferência, agora mostrando cabelos muito bem feitos, uma barba bem cortada de cor preta mas até que bastante grossa, e pele bem conservada apenas porque não era adepto das batalhas com espadas ou coisas do tipo. Sorriu levemente. Procurou dizer, estendendo um dos livros em direção a ela:


- O livro.

- Você havia pedido, lembra? E descobri que existem seis exemplares ainda espalhados aí pela Escócia.


- E este é?

- O primeiro. - Disse, com calma, foleando todas as páginas possíveis. - Mas tenho esperanças que vou encontrar o conhecimento restante, não se preocupe.

Permaneceu observando a face do marido quase sem emoções, estava na verdade pensando como poderia proceder. Sorriu. Um volume era melhor que nenhum e parecia conter conhecimentos mágicos acima do normal, como havia percebido graças à grossura da escritura. Assim como era Doocy, Lyyn estava interessada em obter todos os conhecimentos possíveis sobre as Magias e ser como ele. Até queria ter mais poder, mas ser muito menos obcecada por objetivos praticamente impossíveis de serem atingidos. Se ele conseguisse atingí-los, então provavelmente ganharia grande consideração pela neta, isso era verdade inquestionável.
Retirou o capuz preto, não era preciso usá-lo dentro da residência até porque a enorme lareira produzia calor suficiente. Possuía olhos amarelados. Possuía um cabelo pintado de maneira desigual, e era esverdeado - originalmente, é preto. Estava com ele preso por um arco na cabeça, e para completar, parecia também não possuir nenhuma ferida causada por batalhas, mas não porque costumava evitá-las, e sim porque suas técnicas a impediam de levar golpes fatais dos oponentes.
E ela sabia quais pessoas poderia duelar e quais pessoas seriam perigosas demais. Então não tentava a sorte com quaisquer um, respeitava suas habilidades, mesmo sendo nada... Aliados, como alguns Cristãos guerreiros, alguns nativos da região e algumas tropas nada familiares que recentemente marcharam próximas a seu castelo. Após o sorriso, procurou correspondê-lo com alguma coisa, geralmente uma fala não tão demorada, mas bastante informativa apenas para deixá-lo ciente das coisas:


- Capítulo I, Introdução. Apesar de introdutório, é grosso o suficiente para me convencer a achar que possui muito mais informações do que apenas uma simples... Hã, explicação barata e raza do assunto a ser declarado ao decorrer da escritura. Aliás John,...

- Minha própria intuição me diz que se vocês dois se fortalecerem como Magos, nem que se forem magos casuais sem reconhecimento do título, poderão buscar por pessoas em potencial para ensiná-las os mesmos caminhos. É o que EU estarei fazendo dentro das tão esperadas próximas semanas.


Comentavam arduamente sobre quais pessoas poderiam ter direito de ser aprendizes deles no quesito magias. Após vários minutos, não poderia ser a mesma: elas todas seriam da mesma espécie deles, teriam os mesmos atributos especiais e facilidade... E, acima de tudo, deveriam ter gosto misto por aprendizado. Não poderiam ser Cristãos de maneira ALGUMA embora não existissem cristãos da espécie dos dois e, por último, as condições precisariam favorecer a ambos. James precisaria terminar os estudos dentro de uma ou duas semanas, provavelmente dentro do próximo mês estourando sem maiores e menores pormenores. E liberaria muito tempo para que pudessem pensar.
Embora não fosse estudar por agora porque estava cansada de uma viagem local rumo às terras vizinhas resolver alguns problemazinhos corriqueiros com seus conhecidos, ela está pensativa quanto uma série de coisas. Achava que nobres como eles deviam se misturar... Muito menos com plebeus. Pensava em como levar a realidade diretamente ao próprio pai - mas temia, ao mesmo tempo, que ele fosse rejeitar abertamente e castigá-la por ousadia ("ousadia" era uma forma de imposição em relação aos pais dentro da família e não era algo bom)...
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sex Jul 12, 2013 12:08 am

Existiam lugares específicos para treinamento de combates e duelos dentro do castelo. Aparentemente ele possuía sua própria armada que o protegeria em casos de ataques - e aquela constante era normal para todas as habitações possuídas pela família sem sombra de dúvidas pois, notavelmente, os tempos atuais estavam muito imprevisíveis. Da sala por onde estavam localizados, oito cavaleiros, guerreiros, ou seja lá o que fossem, puderam ser vistos treinando uns contra os outros, mas usando armamentos (espadas, machados, etc) não reais para evitar mortes. Doutro lado, estavam as salas pelas quais as pessoas se aperfeiçoavam apenas lendo a respeito das técnicas combatentes empregadas na Escócia quando a família começou sua posse pelas terras e governo. Todos pareciam treinar bem, não haviam reclamações a serem feitas, e com certeza existia empenho na proteção do UK. Estava um pouco cedo para saber quais seriam os trajetos a serem tomados pelo país - e se um dia seria a maior potência mundial - porém, conforme todos os indicativos, - havia SIM uma chance. Chance esta NECESSÁRIA para todos os sucessos serem verdade.

O castelo contava com 50 ou mais funcionários assalariados, sem escravos simplesmente por fazerem melhor seus trabalhos do que por mera obrigação sem nenhuma forma de recebimento no final. Servos existiam e serviam de vez enquando ajudando com certas coisas, mas, de qualquer maneira, eles não eram escravos. Eram trabalhadores livres que apenas se voluntariaram em contribuir para a residência permanecer imponente. SERVOS, embora livres, não recebiam nada por serem voluntários. TRABALHADORES diretamente ligados à casa sim, recebiam algo, embora a Igreja insistisse que lucros fossem coisas provindas do inferno e precisassem ser repudiadas. Lógico, quaisquer Pagãos, mesmo os Ateus, sabiam muito bem da verdade: ela apenas queria impor às massas locais formas de controle muito bem sucessivas. Mas isso ficava para depois, eles ainda montariam uma espécie de associação contra as práticas absurdas do Cristianismo.

As pessoas não paravam de passar para lá e para cá.

Algumas eram curiosas, mas sabiam da necessidade de esconder aquela curiosidade.

Por fim, o livro obtido foi escrito há mil e seiscentos anos por algum Mago a ser estudado e conhecido por eles todos. 1.600 anos é considerado um tempo grande, maior do que a idade máxima da espécie pelas quais os três pertenciam, maior do que a espectativa de vida dos Humanos em ordens de magnitude.

Mesmo com as páginas amareladas, as informações eram legíveis porque as escrituras foram preservadas longe da humidade, longe do tempo ameno, mas sim, em uma tumba seca, sem precipitações, sem oxigênio suficiente para que os fungos e as bactérias fossem os atacantes principais daquele livro. Provavelmente não seria mais destruído.

Mas precisavam mantê-lo escondido da população geral.

Ao menos até os preceitos Católicos serem dizimados da face do UK.
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 14, 2013 11:24 pm

A curiosidade dos demais não parecia de nada importá-la ou importar a John ou ao filho dos dois. Eram apenas empregados que passavam por ali. E embora até mesmo eles tenham boa educação ao meio da espécie, não ousariam dedurá-los para as autoridades pelo fato de estudarem Magias e aspectos relacionados. Claro que todos ali tinham até uma certa curiosidade para saber como aquelas coisas todas funcionavam, mas, seguindo os códigos pessoais definidos para ela e sua família, jamais deixariam saber sem os devidos atributos: precisavam ser MAIS do que simples empregados. Também deviam ter perspicácia. Conhecimento e mente aberta. Sem tais pilares, eram proibidos de até mesmo chegarem próximos aos livros que eles colecionavam e estudavam, mas existiam as excessões. Ao menos vinte deles já foram autorizados e, dos vinte, dezenove termivaram os estudos, saíram da condição empregada e, em tempos atuais, eram guardas pessoais e guerreiros destemidos.
Eles continuavam foleando, destacando em outros papéis e, acima de todas as coisas, não perdendo tempo com as pessoas alheias. Lógico, ELA estava cansada por conta da viagem precisa para resolver as coisas da região. ELE - o marido - provavelmente estava cansado era de permanecer ali sentado por várias horas, mas não pareciam reclamar. O filho era a pessoa mais interessada provavelmente porque estava se formando no caminho dos pais. Os pais estavam entediados por terem estudado quase todos os livros que possuíam e por agora precisavam descobrir mais deles. SIM, a vida que escolheram levar era não só aventureira, mas era arriscada e devia ser mantida fora da percepção da plebe e de certo grupo Nobre ("NOBRE", pois de nobreza nada tinha) composto pela Igreja.
Subitamente respondeu ao marido:


- Talvez você os encontre escondido nas grutas que ainda faltam ser vistas, John. Eu acho o seguinte: elas estão longe do alcance daqueles que nós consideramos os inimigos principais do Estado---a Igreja. Logo---uma viagem adicional para pegá-los todos não me parece ser tão ruim.

- Fora que... If you want them, you shall pay dearly for them. Prevejo que graças a isso, não apenas se demore semanas, mas uma boa viagem replanejada para evadir perseguições. E o que temos de melhor contra elas está lá fora, está espalhado pela Escócia. Um exército. Algo MADURO. Think about this.


E SIM - não haviam muitas coisas para se fazer àquele momento porque o dia estava terminado pelo UK e sem Lua cheia pelos céus era quase impossível sair por aí e não ser atacado por animais muito bem conhecidos, embora raros, muito maiores do que ursos, dezenas de vezes mais fortes que os mesmos e espantosamente mais fortes e medonhos que lobos. Eles não costumavam caçar durante a noite, mas caso acordados, eram viciosos predadores com inteligência até que grande. Ela sabia disso porque o pai possuía um de estimação dentro do próprio castelo.
Então, preferiam ficar em casa. Que aliás, era uma espécie de ambiente mais quente, mais agradável e não ventava frio. Em um dado momento, colocou uma das mãos sobre o queixo, pensou algumas coisas com sinceridade, fechou um dos livros que estava lendo - ou apenas consultando - e encarou alguma coisa. Não era a Lua, não eram animais, mas sim, uma estatueta antiga construída (forjada na verdade) pelos antepassados. Ela SABIA que aquilo possuía poderes especiais. Apenas não havia aprendido como despertá-los, mas um dia conseguiria.
Aparentemente, era uma estatueta forjada durante o Décimo Reino, ou Décima Dinastia, há 10 mil trezentos e quarenta anos, num período pelas quais os Humanos eram ainda uma espécie dependente da Natureza e estavam vivendo a pré-História. E ela também sabia que era impossível tracejar sua história, pelo menos no UK ou por quaisquer locais, após 15 mil anos no passado---o por que---ela apenas suspeitava, mas não possuía provas tão suficientes para prová-lo. Até mesmo parecia saber mais ou menos quais eram as missões reais da espécie por ali na Terra mas, denovo, a falta de provas...
... Era um impecilio notável. Tentou dizer alguma coisa para John, expressando dúvidas e admiração pela pequena estátua em bronze:


- Do you have some data about us from ten to fifteen thousand years ago?

- I think I'm beggining to understand. Understand what message our ancestors gave to us and, still today, we couldn't comply. But give me some time. I'll discover if I'm right or wrong - IF right, so our destiny is far greater than rule only this island.
- E, subsequentemente, pausou, após quase não respirar para falar apenas porque não queria perder o raciocínio. E sim, enquanto perplexa, estava admirada. Poderiam haver mais e mais e MAIS da espécie dos dois espalhados pelo Universo? Lógico que a Igreja repudiaria tais noções, então precisavam ser construídas consigo mesma. Dizia, com mais calma:

- SEM susto. Eu deixei um pensamento escapar. Mas trata-se de algo real.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Jul 15, 2013 11:56 pm

Num dado momento, quem passou a observar os guerreiros da guarda pessoal dentro e fora do castelo treinando, foi o próprio filho dos dois, James, cujos interesses por aquilo tudo eram consideráveis, embora os pais o preferisse ganhando tempo conhecendo outra área. É que estava cansado, havia estudando por pelo menos oito, até mesmo doze horas seguidas. Também parecia um pouco faminto, embora não reclamasse, sabia da iminência do jantar graças ao horário. Fechou ele alguns dos livros. Não esquecendo, claro, de deixá-los devidamente marcados para quando retornar a lê-los saber onde parou, poder recapitular o que estou e, depois, avançar. Independente, desejava desbravar o UK rumo aos territórios do Norte para conhecer melhor a ilha pelas quais vivia há tanto tempo - e jamais havia saído direito do castelo por receio dos próprios pais, que, certamente, tinham um enorme currículo de viagens por aí e conheciam muito bem as coisas. Lógico, ele não iria desafiá-los. Apenas queria uma forma de viver a vida independente.

A conseguiria, mas antes, precisaria demonstrar-se capaz. E a demonstração poderia vir a qualquer instante, em qualquer forma, podendo até mesmo incluir um duelo, não letal era claro, contra alguém dos dois. Aquele tipo de "consagração" à vida adulta parecia ser bem comum não apenas dentro da sua dinastia, mas das anteriores e parecia ser uma tendência em direção às dinastias que ainda viriam. Interessante? Até que era, pensava, até um dia aquelas tradições forem alteradas drasticamente por novas modas. Suspirou. Viu o final dum dos treinamentos, pode perceber a exaustão dos envolvidos. Sabia muito bem: a vida guerreira era drástica, podia ser trágica muitas vezes... E enquanto alguma cidade em específico para os militares não fosse fundada, então os treinos permaneceriam daquela mesma maneira. Observou mais um pouco. Agora ignorava as conversas entre seus pais e estava totalmente alheio ao que eles discutiam.

Também, só sabiam discutir assuntos tenebrosos. Apenas suspeitas. Apenas magias. Só os conhecimentos essenciais para deixá-los mais fortes naquilo que fazem. Enquanto James parecia se interessar junto àquilo tudo, ele não era um fanático. Sabia que sua vida seria a melhor da família - caso, um dia, recebesse algum irmão ou alguma irmã. Instintivamente... Virou-se aos dois, sintonizou melhor no que estavam discutindo e se surpreendeu. Agora estavam se tornando arqueólogos?... Pff. E queriam buscar pistas mais enterradas que as formas de vida mais antigas a serem encontradas pelo UK? Pensou profundamente se eles realmente gostariam de transformar aquelas terras ao Norte em uma fábrica de pensadores macabros OU se estavam investindo no desenvolvimento em todos os aspectos.


- COMO achar evidências sobre coisas tão antigas?

- Weren't you both supposed to put order here? Like my uncle is doing not so far from Scotland?


Provavelmente ele não sabia o quão os dois também procuravam trabalhar para que a Escócia estivesse em ordem. Isso parecia bastante normal, afinal de contas, possuía não mais de 45 anos, extremamente novo, extremamente inexperiente no ramo político para os padrões da espécie pelas quais é pertencente. Aguardou quaisquer respostas... Sabia que levaria alguns puxões de orelha dos dois, e respeitaria caso aquela fosse a verdade. SIM, o grau de submissão aos pais até os 60 anos parecia ser essencial na cultura da civilização e seria levado em conta. Nenhum filho desrespeitava seus pais e saía ileso. E os castigos poderiam ser até mesmo letais...
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Jul 15, 2013 11:59 pm

E John não se assustou necessariamente, até porque Doocy ou alguém da família já havia uma vez confirmado as "suspeitas", provavelmente apenas imitadas, tidas pela esposa, mas provavelmente evitadas para não causar alardes pela Europa. Por hora seria essencial estabilizar ainda mais o pequeno pedaço de terra pelas quais controlavam. Os direitos de todos seriam reestabilizados. Havia algo a ser tentado, pela primeira vez na história talvez, por ele: levar às mulheres o direito da cidadania. Até então parecia ser bem desconhecida a intenção verdadeira da mãe de Gherant quanto a substituir aos poucos a população dentro do UK pela espécie própria, pelas quais estava sendo considerada uma espécie "primordial" por estar presente desde os dias pelas quais os Humanos ainda não mais do que engatinhavam pelo planeta. Lógico... Ela queria relocá-los. Não fazer mortes. Ela pelo menos, respeitava as outras civilizações.
Lyyn aparentava saber e aparentava concordar, mas seria uma tarefa demorada e não era para ser realizada em apenas um ou dois anos, e sim décadas, já que eles todos deveriam lidar com pessoas mais resistentes de apego sentimental às coisas que iriam resistir contra as mudanças ao continente Europeu. Mas isso poderia ser muito bem amenizado através da não-matança, relocação durante períodos pacíficos e, sobretudo, incentivo à exploração marítima. Ela mesma havia se tornado comandante duma frota, mas não precisaria sair de seu castelo. Confiava piamente nos homens que possuía e sabia da verdade, eles trariam à nação uma era de ouro. Uma era pelas quais seria vista e sentida por muitas gerações.
Permaneceu séria. Antes do filho responder ou falar algo, comentou com o marido:


- E quando você pretende buscar pelo conhecimento que falta? Creio não estar fora da ilha!---A menos que alguém já tenha obtido o restante dos volumes. Mas quem? A pessoa precisou entrar discretamente.

- Provavelmente algum forasteiro. Eu imagino que algum Escandinavo. Ou Islandês. Mas: não vou causar alardes, minha cara, porque preciso sair por aí atrás do que parece ser nosso por direito antes de poder retirar conclusões prematuras.
- E se calou, provavelmente sabia que os Búlgaros estavam distantes demais para que se esbanjassem, sequer soubessem, sobre a existência de uma feroz fonte de conhecimento mágico espalhada pelas terras do UK. E eles não acreditavam em Deus, eram Pagãos, eram uma espécie de povo perfeito para se apossar disso. Os Escandinavos e o povo da Islândia também---mas não queria culpar nenhum dos dois. Era desnecessário.

Lyyn permaneceu calada e observou as últimas palavras do marido como sugestivas, mas não certas, sobre o paradeiro das obras, que eram nove ao total, fora apêndices, fora as notas, fora as dicas escritas diretamente pelo mesmo autor. Podia ela esquecer quanto ao povo Búlgaro. Estavam distantes demais. Islândia? Não. Um Islandês não parecia ser visto por aquelas terras há anos. A ilha não parecia ser uma boa opção de procura. A península Escandinava? QUAL VIKING teria interesses em adquirir conhecimentos obscuros como os mencionados? Apenas um Mago MUITO poderoso. E magos extremamente poderosos, ao menos por aquela época, pareciam estar dispersos demais.
Só havia uma resposta ao mistério: ou foram perdidos, ou foram guardados tão bem que terminaram por ser esquecidos. Caso esquecidos, seria uma pena. Porém, não perderia as esperanças de que o restante da coleção seria encontrada pelo marido dentro das próximas semanas. Ele estava planejando desbravar áreas remotas da Inglaterra pela qual poucos conheciam. Áreas para além das florestas, em cavernas. Não existiam ursos (ursos de caverna não existem há milhares de anos), então não pareciam existir tanto perigo. Não existiam as ferozes criaturas reptilianas que caçavam pelas planícies abertas.
Nada. Nenhum animal. Eram zonas isoladas. Sorriu ao marido mas foi interrompida pelo filho. Pensativa, respondeu apenas algumas poucas coisas:


- É que você ainda me parece ser novo demais para entender o quão grandes e avançanos estamos, James. Eu e John estamos mexendo nessa Escócia há décadas e, de fato, estamos até mais organizados que meu próprio pai em todos os aspectos.

- Eu acho que um dia ele vai perceber...

- Sim.


Havia algo em mente, pelo menos: se um Parlamento havia sido criado e se baseava mais ou menos no estilo Inglês de governo, ele poderia muito bem ser feito à imagem do mesmo. Por que não os dois juntos? Quais seriam as dificuldades? Operando como uma única entidade, o Reino Unido começaria SIM a se tornar cada vez mais unido e verdadeiro, não uma divisão entre terras desconectada entre si cujos governadores são os mais mescos possíveis. Este projeto havia sido iniciado há dois anos apenas, e estava com imensos frutos. Aparentemente a maioria dos reinos independentes já havia aceito. Todos os governadores seriam ajudados com aquilo tudo, até para a melhoria do tratamento com a população geral.
E era cativando a todos... Que os desejos da avó seriam aos poucos conduzidos. Um UK feito por nativos originais? Provavelmente estava a ponto de ocorrer realmente, mas cada um dos políticos que controlavam a Escócia - todos iguais à Lyyn e John already - viam-se céticos quanto aos procedimentos que seriam adotados. Eles acreditavam que NÃO, que a mudança não seria conduzida daquela maneira com taanta pacificidade. Ou apenas diziam para retardar o procedimento. Independente do que fosse, a Escócia andava muito bem e não parecia querer entrar numa guerra por algumas décadas.
Ela se levantou ao sentir cheiro do jantar chegando. Dirigiu-se calmamente para a outra mesa e o manto preto comprido usado movia-se apenas aos movimentos do corpo. Não estava num local aberto, logo era isolado dos ventos externos e a temperatura estava bem agradável graças às imensas lareiras que estavam acesas para conferir um calor a mais. Ela esperava que os dois pudessem seguí-la.
John se levantou pouco depois. Restava apenas James, o mais novo dos dois, e um dos mais teimosos da Dinastia por não entender metade das coisas que aconteciam dentro da vida política e social do UK. Enquanto isso, claro, não pararam eles de pensar sobre quais métodos utilizariam para aumentar suas capacidades de cura, combate e defesa usando as próprias Magias que estavam aprendendo. Tão secos por poder quanto os dois? TALVEZ apenas os avôs que Lyyn possuía...
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Ter Jul 16, 2013 11:20 pm

Estava um pouco mais óbvio agora: aos 45 anos, James era considerado novato quase em todos os aspectos. Ele não poderia entender direito política porque não havia sido em momento algum ensinado pelos próprios pais, ao momento pelo menos, como se lidar - ou entender - aquele aspecto. Mas continuava a não parecer muito difícil. Era preciso só por em prática os esquemas certos nas situações certas e ver o país crescer feito uma máquina (máquinas não existiam na época). Porém, obedecendo a antiga regra condizente à submissão dos filhos aos pais até pelo menos seus sessenta anos ou ligeiramente mais, Lakour resolveu se calar. Já sentia o cheiro dos alimentos para aquela noite e sabia o quão delicioso seriam as refeições. O dia seguinte, também, possuiria mais desafios. Seria quase a primeira vez na vida que estaria a deixar os limites seguros da florestinha pela qual era acostumado a pescar com os colegas durante tempos de folga. Precisava começar a ver a situação externa da ilha pelas quais habitava. Não existia outra maneira: ou explorava, ou permaneceria para todo o sempre confinado.

Claro que quaisquer viagens demorariam várias horas a vários dias dependendo de onde ele fosse. Ou do que estivesse procurando, pois no momento estaria atrás das respostas pessoais sobre a própria história. Respostas provavelmente impossíveis de serem lidas. E provavelmente impossíveis de serem encontradas em bibliotecas, já que a maioria desses livros, se existiram, provavelmente foram destruídos pela ação do tempo. Seria a busca da verdade para ele mesmo. James estava montando uma verdade pessoal, isso parecia mais comum do que se pensava, não tinha implicações adversas para a família, para os pais ou para a própria vida. Preferiu manter as razões da viagem largamente desconhecidas, mas relatou cada parte aos pais. Eles haviam concordado, com certo desdém, mas deixaram o filho de virar da maneira mais necessária. Já estava crescido. Já tinha muita barba na cara e pelos espalhados pelo corpo. Era quase um "urso" naquele quesito.

Cansado e com fome, porém, quaisquer pensamentos adicionais sobre aquela jornada não passariam da própria mente. Não iria a sós, arrumaria os colegas mais destemidos para ajudá-lo. Se passasse pelas planícies, veria animais comuns apenas à ilha e não ao resto da Europa ou mesmo do mundo. Se passasse pelas florestas, poderia se perder. Se passasse pelos campos, poderia encontrar-se com predadores muito mais fortes que quaisquer um já vistos em sua vida. Os três caminhos levariam a três lugares diferentes, mas a apenas um único objetivo. Que seria cumprido anyway, que seria levado em consideração sem as preocupações excessivas consideradas pelos pais quanto aos perigos. Perigos FAZEM uma enorme parte da vida da população e é com eles que irão amadurecer.

E entendeu os motivos dos pais quanto à política. Aceitou o que disseram, mas manteve-se calado pelo cansaço, não porque estava estranho. Apoiou-se um pouco sobre a mesa para não deitar sobre ela. Isso era falta de educação tremenda. Apoiar-se também... ERA... Uma pequena falta de educação, mas sem o apoio, ele mal conseguiria manter-se levantado. Há dezoito horas havia se levantado. E há doze, começado seus estudos. Havia terminado seu dia apenas por agora. Ou comia, ou morria por ali mesmo de fome graças ao tempo sem ingerir alimento algum. Estava calmo de qualquer forma, pelo menos, observando alguma forma de batalha entre os guerreiros através duma das janelas que eram responsáveis por conferir visões diretas das arenas usadas para treinamento.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Ter Jul 16, 2013 11:40 pm

Mais uma vez, a familia parecia se separar para completar as necessidades pessoais dos seus membros. Entretanto, acostumada como estava, ela pelo menos estava conformada com a repetição da história após apenas uma ou duas semanas unidos. ELA era a que sempre costumava ficar para trás por não se arriscar muito bem em viagens de longa duração. Parecia não ser da sua alma gastar tanto tempo percorrendo as três zonas de risco que formavam aquela ilha por dentre as cidades, embora concordasse em pegar uma ou duas viagens longas por ano. A maioria passava por terrenos conhecidos rumo a capital local Escocesa, onde havia ela estabelecido um Parlamento há pouquíssimos anos. John porém, costumava passar semanas no selvagem assim como todos os Magos cujas experiências pareciam ser elevadas o suficiente. E ele era boa referência quanto a quais criaturas ameaçadoras OU não podiam ser encontradas pelo caminho.
James era novato e precisava ir acompanhado por colegas experientes ou morreria sem a menor chance de sobrevivência. Por exemplo: ele estava treinando as medidas de defesas contra ataques animais e de nativos malucos. E permanecia nos primeiros estágios, pois, ao contrário dos dedicados apenas ao assunto, parecia estudar mais coisas em conjunto. Se atacado, poderia ser devorado ou apenas morto em segundos.
Lyyn parecia ser a mais experiente dos dois apenas porque costumava viajar demais com o pai quando era menor (ou, pelo menos, mais nova) e havia combatido contra uma vasta variedade de coisas até então. De Ogros a Orcs, de Orcs a possíveis criaturas pequenas e até mesmo um dragão numa ocasião, parecia familiarizada. Claro que aquelas coisas não aparentavam ser comuns, eram mais raras que procurar uma agulha no palheiro. O que parecia contar era a experiência. Mais nada. E o cheiro de comida a invadiu as narinas de maneira súbita, estrondosa e forte. Estava um pouco faminta SIM, não via a cor duma boa alimentação há várias horas, precisava repor as energias.
E antes de mais nada, saudava os dois para que tivessem viagens seguras:


- John, primeiro você. Você vai desbravar as terras do Sul à procura do que é restante dos conhecimentos. Eu acho que precisará do apoio moral e espiritual não dos deuses apenas, mas algo sobrenatural para encarar nossas terras até aquela direção. Um homem sábio como você não falhará. Promessa de experiência correspondente anos ao seu lado.

E passou, primeiramente nas próprias mãos, uma espécie de "poção" que costumava usar para dar sorte àqueles que viajavam para muito distante. John recebeu a mistura - provavelmente obtida através das plantas locais - na testa e pescoço. Acreditava Lyyn que ele estaria melhor protegido contra os maus espíritos daquela forma e que sem conflitos com relação a sua alma, estaria seguro. Uma outra "poção", diferente, feita com outras plantas, logo foi preparada para James.
Ela tratou de passá-la apenas na testa do filho, já que era novato e merecia apenas pouco se comparado ao obtido pelo pai. Não queria que os maus espíritos o influenciasse, mas sabia que precisaria aprender por si mesmo a se virar onde quer que fosse e se morresse seria recompensado pelos deuses com bravura. Manteve-se mais séria que um militar em tempos de guerra, refletindo todos os pensamentos sérios que possuía a respeito daquele momento. Tornou a dizer logo depois, com falas menores, mas significantes:


- Agora você, James. Acho que para um iniciante, tem chance de chegar longe se persistir. Mas não deve se arriscar para muito longe, prevejo desgraças e você ainda tem incertezas em sua mente. Um homem de mente turva deve tomar cuidado por onde vai!

Sabia muito bem o que queria dizer com "mente turva" e agia por própria sabedoria quase como vidente. Sim, de tempos em tempos, gostava de treinar habilidades como aquelas. Aproveitava a própria familia, amigos e colegas para testá-las, com vários resultados (resultados mistos), embora a habilidade tenha aumentado em anos recentes por maiores estudos no campo e aprendizado de outras técnicas adicionais. James era para considerar suas próprias considerações. Ele era jovem demais.
John agradeceu piamente pelas considerações. Agradeceu ainda mais pelo "óleo" que lhe foi passado. Foi seguido pelo filho, um pouco desconfiado provavelmene por ser sua primeira vez, mas aceitou a condição em pouquíssimo tempo. E mais séria do que estava? Era literalmente impossível. É que muitas coisas haviam acontecido com a Escócia naqueles anos todos, então estava sendo preciso uma perda de humor em prol do ganho civil em questões de confiança.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qua Jul 17, 2013 11:59 pm

James realmente agredeceu com profundeza a própria mãe pela consideração e achou o cheiro emanado por aquela poção, embora não EXATAMENTE mágica ao pé da letra, o melhor perfume sentido até hoje e conhecia mais ou menos quais eram as plantas usadas para fazê-la. Possuíam ALTO poder. E aquilo conferia a elas uma verdadeira capacidade de segurança extremamente alta àqueles às quais era administrada. Agora, porém, continuou a esperar pela janta. Apreensivo como estava, mal podia esperar pelo começo da jornada até certas partes bem conhecidas da Inglaterra para obter algumas respostas pessoais a si mesmo. Sem prestar muita atenção, estava entrando em um mundo pelas quais não teria chance de regressar, primeiro porque se tornaria uma pessoa formada em total íntegra - na Dinastia e dentro da sociedade. Mas... Como se consolidar corretamente com isso? Era a questão AINDA a ser respondida dentro dos próximos dias.

Sabia-se apenas duma coisa: que James percorreria 350 quilômetros em direção ao centro da Ilha, mas um centro conhecido, sem florestas perigosas, longe das áreas descampadas, longe dos campos e planícies propriamente ditas. Não existiam animais selvagens. Não era possível atingir a zona, simplesmente. Boas notícias, porque podiam passar vários dias a fio sem se preocuparem com quaisquer ataques surpresa em potencial. Mas o QUE estava procurando de tão importante? Não, não eram relatos exatos sobre o próprio passado E passado da Dinastia. Muito menos pistas para como se dominava uma vasta gama dessas magias usadas pelos pais. Nem mesmo livrinhos com pistas mágicas. Isso parecia ser papo para conhecedores profundos dos segredos há pouco tidos como heresia, mas já restaurados para a legalidade dentro das Terras do Norte.

Isso tudo era pensado conforme os cheiros variados, mas reconhecíveis do jantar, estavam se aproximando cada vez mais. Prometia ser uma refeição em família agradável, mas NÃO sabia ele se algum convidado especial estaria prestes a chegar. A mãe e o pai eram BEM imprevisíveis quanto aquele aspecto, mas provavelmente eles podiam esperar pelo próprio irmão da mãe, Gheorge. Os dois tinham forte ligação entre si. Eram verdadeiros irmãos. E James em especial até parecia admirar que a cultura pelas quais nasceu era ditada sob as relações pessoais e familiares muito mais que religião e crenças a toa criadas pela própria mentalidade dos homens e mantida pelo tempo. Via ambos conversando alguma coisa. E, embora não soubesse direito o que era por não estar prestando atenção, tinha uma certa pequena noção... Seus pais gostavam de cochichar um ao outro.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qui Jul 18, 2013 12:01 am

- I'm glad for your preocupation. Anyway, what we'll do now?

- You're always glad for everything I do, John. But before you two depart into an unusual adventure through the countryside, I recommend taking as muck care as you can. I would be not happy from learning about your deaths and you know I'm right. So...! Today there are visits. My brother, Gheorge, is comming. Think he'll dinner with us, too.

E o cheiro das poções não demorou muito para se espalhar pela sala. Elas continham agentes químicos naturais provindos das plantas locais. Eram feitas em casa - e ela possuía imensa habilidade com aquelas coisas desde que era ligeiramete jovem. Sabia do óbvio: sob efeito daqueles líquidos, que não eram drogas mas agiam diretamente por suas almas e ser, James e John se acalmariam. Eles estavam nervosos internamente, - Lyyn podia "observar", como acreditava conseguir e, além disso, ela podia prever que com suas mentes em distúrbio, não conseguiriam durar por muito tempo lá fora. Pensou ela por uns instantes sobre o que parecia está-los perturbando. Não havia chegado numa conclusão... Provavelmente estivessem com pensamentos turvos demais. Provavelmente estavam com a energia mais negativa do que positiva - e precisavam retomar isso imediatamente. James - como percebido, era o mais ansioso dos dois.
Mas ansiedade? Acreditava convictamente ela que as pessoas ansiosas tinham uma ceerto distúrbio em suas almas que deveria ser procurado imediatamente, embora custasse uma sessão de tratamento que poderia demorar vários meses. Acreditava ela que suas outras várias poções poderiam ajudar. Relaxar a alma? Dizia-se especialista naquilo. E procurava não apavorá-los com vidência, pois, claramente, eles levariam aquelas coisas consigo nas viagens. Ela apenas suspirou pensando no que fazer exatamente, poderia ter vários jeitos de consolidar a saúde espiritual da família sem precisar consultar deuses ou fazer taantas oferendas como vinha ela executando durante as semanas passadas.
Procurou foi permanecer séria. Já observava os primeiros empregados aparecendo com a primeira leva de alimentos que seria servida àquela mesmíssima hora. Era costuma deles - e da Dinastia em questão - JAMAIS falar enquanto COMIAM, embora pudessem conversar normalmente enquanto eram SERVIDOS pelos subordinados. Retirou o robe preto, revelou uma roupa branca, algo como um "kimono", por baixo. Aquela era sua roupa padrão para o dia-a-dia, já que raramente sairia do castelo e quando saía, era para visitar colegas, seus pais e quaisquer outras coisas, como visitar o Parlamento Escocês.
Antes mesmo que fossem servidos, ela disse:


- Meus pais andam preocupados comigo.

- Provavelmente é porque você em breve se tornará uma espécie de Maga do Mal. - Brincou John, tentando amenizar a situação.

- Não. Eu não me comprometeria com o mal jamais nesta vida. E nem mesmo na outra que virá após minha morte. Eles pensam que estou... Independente demais. Se é que pode me entender.

Entenderia mais ou menos, era a verdade. John sabia: ela tinha 79 anos - a idade era muito acima daquela pelas quais os filhos eram obrigados a prestarem contas - diretas - aos próprios pais. Não estaria Gherant e sua esposa um pouco exagerados? OU seria por ela assumir uma frente política tão nova daquele jeito - seu pai tem praticamente 400 anos - e nem mesmo assim conseguiu, ainda, assumir como Imperador. O que John e seu filho fizeram, foi prestar atenção e nada mais. James não tinha direito de se expressar, ficou calado. John pensou em como responder.
Mas era realmente DIFÍCIL arranjar respostas para aquela situação. Os pais dela não eram Magos, mas sim Políticos e Nobres da Altíssima Classe com reconhecimento por todo o UK. Isso era muito bom, ganhava respeito da população GERAL e não apenas uma certa camada da pirâmide social local. Mas independente disso, quem poderia explicar quais as preocupações? Gherant apenas. Ou a esposa dele. Tentou responder alguma coisa para continuar a conversa:


- Existem pessoas estranhas para cada coisa... O Gherant não tem motivos. E não teria a sua mãe para achar que você é "muito independente" "só porque" conseguiu a posição política que hoje retém.

- Sim! Exato... Pode parecer inconcebível, mas APARENTEMENTE é o que ando achando.

- E anda achando como?

- Eles andam estranhos. Agora eu não sei também,... Será que meu pai está se degladiando com as Terras do Sul e está sem o devido apoio? Eu devo ajudá-lo como a filha legítima.

- Isso provavelmente amenizará quaisquer sentimentos adversos com respeito a você.

O jantar começava a ser servido, e os pratos eram delicadamente postos à frente de cada um. Era provável que Gheorge não chegaria muito a tempo de pegar todo o começo daquela cerimônia, ele morava razoavelmente distante e precisava cruzar alguns lagos em barcos feitos de madeira. Mas estava ela convicta de que chegaria. O cardápio se fazia das mais variadas carnes possíveis - a espécie era estritamente carnívora quando adulta - e tais carnes podiam até mesmo incluir carnes de répteis conseguidos próximos. A preferida dela era cobra. Carne de cobra. Não apenas pelo gosto... Mas pelo teor quanto aos temperos. Já John preferia um carneiro assado misturado à pernis de porcos muito bem feitos. Eram saborosos. Davam "água na boca".
James geralmente comeria quaisquer tipos de carnes sem maior ou menor preferência. Era característica notável daqueles que eram mais jovens porque estavam começando a viver como adultos e ainda mal tinham costume de comer apenas UM tipo de alimento como as pessoas adultas. Entretanto, estava progredindo muito bem. Adquiriria as forças precisas para o dia seguinte, quando alguns amigos viriam buscá-lo para partir.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qui Jul 18, 2013 11:11 pm

Respeitosamente, começou James a comer com todos os modos aprendidos graças aos pais. Ele não falava com boca aberta, muito menos mastigava com boca aberta e precisava se mostrar digno de pertencer à Dinastia, começando por aquilo tudo. Preferia carnes não tão pouco diversas quanto as preferidas pelos pais provavelmente porque estava tentando experimentar novas cozinhas. Carneiro não era a carne preferida, por mais gostosa que ela fosse. Carnes exóticas, como répteis, eram seus gostos principais. Possuíam tempero muito forte, e temperos fortes geralmente eram uma oportunidade esbanjada apenas por aquele tipo de classe social, a Altíssima Nobreza, pelas quais os números não pareciam grandes - mas estavam aumentando ligeiramente todos os anos. Não se apoiava na mesa também - isso era desrespeitoso. Mantinha postura. Não observava diretamente a face dos pais, mas não estava diretamente ignorante quanto ao que discutiam e parecia apreciar como eram rondados por tantas questões misteriosas. Sim, a vida adulta parecia ser aquilo. Era aquilo que o aguardava após somar pelo menos sessenta e cinco anos.

Ao começar do jantar, pelo menos, os empregados haviam parado de entrar a todos os momentos no recinto, conferindo um momento muito mais íntimo e pessoal para toda sua família. Queria conversar, mas sabia que deveria esperar ou seria corrigido. Jovens pouco tinham voz num meio pelas quais os mais velhos estavam inseridos. Ainda mais pelas quais os pais eram consideravelmente mais velhos e tinham renome. Aparentemente, eles dois tentavam esconder sua existência do restante do país como forma de proteção. Não se sabe por que... Apenas se sabia que preferiam deixar os mais novos para depois, em segundo plano. Eles aprenderiam de qualquer maneira a se virar, mas precisavam ver sem reclamar os passos dos mais velhos antes de qualquer coisa. James permaneceu comendo - e bebendo - do mesmo alimento e bebidas pelas quais seus pais desfrutavam. Oras, ele era Nobre. Não havia distinção neste quesito e todos eram tratados como um só corpo. À medida em que comia, sentia-se entediado.

Entediado porque o dia seguinte era esperado com extremo entusiasmo. Seus colegas, de fato, provavelmente também estavam não mais emocionados quanto ele. Afinal eram eles todos jovens em favores pessoais às respectivas famílias para prestar contas do quanto... Eram valorosos e o quanto mereciam ser considerados em direção à vida adulta. Aquela jornada em direção aos confins da Inglaterra seria uma das primeiras a conter pelo menos um membro da Corte Inglesa, da Família Imperial, da máxima palavra correlacionada às posses monetárias e materiais. Ou seja: para prestar valor até mesmo Dinástico, precisava não falhar e sobreviver. Sobrevivência já havia sido ensinada pelo próprio pai, mas tinha de ser posta em prática anyway, a qualquer momento da sua vida, durante uma prova de independência. E ela estava vindo.

Pois apenas permaneceu a comer e beber, pensativo.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qui Jul 18, 2013 11:43 pm

Quem começou a comer logo depois foi Lyyn seguida por John. Não, não era considerado um desrespeito os filhos começarem o jantar antes dos pais a menos que estivessem necessitados. James havia passado praticamente dezoito horas sem ingerir um pedaço de comida sequer, então seus motivos para iniciar antes eram completamente bem entendidos pelos dois. Que não reagiram, tampouco advertiram ou puniram severamente o próprio filho. Lyyn em questão era orgulhosa quanto a James porque ele sempre seguiu com o que aprendeu da família e da Dinastia. Nunca pareceu desrespeitar os costumes - e isso nem mesmo quando entre amigos, já que precisava se destacar a todos os custos. No quesito social, misturar-se com plebeus era proibido. Ele mesmo desconhecia a vida que permeava a Plebe pelo menos diretamente, mas indiretamente a conhecia muito bem. Isso era realidade para quaisquer pessoas pertencentes à Alta Nobreza.
Começaram os dois com uma longa bebida nas taças de cerveja e vinho. A qualidade era uma das melhores existentes no UK. Passava quaisquer países com facilidade, mas era só rivalizada pelas Terras do Norte graças ao clima parecido, que favorecia o mesmo tipo de cultivo da uva a ser usado em vinhos e cevada para a cerveja. John parecia cansado, MAS suportaria ainda outras várias horas adicionais estudando e realizando experimentos com Magias, sem sombra de dúvidas.
Parou Lyyn de comer. Havia se lembrado sobre algumas coisas, especialmente... O quanto seus próprios pais pareciam interessados em firmar acordos com outras regiões da Europa E gostariam de conhecer um pouco mais sobre as terras que se situavam acima da Escandinávia. Aquilo era literalmente uma viagem em direção ao Ártico - desconhecido na época, - mas suas águas congeladas já haviam sido vistas. Por poucos, mas já haviam sido vistas anyway. Sorriu, sabia que conseguiriam explorar onde bem quisessem.


- Aah, meus pais... Eles também são interessadíssimos em firmar acordos.

- Acordos de quê exatamente?

- Comércio, sabe como é. Eu vou apoiar, mas o que mais me intriga está nos interesses pessoais da minha mãe em querer conhecer alguma terra acima da península Escandinava.

- Para que isso? Eu aposto que aquele lugar é mais frio do que nosso inverno e mais hostil do que se possa imaginar.

- Denovo, maluquice. Ah, eu digo mais nada, eles pensam que são donos desse planeta, então deixe-os pensando.

E voltou a comer. Até que John teria rido da última assertiva - MAS alguma ideia parecia tê-lo atingido sua mente. "Donos" do planeta? Obviamente que não eram - e eram apenas alguma forma de vida colonizadora vivendo no UK em coexistência pacífica às pessoas comuns. Não quis levantar possibilidades embora soubesse o quão reais eram os boatos provindos por aí das formas de vida diferentes terem vindo lá de fora, mas Lyyn sabia que estava escondendo alguma coisa. Mas continuou a comer normalmente, por que perderia tempo tentando retirar ideias da sua cabeça? Observou o marido. Ele estava em estática, literalmente, porque as possibilidades eram todas.
Ela bateu em sua nuca, de modo que retornasse a comer, não se importou se doeu ou se apenas o induziu a parar com aquela ação agonizante. Parou logo em seguida, existia sim algo penetrando as ideias, algo que não podia ser falado apenas entre elas e James não podia ficar de fora, era claro. Apenas dez minutos depois, suspirou fundo. Olhou aos arredores apenas para conferir se existiam empregados ou se a sala estava vazia. E sim - tudo estava calmo. Respondeu seriamente, visando maior entendimento de todos presentes ali naquela mesa:


- Pensam, mas podem ser. Lembra-se da frase "I have come to conquer"? Ela diz muitas coisas dentre as entrelinhas, não é mesmo?

- Ohh, sim, a frase. - Dizia Lyyn, subitamente parando a alimentação. Agora era para se manter séria, era negócio sério, não havia brincadeira por ali. Aquilo havia sido dito há eras. Gerações atrás. - Mas de que adianta? Se você quer passar em cima das coisas sem prestar atenção nas consequências, então tente, John. Apenas digo que será uma besteira fora do comum.

- Mas pessoalmente... EU acho inconcebível acatar um lema desses sem uma população viável. E olha o ano... 750, metade do século oitavo. Século oitavo para eles pelo menos, porém é preciso seguir as normas. Você realmente quer se aparecer? Juro eu que não.

- Não agora. Mas num futuro certo... - Manteve a palavra tão firme quanto qualquer pessoa poderia àquela circunstância, provavelmente por querer mostrar a John que, pelo fato deles viverem muito, mais de quinze vezes um ser da espécie Humana (pelas quais não tinham nenhuma revanche), seria possível mostrarem às pessoas como se controla outros tipos de tecnologia, mas seria lá mais para frente. Algo chamado "Período Histórico" devia ser respeitado.

Ela suspirou novamente. Queria que aquela conversa NÃO vazasse para fora do castelo ou seus planos poderiam estar arruinados. Os planos da Dinastia em questão, porque uma coisa parecia correta: evoluiriam mentalmente E tecnologicamente ao ponto além do que era chamado "compreensão" dentro dos próximos trezentos ou apenas mil anos. Ela estaria viva para presenciar os fatos, e agradecia muito aos deuses. Voltou a comer, sem palavras adicionais que poderiam deixar James interessado demais. Muito interesse com a questão podia ser perigoso. OU até mesmo punitivo.
Estavam cientes de que as partes finais dos conhecimentos "deslocados" estavam para ser encontradas em qualquer local possível do Reino Unido sem possibilidades dos livros estarem na Escandinávia, na Islândia OU no continente europeu propriamente dito. Não se entenderia o escrito. Não se entendendo, não haveria interesses em possuí-lo. A tumba do Tataravô de Doocy provavelmente conteria pistas, mas onde ela ficava? Nada mais, nada menos começou a seriamente pensar naquelas coisas.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sab Jul 20, 2013 1:26 am

Havia uma leve pausa no jantar porque os dois começaram a discutir algo interessante e estranho ao mesmo tempo, pelo menos para James, que estava acostumado com aquela tão pacata vida levada a 45 anos. Sim, seus pais eram vistos como visionários. Mas aquele assunto NÃO tinha a ver com isso. Ele tinha a ver com desenvolvimentos do país. Daquele jeito, julgou, eles estavam muito distantes de quaisquer outras nações, não seriam sequer aproximados por ninguém nem mesmo nos próximos vários milênios que chegariam e as principais hegemonias globais estariam apenas nem aos pés. Tecnicamente, teriam mais do que dominado a Terra. Mas deixariam espaço aos Humanos SIM, a coexistência com outras espécies inteligentes poderia facilmente ser introduzida, embora com restrições - e as restrições foram palco de muitas organizações em vários aspectos desde já. Pois ele e suas ideias continuaram a florescer. Não tinha nada com aquilo diretamente, mas queria - de fato - observar quais eram os caminhos levados por uma Escócia e Inglaterra cujos crescimentos não aparentavam parar.

Colocou os dois talheres - faca e garfo - que por natureza eram grandes e lustrosos como nenhuma pessoa havia antes visto - ao lado do prato. Que estava vazio de comidas, ele se policiava demais para não pegar mais do que iria comer. Entendia porcaria alguma sobre o comércio do país, mas entenderia em breve. E a expansão territorial então? Ela não era feita há séculos, mas nem mesmo isso foi responsável por deixá-los falidos. A expansão - felizmente - começou a se dar nos setores econômicos. Ao que aparentava, estavam eles vivendo um acontecimento iminente. Alguma espécie de revolução. Alguma espécie de mudança radical, permanente e irreversível que mudaria suas histórias para sempre. E, sim, a história propriamente dita. Lakour suspirou. Falou muito baixo consigo mesmo, para que ninguém necessariamente conseguisse entender o que falava (até porque seria estranho... E deselegante, pois estava interferindo na conversa dos outros...):


- Mas caramba. Veja só. Eles conversam sobre coisas até pouco tempo nunca vistas ou sequer pensadas. Será que...? - E paralisou. Sabia que algo mais estaria para ocorrer e que tal "algo mais" mudaria a ilha do UK permanentemente. Só era impossível saber qual próxima consequência seria trazida, mas o Parlamento saberia lidar com as novas coisas, saberia evitar protestos e não permitiria atrocidades. Estava convicto. - Depois fico entre quatro paredes, preciso saber o que está acontecendo. Preciso! Eu preciso!

- Nem que eu desrespeite uma só vez os protocolos da Dinastia. Mas eu preciso...


Parecia ser difícil a James aceitar que ocorriam mudanças MAS apenas certas pessoas eram autorizadas a saber, até mesmo dentro da Alta Nobreza, dentro da Dinastia. Por que o Imperador faria isso? Queria manter segredo? ATÉ podia ser. Segredos seriam de qualquer jeito quebrados em breve, alguém vazaria informações por bem em autorização dos próprios políticos e uma nova era estaria começando. QUAL era poderia ser parecia impossível saber. Nem mesmo videntes eram capazes de dizer com certeza, mas jamais os consultou, tinha receio e aversão. Preferiu continuar prestativo, prestou atenção. Comeu o jantar mais um pouco.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sab Jul 20, 2013 1:28 am

Lyyn comia extremamente pouco, por isso era magra (em comparação aos Humanos pelo menos). Estava prestes a terminar, mas não porque se tornou satisfeita: um fator avulso passou a tomá-la a consciência. E foi colocado por ninguém mais do que John e suas falas geralmente reveladoras, mas ela, pessoalmente, nada poderia fazer para dar uma acelerada ao processo de desenvolvimento Escocês por mais que fosse governanta e administradora geral daquelas terras - o Parlamento e o Conselho (Lorde) tomavam muito mais conta das decisões finais que ela, e era fato. Ainda sim existia o Lorde Supremo com os poderes superiores a todos. Isso significava que seu status era de apenas governanta e nada mais - isso independia de possuir sangue Nobre E Dinástico - porque a cultura local respeitava uma ordem independente daquilo. Suspirou profundamente. Queria SIM que as outras facções européias vissem uma revolução acontecendo, provavelmente ela deixaria mais e mais pessoas dispostas a fazer o mesmo.
Ao mesmo tempo... Haveriam muitas guerras, em especial onde a religião, não a razão, se firmava pela maior força controladora do Estado. Isso ocorria em vários estados, várias e várias pessoas poderiam começar um confronto de proporções continentais apenas pela não-aceitação das ideias que apareceram pelo UK. E aquelas mesmas pessoas, sim, iriam atacá-lo. Claro que não possuíam a tecnologia nem de perto, mas uma guerra longa e muito difícil seria detrimental aos cofres públicos, privados e até mesmo aos bancos (eles eram coisas NOVAS) locais, que retinham a maior parte da moeda circulante.
Levou uma das mãos em direção à boca após limpá-la com um elegante pano grosso - de bordas ornadas a ouro - com desenhos abstratos feitos ao centro. Observou James, ele é quem compreendia aquele assunto. Pareceu deixar nenhuma dúvida para trás, mas queria esclarecimentos. Respondeu:


- Na verdade, já acatamos o lema "I have come to conquer" graças às petições 132 e 139 sugeridas e aceitas pelo Parlamento há duas semanas. Receio, John, que uma... Espécie de Revolução esteja muito próxima.

- Qual tipo exato de revolução estamos falando?

- Eu pessoalmente não sei. Ou saberia te dizer. Mas os políticos andam por aí espalhando algo como... Industrial. Uma Revolução Industrial de proporções bíblicas, nunca antes vistas por nenhum Humano OU nenhum de nós desde que estamos por aqui.

- Mas isso seria excelente. Imagine o quão disparados nós ficaríamos?

- Mas eu em especial prefiro focar no que vai ser desenvolvido quando e se isso acontecer. Poucas pessoas sabem que possuímos projetos. E um deles é retirar esse uso rudimentar de velas para todo o sempre. Já até deram nome para o sistema, sabia?

Parecia ser interessante, John tinha consciência, mas sabia que haviam mais coisas do que ele poderia imaginar. Ela mesma disse Revolução Industrial em proporções "bíblicas", épicas, superior a qualquer coisa já vista ou na história da Humanidade ou por toda a história deles pela Terra juntas. Aquilo seria a máquina... Responsável por deixá-los extremamente desenvolvidos com relação a até mesmo os impérios mais implacáveis da época. Mas de que jeito conseguiram tecnologias para atingir aquilo? Aquele feito parecia impossível. Parecia inconcebível por pelo menos mil anos. Será que conseguiram por fim às dificuldades?... Preferiu pensar que SIM.
Por exemplo, era inquestionável que o UK já havia atingido tecnologias navais acima das médias nacionais conhecidas e estava preparado para desbravar quaisquer oceanos - só precisavam do aval do Lorde Supremo, do Conselho e dos políticos mais expressivos. Ela ainda não havia sido aceita, porém num futuro próximo poderia muito bem entrar em vigor. Assim, estariam explorando onde ninguém nunca antes sequer teria ido. Estariam na Era dos Descobrimentos finalmente, desbravando quaisquer desafios.
Por curiosidade, perguntou:


- Não acha muito cedo para nomearem algo sequer existente? E o que é?

- Eletricidade. Com ela, vamos poder... Largar as velas. A frota da Marinha Inglesa - OU do Reino Unido como quiser - estará pronta em definitivo para que possa trafegar por quaisquer oceanos.

- E navegar através de quê?...

- Máquinas. Os pilares para o que andam chamando de automação. E, nossas queridas charretes e cavalos serão restritas apenas às nossas fazendas, áreas rurais e blá blá blá.

- Por quê isso?

Já estava um pouco entediada de tanto responder questionamentos, mas explicou que uma tecnologia viria para subsituir aquelas coisas todas. Que gastaria muito menos tempo em viagens e que seria muito mais econômica. Cogitou possibilidades de as coisas não apenas se restringirem ao chão mas irem aos ares. Cogitou tecnologias de guerra muito mais poderosas do que espadas, lanças e escudos. Até cogitou algumas tão inesperadas coisas como descobrimento da natureza a nível nunca antes visto... Do estudo das estrelas e da criação da ciência como algo fixo, maduro, sobre a religião. Haveria uma profissão a ser extinta também: Mensageiros. Isso seria certeza. As cidades cresceriam ao ponto de suportarem milhões. E grande parte da população seria urbana, não mais rural, fato tendente até mesmo pelos dias atuais, mas em velocidade astronômica.
Num dado momento as pessoas até teriam as próprias máquinas em casa, teriam como se conectar umas às outras usando a pura tecnologia, poderiam observar o planeta de fora e poderiam explorar outros corpos celestes. Até o ponto em que... De fato, a civilização na Terra se igualasse à civilização exterior. Poderiam colonizar planetas. Viver em arcas feitas artificialmente. E tudo mais. TUDO em decorrência a Revolução Industrial E Revolução das Máquinas, que provavelmente aconteceriam em conjunto. Por fim, cansava-se de dizer. Ela estava quase rouca. Mas havia feito previsões pelo menos.


-... Mas lembre-se de que estou especulando. Eu não sou uma herege. Você não casou-se com uma louca.

- Eu... Sei... Embora seja difícil de acreditar.

Aparentemente, retornavam a comer. Os pensamentos dela voltaram-se à demora do irmão, que era para estar chegando após passar, por barco, por vários lagos demasiadamente turbulentos. Gheorge SEMPRE conseguia se atrasar, ele parecia uma criança. E tudo isso era graças à esposa e filhos, recém-ganhados, ampliando ainda mais a Família Daqn atual para várias dezenas. Aparentemente sabia o quão atrasado ele estava e, por mais que quisesse xingar, não poderia fugir da conduta pela qual foi ensinada. Uma pessoa nobre NÃO falaria palavras torpes. Não na presença de outros nobres. Não sob a companhia dos filhos e muito menos durante um jantar fino.
Aparentemente, as coisas dentro do castelo iam-se muito bem. Um empregado chegou às pressas, ela mal sabia reagir e John muito menos, ficaram um pouco confusos. Largaram os talheres com rapidez. E a confraternização seria aparentemente interrompida por algo incomum. Pelo menos para aquela época do ano.
Ele se aproximou, mas... Estava difícil de por para fora o que exatamente queria falar.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 21, 2013 12:56 am

Vindo de relativamente distante daquele castelo, uma pequeníssima caravana composta por duas charretes se aproximou e entrou para as dependências da residência sem temer. Dentro dela estava Gheorge, trajado com uma roupa social destinada à atender alguma cerimônia especial. Não se sabia exatamente qual, a irmã não havia informado, embora um jantar certamente seria servido pela hora do dia. Adentraram os portões principais, foram devidamente saudados pelos guardas e, após mais uma pequena andança, os cavalos que o trazia foram parados. Eram dois cavalos. Só restava a ele descer calmamente, e foi a primeira coisa a ser feita. Preferiu passar pela trilha em pedras especialmente construída para ser uma passarela. Admirava as árvores existentes pelo caminho, até porque durante a estação do ano presente, Primavera, costumavam elas se encher de flores amarelas, azuis, roxas e brancas. Gheorge entrou para o interior não muito cavernoso, mas belo e admirável do castelo pouco tempo após, não havia sequer sujado os sapatos.

Ele apenas estava cansado. Havia tido um dia forçado demais, já estava praticamente por Londres há noventa dias seguidos. Até se acostumou à rotina mais corrida da cidade, mas sabia que estava prestes a terminar as reviravoltas do Exército Inglês dentro dos próximos seis meses e aquilo parecia ser um alívio e inspiração. Enquanto diretamente ele não era o militar responsável pelas ações dos soldados, possuía total direito quanto às reformas das proteções nacionais. Nenhum Daqn era oficialmente militar, embora fosse permitido. Mas preferiram se focar à política e expansão do país. Desfez-se dos pensamentos referentes ao trabalho ao cruzar a primeira sala, ao cumprimentar os primeiros empregados e ao se sentir em casa. UM dos empregados, Charles Dackas, correu à sala de jantar avisar aos demais a respeito da chegada. A esposa de Gheorge - Kélima Kristina D. Daqn - estava ao lado do marido e os dois aparentemente conversavam muito.

No castelo, James ouviu perpleto aos esclarecimentos dos pais. Mas tudo bem, parecia já aceitar que uma mudança gigantesca ocorreria naturalmente pelo país graças ao imenso e irreversível nível de evolução já atingido pelo governo em quase todos os aspectos, agora era só esperar pelo grande dia pelas quais se veria eletricidade, máquinas e tudo mais se misturando perante aqueles civis. Como todos haviam quase terminado o jantar, a mesa, sim, virou um palco para conversações. Pacíficas, ora agressivas, ora neutras. Levou uma certa quantidade de tempo até que conseguisse entender que o UK estava usando um tipo de "protocolo" secreto a ser seguido para elevar-se permanentemente sobre quaisquer uma das nações existentes na Europa, mas quando entendeu, suspirou. Até estava feliz, até se sentia muito mais orgulhoso por ter nascido naquela região.


- Agora sim. - Respondeu baixo. - Lá vou eu começar a traçar uma linha do tempo sobre essa tal evolução e essas tais revoluções que irão acontecer. - Riu em tom baixíssimo. - Cannot stay out of this thing. - E tornou-se sério então, não se conformou em gritar ou se exaltar. Precisava por as ideias em dia. Quanto melhor postas e organizadas, melhor seriam efetivadas e era uma verdade irrefutável.

Lá fora, não muito distante do lado oposto à entrada do castelo, um grupo de guerreiros se preocupava em domar uma criatura intrusa, uma espécie muito bem conhecida de urso gigante com 2,5 metros de altura quando sob as quatro patas que teria sido atraído pela carcaça morta de algum outro animal. Seis guerreiros foram precisos para cercá-lo, mais dois para atraí-lo e esforços secundários do Exército em estações locais para levá-lo de volta para as florestas. O urso, entretanto, subitamente foi mordido ferozmente por trás - chorou, se arrastou, mas não adiantou. Uma segunda espécie animal maior, mas ainda não adulta, apareceu graças ao barulho efetivado mais pela primeira criatura que pelo esforço dos guerreiros. Era um réptil carnívoro não muito frequente pela região, podia mudar de locomoção entre bípede e quadrúpede quando fosse mais cômodo, era temido por vários e possuído por outros como animal domado.

Os guerreiros se esquivaram rapidamente, sabiam que não podiam nada contra aquela coisa. Fecharam os portões mais pesados ao redor do castelo que, embora feitos com um tipo de ferro reforçado, seriam mais do que suficientes para suportar a força dum animal não totalmente crescido. Pois ele rugiu, tentou abrir as portas principais, regressou. Não se sabia exatamente aonde havia ido, mas sabia da presença de animais mortos próximos e voltaria quase sempre para levá-los embora. Aquela beste media 8,00 metros por 3,75 de altura e ainda cresceria um pouco mais. Já tinha, porém, uma pele de coloração cinzenta, já era resistente a lanças e espadas e não poderia ser morto convencionalmente apenas com duelos. Em outras palavras, já era um dos predadores mais temidos da região.

Os guerreiros começaram uma conversa entre si sobre o que fazer. Eles tinham certa noção de que o urso teria sido tragado para fora da mata e que estaria morto, ou quase morto, por aquele momento. Ouviam-se rugidos misturados à distância, provavelmente vinham da briga final entre ambas as criaturas. Por mais que um urso daqueles medisse lá os seus 5,00 metros de altura em pé, não conseguiria matar aquele predador. A força de mordida havia evoluído para quebrar e esmagar ossos. O crânio com 1,35 metro era um faqueiro ambulante, cujos dentes não apenas cortavam, mas amassavam. Sem nenhuma conclusão a respeito, procuraram avisar todos os guardas mais próximos de que havia um predador perigoso pelas proximidades...
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 21, 2013 1:00 am

Mas o jantar ainda não havia terminado, e os pratos propriamente ditos se foram, apenas para sobremesas das luxuosas, dignas à Dinastia, serem servidas. Lógico --- James foi escutado resmungando daquela vez, Lyyn não poderia esconder, John também - e se escondessem coisas sobre o país, ele poderia ficar um pouco bravo. Explicaram para ele qual era a situação atual, quais as possíveis tendências e quais os caminhos a serem seguidos pelo Parlamento quando duas ou mais revoluções se sucederem em uma grande transformação irreversível aos cidadãos e ao estilo das coisas pelo UK. Provavelmente teria ficado o filho de ambos com perguntas na cabeça, provavelmente teria estado confuso. E de fato, quaisquer pessoas ficariam perdidas mediante aquele cenário. Quem naquela tão primitiva época estaria pensando em revoluções quando a maioria da Europa estava era acomodada às maneiras de vida impostas pelo Feudalismo?
Eram-se servidas guloseimas provindas de toda a Europa, eles tinham fácil acesso direto ao que era produzido fora do Reino Unido e tinham um senso de gosto daquelas coisas todas. Sim, os empregados dividiam-se em duas dezenas apenas para encher aquela mesa gigantesca. Foi exatamente quando receberam as boas novas: Gheorge já estava chegando e estava acompanhado pela esposa, uma mulher dócil, educada para ter parte naquela Dinastia. Lyyn sorriu, estava aliviada que chegaram ilesos de quaisquer ataques animais (ela não acreditava na existência de criaturas exóticas), suspirou por igual. Não demorou muito, porém, para que a segunda notícia lhes chegasse aos ouvidos.
Duas criaturas imensas, selvagens, haviam se confrontado naquele mesmíssimo instante e a segurança do castelo já havia sido acionada contra quaisquer tentativas de invasões por parte delas, embora uma, o urso, provavelmente tenha sido morto. John ergueu uma das sombrancelhas, surpreso. Ela não, de vez enquanto aquilo era fato.


- Uma criatura, Urdékes?

- Sim, de porte grande. Duas. Uma matou a outra, eu acho.

- Good. Eu quero que reforcem a segurança por este castelo. Não quero ver as coisas desandarem justo agora que meu irmão e sua esposa estão chegando.

- Será feito, M'lady!

- Mas... Que diabos é isso de animais nesta propriedade, hein?

Existiam florestas às margens da propriedade, assim como numa fazenda comum e em qualquer feudo ainda existente. E as florestas pareciam ligar-se ao outro tão desconhecido lado por dentre as propriedades - aqueles espaçamentos pelo menos eram desconhecidos pela maioria não viajante e por quem não governava nada. De lá, passava-se animais a todos os instantes, e isso era uma constante. O que Lyyn tentou explicar nada mais era isso, embora continou John incrédulo e quis mais respostas.
Procurava sempre ser direta, não gostava das coisas mal contadas, especialmente com respeito ao marido. Porque ele merecia saber. Porque ele tinha todo o direito de saber das picuinhas que aconteciam naquela propriedade, por direito, por ser parte Dinástica desde que casou-se com ela. Uma explicação adicional foi tentada, e esta relaxou muito os pensamentos de John quanto aos animais:


- Aah, esses bichos são uma prova do poder diverso que possuímos nesta ilha, você não acha? Fora as futuras revoluções, eles são nossa identidade. Eu me sinto quase obrigada a protegê-los. Protegê-los contra caça excessiva, entende?

- Apesar de perigosos... Acho que pareço entender.

- Você entende. É por isso que estou juntando esforços para abrir em Khyxyx o primeiríssimo parque de atrações animal, pelas quais iremos preservá-los todos antes que pessoas de mal caráter possam caçá-los até a extinção.

- Isso deverá custar caro. Mas você é quem sabe, eu talvez possa fazer uma força no Parlamento. Eles entenderão os propósitos SE forem defensores das mesmas questões.

No Parlamento existia de tudo. Desde simpatizantes dos animais até todos os tipos de partidos com ideias contrárias que visavam apenas progresso sobre o atual progresso sem levar em consideração os recursos naturais, e ultimamente os animais, que habitavam a desolada ilha inglesa. Khyxyx foi escolhida por ser uma cidade em crescimento mais alto do que Londres e ser potencialmente a primeira cidade que passará de 1 milhão em números de habitantes no próximo século ou não muito depois. Isso atrairá o interesse da população pela natureza, conscientizará vários cidadãos e ajudará a preservar o que é pertencente aos cidadãos locais desde vários milênios.
Enquanto as possibilidades aparentavam ser infinitas, haviam cuidados a serem tomados e escolhas difíceis que poderiam aparecer a qualquer momento. Lyyn não sabia dizer quais ou o que ocorreria durante o transporte daqueles espécimes todos em direção à Península Escandinava, mas garantia que grande maioria sobreviveria SEM matar as tripulações das embarcações pelas quais seriam conduzidas. Era por isso que... Eles desenvolveriam uma embarcação capacitada apenas àquilo.
Seriam reforçadas, mesmo com armas. Grandes. Resistentes. Usariam tecnologias inéditas e feitos por enquanto não tentados. Respondia brevemente, criando, ainda sim, um outro diálogo entre marido e esposa:


- Caro sairá, mas iremos desenvolver novas classes de embarcações.

- Especialmente para...?

- Isso. Especialmente para contenção animal, John. Eu garanto a você que estes serão nossos navios mais avançados. Precisarão ser grandes. Bem equipados. Além de que, serão concebidos apenas em metais, um aspecto a favor das revoluções, você não acha?

- Sem pessoas especializadas é impossível produzir materiais para isso. E é, eu concordo. Tamanho? Quais tamanhos?

- De 300 a 500 metros. Agora você imagina o quão precisaremos ter indústrias e manufaturas em série o quanto antes e máquinas para que isso seja uma realidade...

Não eram projetos ousados para um país tão já tecnológico quanto o UK. Apenas aguardavam as revoluções ocorrerem em rápida sucessão, ao passo de que todas as máquinas viriam a existir dentro do próximo século ou menos se mantivessem aquele ritmo de crescimento. Aquelas embarcações marcariam o começo da nova geração naval e seriam praticamente invencíveis pelos mares afora, podendo confrontar contra quaisquer forças por aí que não perderiam facilmente. Sim, haveria respeito pelo UK finalmente. Mas o respeito seria conseguido principalmente graças ao poderio bélico, governo e mudanças sociais a ocorrerem graças à Dinastia.
John estava entusiasmado ao ouvir aquelas coisas. Ele ACREDITAVA. Ele sabia que tinham o poder para aquilo e que estavam mais próximos do que todos podiam imaginar dum país cujo título seria igual a maior potência mundial. E quando chegassem àquilo, deveriam, sim, e IRIAM, preservá-lo pelas gerações que chegassem aos poucos. Por fim esperavam que o irmão de Lyyn e sua esposa chegassem à sala de jantares para que começassem a comer juntos aquelas sobremesas todas e discutirem sobre a situação do UK e sobre as vidas deles entre si. Haveriam muitas coisas a serem contadas, de fato.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 21, 2013 11:21 pm

A correria dos guardas para proteger o perímetro do castelo foi tão notável quando um exército em iminente guerra contra outra nação: eles fecharam todos os portões, puseram barreiras e dificuldades que dificultassem uma criatura de porte grande avançar facilmente até as zonas pelas quais os servos e camponeses trabalhavam. Isso, claro, ajudaria MUITO a preservar o imenso gado possuído por Lyyn. A criatura era carnívora, provavelmente não pensaria duas vezes antes de sair atacando animais menores. Por instantes pelo menos, os sons haviam se silenciado. Apenas nada, a não ser pássaros voando por todas as direções rumo às árvores, podia ser escutado. A noite retornou ao normal. Mas mesmo assim, não era algo normal aos guardas e aos guerreiros, que precisaram informar os camponeses - e protegê-los - contra incursões de criaturas pela noite. Claro que alguns deles estavam o máximo de chocados, porque até então, os ursos gigantes eram as maiores criaturas que existiam pela região e eram considerados quase invencíveis. Mas hoje, isso foi provado ao contrário. Uma espécie de "mega fauna" ainda existia pelo UK. Onde e quando evoluiu era uma pergunta que ficaria sem respostas por vários milênios pelo menos para os Humanos, mas poucas décadas aos Martians - que se auto-denominavam apenas "civilização". E pelo começo da noite, os ventos se esfriaram mais uma vez.

Dentro do castelo, agora iluminado três vezes mais ou mais, Gheorge e sua esposa (Kélima Kristina D. Daqn), admiravam a beleza das coisas conseguidas por Lyyn. Eles pensavam em adquirir alguns móveis parecidos para o próprio castelo, porém sentiam-se mais ou menos intrusos ao tentar superficialmente imitá-la e possuíam outras ideias em mente. Mas o que mais chamava atenção em Gheorge pelo menos, era que se vestia muito igual ao pai - Gherat. Trajava uma roupa preta dos pés ao pescoço. Não era armadura, não era ele um guerreiro ou cavaleiro embora soubesse lutar, era apenas um traje casual usado para tais encontros familiares. Não carregava nenhum machado ou espada consigo, havia deixado-os na charrete. Dentro do castelo, armas eram desnecessárias. O castelo provia proteção - e segurança - a níveis iniminagináveis.

Mais para frente na sala de jantares onde mais coisas eram servidas, James pensou muito sobre a conversa que era tida pelos pais, e certamente achou um pequeno exagero, mas não desacreditou, novamente, sobre as possibilidades agora não do país, mas da própria civilização, em desenvolver coisas antes impensáveis. Oras, era fato que estavam presentes a mais tempo que os Humanos por ali. Era fato que conheciam todas as reservas de metais desde vários milênios atras e não podiam desperdiçar as chances. Seria muita tolice - especialmente burrice - ignorar a poderosa arma de criação que tinham em mente e em mãos. Claro que achava os pais muito avançados para a época, mas não desconfiava nem um centímetro das capacidades tidas pelos dois.


- Então por que não partem logo para a descoberta de outras terras lá pelo Leste? Bom, é quase certeza que elas existem. - Resmungou claramente para si mesmo em um tom até que audível se a pessoa estivesse atenta. Começava a desejar passos muito mais expressivos. E tinha convicções de que conseguiria as coisas desejadas.

- Lógico. Isso vai precisar de planejamento. E dezenas de dias até que seja feito.

- Mas... MAS!!!
- Recusou-se a continuar falando porque seria desnecessário. Apenas viu as guloseimas sendo postas pela mesa, foi quando o gosto por doces deu o primeiro indício de que ocorreria. Não, nunca antes havia comido tantos doces, sempre tinha certa rejeita por aquilo tudo e poderia até mesmo se sentir mal caso ingerisse quantias grandes demais. Moderaria. Mas precisava comer algo fora apenas o jantar propriamente dito - e, aparentemente, tinha parado de pensar sobre o dia seguinte.

Era porque a viagem só aconteceria caso não chovesse demais. Mas como estava o tempo dando sinais de mudanças radicais, ele tinha suas suspeitas contrárias que sairiam por aí - mas se conformava, sabia que outra hora aquilo aconteceria inevitavelmente. Faria o quê? Passaria o dia seguinte observando os campos pelas quais habitava, aprendendo, desde cedo, como ser um líder. Só agora foi se tocar a respeito da possibilidade real de animais perigosos estarem passeando para dentro da floresta densa que parecia fazer divisa das propriedades. Mas lembrou-se de que existia uma passagem pela mata - aquela usada ao final das semanas e durante compromissos para que pudessem deixar o castelo e ir para as cidades. Os animais devem estar passando por ali... E é ali que a segurança precisaria, sim, ser reforçada. Gritou espontaneamente:


- I GOT IT!

- A estrandinha. A estradinha que leva vocês para as cidades é, ao mesmo tempo, guia aos animais selvagens chegarem até aqui porque existe apenas ELA como passagem viável do exterior ao interior da propriedade. Da próxima vez que forem para as cidades, vejam se... Não existem coisas quebradas por lá. Se nenhum animal quebrou uma porteira.


E se calou naquele momento mesmo.

Não sabia quais seriam as respostas dos pais, mas com certeza eles ficariam apreensivos e assustados por James ter deliberadamente gritado. Ele não costumava gritar. Costumava pedir permissão para falar antes de mais nada. Mas não foi o que aconteceu, talvez graças a uma corrente de pensamentos repentina. Anyway, o ambiente parecia um pouco mais úmido. Sim, certamente choveria por aquela noite.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Dom Jul 21, 2013 11:24 pm

Uma preocupação tomou conta de Lyyn e John, primariamente por causa dos trabalhadores livres que operavam tantas coisas para eles naquela propriedade. Com uma incursão animal daquele tipo, como estariam todos seguros? De que maneira ela não deixaria mortes acontecerem, especialmente durante o período noturno? Que pelo menos um dos predadores era impossível de ser morto convencionalmente com machados e uma espada normal era sabido de muito tempo. Que o segundo deles era alto quando erguia-se sobre as duas patas também era sabido de muito tempo. Mas enquanto um urso era fácil de ser morto enquanto de pé, um réptil daquele estilo não se erguia - a menos que estivesse correndo - e sua barriga era mais protegida do que um navio comum graças ao revestimento natural ósseo possuído por aquela região. Ou seja, não era possível inferí-lo uma ferida fatal nem mesmo pela barriga. Pensou com calma. Chegou à conclusão de que aquelas coisas só poderiam ser mortas com armas mais pesadas OU com a ajuda mútua dum pequenino exército, mais precisamente, uma companhia. Mas ela não manteria vários homens na propriedade apenas por causa daquelas coisas.
Era inconcebível. Até porque o dinheiro gasto para mantê-los apenas seria altíssimo. Muito mais alto que quaisquer exércitos privados comuns, porque aqueles necessitariam, óbvio, das tecnologias mais avançadas de guerra quando combatessem criaturas daquele estilo e porte. Iria pensar alguma maneira racional de evitar crises relacionadas a animais, mas não poderia se esquecer de que qualquer pessoa, mesmo ela, podia ser presa fácil para com o poder natural das quais aquelas criaturas eram dotadas. Sem dúvidas, conseguiam mais do que esmagar aço em apenas uma mordida. Sem dúvidas, eram capazes de destruir um edifício comum. Mas tudo bem, resolveria o problema durante o dia seguinte.
Encarou os alimentos na mesa, ansiosa para ver Gheorge e sua esposa, que não via há uns dois meses pelo menos. Ela não costumava deixar Londres em direção aos campos, vivia pela cidade, embora tivesse parte total do castelo do irmão e apenas agora começasse a viver diretamente por ele.


- Sei que você está pensando que eu penso alto demais, mas não. Tendências... São tendências. Lembro-me quando um membro do Conselho, Lorde Arnold, disse sobre isso durante uma reunião.

- Você me disse algo do tipo. E eu sei que nas reuniões políticas eles sempre e sempre comentam sobre ritmos evolutivos. Acreditam nas diferenças entre nós e entre a espécie Humana.

- É por aí. Pois eu irei sugerir a petição 2292, Criação Tecnológica, amanhã. Eles já têm muito o que decidir, mas pegam os assuntos prioritários antes dos supérfluos - mas - sem o consenso geral do Parlamento, as coisas ficam difíceis.

- E por que acha isso?

Pacificamente, procurou ela pensar em algum exemplo viável que lhes desse maior entendimento. Lhes sim - até mesmo James, que estava mais crítico a cada dia que se passava e merecia saber de, pelo menos, parte dos problemas envolvendo todo o UK. Ou a Escócia pelo menos, que eram as terras pelas quais ele habitava e possuía mais acesso direto, ao contrário das Terras do Sul, terras por onde Lyyn podia visitar apenas ao final dos anos e durante as suas férias. Anyway, ela recebia muitas cartas diretas provindas de lá e sabia das notícias muito mais que quaisquer outros políticos - mas - certamente - não tão bem quanto os conhecimentos possuídos pelo Conselho.
E acreditava que a falta de consenso geral entre os políticos atrapalhava o andamento do país por vários motivos. Primeiramente porque eram eles quem decidiam o futuro. Depois, eram eles que selecionavam quais propostas pareciam mais viáveis ou não para a época. Ainda, sim, eram ELES os grandes responsáveis pela distribuição de recursos em direção aos projetos. Quanto mais dinheiro para certa coisa, mais certa era dela se tornar verdade - e diretamente contrário quanto MENOS recursos eram dados. Aprendeu todas essas coisas graças ao pai, sem sombra de dúvidas.
E respondeu, sem alterar a voz:


- Oras, porque os políticos são responsáveis por injetar recursos diretamente às petições que nós fazemos. Quanto maior o consenso, maior dinheiro, e maior recurso significa mais chances que nós iremos ver algo se tornando realidade. Mas se você não... Tem grande aprovação... Pode esquecer. Vão por a proposta arquivada. E só irão vê-la uma segunda vez daqui a séculos. É por isso que torço para aprovarem o que tenho em mente e, se enrolarem, vou persuadir.

- De que jeito pretende persuadir?

- De muitas formas, John, principalmente[...]

Foram interrompidos subitamente pelo filho gritando. O que ele havia pego e o que ele quis dizer com aquela frase era difícil de saber, mas tudo pareceu bem esclarecido logo depois. Lyyn e John se entreolharam, sorriram. Algumas interferências, de fato, pareciam não ser atrapalhadoras. Elas pareciam até mesmo construtivas, até porque eles dois não haviam pensado na possibilidade de os animais estarem provindo duma fresta localizada pela estradinha pavimentada perfeitamente com rochas que era usada todos os dias pelos dois para que pudessem ir em direção às cidades. E de fato, havia uma porteira. Mas a porteira não era de madeira, era... Ferro.
Como um animal poderia ter destruído algo férreo parecia misterioso. Abocanhando? Ou simplesmente vindo correndo, lançando seu peso total contra a estrutura da cerca? Uma das duas tinha de ser verdade, mas qual delas era impossível e só seria, provavelmente, vista durante a manhã seguinte enquanto eles partiriam, novamente, para as áreas urbanas do país. Enquanto isso, cabia aos guerreiros e guardas cuidarem atenciosamente da zona, impedindo outras incursões durante o período noturno sem que fossem percebidas.
Ela respondia ao filho, sem, aparentemente, ter tido a paciência perdida:


- James, quem sabe você tenha razão? Porque eu não me lembro de ter ontem deixado as porteiras abertas. John?

- Muito menos eu. Olha que saí três vezes ontem.

Ambos se calaram depois, e provavelmentente ficaram pensativos quanto ao que teria ocorrido, mas resolveriam a problemática de qualquer jeito durante a manhã seguinte. O único problema era que Lyyn, pessoalmente, não conseguia parar de pensar na petição que, aprovada, induziria, indiretamente, o UK a uma vasta gama de revoluções nos próximos dez ou quinze anos apenas. Ela seria a principal responsável por aquela coisa - e não estaria nenhum pouco arrependida, porque já teria passado da hora. Da hora de algo parecido acontecer. Levou as duas mãos em direção ao queixo e se apoiou na mesa. Sim, aguardou Gheorge e sua esposa chegarem.
Certamente que teriam muitas coisas a por em dia. Certamente que teriam assuntos muito longos, até porque os dois haviam ficado distantes por seis anos, apenas trabalhando e sofrendo para colocar as coisas em dia no UK, muito igual ao seu pai, avô e avó estavam suando as camisas há séculos. Até perguntaria a ele algumas coisas sobre o ambiente de revolução e quais eram os sentimentos da população, SE ela estivesse ciente. Queria ter a noção... Porque seria ruim demais fazer as coisas sem saber como os cidadãos estavam se sentindo, especialmente perante mudanças permanentes.
Drásticas. Que afetarão a percepção geral do povo com relação a todos os aspectos. Ela mesma, pelo menos, já conhece os primeiros passos, de perto, que irão, em breve deixar o escudo e a espada, pelo menos no país, como enfeite. Sim, a geração futura iria ter um mundo de oportunidades que eles, até agora, ainda não possuíram, mas possuiriam todos nas décadas seguintes.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Jul 22, 2013 11:14 pm

Externamente, os guardas formaram um perímetro defensivo ao redor do castelo e uma quantia considerável de guerreiros privados foi proteger quaisquer camponeses que não - ou pelo menos diziam não - sabiam da presença daqueles animais por ali perto. Aquele povo precisava ser respeitado, embora ganhassem muito pouco e fossem tratados como a "plebe" do novo governo, mas eram indispensáveis porque ajudavam MUITO a rodar toda uma economia também baseada na agricultura. Nas duas vilas diretamente ao controle da filha de Gherant, quarenta homens se alojaram sem causar transtornos ou expulsões. Após explicarem a situação, foram muito bem aceitos pelos residentes. Não havia motivos para recusarem. Estavam ajudando a SE prevenir e prevenir quaisquer catástrofes relacionadas às vidas dos envolvidos com aquelas incursões animais inesperadas. Muitos haviam ouvido - mas não sabiam direito o que era ou de onde haviam vindo - os sons. E muitos nem se viam frente-a-frente com ursos gigantes ou outros predadores porque passaram suas tão pacatas vidas dentro das dependências da propriedade, saindo apenas de vez enquanto - principalmente para visitar familiares - e retornando em horas pouco movimentadas ou perigosas. Provavelmente apenas UM homem - um trabalhador dedicado - foi morto por aquelas criaturas, mas os boatos jamais puderam ser confirmados.

Eram sessenta guardas ou mais do lado externo próximos aos portões principais. Eles se armaram com flechas, bastões afiados e espadas, sabiam que aquelas armas, pelo menos, matariam ursos gigantes e lobos gigantes, como eram conhecidos por seus tamanhos bem maiores que os convencionais. Os terceiros predadores só podiam ser mortos enquanto filhotes, porque enquanto adultos, outras táticas para matá-los ainda precisariam ser, sim, desenvolvidas, porque eram cobertos inteiramente por camadas ósseas mais resistentes do que metais, até mesmo nas partes geralmente vulneráveis como a barriga. Tentariam lançar galhos mais grossos de árvores para ver se algum resultado aconteceria. Todos se armaram com essas armas e muitas outras mais, esperando para defender incursões de animais por aquela noite inteira e pelo dia seguinte. Os guerreiros se armaram com vários tipos de escudos, espadas muito longas e afiadas, fora arco-e-flechas com precisão e velocidades extraordinárias. Alguma coisa precisaria ser feita se quisessem deixar aquelas criaturas longe das florestas externas da propriedade. De guerreiros, eram 150, ou pelo menos metade duma companhia perfeita.

Dentro do castelo, Gheorge e Kélima chegaram às imediações do Grande Salão por onde Lyyn, John e James estavam localizados, conheciam eles muito bem os atalhos certos para se chegar à sala, por isso não demorariam muito tempo e estavam ignorantes sobre todos os problemas correlacionados aos animais. Quando soubessem, entretanto, era capaz de Lyyn insistir para que dormissem ali pelo menos aquela noite. Sim, era arriscado sair com aqueles ataques repentinos acontecendo. Eles conversavam naturalmente do que haviam feito naquele dia. Ele, Gheorge, procurava mexer com o tesouro da nação e sabia muito bem o quão estavam crescendo. Ela, uma nobre da classe AA++++ (ou Altíssima Nobre), preferiu não ser sustentada apenas pelo marido e envolveu-se diretamente com outros da mesma classe social dentro do Parlamento. Juntos, formavam um casal considerado "perfeito" aos olhos de Gherant e família, era tudo o que esperavam do filho mais velho - embora eles considerassem John igualmente importante, claro, porque ele aumentou as descendências.

James, enquanto isso, agradeceu solenemente a concordância dos pais, sem gritar, sem se considerar o centro das atenções por aquele momento. E precisava esperar até que resto dos convidados chegasse para saborear as sobremesas, ou, novamente, estaria violando as regras da Dinastia. Levantou dúvidas consigo mesmo de que, desigual aos ursos, cuja força era grande MAS não tamanha para arrebentar portões e porteiras construídas com ferro, os outros predadores conseguiam muito bem retirá-las de seus lugares porque eram aparentemente mais musculosos. Caso precisassem, era apenas mordê-las que iriam, sim, amassá-las e deixá-las inúteis em dois tempos. Era apenas uma teoria, uma teoria de quem sempre almejou conhecer os animais da região, não seguir carreira política "chata" e "desgastante", tampouco carreira militar.


- Ok, pelo menos isso, eles concordam comigo.

- Vamos ver se eu estou certo amanhã. Mas antes, bom....!
- Calou-se antes que fosse falar alto demais novamente, uma postura certamente não tolerada pelos pais, criados em restrita educação uns aos outros e com a Dinastia propriamente falando. Levou uma das mãos ao queixo. O que pensar sobre aquela situação até mesmo engraçada de animais se esbanjando duma fraqueza por ali para entrar e devastar gado ou até mesmo certos tipos de plantações? Ainda firmaria as próprias teorias do que estava acontecendo com aquele ecossistema ao redor, mas, agora, era momento de confraternizar. Sim, James não via o irmão da sua mãe há anos... Até pensou que estivesse morrido, mas cogitou que traria um pouco de novidades das terras pelas quais passou - terras essas - pertencentes apenas ao UK de qualquer forma. Aguardou...
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Seg Jul 22, 2013 11:23 pm

Um segundo empregado veio às pressas avisar que estavam abrindo as portas do Grande Salão para que Gheorge e sua esposa pudessem, finalmente, chegar à presença de todos os três. Acenando calmamente, ela apenas pediu para ir logo, queria as coisas começando em poucos minutos. E com a pequena crise causada por animais lá fora, por que não pedir para que se "hospedassem" temporariamente ali mesmo? Era perigoso sair, especialmente em uma charrete, durante a noite, com aqueles animais rondando pelas terras ao redor, mas ela gostaria de saber se aquilo se restringia apenas àquela zona ou se outras pessoas estavam tendo os mesmos problemas. Gheorge sempre trazia notícias das regiões mais distantes. Então, claro, podia ter uma noção do que acontecia. Preferiu crer que mais lugares estavam sofrendo aquelas entradas animais, porém foi cautelosa e pensativa o suficiente: para não disseminar mentiras. Para: não espalhar espanto por todas as regiões vizinhas. Sim, odiava aquilo.
Não se contentou, mas não se estressou que John havia entendido perfeitamente as coisas que haviam sido ditas para ele por ela. Encerrou aquele assunto, era coisa para depois. E, como o irmão aparentemente estaria cansado, preferira conversar assuntos corriqueiros, de cunho familiar, sem abrangências trabalhadoras ou condizentes ao desenvolvimento do país - a menos que, sem querer, alguém deles esbarrasse na conversa. Estava certa que não teriam uma continuação daquilo pelo menos agora, era desnecessário. O cair externo das chuvas apenas aumentou as preocupações quanto segurança e saúde dos guardas e guerreiros, embora fossem eles uma das pessoas mais fortes em existência.
Sim, seria provável que James talvez pudesse esquecer de ir viajar no dia seguinte. Haviam previsões para temporais durante aquela semana. Seriam temporais típicos da Primavera - cairia muita água misturada a trovões, raios e relâmpagos. Os dias até mesmo seriam um pouco mais frios que o usual apenas porque a cobertura das nuvens não permitiria raios solares passarem muito bem até chegarem à superfície. Um tipo de tempestade não visto por grande parte da população em pelo menos dez anos. Calma, procurou criar uma das conversas mais amenas possíveis:


- Meu irmão está chegando... E eu acho que ele não vai querer nem chegar tão perto assim de saber das coisas que acontecem no UK em questões políticas. Ele mexe no Tesouro; está louco da vida, pelo que sei graças às cartas que recebo semanalmente.

- Eu não sei, mas, as impressões que tenho, são as seguintes: que o UK, sim, é agora uma terra em crescimento maluco. Mas, claro, eu gostaria de respeitá-los. Mesmo eu, que mexo pouco com isso, fico nervoso.

- Imagine ele...

- Exato. Alguma vez seu irmão já se estressou? Ele parece calmo.

- Olha, - E pensou sem temores. - creio eu que sim. Ele parou de relatar episódios de estresse desde quando fez a primeira viagem distante em direção às Terras do Sul, mas mesmo assim, continuo a crer que continua tendo problemas com picos de nervosismo sim.

Começou a dispor, para todos sem excessões, os doces que estavam ali e esperavam para serem consumidos. Primeiramente ela, depois John, depois o irmão, sua esposa... E, segundo as tradições, apenas DEPOIS James, que estava mais preocupado em se fazer de naturalista buscando respostas para as aparições animais do que quaisquer outras pessoas. Dez ou mais tipos de doces faziam parte da mesa. Haviam sido feitos por aquele tempo, nada era servido dos dias anteriores, podia ser interpretado como uma das faltas de respeito mais bruscas que podia se ter dentre a Dinastia. O cair das chuvas - de fato - parecia inspirador. Eles teriam uma noite inteira para conversar. Teriam horas e mais horas para por as coisas em dia, e por que não? Gheorge e ela cresceram juntos por pelo menos 20 anos. Casou-se ele aos 25. Ela, aos 27. E, desde então, têm feito vidas em separado, procurando melhorar a Coroa com seus esforços pessoais. Diferente da irmã, pelo menos, ele ainda não tem filhos.
As quatro lareiras ambientes foram acesas, estava demasiadamente frio dentro da sala. As cores vívidas dos tapetes puderam ser claramente acompanhadas pelos presentes e, pela primeira vez talvez, já que não costumavam muito andar com cabeças baixas, viam-se os detalhes nítidos tecidos por eles. Retratavam deuses típicos E pasagens das magias pelas quais os dois costumavam praticar. Sim, uma das áreas mais místicas do castelo estava ali. Provavelmente eles teriam desejado passar impressões extremamente diversificadas aos visitantes e amigos, com grande sucesso. Haviam esculturas espalhadas aos sopés das colunas que suportavam parte daquela sala. Provavelmente... Retratavam deuses as well, já que não havia nenhuma crença Cristã por aquele meio.
Em especial a respeito do irmão, estava curiosa Lyyn para saber: quando eles teriam um filho ou uma filha ou se já haviam planejado algo do tipo. A Dinastia precisava ser mantida - logo, quanto mais uma futura geração aparecesse - mais chances dela se manter e não ser extinta. Aquele típico papo familiar entre irmãos, pelas quais um pergunta ao outro dos planos futuros para suas vidas, normalíssimo entre eles dois, pelo menos, porque os mais velhos costumavam se calar mediante aquelas coisas todas.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Ter Jul 23, 2013 11:34 pm

Eis que as portas da entrada do Grande Salão se abriram, cuidadosas, lentas, mas dum jeito imponente. Por elas passaram Gheorge e Kálima, agora quietos mas contentes, sem suspeitas ruins a respeito do castelo porque já estiveram ali várias outras vezes. Gheorge em especial, o irmão, noticiou uma leve mudança nas coisas. Sabia que a irmã um dia iria adicionar novas peças e estátuas fora os tapetes caríssimos imensos, mas foi surpreendido por ver que ela já havia os colocado durante sua ausência. Admirou. Um dia, seria sua vez. Um dia, seria ele quem adicionaria algo do tipo ao próprio castelo, mas precisaria do aval e concordância da esposa. Kálima, por outro lado, ficou encantada pelas esculturas. Muitas delas retratavam passagens de alguma crença desconhecida, provavelmente criada pela própria civilização, mas poderiam, muito bem, serem consideradas pagãs por Cristãos ou simpatizantes. Todas as estátuas, sem excessões, aparentavam possuir três metros. Vinham em colunas tão altas, todas ornadas com cores diversas. Provavelmente eram de madeira, porque aquele era o material mais comum a ser usado para aquele tipo de arte - ao menos por aquela região. Algumas estátuas em mármore foram adquiridas também, elas valiam cem vezes mais em todos os sentidos. De beleza à valor artístico. Até mesmo pureza e simetria, dado que eram feitas à mão pelos artistas mais conhecidos por aquelas terras. Aproximaram-se, com passos normais.

Gheorge esbanjava-se duma roupa preta, muito parecida a do pai. Apenas parecia menos decorada por escolha pessoal, mas, mesmo assim, valia muito mais do que quaisquer vestimentas usadas pela plebe ou pela classe média. Era ornada nas extremidades com os detalhes a ouro mais requintados. Ouro branco, cujo valor era maior. Haviam símbolos - e tais símbolos - especialmente o maior de todos, no peito, representava alguma crença que havia sido consolidada há pouquíssimo tempo. Em suas mãos, além da aliança grossa em ouro, usava uma luva. Estava fresco para frio. Mas sentiu-se agradável pela presença das lareiras, quatro ao total, acesas. Breve confeririam ao lugar uma espécie de ambiente tão quente quanto os dias ensolarados do verão. A esposa, Kélima, trajava um vestido clássico da Dinastia, feito com tecidos delicados, mas prezados por todas as Terras Norte E Sul por valerem muito. Tal vestimenta encobria-a dos pés ao peito, mas deixava pescoço bem livre para que tivesse mais liberdade e era branco-azulada, cor leve, com detalhes em pedras preciosas das mais raras encontradas pela região. Não estranhou a maneira bem diferente de Lyyn se vestir, estava acostumada. Por fim, vestia uma sapatilha sem igual por todos os territórios. Considerava-a única.

Nenhum dos três - John, Lyyn, James - precisou se levantar, porque eles geralmente quase sempre se sentavam na mesa antes de cumprimentá-los. Apenas um costume informal de irmão a irmão E grande intimidade para com Kálima obtido durante os passados anos. E foi assim. Gherant sentou-se ao lado da irmã, esquerda de James. Kálima sentou-se frente ao marido - OU ao lado do filho dos dois - e sorriu para eles todos. Gheorge foi quem, calmamente, começou a falar:


- Minhas saudações John, olá James... E você, irmã? Há tempos não nos encontrávamos eu sei, espero que a ausência seja justificável.

Kálima seguiu depois:

- Não estou extravagante demais para um encontro casual, correto? - Riu aos três. - Ah, espero que estejam ótimos. Nós ficamos preocupados com vocês, sabia?

Foi Gheorge quem esclareceu depois:

- Nós saímos com medo.

- Lá nas terras do Oeste existem relatos reais de que bestas selvagens estão atacando as fazendas e feudos. E por aqui, qual seria a situação?


De forma ou de outra, esperaram os dois pelas respostas. Sim, era provável que uma conversa muito estendida fosse acontecer por aquela noite, que estava apenas começando - e traria informações mútuas para eles todos.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Ter Jul 23, 2013 11:44 pm

- Minha NOSSA. - Dizia um pouco alto ao vê-los vindo e bem arrumados. - Ao menos poderia eu ter me arrumado bem melhor, certo?

- Provavelmente.

De qualquer maneira, suspirou ela tranquila: nenhum dos dois estava com arranhões graças às criaturas, então, pensava, aparentemente não estavam com aquele tipo de problema pelas Terras do Oeste. Ou era o que pensava, já que chegavam com a alegria acima do normal, provavelmente por não se verem durante alguns bons anos em decorrência ao trabalho duro e cansativo sempre presente por aquele UK em crescimento - e pior, em expansão. Fez com que o restante parasse de conversar, era, para variar, uma certa falta de educação se manterem conversando como se nada estivesse acontecendo à presença das visitas. Então, os dois se sentaram. Gheorge escolheu sentar ao seu lado, já Kálima, escolheu sentar-se frente ao marido, ou seja, ao lado de James. Sorriu para todos eles, parecia mais-do-que-convencida que estavam com saudades e precisavam bater um papo informal entre irmãos e família enquanto saboreavam uma sobremesa, ou doces, de qualidade acima do normal para os padrões locais.
Lyyn estava com a roupa de trabalho, mal havia tido tempo para retirá-la e sentia-se meio esquisita perante uma mulher bem vestida - Kálima - e uma mulher muito séria, obcecada por trazer seu país de volta à competição com o resto da Europa - ela. John ajudava com a amenização de quaisquer estranhezas cumprimentando e conversando algumas coisas e assim, sentia-se um pouco melhor. Provavelmente para os dois, James havia "crescido". E não era nenhum pouco reconhecível, pelo menos porque estava, agora, deixando a barba aumentar de tamanho progressivamente. Ouviu as saudações imediatas que fez o irmão - mas, com disposição cortada pela metade graças aos problemas há pouco enfrentados lá fora, resolveu apenas sorrir. Responderia SIM, mas estava pensativa sobre algo ainda não muito bem esclarecido. Não, nada demais.
Foi então que resolveu responder:


- Gheorge! - E abraçou, mas largou-o logo. - Pensa que eu não fiquei preocupada? Até parecia que você tinha sumido, haha, mas eu entendo. E aí, muitas novidades?

- Opa... Gheorge, estou ótimo. Aparentemente você está bem, e isso NOS deixa satisfeitos.

Lyyn, James e John riram do que, primeiramente, havia dito a esposa do irmão. Na verdade não, ela não estava estravagante, quem estava vestida incorretamente para o evento era LYYN pois, por cansado, sequer tinha parado para pensar em arrumar-se propriamente para o jantar e rodada de doces que se seguiria.
Porém logo depois, ficavam sérios. Por que haviam estado preocupados? Havia algo mais acontecendo everywhere? Alguma invasão passada despercebida? Pelo menos até agora, até aquele momento, nenhum dos dois estava disposto a acreditar que uma incursão dos animais perigosos estava acontecendo por todos os lugares daquela região.
A primeira pessoa a se expressar, claro, havia sido ela mesma. Franziu a testa, olhou mais profunda e tocantemente possível para Kálima. Ponderara quaisquer palavras para que ela não se sentisse vítima de uma pessoa duvidosa, OU que estivesse perdendo a confiança daquela família - isso, certamente, não era verdade.
E disse:


- Por que estiveram preocupados conosco?

- Não precisamos lidar com problemas na zona do castelo há décadas.

John e Lyyn quase paralisaram ao escutar que os mesmos ataques também eram uma realidade mais para lá. Alguma coisa muito estranha estava acontecendo para o fluxo animal em direção às terras ocupadas aumentasse tão drasticamente, isso todos, de fato, estavam convictos. Não podia ser desmatamento para uso de terras nas florestas por agricultores - as Leis eram rígidas o suficiente e proibiam estritamente a agricultura feita de forma ilegal. Caça? Não também, aquelas criaturas eram muito difíceis de serem tidas como caças e troféus por caçadores. O que poderia ser? Era impossível saber, mas, sem maiores problemas, retornaram os dois a observá-los. John ergueu uma sombrancelha - e estava surpreso. Há pouco receberam notícias de um ataque por ali.
Lyyn não ergueu nenhuma sombrancelha, mas se observaram os reforços lá fora, então ela e Gheorge muito provavelmente perceberam a segurança aumentada graças às entradas - chamadas pelos dois de "incursões" animais pela zona. Era claro que Lyyn teria pensado por vários minutos a respeito do que fazer, ela não poderia simplesmente ordenar que as forças locais matassem todos os filhotes daquelas criaturas porque estaria induzindo uma espécie de genocídio natural pelas quais nem mesmo os caçadores mais vorazes teriam a coragem de presenciar. E ela gostava da natureza. Traí-la seria... Terrível.
Respondeu, sem picos de voz, enquanto foi distribuindo os doces para todos:


- Vocês também?

- Hoje pela tarde eu e John fomos informados que um urso gigante e um réptil invadiram a propriedade. Eu até estranhei, pois, como falei pra ele, não tinha me lembrado de deixar a porteira aberta.


- Eu saí três vezes hoje. Lembro muito bem que fechei o cercado por todas as vezes em que estive fora da propriedade. Alguém de vocês sabe se, sei lá, eles passam por cima das cercas ou as destróem?

- E mais: vocês viram algum animal? Sabem como eles são?

Muito em breve diria aos dois as próprias maneiras pensadas para chegar ao final daquela invasão, sem extermínios, sem mandar um exército inteiro em direção às florestas, correndo todos os perigos possíveis, para caçar filhotes dos adultos. Não era a medida correta a ser tomada pelo governo, ela e uma boa quantidade de senadores havia tomado as providências certas contra a proposta de genocídio e haviam sido escutados. As entidades locais ficaram apenas responsáveis por reportar quais animais estavam indo e vindo quase sempre. Mas eram autorizadas a matá-los caso apresentassem muito risco às populações. Sim, Lyyn acreditava que a população não podia ser ameaçada. Apenas se as incursões fossem perigosas aos cidadãos é que matar uma ou outra criatura se veria a opção certa. John compartilhava da mesma ideia, embora cuidadoso.
Provavelmente Gheorge e Kálima viram apenas os guardas ao redor do castelo em muito maiores números que o usual e isso era para evitar ataques diretos contra a zona pela qual o castelo estava construído. Os soldados e guerreiros cuidavam das vilas diretas ao controle dos dois - que possuíam servos e camponeses - e ajudavam a mantê-las longe do alcance das vacas, dos bois, dos cavalos e quaisquer outros animais prezados pela propriedade. Mantinha-se esforços para deixar os ursos longe das plantações, já que eles, também, pareciam consumí-las como correção dietária (complemento).
As reações dos dois foram esperadas.
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qui Jul 25, 2013 3:40 am

Gheorge gostou do abraço. Ele provavelmente não parecia abraçar uma pessoa - fora a esposa pelo menos - há vários meses. Não chegava nem a ter tempo de pensar em algo do tipo, o trabalho estava, de fato, matando até mesmo sua alma. Quem diria fisicamente, pois costumava não medir esforços para conseguir as coisas que queria e via importantes para o UK. Provavelmente os residentes do castelo perceberam algo diferente em sua face. Ele estava abatido, havia passado meses a fio desgastando-se apenas com o trabalho. Não havia sido uma experiência das boas, logo, agora, esperou ele para reclamar o rosto não acabado de antes, algo que costumava naturalmente ter. Aparentava 250 anos pelo menos, ou um Martian com idade mediana. Mas possuía apenas 80. Embora não estivesse com cabelos brancos - cabelos brancos geralmente só apareciam dos 450 em diante - sua barba estava grisalha. Mas sempre costumou a ser, na verdade, pois adotou características únicas enquanto cresceu e se tornou um adulto. Aquela parecia ser uma das, não a única, já que, normal a própria espécie, vários traços distintos poderiam ser adotados de uma vez só por várias pessoas individuais na mesma família.

Sim, abraçou a irmã na mesma intensidade, e no mesmo momento em que ela o abraçou. Sentado ou não, havia sentido a afetividade entre irmãos novamente, e aquilo parecia ser suficiente para deixá-lo menos estressado graças aos problemas trazidos pelo trabalho. À medida em que ouviu suas palavras, embora procurasse se manter sério em maior parte, ele sabia: seria impossível não sorrir por pelo menos uma vez. Seria impossível também se manter calado pelo resto do encontro, era o que mais não desejava, queria conversar. De forma nunca antes feita, já que, conhecido pelo restante da família, Gheorge desenvolveu-se numa pessoa mais quieta, mas normalíssima perante os padrões reconhecíveis da Coroa. Após observar de relance John para ver se ele não apresentava ressalva alguma com relação ao acontecimento, Gheorge prontamente respondeu, de início meio que procurando ponderar suas falas:


- Mas eu sumi! Me mandaram em direção ao inferno, haha. E sim, depende de quais as novidades você quer saber, então eu direi se são muitas ou poucas. Muitas eu não digo - mas médias, aí sim.

Olhou imediatamente após para John, que havia feito um pequeno comentário. Ele foi respondido igualmente, porém agora, por uma pessoa mais séria, a relação entre os dois era de maior seriedade perante ao outro. Respondeu:

- Aparentemente sim, John. O problema é que meu trabalho poderia ser algo melhor... E não, ele procura ser caaada veez pior, e isso graças aos plebiscitos daqueles políticos de quinta categoria sobre trocentas coisas. Ah, você sabe como é, eu preciso comentar é nada.

- Se bem que estou ÓTIMO comparado ao que eu poderia estar, sim. Ah é! Você é que está bem. Andou fazendo o que ultimamente?


Já Kálima, que era servida com os pratos de que mais adorava e saboreava, esperou as conversas fluírem para que todos pudessem comer ao mesmo tempo, em conjunto, como era costume da Dinastia. Enquanto isso, ela ouviu os dizeres do marido não apenas para a irmã, mas seu marido, e sorriu. Riu nada, ela costumava não rir por "nada", era respeitosa o suficiente. Quando questionados a respeito dos animais, imediatamente tentou lembrar-se se haviam visto algo demais, mas era incapaz. Provavelmente até tinham, mas não ela - que certamente seria a primeira que se esconderia nas proteções internas da charrete se uma besta selvagem aparecesse - e não a veria. Olhou para Gheorge, que certamente era muito mais corajoso. Estava esperando por uma reação do mesmo.

Gheorge olhou para ela. Pensou um pouco. Só então foi que olhou na direção da irmã e de seu marido, provavelmente tinha em mente as imagens devidas de duas criaturas em potencial, animais muito grandes aos padrões internacionais até, muito mais ferozes que quaisquer outras criaturas já encontradas por aí. Levou uma das mãos ao queixo, estava extremamente pensativo. E se desse as descrições incorretas? Poderia, sim, atrapalhar as investigações. Mas anyway, precisou compartilhar um pouco do que conhecia, junto à sua esposa, que havia, previamente, visto uma carcaça enquanto viajava até uma das cidades ao Oeste. Começou Gheorge:


- Eram duas criaturas na primeira vista. Uma delas era grande, aparentava ter treze ou quatorze metros do focinho à ponta da cauda. A segunda não parecia tão grande, devia ser um mero filhote. Eu calcularia seis metros. Ambas atacavam um vilarejo pelo Oeste e seus homens aparentemente nada podiam fazer.

- Chamam-as de monstros invencíveis por aí. - Comentava Kálima.

- Exato. - Respondeu Gheorge. - Mas se vocês querem saber quanto ao urso super-gigante, eles habitam quaisquer locais onde os Humanos estejam concentrados por razões que EU não descobri até agora. Se vocês viram um deles por aqui, então foi, claro, por a criatura estar sendo perseguida por outra maior. O que seus seguranças dizem? Os reportes são consistentes com... Bestas reptilianas, coisas do tipo? E qual o tamanho? Eu acho que estamos atraindo estes animais para onde eles não deveriam estar indo. E John eu não sei - mas pelo que dizem por aí - uma das espécies é forte o suficiente para não só amassar aço e ferro com a própria boca - mas sim destruir coisas feitas com o material. Então calcule o prejuízo...

Sorriu Gheorge ao lembrar-se de ter visto, uma vez, um filhote duma espécie dessas tão pequeno que até chegou a brincar com o mesmo e formar uma espécie de "relação" entre os dois. Algo como mestre e subordinado. Se os répteis podiam ser treinados, então eram inteligentes por certa extensão e tal inteligência deveria ser explorada, embora funcionasse apenas com os pequenos. Disse aos dois que a cor mais provável dos répteis fosse azul e branco. Que haviam plumagens para suportar o inverno intenso do UK durante os meses frios, não apenas uma pele seca, dura, dependente de água para não ressecar. Quanto ao URSO - ele não estava tão certo - mas parecia um Urso negro gigante, com uma ou duas manchas pretas na barriga. O restante do corpo era peludo, muito mais peludo do que os ursos já vistos por eles em outros países. As orelhas e os fucos eram também maiores - em proporção ao corpo pelo menos - e isso potencialmente deixava aquelas criaturas um certo grau mais perigosas que quaisquer outros ursos.

Esperaram as respostas dos dois. Não ligaram para a quietude de James, que apenas só observava a conversação sem dar uma palavra. Provavelmente queria juntar provas para ver quais as diferenças viáveis entre aquelas criaturas com as criaturas vistas em outros países.
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Lyyn D. Daqn
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Qui Jul 25, 2013 3:47 am

- Tenha certeza de que não te mandaram em direção ao "inferno", hahaha. Sua predisposição para metáforas é significante, meu irmão. Você nem precisava ter sumido. A gente entenderia muito bem. Não é, John?

- Positivo! Mais do que a verdade.

- Então diga quaisquer novidades quiser, Gheoge. O importante é tê-lo falando - pensa que eu também não tenho lá as minhas? Mal posso esperar para contá-las! Vá, fale. Não semeie curiosidade em mim, você sabe o quão costumo ser curiosa.

Os ares no Grande Salão iam-se seguindo perfeitos, mais do que o previsto não apenas por Lyyn, mas por John e seu filho. Enquanto Gheorge estivesse feliz e sorridente, disposto e tudo mais, assim continuaria sua irmã. John sempre soube, desde que os conheceu pequenos pelo menos, que ela sempre possuiu estima imensa por ele e ele a mesma coisa por ela. Parecia até engraçado. Muitos os confundiam por amantes até. Lógico que, conforme foram crescendo e seus interesses se alterando, as relações afetivas por hora diminuíam, por hora aumentavam, oscilavam, como em qualquer família. Pensou ela em começar a saborear o doce que a foi servido, era uma espécie de bolo típico já não de nenhuma região, mas da própria cultura Martian imposta naturalmente pelo UK e havia sido feito pelos melhores cozinheiros que ela possuía e admirava. Da família apenas a mãe, a avó e a tataravó conseguiam cozinhar TÃO bem.
Isso descontando sua irmã gêmea, que era praticamente impossível de ser vista por ter um vínculo direto com as operações navais do país e estar sempre viajando pelos mares em direção aos países mais remotos da Europa ou um pouco além até. As duas não se viam há 25 anos. Mas certamente saberiam se reconhecer caso se encontrassem naquele exato momento e exata hora. Anyway, sabia ela que Gheorge poderia estar muito mais abatido e cansado pelo ritmo elevado do trabalho costumeiro dos políticos das Terras do Oeste. As coisas por lá eram sempre instáveis, jamais haviam acordos duradouros e brigas pareciam ser constantes. Ao menos... Esperou que ele conseguisse, ainda, parar com isso. Deixar as entidades governadoras separadas e realizando o trabalho designado, não metendo dedo aonde fossem desnecessárias.
Prestou atenção nos relatos do irmão quanto às criaturas logo na sequência. John também estava altamente atento, e James parecia estar atento "escondidamente", embora Lyyn já tenha percebido e o aconselhado a não fazer aquele tipo de coisa porque era feio. Ela e John observaram diretamente as faces sinceras dos dois. Mas, antes que seu marido fosse capaz de falar alguma coisa, era ela quem respondia, com ares até que normais para tais reportes considerados amedrontadores à maioria das pessoas:


- Eles são grandes. Mas eu acho que merecem chances de viver porque estas terras foram deles primeiro que nós. Tudo a ser feito, e eu farei para provar minhas reais capacidades com essas terras, é afastá-las dos centros urbanos ainda dominados pelos Humanos e dá-los cobertura. Quantos ataques você aproximadamente tem notícia de já terem acontecido em tempos recentes?

- Quatorze metros? Esses animais são sérios, Gheorge. Nossos seguranças? Eis os dados: oito metros, 3,75 de altura, 1,35 de crânio. E só. Eles clamam terem visto o animal matando um urso gigante com facilidade.

- E por que não o fariam, meu querido? - Respondeu Lyyn em voz serena. - Actually, they're the fierciest predators around.

Agora, prestava atenção os dois com relação aos reportes dados por não apenas Gheorge, mas sua esposa, em relação à potencial aparência das criaturas. Azul com branco para répteis? Plumagem? Penas? Sim, aquela coisa estava se tornando mais séria e esquisita do que ela poderia imaginar. (Ainda não se conhecia, ou aparentemente não, uma série de coisas relacionadas à evolução e tal.) Levou ao queixo, Lyyn, uma das suas mãos. Agora que possuía a figura da criatura em mente, precisava pedir aos seus tão estimados guerreiros que não a matasse. Até porque era impossível com espadas ou só lanças de uma só pessoa, havia certa armadura natural óssea encobrindo todas as partes do corpo até mesmo a barriga. Precisavam atraí-la para fora da propriedade. Mas como? E como evitar que morresse?... Pensou coisas. Várias e várias coisas.
John estava interessado pelas descrições e juntava com os ossos que já havia visto de um réptil previamente morto por idade. Aquela coisa era muito estranha. Só se ele tinha tido contado com um segundo modelo, como costumava falar, de criatura até então não conhecida pelas autoridades locais. Levou uma das mãos à testa, algo como "facepalm". E se estivesse correto, então duas espécies separadas existiam, com direito a muito mais ainda a serem descobertas. Ótimo, agora o UK REALMENTE era uma ilha SÉRIA em todos os sentidos. E quanto aos ursos? Brancos com manchas pretas?
Again, não eram os ursos que ele havia visto previamente. Isso indicava múltiplas espécies. Não se sabia, pelo menos, se algumas espécies seriam ainda maiores do que as presentes conhecidas. SE fossem, seriam tecnicamente impossíveis de serem mortos por uma pessoa só por mais experiente que ela fosse. A pele seria gordurosa e musculosa demais para que uma flecha ou espada penetrasse fundo o suficiente. De qualquer forma, apesar das descrições, eles dois procuravam falar:


- So your creatures are very serious creatures, Gheorge.

- A Lyyn tem razão. Pode ser que você esteja citando novas variedades delas, sabia?

- Exatamente por isso foi que eu mencionei serem muito sérias.

E, embora agora se calassem e esperassem pelas reações diretas dos dois - com John não apenas curioso, mas ansioso para receber reportes enquanto eles ainda sim estivessem por ali - Lyyn permaneceu quieta, menos chocada, mais concentrada em saber quais problemas poderiam acontecer com bestas daquela magnitude soltas dentre as propriedades. Por que não ameaçavam diretamente Martians mas sim apenas Humanos parecia ser eluviso, mas havia uma resposta flutuando pelos ares. Porque, ao contrário dos caçadores compussivos, eles costumavam respeitar a Natureza e haviam ganhado certo respeito dos próprios animais que a habitava. Sim, parecia meramente um pensamento de Mago, mas, se pensado a fundo, poderia até ser plausível.
John não poderia assumir que existiam criaturas pelo menos semi-inteligentes naquele meio, embora relatos de algumas domadas não fossem mentira e estavam bem provadas e verificadas. Certas criaturas apenas eram mais fáceis de serem domesticadas do que outras, e aquilo parecia ser natural. Enquanto Lyyn, automaticamente, pensou em armar um tipo de divisão da cavalaria no Exército composto por aquelas criaturas específicas. Assim, sem dúvidas, ganhariam várias batalhas sem maiores perdas nos campos de batalhas e, de fato, elevariam maior respeito por suas capacidades.
John estava um pouco oposto a usá-las em guerras. Se quisesse respeito, então precisava de algo mais que não fosse prejudicial às espécies. Mandá-las para guerrear certamente era a opção menos viável, embora certos elementos mais rudes "aprovariam" sem sequer avançar contra seus mestres Martians e criariam fortíssimas alianças amistosas entre seus possuidores e fortíssimo ódio por forasteiros dos países atacados. Aquilo seria pivotal. E, especialmente, para manter a civilização separada da civilização Humana e assim por diante. Já que ambas precisavam crescer e se desenvolver em separado, não juntas, pois não possuíam histórias nada relacionadas umas às outras...
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MensagemAssunto: Re: Northsummer, o Castelo de Lyyn   Sex Jul 26, 2013 11:56 pm

Mais do que nunca, Gheorge sorriu graças às falas amenas trazidas pela irmã - ele já tinha em mente, mais ou menos, as coisas que ouviria durante aquele primeiro momento. E não precisava ser para tanto, trazia algumas regalias das Terras do Oeste para não apenas ela, mas seu marido E filho. John admirava relíquias por naturalmente ser um Mago que se contentava em pesquisar. E James, conhecido por estudar quaisquer animais, receberia um extenso trabalho compilado, em tempos recentes, por um dos mais renomados cientistas (ou pesquisadores) do momento, provavelmente não apenas gostaria, mas amaria. Para a irmã, havia trazido mais coisas. Conhecia seu gosto por múltiplos objetos, especialmente a tão dita e rara "Espada Martian" com quatro gordas cortantes e não apenas uma. Havia sido presenteado pelo resposável pelas Terras do Leste, mas como costumava não levar a sério as batalhas, resolveu dá-la a arma. Sim, seria efetiva. De qualquer maneira, deu certo prosseguimento ao que havia começado antes, ANTES que pudesse distribuir, aos demais, seus respectivos presentes:

- Metáforas, minha irmã, metáforas. É o que eu mais gosto de fazer desde que virei uma das pessoas mais importantes desse Reino Unido. Na verdade eu tentei não desaparecer. Mas fui impedido.

- Ele não conseguiu vir antes porque enfrentou problemas. - Cortou Kálima.

- Exatamente. - Respondeu. - As Terras do Oeste e Leste estavam quase umas contra as outras quando cheguei até lá. Não fosse pela intervenção dos lordes Kulbert e Abraham, acho que estariam em plena guerra por agora.

Esta era uma das novidades, embora Kálima quisesse contar as dela. Mas haviam mais. Algo mais, pelo menos, que Gheorge gostaria de conferir à irmã, ao seu marido e até ao filho de ambos. No geral gostaria que esquecessem o problema dos animais, mas claro, ela certamente comentaria alguma coisa a respeito até porque era impossível não falar algo sobre. Aconteciam ataques todos os dias praticamente, parecia uma série de pessoas atacando umas às outras em guerras brutais mas não era, as coisas estavam confusas. Ele precisou responder com calma, embora quisesse encerrar aquele assunto:

- Pessoas, a questão dos animais será resolvida, assim eu acredito. Provavelmente o que invadiu esta propriedade era apenas uma espécie de filhote, acreditem, ou sub-adulto.

- There are so many things I would love to share with you, but... I cannot even think from where I'll start. First of all, here. A Martian Sword for you.
- A espada era estranha, de fato, porque não possuía a forma comum de espada. Era apenas um cabo com 55 cm no máximo. - Sim, isto é uma espada, não se assuste. Aquele novo modelo.

Distribuiu os presentes para John - outra Martian Sword comprada do mesmo Lorde - e finalmente deu ao filho dos dois a grande enciclopédia. Provou um pouco das guloseimas, elas eram deliciosas. Provavelmente uma das mais gostosas já comidas pelo UK e, sim, elas não eram distribuídas para qualquer um. Apenas para a Dinastia propriamente dita - a responsável por idealizá-las, como sempre, era uma das cozinheiras pessoais de Lyyn com níveis de criatividade sem igual. Mas antes que comesse mais, queria era claro, Kálima se pronunciou um pouco. Ela estava calada demais:

- Reuni meus esforços para arranjar algo que James gostasse, hehe! Do jeito que ele vive me contando sobre bichos por aí, não é, Gheorge?

- É claro! Vamos ver os resultados. Não duvido que vá apreciar. E vocês sabem que eu e ela sempre escolhemos as melhores coisas para presente.

- Mas Gheorge... - Disse Kálima.

- Ah é, as espadas. Quer saber se os dois vão conseguir usá-las, certo?

- Sim...! Porque são elas tão distintas.

Distintas eram, sim, pois eram protótipos da vigésima terceira ou quarta geração usada pela civilização desde que ela começou seu governo por aquelas terras. Agora, pelo menos, pareciam ter evoluído para algo bastante tecnológico, algo quase impossível de ser conseguido não fossem os estudos mais atuais do comportamento dos materiais pela crescente necessidade do país em desenvolver coisas novas e sair da mesmice. Tinham as suas cores definidas ou personalizadas também, já que apenas o cinza parecia ser muito agressivo. No caso, as duas eram vermelhas, pintadas com uma tonalidade que poderia brilhar muito bem em ambientes escuros. Estranhamente ou não - Lyyn certamente já teria ouvido falar delas assim como John - eram ativadas por um botão e desativadas por um outro. A primeira espada mecânica inventada, demonstrava que a tecnologia do ramo só estava aumentando e iria trazer sinais muito diferentes nos próximos anos.

Ainda sim, eram constituídas por placas arredondadas de metal enriquecido com corte um tanto tremendo. Cortavam apenas de relar as mãos. Tinham milhares, senão milhões, de pequeníssimas lâminas cortantes sobrepostas entre si ou justapostas para que nenhuma das partes ficasse sem poderio de corte. A finura poderia ser inferior a dois milímetros no máximo, mas a lâmina, em total extensão, podia medir 1,5 metro - ou o standard para as pessoas com suas alturas. Explicou Gheorge todas essas coisas para os dois, sabia que eles, como quase sempre estavam engajados ou em treinamentos ou em estudos das Magias, pudessem fazer excelente uso das armas. E pareceu mostrar outra coisa, muito efetiva também, algo como a terceira geração (provável) de armas.

Mas armas eram MUITO incomuns. Pretendia ele incorporá-las junto as espadas para as forças armadas, provavelmente teriam imensa vantagem em campo de batalha. Martians - e seus descendentes na Terra - haviam descoberto explosivos há séculos. Haviam visto e aprendido com seus semelhantes como usá-los em certa escala para dar energia a certos projéteis como rochas primeiramente e, depois, peças metálicas. Conforme aprenderam o suficiente, construíram armas rudimentares que, ao passar do tempo se transformaram no que eram hoje. Portáteis, pequenas, eficazes. Pôs o objeto sobre a mesa. Queria que os dois dessem um aval final sobre ela, assim poderia trocar os escudos pelas armas, mas manteria as espadas porque sua tecnologia estava crescendo por igual. Ghorge disse, sem perder muito tempo:


- Outra novidade, hehe. Terceira geração, começou a ser produzida em 560. Tem plena capacidade para matar, usa projéteis de chumbo, pó preto para acelerá-los e serve para combate estratégico. Não pretendemos substituir as espadas porque elas estão sempre se desenvolvendo tecnologicamente, mas provavelmente irão substituir os escudos.

- E quaisquer outras coisas inúteis. - Completou Kálima.

- Mas particularmente, eu acho certo o exército usá-las em massa. Irmã, o que você acha? E John?

Esperava por uma recepção bastante amistosa do novo armamento. Ele foi designado a ser usado pessoalmente em seus modelos pequenos, em guerrilhas se usado um modelo mais agressivo e exército caso usada na configuração final e mais letal. Provavelmente, ele sabia, precisariam trocá-las de séculos em século. Avançam muito em tecnologia. Enfim, o que fez, junto a Kálima, foi comer alguns outros doces em paz, esperando todas as possíveis reações dos dois. Certamente eles ficariam surpresos, não esperavam que eles - TAMBÉM - fosse tocar em assuntos condizentes ao militarismo do país, embora fosse mais do que preciso, já que as coisas estavam se mudando tremendamente e não podiam mais ser ignoradas. Cruzou os braços e observou a todos. Certamente, haveria uma pequena desconfiança por parte de James, e realmente houve, mas ele não moveu um dedo sequer para tentar pegar ou relar na arma - ela podia ser letal - até era usada para matar. Ele começou a comer cuidadosamente, sempre comia uma espécie de doce melecoso. Que era feito da sua própria criatividade. Mas agora, o que esperar? O que esperar do país? A situação seria tão diferente...

De qualquer forma, amou James a enciclopédia e a abraçou feito criança, mesmo que NÃO fosse uma. Abriu de imediato, queria ver quais espécies estavam catalogadas por ali. Viu a espécie (ou as espécies, pelo menos) dos ursos gigantescos, dos lobos gigantes. Todos os lobos "normais" conhecidos. NÃO havia, porém, uma classificação formal por aquela época ainda - ela precisava ser formulada - então não existia taxonomia de espécies, nenhuma classificação propriamente dita, nada. Apenas desenhos dos ossos, dos animais, com várias informações. Era certo que, com o grande nível de avanço por parte daquela civilização, não estavam muito longe de criar as primeiras taxonomias, classificações biológicas ou coisas do tipo. Enfim, vidrou-se James nas ilustrações e procurou saber mais e mais sobre as criaturas que estavam atacando a propriedade. Esperou achar algum meio viável de espantá-las para longe sem precisar matá-las.
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Northsummer, o Castelo de Lyyn
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