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 Cidade de Odessos

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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qua Jul 03, 2013 12:51 am

Às quatro horas da madrugada, acordou d'Akins brevemente para ver mais ou menos como a situação climática externa estava, preocupada com possíveis atrasos na partida dos navios e, consequentemente, demora com a chegada aos territórios do Reino Unido. Silenciosamente abria um pouco as cortinas do quarto. Tudo o que conseguia ver, para sua surpresa, era uma névoa cobrindo não apenas a cidade, mas grande parte das colinas ao Sul, parte das florestas ao Noroeste, Campos ao Leste e, de fato, um pouco dos Oceanos (Mares) à sua frente. Espreguiçava, pensando em como a viagem poderia ser um tanto prejudicada por aquela mudança climática inesperada, mas sabia que iriam por aquele mesmo dia de qualquer jeito. Se não, então andaria pela cidade para que aqueles que não a conhecesse pudessem conhecer Odessos perfeitamente.
Porém, estavam na Primavera, e na Bulgária pelo menos, as primaveras eram bastante da maneira mais imprevisível possível. Ora estava Sol, ora estava um nevoeiro danado mais as chuvas, ora apenas um tempo fechado sem precipitações. Até procurava pensar que eles iriam viajar pela manhã OU pela tarde ao mais tardar, mas procurava ponderar todas as possibilidades. Podia ser que sairiam pela noite, caso o tempo abrisse apenas por aquele período. Ou pela madrugada do dia seguinte. Balançava a cabeça em desaprovação em relação ao tempo. Deitava-se, pensando em descansar.
Korrr não se levantou, mas observou a esposa caminhar até a janela. Surpreendeu-se com a virada repentina do tempo, até mesmo observou o reflexo de alguns relâmpagos a uma distância considerável. Se falaria algo? Provavelmente não, não tinha nada a compartilhar. E apenas retornou a dormir. Queria saber como o dia amanheceria.

Vladimir, deitado em um dos sofás, acordou atordoado, não gostava daquele tempo feio. Observou pelas janelas, estressou-se consigo mesmo, acabou com um antigo humor que suplantava por várias semanas em apenas dois tempos. Odiava tempo fechado. Odiava as nuvens. Odiava a chuva e destestava neblinas, quanto mais frio. Era uma pessoa aventureira e não podia esperar mais para sair da Bulgária e ir em direção aos países do Norte. Pedia aos deuses que retirassem aquela cobertura de nuvens dos céus o quanto antes e insistia a eles que a Lua fosse exibida nos céus novamente, assim como as estrelas e uma temperatura mais amigável.
Seus cabelos estavam desajeitados. Havia dormido tão bem que, para ele, suas 03 horas e meia de sono correspondiam a uma noite de sono de 08 horas pelo menos: não mais iria dormir, não conseguiria nem se tentasse. O que faria dentro daquele quarto escuro com as pessoas dormindo? Precisaria descer. Ou passar o restante daquela madrugada orando e pedindo aos deuses que atenuassem a situação externa. Maldito tempo! Tinha que ter se emburrado justamente poucas horas antes da viagem?!
Estava com dor-de-cabeça, mas leve. Provavelmente infringida graças à mudança quanto a temperatura local. Sentia um pouco de frio nos pés, mas resolvia o problema cobrindo-se parcialmente para proteger as pernas. Bocejava, parecia querer dormir ainda MAIS, mas ao mesmo tempo, parecia lutar contra aquele restinho de sono; mas deitava. Sabia que se resistisse, acordaria numa dor-de-cabeça insuportável. Todos continuavam dormindo por fim, alguns até mesmo sonhando "alto" e falando coisas para si mesmos. Não falavam tão alto. Logo, não incomodavam as pessoas.

Daquela maneira, o tempo passava lentamente. d'Akins, embora dormindo, continuava a se ligar ao ambiente e pensava em várias coisas para o dia seguinte. Uma das coisas era que o mau tempo passasse. Outra das coisas... Era saber o que seria feito da "Montanha", pois não gostaria de revelar uma morte causada por Korrr, poucos sabiam das suas reais capacidades e se revoltariam sem sombra de dúvidas. Balançou a cabeça em pura desaprovação, virou-se em direção ao sofá. Pegou noutro sono, não muito profundo, mas suficiente para se manter adormecida até as primeiríssimas horas da manhã, quando ela, por fim, começar a surgir.
Esquecia um pouco que havia matado uma pessoa por aquela madrugada... Ou que, pelo menos, havia ajudado. Mas pouco ligaria: o cara chegou ameaçando, quase a feriu pelas pernas, ainda queria uma brincadeira sem graça. Era digno de ter morrido com louvores e aplausos. Afinal, d'Akins ainda se considerava uma espécie de Knight que servia apenas aos próprios propósitos e aos propósitos da nação que habitava. E nada mais que aquilo. d'Akins apenas dormia. Agora, despreocupada.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qui Jul 04, 2013 11:07 pm

HORÁRIO: 4:30

Pelas 4:30 da madrugada, o mau tempo finalmente se distancia de Odessos, mas vai em direção às florestas e montanhas - causando imensos nevoeiros, chuvas mais fortes - e, é claro, queda de raios por todas as regiões florestadas com possibilidades de incêndios se atingirem árvores e vegetações secas. Em Odessos pelo menos, as estrelas, mesmo que bem aos poucos, ressurgem. Mas não a Lua, que está distante atrás das montanhas e não pode mais ser acompanhada visualmente por ninguém dentro daquele centro urbano. Sim, a melhora com relação ao tempo parece ser bastante benéfica. Aparentemente não haverá atraso algum quanto às partidas via mar da cidade em direção aos países Norte. Mesmo assim, claro, a cidade permanece extremamente silenciosa por aquele horário, que não é um horário pelas quais as pessoas estão se levantando. Dentro da hospedaria, silêncio e nenhum sinal de que novas brigas ocorrerão. Os guardas reforçaram a segurança tanto interna como externa após aquele incidente e, sem dúvidas, agora estão preparados para suportarem quaisquer ataques provindos das ruas, mesmo investidas imprevisíveis, quase por conta de quaisquer pessoas que sejam.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Qui Jul 04, 2013 11:08 pm

Embora estejam quase todos dormindo, Vladimir se levantou mais uma vez e percebeu a melhora notável com relação ao tempo, embora ele, assim como quaisquer pessoas que estivessem acordadas àquela hora, tivesse percebido, ao longe, a mudança em relação ao tempo - especialmente sobre as florestas - campos talvez - mas quanto a isso, parecia pouco temer. Estaria chovendo forte apenas dentro do país. Estaria chovendo normalmente para aquelas florestas, que podiam ser consideradas bastante úmidas pela maior parte do ano, menos durante as estações mais frias anteriores ao Inverno. Colocava a cortina novamente em seu devido lugar. Não parecia ansioso, estava relaxado demais e sabia que aquela viagem daria tudo certo e ele retornaria vivo para a Bulgária quando a hora fosse chegada. Uma redução notável do nevoeiro foi percebida localmente. Vidros embaçados foram aos poucos retornados ao estado normal.
Provavelmente os ventos estavam mais fortes porque expulsaram quase todas as nuvens não apenas dos mares, mas das zonas costeiras próximas à cidade. Isso podia ser sentido indiretamente. Algumas janelas "tremiam" de vez enquando, era sinal da circulação maior e mais agressiva do que antes foi apenas uma leve brisa soprando localmente por dentre os prédios de Odessos. Vladimir manteve-se sério o suficiente para decidir permanecer por ali, retornar ao sofá e, sem maiores demoras, pegar no sono novamente. Provavelmente já era sua terceira ou quarta vez acordado durante aquela noite. Pelo menos daquela vez, ele não demorou praticamente nada para dormir novamente.
Korrr abriu os olhos ligeiramente e sequer percebeu quaisquer mudanças com relação ao tempo fora a parada das chuvas. Não se preocupou em se levantar, estava sonhando com a batalha, ou melhor dizendo com a morte, que havia causado naquela mesma madrugada e ninguém fora d'Akins parecia tomar nota. Levantou um sorriso. Era claro que não esteve nenhum pouco arrependido, não fosse por ele, d'Akins provavelmente teria sido ferida e não pudesse seguir viagem em direção ao UK. O que seria uma verdadeira pena, de fato, mas aquilo não aconteceu e já bastava. Virava-se novamente para um dos lados, fechando os olhos, pegando em seu sono mais uma vez.

Quanto ao restante dos ocupantes daquele quarto, estavam extremamente engajados com seus sonos e sequer perceberam a mudança de tempo e sua melhora gradativa em não mais do que meia hora graças aos ventos. Nem mesmo os relâmpagos foram suficientes para acordá-los, significando que, sem dúvida alguma, estavam cansados da travessia em direção a Odessos feita durante o dia anterior. Mas restava Braminir, Svetla e Geto - Geto, pelas quais, jamais chegaria por ter morrido durante o percurso aleatório escolhido pelo brutamontes Braminir.
Certamente estariam chegando os dois até os portões iniciais de Odessos e passariam por algumas partes do Porto, local seguro o suficiente para ser atravessado por aquela parte da madrugada, mesmo que os índices criminais pela cidade fossem pequenos graças ao pequeno tamanho do centro urbano propriamente falando. Nos Portos, aparentemente, as embarcações responsáveis pelas viagens em direção aos territórios Norte já estavam se aproximando da costa. Isso ficou evidenciado pela maior movimentação dos trabalhadores e dos escravos, únicas pessoas que estavam ativamente operando em alguma espécie de trabalho por aquela hora tão primordial do dia.
d'Akins, enquanto isso, provavelmente sonhava com alguma coisa, já que parecia falar em tom baixo, consigo mesma, próxima a Korrr que, de hora ou outra, procurava cutucá-la em sinal de que estava conversando a sós. Ela parava por instantes, mas logo retomava seus discursos consigo mesma. OU com alguma pessoa do sonho que estava tendo. Naquela altura do campeonato, Korrr não mais dava bola alguma e retornava ao sono anterior, sem mais nada o que fazer senão esperar pelo amanhecer definitivo do dia, que seria um GRANDE dia a todos os amigos presentes naquela hospedaria.
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sex Jul 05, 2013 11:15 pm

HORÁRIO: 4:50

Nada de novo acontece, nada a não ser as primeiríssimas movimentações de escravos por algumas poucas ruazinhas espalhadas adjacentes à hospedaria. Tais escravos levam à todo momento provisões em direção aos estoques da cidade que foram trazidos através dos mares pelas embarcações maiores, agora atracadas e fora de perigo pelo porto em Odessos. Escravos por aquela hora são proibidos de gritar, falar alto e mesmo comunicar uns aos outros usando instrumentos, já que a população residente livre estaria dormindo... E não gostaria de ser acordada sob hipótese alguma por aqueles homens (e mulheres, já que escravidão não se resume apenas ao sexo masculino) com falações extremamente altas, irritantes e incômodas. Estes escravos usam apenas o suficiente para esconderem as suas vergonhas: roupas razas sobre a região púbica para homens, roupas ainda menos comuns para cobrir peitos e as mesmas regiões púbicas paras as mulheres. Claro que os dois sexos se cobrem usando uma espécie de manto. As cores dos mantos variavam por entre amarronzados até tons avermelhados, marca registrada usada para diferenciar a massa escrava da população livre por Odessos, por Pliska e por todas as cidades dentro da Bulgária.

Lógico que haviam casos extremamente raros de assaltos, e grande parte deles se foca na grande quantidade de relíquias antigas existentes na cidade, organizados por corsários... E não por bandidos de quinta categoria. Corsários estavam espalhados normalmente dentro das regiões florestais mais próximas das cidades. Aproveitavam para atacar enquanto a segurança local estivesse despreparada para pegá-los antes que formassem tumultos. Mas o que mais parecia diferenciá-los dos ladrões comuns era: eles possuíam cartéis formados e organizados por todas as partes do país, até mesmo pelas cidades mais importantes E, em ocasiões certas, até mesmo defendiam os locais nas quais eles mesmo costumavam se esbanjar e atacar durante ataques e guerras apenas para proteger a integridade das mercadorias em potencial. Grande maioria dos ladrões agia em Odessos sem serem nem percebidos. Eram os mais próximos possíveis dum crime perfeito que não deixava provas ou rastros por dias, meses, anos. Ou jamais.

E por fim, o ambiente dentro da hospedaria via sua terceira troca de turnos, já que todas as atendentes presentes até aquele horário iriam encerrar os turnos por aquela mesma hora. Algumas estavam traumatizadas pelo pequeno duelo resultante em morte. Estas aí eram as novatas, sem experiência. Outras estavam indiferentes, haviam visto coisas muito piores. Estas retornariam ao serviço durante a próxima madrugada sem sombra de dúvidas - ao passo de que as outras - SE retornassem - estariam um pouco mais atentas às chegadas duvidosas na recepção. Pois assumiam três homens e três mulheres. Estava um pouco óbvio que durante aquele horário, nenhum cliente chegaria para se hospedar. Logo, as primeiras tarefas do dia eram organizar tudo, deixando a recepção aos trinques para receber os primeiros hospedeiros dentro das próximas uma hora e meia pelo menos.

E quanto ao clima, nenhuma mudança.

Embora a Lua estivesse escondida agora abaixo do horizonte e não fosse mais vista, todas as estrelas comumente vistas no céu por aquela hora eram facilmente observáveis até uma certa distância da cidade. O horizonte não era visível em direção à floresta, estava bastante obscurecido pelas nuvens e mau tempo.

Ventos se tornam brisas levíssimas ligeiramente aquecidas.

E finalmente, quaisquer vidros ainda embaçados dentro da hospedaria estariam limpos. As influências climáticas haviam os limpado. Era possível enxergar a vários quilômetros pela direção dos mares, vários quilômetros pela direção dos morros e vários quilômetros pela direção de Pliska - que, claro, não podia ser vista propriamente dita de Odessos.
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sex Jul 05, 2013 11:19 pm

Eram praticamente cinco horas da manhã e, naturalmente, quase todos já se levantavam dentro do quarto cinco. Provavelmente estariam se levantando as pessoas que ficaram pelo primeiro quarto, assim como os novos convidados da viagem pelo quarto 03 - mas d'Akins continuava um pouco adormecida - um pouco acordada - imersa em nada mais, nada menos do que uma mente vazia sem pensamentos cabíveis. Aparentemente não acordaria sem um puxão de orelhas do marido, estava exausta graças aos problemas do começo daquela madrugada e não podia negar. Aquele homem apenas pensou que iria vencê-la de alguma maneira, quando, de fato, foi o contrário. Mas quem realmente havia o matado era Korrr, destemido, treinado para agir quase em instinto quando d'Akins estivesse passando por necessidades. Mas estava ansiosa e isso a faria despertar dentro de minutos, sem dúvidas.
Korrr espreguiçava. Havia dormido bem apesar de pouco, mas não ligava. Vladimir idem, e estava contente por observar DE FATO a mudança para melhor do tempo ao redor da cidade e dos oceanos. Do outro lado daquele quartinho, Stanka, Desislav e Borislav apenas abriam os olhos despreocupados. Levantavam-se cuidadosamente, haviam dormido sem retirarem as respectivas armaduras porque era um mero costume. Conversavam um pouco sobre o dia passado, sobre como havia sido a viagem em direção à cidade. Riam mais ou menos, precisavam começar aquele dia bastante animados porque afinal de contas, eles é iriam para o UK. Muitos ali jamais tinham subido tanto pela Europa daquela maneira. Quase ninguém para falar a verdade.
Dentro do quartinho, Vladimir já estava sentado no sofá. Korrr tratava de acordar d'Akins. E ela se levantava normalmente, sem reclamações. Estava sentada no chão, havia dormido no chão porque não gostava muito de sofás e cômodos macios demais. Coçou a cabeça - ela sempre fazia isso enquanto pensava. Olhou diretamente para Korrr e bocejou. Mas os dois pareciam muito mais animados do que nunca. E conversavam alguma coisa entre si - BAIXO - como costumavam fazer. Finalmente aqueles seis pelo menos, estavam acordados e se preparariam para a viagem em direção ao UK desde aquele mesmo minuto.

No quarto 01, Boris já estava acordado. Ele havia dormido PÉSSIMO aquela noite por conta de um pesadelo. Stefan, Rossitza e Marin estavam muito mais descansados. Lógico que haviam dormido num quarto separado, o quarto 03, porque já haviam feito requerimento para que pudessem adentrar àquele recinto e não podiam desfazer. Eles já também estavam acordados, provavelmente porque ouviram alguns escravos gritando não muito distante da rua pelas quais a hospedaria estava localizada. A única pessoa que reclamou foi Marin, mas foi acalmado por uma Rossitza despreocupada, desejando partir em direção ao UK o quanto antes e conhecer novas terras.
Braminir e Svetla ainda eram elusivos; não se sabia onde estavam, tampouco se estavam à vizinhança da cidade. Ninguém exatamente conseguia prever o que teria ocorrido com eles dois, ou eles três porque desconheciam sobre a morte de Geto, provavelmente haviam se atrasado graças às tempestades, pensava d'Akins e o restante do grupo. Porém, finalmente - após um dia de atraso ou mais - estavam entrando em Odessos através dos portos¹. Um tempo após se encontrariam com o restante dos aventureiros.
d'Akins estava faminta, mas não MUITO. A fisionomia gordurenta do "Montanha" era quase um tanto quanto nojenta, e constantemente ela se lembrava daquela massa gordurosa se aproximando para tentar ferí-la usando uma espada sem corte algum. Era uma sensação... Terrível, arrepiante. Até gostaria de comer, mas pensava que precisaria esperar um pouco SE não quisesse passar mal. Já levantada (ela não podia ver direito lá fora por ser muito mais alta do que a altura das janelas, igual ao restante do grupo), conversava algumas coisas com Korrr:


- Korrr , ne iskam da govorya za yadene... Chovekŭt e otvratitelno sŭshto.
(- Korrr, eu não vou conseguir comer... O cara era nojento demais.)

- No ti si gladen. Shte pŭtuvat bez yadene? Az ne bikh.
(- Mas você está com fome. Vai viajar SEM comer? Eu não faria isso.)

- Shte izchakam malko. Tozi chovek me otvraten. Fakt.
(- Vou esperar um pouco. Aquele homem me enojou. Fato.)

Os três arrumavam suas coisas com cuidado para que nada faltasse. Claro que nada ficaria para trás e se ficasse eventualmente ela recuperaria enquanto voltasse. Logo após arrumadas, encontraram-se com o restante do grupo dentro do quarto (e, mais uma vez, a porta mais baixa significou que precisaram abaixar suas cabeças para não baterem contra a parede). Aparentemente, estavam todos saudáveis. Se estavam falando daquela maneira, é porque haviam dormido bem.
Stanka - que em questões fisionômicas era muito parecida com d'Akins - estava animada. E não gostaria de perder um só segundo daquela viagem. Ela era por natureza aventureira. Chegava próxima à Ahemoa. Queria conversar, de fato, já que havia passado aquela noite dormindo feito uma pedra.


- Dobro utro, g Akins! Vizhdam, che ste spali dobre... I tam? Gotov li si? Kak e sŭrtseto ti?
(- Bom dia, d'Akins! Vejo que dormiu bem... E aí? Preparada? Como anda o coração?)

- Dobŭr den, Stanka! Vsŭshtnost az sŭm tvŭrde raztrevozhen. Az spakh kato che li, che... No az nyama da yam sega...!
(- Excelente dia, Stanka! Na verdade eu estou ansiosa demais. Dormi daquele jeito, sabe... Mas não vou comer agora não...!!)

- I zashto?
(- E por quê?)

- Togava az shte ti kazha.
(- Depois eu te conto.)

Aquietava-se um pouco, talvez pensativa do porque daquele mistério todo exercido por d'Akins. Não iria comer? Não tomaria nada? Estava enojada com algo. Mas o que seria? Algo deveria ter acontecido durante a noite e ela não queria revelar por aquela hora, o que seria totalmente compreensivo.
Sentou-se Stanka na beira da cama pelas quais havia dormido e se preparou como pode. Ela desceria para seu café da manhã em pouquíssimos momentos, estava mais é querendo comer sem estar faminta que qualquer outra pessoa dentro daquele quarto.
Não largava o senso de humor. Não desgrudava especialmente de Vladimir, pois sempre tentou fazê-lo menos calado e mais comunicativo. Provavelmente era porque possuía 65 anos, nada velho, e ela apenas 17...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jul 06, 2013 11:24 pm

HORÁRIO: 5:15

Nenhum sinal de clareamento dos céus graças à alta madrugada, mas sim, haviam sinais claros da população local que, aos poucos levantava-se para mais uma rotina de trabalho. Dentro daquela hospedaria, entretanto, as movimentações eram maiores e mais constantes porque grande parte dos hóspedes geralmente não eram visitantes à Odessos, mas sim, a massa viajante com destino às várias partes da Europa. Existia já uma movimentação muito grande. Uma imensa propagação de pessoas ocupava cada vez mais um espaço destinado aos famintos naquele começo de dia - o refeitório - que recebia médias superiores a 500, mesmo 750 pessoas ou mais durante altas temporadas. E as conversas aumentavam feito algo nunca antes visto, acordando literalmente todas as pessoas dentro dos apartamentos - independente daonde estavam localizadas - porque vários faziam questão de falar ALTO. ALTÍSSIMO para ser verdade, não ligando nenhum pouco ao ambiente ao redor. Afinal... As ruas de Odessos já estavam tomando forma, estavam se tornando aos poucos movimento atrás de movimento, embora os comerciantes AINDA não estivessem presentes.

No Porto, duas embarcações lançavam âncoras em direção ao fundo do mar. Uma era não civil (militar), outra era completamente civil, havia chegado dos territórios Norte após pelo menos quatro dias de viagem sob ventos fortíssimos das correntes marítimas Norte-Sul. As condições pareciam favoráveis à navegação por todo o percurso em direção ao UK - isso era evidenciado pelos relatos daqueles que comandavam cada um dos navios. Contrário a vários pensamentos adversos, NÃO existiam monstros marinhos. NÃO existiam gigantes e NÃO existiam polvos ou lulas gigantescos que abatiam embarcações pelo percurso. Porém EXISTIAM preocupações com os rochedos deslocados em direção às costas contornando não apenas as regiões mais ao Sul do Mar Negro... Como, também, várias partes costeiras situadas adjacentes aos fiordes rochosos que compunham certas costas Européias. Alguns acidentes com afundamentos eram relatados, mas a vida dos navegantes parecia pouco se mudar. Estavam acostumados com aquelas coisas todas.

Os pássaros começavam a cantar por todas as regiões. Isso indicava uma mudança grande em relação ao período noturno rumo aos primeiros raios de Sol daquele dia, que ainda não haviam chegado, mas estavam a não mais do que meia hora ou até mesmo 45 minutos de serem acompanhados. Como as cidades da época não conheciam eletricidade (de fato estavam distantes de saber o que isso significava), as luzes pelas ruas provinham dos lampiões gigantescos acesos e dependurados pelas pessoas que passavam. Isso era suficiente para conferir BOA iluminação. E não precisavam de mais: com aquele estilo de vida bem pacato, viviam todos em paz. Nunca houveram conflitos pelos tempos recentes. E graças à paz... Aparentemente NÃO haveriam brigas em Odessos por uma boa quantia de tempo. Mediante àquela movimentação... Rossitza, Stefan e Marin já haviam descido para a primeira refeição do dia.

Eles eram seguidos por Borislav, Boris, Desislav (que costumava ter monólogos consigo mesmo) e possivelmente Stanka e Vladimir. Todos estavam preparados para pegar o primeiro navio - a embarcação que já estava ancorada pelo Porto - em direção às terras que formavam o UK, país distante, desconhecido pela maioria deles exceto aqueles que eram viajantes constantes. De qualquer forma, pouco sabiam os doze sobre as reformas passadas por aquelas terras em tempos recentes... Eles apenas conversavam entre si os assuntos mais banais e corriqueiros possíveis, pensando diretamente no que fazer quando entrassem na embarcação diretamente em direção ao UK. Haviam muitas coisas a serem pensadas, de fato...
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Sab Jul 06, 2013 11:35 pm

Visto que quase todos haviam descido em direção ao refeitório e visto sua escolha por esperar um pouco, d'Akins observou que apenas Korrr não havia deixado sua companhia e preferiu esperá-la a qualquer custo. Talvez estivesse interessado em falar as coisas devidas sobre aquela viagem em detalhes, talvez soubesse o suficiente para achar que maiores conversas e planejamentos fossem, por aquele momento, desnecessários. Ele realmente não sabia direito como reagir. Convidava d'Akins para descer e se unir junto aos demais, porque dali eles provavelmente partiriam diretamente ao porto. Aparentemente as coisas dentro da hospedaria já haviam sido feitas. Não precisariam mais permanecer por ali - uma emabarcação provavelmente os esperava e Korrr SABIA disso por ser familiar aos horários precisos das chegadas daqueles veículos marítimos.
Ahemoa entendia os propósitos amigáveis do marido e sorria. Acabava o seguindo rumo à sala de refeições, que realmente era vasta e parecia um restaurante noturno, mas, na maior parte do tempo, preferiu estar apreensiva. Pensou por alguns minutos se a morte teria sido a solução mais correta para aquele cidadão. Mas... Recorreu logo aos instintos de guerreira. Constatava que SIM, ou ele a teria matado. Independente do que fosse, ela não demorou para chegar até aonde todos estavam reunidos, conversando, conhecendo quem seriam os mais novos a se unirem àquela aventura.
Estão em dezesseis pelo menos - são muitas pessoas - e embora menos do que um certo número plausível para soldados caminharem em espaços abertos desconhecidos - eles eram todos muito bem treinados. Entendia d'Akins que uma morte ou outra ATÉ poderia se ver verdadeira, precisava estar preparada para recebê-las. Apagava, porém, quaisquer um sentimentos negativos e se sentava junto aos colegas.


- Da vidim koĭ shte lov drakon: I Akins d' ili?!
(- Vamos ver quem vai caçar um dragão: eu ou d'Akins?!)

- O, nyama znachenie, Vladimir. Drakoni otnovo? Khakha!
(- Ah, deixa pra lá, Vladimir. Dragões mais uma vez? Hahaha.)

- Taka che chovekoyadtsite? Khakha.
(- Então Ogros? Haha.)

- Ne tova! Nadyavam se nyakoĭ vŭlk ili mechka. Tezi zemi tryabva da sa studeni!
(- Nem isso! Espero algum lobo ou urso. Aquelas terras devem ser frias!)

d'Akins precisaria de energia, como qualquer presente naquele local. Então a melhor opção de comida optada pelos doze era apenas carnes pesadas com muita cerveja e nenhuma água ou coisas do tipo para amenizar os possíveis efeitos daquele prato extremamente reforçado apenas àquela hora da manhã. Vários ali não ficariam nem próximos à bêbados. Estavam acostumados. Sempre faziam aquilo antes das viagens e se preocupavam pouquíssimo com efeitos colaterais.
Korrr preferiu apenas comer. Comia MUITO - estava poupando picos de fome ao decorrer do dia, ou dos primeiros dias, da viagem. Lógico que sentiria bastante fome durante todo o percurso, mas ponderaria. Vladimir comia moderadamente. Odiava encher a barriga sem moderação. Sentia-se mal. Stanka muito menos. Tanto que era magra ainda MAIS do que d'Akins: que comia muito, mas NÃO ganhava peso nenhum.
Ahemoa já havia pego a espada que estava guardada dentro dos armários lacrados. Ela se via diante de uma situação diversificada: queria contar aos amigos do ocorrido, mas não... Queria... Que seus contos fossem vistos com histeria. Decidia contar depois. Todo e qualquer pensamento foi interrompido por um Vladimir extremamente animado.


- Koga sŭm vi razocharovam s moite lov, momcheta? - Riam-se todos. - I koĭ tuk shte ima smelostta da se yade meso Ogre?
(- Quando foi que eu desapontei vocês com minhas caçadas, pessoal? E quem aqui teria a coragem de comer carne de Ogro?)

- Ew. - Respondeu d'Akins.
(- Eca.)

- O, ne, tova ne e preuvelichenie. - Disse Stanka, com cara de nojo.
(- Ah não, isso é exagero.)

- Az obicham. Znaesh li kak sŭm lyubitel na ekzotichni khrani, ne mislish li? Tŭĭ kato nie napravikhme predlozhenieto, a sled tova se podgotvyat da go izpŭlni, khekhe.
(- Eu. Eu como. Você sabe o quão sou aficcionado por comidas exóticas, não sabe? Já que fez a proposta, então se prepare para tê-la cumprida, hehe.)

E Stanka quase vomitou a comida que havia há pouco engolido, imaginou o colega comendo as tripas do ser. d'Akins, já mais acostumada por ser esposa do sujeito... Apenas expressou uma expressão de nojo, mas não duvidava que Korrr realmente fosse consumir uma coisa daquelas. Ela batia nas costas da amiga com calma, pedia para ter a respiração profunda. Não queria ver o vexame por vomitar ali, meio a tantas pessoas. Mas mesmo assim, não poderia Stanka deixar de expressar a face enojada.
Vladimir riu. Riu ALTO. Mas tentaria caçar um anyway, veria se a coragem de Korrr com as coisas exóticas chegaria até aquele ponto de FATO ou se ele estava apenas brincando ou falando coisa com coisa apenas para manter sua reputação em pé. O restante do grupo até deve ter reagido mistamente, vários nunca antes haviam visto aquilo. Uma pessoa que COME carne de OGROS quando existem coisas muito melhores por aí.

Enquanto conversavam, d'Akins resumia as comilanças que, sim, eram moderadas. O que ela mais fazia era beber, bebia MUITO, mais que quaisquer um ali presentes. Admirava um gosto de cerveja sem igual e, mesmo assim, não parecia perder a lucidez ou ficar bêbada - e não poderia - porque perderia o direito de viajar sem sombra de dúvidas. Bebia o último copo ao perceber que começaria a sentir-se mal depois daquilo.
Comeu alguns pedaços adicionais de carne. Riu muito junto ao grupo e procurou manter o mesmo humor por todo o progresso do dia, afinal de contas, ficariam vários dias sobre a calmaria dos mares e perigo dos rochedos que circulavam várias costas.
Pedia aos deuses para que trouxessem a paz marítima e afastassem as tormentas. Ela não queria ter de nadar em direção à costa apenas para precisar caminhar a pé em direção ao extremo da Europa e depois pegar outro navio em locais onde não conhecia...
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jul 07, 2013 11:16 pm

HORÁRIO: 5:30

Havia muita conversação paralela por dentre as pessoas no refeitório da hospedaria - e grande maioria provavelmente (PROVAVELMENTE, sem jeito de saber) conversava sobre as viagens que já haviam executado, mas por outras cidades. Eram cidadãos comuns, não das mesmas classes exploratórias as quais d'Akins e seus colegas pertenciam, mas certamente o fluxo do converseiro poderia ser bastante interessante. Formando a menor massa dentre todos estavam comerciantes ambulantes que tentavam a sorte expandindo suas vendas em várias cidades ao mesmo tempo: não apenas na Bulgária, mas pela França, Alemanha, e até mesmo pelos impérios mais ao Sul. Alguns podiam ser descritos como MUITO sucessivos - vestiam-se requintadamente - haviam conseguido bastantes riquezas. Já outros não, eram a verdadeira massa. E a massa comerciante contava com 99 por cento daqueles que eram de outras cidades ou países. Mas COMO conseguiam se hospedar num local daquele jeito, sem sofrerem problemas financeiros ou se enrolarem com os donos era desconhecido. Ah, havia apenas uma forma: eram financiados. Por terceiros. E até mesmo pelos lugares mais requintados ainda se vê certa parcela populacional não-nobre, embora tal parcela seja até que MUITO ignorada pelo restante dos presentes.

Com relação aos eventos ocorridos durante a madrugada, nenhuma alma viva pareceu ter ideia, aparentemente estavam dormindo profundamente enquanto d'Akins e aquele homem de fisionomia extremamente larga se confrontaram por poucos minutos, o que era muito bom. Assim não ficaria ela marcada pelo restante da população, embora aquele ser fosse considerado um assassino em massa e fosse procurado por todos pela região, mesmo por entidades alheias como os soldados e o Exército. Os traços de sangue pelo chão, era muito claro, já haviam sido apagados pela limpeza quase instantânea após as coisas se findarem. E não parecia haver interesses das recepcionistas em revelar, elas mesmo tinham medo de serem mortas. Mas o medo provavelmente fosse em vão; era quase certo que... Fora o maluco, nenhum outro cavaleiro, ou aventureiro armado, levantaria armas contra as pessoas desarmadas e desprotegidas. Porém mesmo assim, as conversas eram tantas, mas TANTAS dentro do refeitório... Que aparentava ser a metade do dia. Ou a hora pelas quais todos costumavam almoçar.

Haviam ao menos 150 pessoas, e a hora ainda era madrugada para começo de manhã e o Sol ainda não havia sequer aparecido pelos céus. As temperaturas externas não estavam muito baixas, a maresia do Mar Negro as mantinha um pouco abafadas - climas oceânicos costumavam ser mais abafados do que outros climas. A intensidade dos pássaros pelos céus aparentava aumentar. Estes animais eram os primeiros a acordar e os primeiros que causavam barulho extremo por toda a região de Odessos, embora durante o passar das horas eles fossem suplantados pelos gritos e pelas falas incessantes dos comerciantes nas ruas mais movimentadas daquele centro urbano, geralmente as ruazinhas centrais. Alguns pedestres já passavam constantemente frente à hospedaria, mas não eram turistas. Eram apenas cidadãos comuns residentes...
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Ahemoa d'Akins
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MensagemAssunto: Re: Cidade de Odessos   Dom Jul 07, 2013 11:19 pm

d'Akins comeu uma refeição muito bem feita, com os melhores sabores e os melhores preparativos possíveis. Até porque durante a viagem em terra firme, eles talvez não poderiam perder muito tempo cozinhando alimentos: precisariam comê-los crus, sem temperos, sem maiores adições que aumentassem seus sabores, e isso causaria enjoo nas pessoas menos acostumadas como Stanka - que possivelmente nem comeria ou evitaria ao máximo aquelas refeições. Conversava normalmente, ainda era possível escutá-los porque o volume das pessoas por hora não chegou a ser extremo; apenas 150. Em dias cheios o estabelecimento poderia abrigar mais seiscentas - era uma multidão dentro daquela sala - e em breve o grupo estaria preparado para chegar às vizinhanças do Porto. Pelo horário estava claro: alguma embarcação civil já havia chegado. Os primeiros navios costumavam chegar muito cedo pela manhã. Geralmente na madrugada.
Mas aos poucos, as conversas iam-se encerrando conforme as pessoas mais apressadas terminavam de comer. Vladimir, por exemplo, queria sair da hospedaria logo; Stanka e seu principal colega Borislav... Desejavam observar o amanhecer do dia. Boris, Stefan, Rossitza e Marin eram provavelmente os menos apressados e continuavam uma conversa amistosa entre si. Uma delas condizia a respeito das viagens que já tiveram, como seria de imaginar, porque praticamente apenas conversavam a respeito daquilo. d'Akins permaneceu quieta e observou, estava matutando algumas coisas. Korrr idem, mas certamente queria ele sair do estabelecimento o quanto antes.
Não haviam relógios, mas d'Akins julgava ser quase próximo ao amanhecer graças ao cantar dos pássaros e das pessoas andando por fora da hospedaria; então, ela se levantou - e caminhou em direção à saída do refeitório sem ser observada pelos alheios, que costumavam apenas comer e conversar. Foi acompanhada pelos onze... E chegaram às zonas da recepção, não MUITO cheias provavelmente por causa do horário. Avisava sobre os hóspedes e pegava o valor necessário. ELA estava bancando a viagem. Era interesse DELA. Convidava o restante a deixar aquela hospedaria finalmente, para alívio de muitos. E do lado de fora das portas em vidro, puderam encontrar alguns conhecidos. Conhecidos que sabiam da fama dos presentes. Mas eles não tinham tempo para conversar demais... Começavam a caminhada em direção ao Porto.

d'Akins percebia algumas mudanças em Odessos desde que esteve pela cidade três anos antes. Era certo que sua população havia crescido, existiam ruas adicionais, existiam prédios adicionais tão belos quanto os mais antigos. Aquilo só podia significar que um dia a cidade seria grande. Seria de proporções pelas quais ela mesma não conseguiria nem imaginar, mas antes de pensar no futuro, ela voltava ao presente, estava em passos bem calmos, as armas em suas costas pareciam não atrapalhar em nada a locomoção. Seus tão lisos cabelos eram bagunçados pelos ventos calmos.  
Nenhum dos viajantes deu uma palavra sequer aos outros, porque a maioria estava vendo parte da cidade e estava ocupada demais para gastar tempo conversando. Vladimir, Boris e Desislav nunca haviam estado em Odessos antes. Era claro que achariam aquela cidade extremamente bela, muito mais bonita do que Pliska. Pliska era pequena, parecia mais uma cidadela. Mal tinha estrutura para abrigar as sedes do governo e de fato NÃO abrigava-as todas. d'Akins centrou-se apenas ao Porto.
Estava preocupada com os três deixados para trás e nada mais. Não tinha como saber se estavam vivos, se haviam sido capturados, se estavam mortos ou se estavam em caminhos errados. Muito menos não sabia se estavam chegando até Odessos OU se fizeram jornada às montanhas. Pensava que descobriria quando chegassem ao Porto. Quem não chegava até Odessos pelos portões normalmente conseguia pelos Portos, que possuíam uma menor dificuldade de acesso, embora segurança extremamente reforçada.

E assim permaneceram os doze caminhando em direção ao destino final em Odessos. Eles estavam ansiosos num geral, a maioria estava pensando múltiplas coisas. A maioria queria era presenciar existência de criaturas esquisitas, até pareciam crianças em primeira viagem - desrespeitavam até mesmo uns aos outros quando conversavam a respeito daquela bem estranho assunto. Que não assustava d'Akins, mas sim, apenas a mantinha pensando: se as coisas existissem, então como fariam para contorná-las? Teriam de batalhar. Quantas bem épicas batalhas poderiam estar à frente não sabia, só sabia que as preparações estavam... Imensamente focadas apenas a elas.
Atingiram a última rua antes da entrada para o Porto. Aquela rua era normalmente pouco - pouquíssimo para falar verdade - movimentada - possuindo apenas duas pessoas para um comprimento equivalente a trinta e cinco metros. E as pessoas passavam em intervalos de tempo bastante longos. Era quase como um beco. Um beco construído para o Porto, com utilidades até aqueles dias muito elusivas. Em breve chegariam eles até onde precisavam E d'Akins tentaria embarcá-los todos o quanto antes, já que certas embarcações esperavam apenas algumas pessoas antes que pudessem partir...


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